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MP aponta que primeira-dama de João Pessoa teria relação com facção criminosa para influenciar resultado das eleições

Lauremília Lucena, primeira-dama de João Pessoa — Foto: Instagram/Reprodução

Denunciada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), a primeira-dama de João Pessoa é apontada como integrantes de um esquema criminoso com uma facção criminosa para influenciar o resultado das eleições de 2024, onde o marido, Cícero Lucena, foi reeleito prefeito da capital.

A primeira etapa da operação Território Livre foi deflagrada em 10 de setembro de 2024 e cumpriu três mandados de busca e apreensão. No dia 19 do mesmo mês, foi realizada a 2ª fase, com sete mandados de busca e apreensão, além da prisão da então vereadora Raíssa Lacerda. E, no fim do mês, no dia 28, a 3ª fase cumpriu dois mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, contra a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena e a secretária dela, Tereza Cristina Barbosa.

As investigações revelaram a existência de uma organização criminosa complexa, composta por agentes políticos, servidores públicos e integrantes de uma facção criminosa voltada à prática de corrupção eleitoral, aliciamento violento de eleitores, constrangimento de candidatos e apropriação de recursos públicos.

Segundo o que foi apurado, a facção atuava no controle territorial de bairros da capital paraibana, como São José e Alto do Mateus, impondo, por meio de intimidação e violência, restrições à livre manifestação política e ao direito de voto. Em contrapartida, líderes do grupo criminoso e seus parentes recebiam cargos e benefícios na Administração Pública Municipal, consolidando um ciclo de favorecimentos ilícitos.

As provas reunidas incluem interceptações telefônicas, mensagens eletrônicas, documentos oficiais e apreensão de valores em espécie, evidenciando a profunda infiltração da criminalidade organizada no processo democrático.

Com o recebimento da denúncia, o Ministério Público, a Polícia Federal e todo o sistema eleitoral reafirmam o compromisso de proteger a lisura das eleições, a liberdade do voto e a integridade das instituições democráticas, adotando todas as medidas legais necessárias para a responsabilização dos envolvidos.

Atuação de Lauremília

O esquema que Lauremília fazia parte incluia dois chefes de facção. Ela teria feito acordos com os criminosos em busca de apoio nos territórios em que eles têm controle.

Para isso, ela participou ativamente de um esquema de influência em que conseguia a nomeação para cargos na prefeitura de pessoas indicadas pelos criminosos, segundo a decisão.

Além de conseguir cargos públicos para aliados das facções, o esquema ainda, segundo a Justiça, teria ameaçado eleitores e opositores, além fazer promessas indevidas em troca de votos.

Blog do BG PB

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Associações reagem à ação do MPF contra a Jovem Pan e defendem liberdade de imprensa

Foto: Jovem Pan News

As associações que representam emissoras de rádio e televisão no país divulgaram notas nesta segunda-feira (15) em defesa da liberdade de imprensa, após o Ministério Público Federal (MPF) apresentar alegações finais em uma ação civil pública que pede o cancelamento da outorga da Jovem Pan. A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) afirmou acompanhar de perto o processo e reforçou que divergências sobre conteúdos veiculados devem ser tratadas dentro da legalidade, sem comprometer a segurança jurídica do setor. A entidade destacou que a liberdade editorial é um direito constitucional e alertou para o risco de fragilizar a comunicação social no Brasil.

Já a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) classificou o pedido do MPF como uma medida “extrema e grave, sem precedentes no Estado Democrático de Direito”. A entidade reiterou seu compromisso com o pluralismo de opinião e pediu que o Judiciário afaste iniciativas que considere desproporcionais.

Os advogados da Jovem Pan questionam a forma como o MPF divulgou o andamento da ação em seu site oficial. A emissora argumenta que a publicação tentou vincular o processo à recente condenação de réus no Supremo Tribunal Federal (STF) por tramar contra o Estado Democrático de Direito, o que considera indevido. Ressalta ainda que não é parte em nenhuma dessas ações penais e que suas alegações finais estão disponíveis no sistema da Justiça Federal. A ação civil pública contra a Jovem Pan foi proposta em 2023 e segue o trâmite normal da Justiça. O caso ainda será analisado pelo Judiciário.

Leia as notas das associações

Nota da AESP

A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP), entidade que há nove décadas representa a radiodifusão paulista, reafirma seu compromisso incondicional com a liberdade de imprensa, a pluralidade de vozes e a preservação das concessões públicas de rádio e televisão como pilares de uma sociedade democrática. A liberdade editorial é um direito fundamental, garantido pela Constituição Federal, e deve ser respeitada em toda sua plenitude. Eventuais divergências ou questionamentos relacionados ao conteúdo veiculado pelas emissoras devem ser tratados dentro dos marcos legais e institucionais, sem comprometer a segurança jurídica do setor nem abrir precedentes que possam fragilizar a comunicação social no Brasil. A AESP acompanha com atenção os desdobramentos do processo envolvendo a Jovem Pan, emissora associada à entidade, e reforça a necessidade de que o debate seja conduzido com equilíbrio, responsabilidade e respeito à independência dos veículos de comunicação.

Nota da Abert

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) acompanha com preocupação os recentes desdobramentos da ação judicial proposta pelo Ministério Público Federal, que busca o cancelamento da outorga da Rádio Jovem Pan. A entidade destaca que a liberdade de programação das emissoras é essencial para o livre exercício do jornalismo e para a preservação do pluralismo de opinião.

Segundo a Abert, o cancelamento de uma outorga de radiodifusão é uma medida “extrema e grave”, sem precedentes no Estado Democrático de Direito. A associação reafirmou seu compromisso com a liberdade de imprensa e manifestou expectativa de que o Poder Judiciário afaste medidas consideradas desproporcionais e prejudiciais à comunicação social no país.

Posicionamento oficial dos advogados da Jovem Pan sobre o tema

Em resposta à nota publicada pelo Ministério Público Federal em seu site nesta segunda-feira (15), a Jovem Pan informa que não comenta ações em curso, que mantém sua plena confiança no Poder Judiciário, e que a íntegra das suas alegações finais pode ser consultada no site da Justiça Federal, mediante busca ao processo nº 5019210-57.2023.4.03.6100.

No entanto, tendo em vista a reprovável conduta adotada pelo MPF, ao divulgar informações equivocadas em seu site, a emissora se vê obrigada a prestar os necessários esclarecimentos à sociedade:

1) A Jovem Pan não é ré em nenhuma das ações penais recentemente julgadas pelo Supremo Tribunal Federal, tampouco figurou como investigada em quaisquer dos inquéritos que lhes deram origem;

2) A corroborar a conduta indevida por parte do MPF, importante notar que não há, nesta ação, qualquer imputação de índole criminal, de modo que vincular a apuração destes autos às condenações criminais proferidas pelo STF, para além da ausência de técnica, é uma indevida tentativa de influenciar o juízo e os leitores com uma narrativa completamente dissociada dos elementos dos autos.

Por fim, e mantendo a coerência com o posicionamento adotado ao longo de seus mais de 80 anos de história, a Jovem Pan reitera seu compromisso com a democracia, com os Poderes e Instituições que sustentam a nossa República e com a nossa Constituição cidadã, que tem como um de seus pilares a liberdade de expressão.

Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados Associados
Wald, Antunes, Vita, Blattner Advogados
Bermudes Advogados

Jovem Pan News

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DF sedia 1º Congresso de Infraestrutura, Limpeza Urbana e Saneamento

Nos dias 23 e 24 de setembro, Brasília será palco do 1º Congresso de Infraestrutura, Limpeza Urbana e Saneamento da Alubrás, um encontro inédito que reunirá grandes nomes do Poder Público, da academia e do setor produtivo para debater os desafios e as soluções para os serviços urbanos essenciais no Brasil. O evento será no hotel Royal Tulip Brasília Alvorada e terá como eixo central o fortalecimento da infraestrutura urbana com foco em inovação, sustentabilidade e governança.

“O congresso assume relevância estratégica porque marca os cinco anos do marco legal do saneamento e da infraestrutura urbana, um período que já permite avaliar avanços, lacunas e desafios regulatórios”, frisa Flávio Abreu Filho, diretor jurídico da Alubrás.

“Reunir especialistas, gestores públicos, empresas privadas e órgãos de controle em um mesmo espaço é essencial para consolidar um diagnóstico realista e discutir caminhos concretos para acelerar investimentos”, ressalta.

“O evento se insere em um momento crucial: o setor precisa garantir segurança jurídica e atratividade para capital privado ao mesmo tempo em que assegura o cumprimento da meta de universalização dos serviços até 2033.”

Flávio Abreu Filho, diretor jurídico da Alubrás
A programação do evento contempla painéis técnicos, debates jurídicos e apresentações de cases de sucesso com destaque para temas como regulação, financiamento, gestão pública, resíduos sólidos e concessões.

Entre os participantes confirmados estão: Jorge Messias, advogado-geral da União; Marçal Justen Filho, advogado e doutor em Direito do Estado; Karlin Niebuhr, doutora em Direito pela USP; Carlos Vinícius Alves Ribeiro, secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); além de professores renomados e gestores públicos de todo o país.

Com expectativa de reunir cerca de 800 participantes, o congresso visa a fortalecer o diálogo entre o setor público e privado, estimular a inovação e impulsionar a melhoria da qualidade de vida nas cidades.

“A expectativa é que o congresso produza propostas inovadoras em três frentes principais: financiamento, tecnologia e governança”, afirma o diretor jurídico.

“No campo financeiro, debateremos modelos que facilitem a formação de consórcios regionais e ampliem o acesso a crédito de longo prazo. Em inovação, destacam-se soluções tecnológicas voltadas para eficiência energética, digitalização da gestão e reaproveitamento sustentável de resíduos”, complementa. “Já em governança, o foco está em aprimorar a regulação e a fiscalização, garantindo maior transparência, segurança jurídica e eficiência na prestação dos serviços.”

“Tudo isso converge para o objetivo central: transformar a infraestrutura urbana em instrumento efetivo de melhoria da qualidade de vida da população.”

Flávio Abreu Filho, diretor jurídico da Alubrás
O encontro também contará com uma área expositiva dedicada a soluções tecnológicas, experiências de sucesso e oportunidades de parcerias institucionais.

Divulgação

“Nossa expectativa é que dezenas de protocolos de intenção e entendimentos sejam firmados, criando um ambiente favorável para a consolidação de projetos que possam sair do papel e efetivamente contribuir para que o Brasil atinja a meta de universalização até 2033.” Flávio Abreu Filho, diretor jurídico da Alubrás

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Aliança entre PT e Hugo Motta na Paraíba ameaça anistia a Bolsonaro

Foto: Wilton Júnior

Uma aliança eleitoral regional nas eleições de 2026 virou um dos principais entraves para que avance no Congresso o processo de anistia a Jair Bolsonaro (PL)e demais condenados na trama golpista e no 8 de janeiro.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), discute com o PT uma composição para apoiar conjuntamente o atual vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ao governo do estado. O acordo incluiria também o apoio ao Senado do pai de Motta, Nabor Wanderley (Republicanos), atualmente prefeito de Patos, o reduto eleitoral da família de Hugo Motta.

Essa articulação é apontada por aliados de Hugo e também pela oposição como um dos motivos pelos quais o presidente da Câmara não abraça a pauta da anistia.

Isso porque pesquisas apontam apoio majoritário do eleitor do estado a Lula e Hugo tem receio de que uma postura dele pró-anistia possa ameaçar a aliança e, em especial, o principal projeto do presidente da Câmara em 2026, eleger o pai senador.

Isso explicaria os movimentos de Hugo contrários à anistia. Nesta semana, por exemplo, ele disse que “não há previsão nem de pauta e nem de relator” para o assunto.

CNN

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Carro de F1 e armas: Veja as apreensões da PF contra fraudes no INSS

A PF (Polícia Federal) prendeu, na manhã desta sexta-feira (12), Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, acusados de serem operadores do esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas. A prisão da dupla foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Os agentes da PF também cumprem mandados de busca e apreensão contra o advogado Nelson Willians, cujo escritório já estava na mira da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que apura o escândalo.

Na operação desta sexta, a PF apreendeu uma Ferrari F8, cujo valor pode ultrapassar os R$ 4 milhões, e uma réplica da McLaren MP4/8, modelo utilizado por Ayrton Senna na temporada de 1993 da Fórmula 1. Além disso, também foram apreendidos dinheiro, relógios e móveis de luxo, quadros, esculturas e armas.

A PF não havia informado a quem pertencem os itens até o momento da publicação desta matéria.

CNN

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Defesa de Bolsonaro e outros condenados avaliam recursos no STF

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Com a definição das penas no STF (Supremo Tribunal Federal), a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos demais condenados analisa os caminhos possíveis para tentar reverter a decisão.

Ainda há margem para apresentação de recursos antes do chamado trânsito em julgado, etapa em que o processo se torna definitivo.

O instrumento mais imediato são os embargos de declaração. Embora raramente mudem o resultado de um julgamento, eles permitem apontar eventuais contradições, omissões ou obscuridades nos votos dos ministros.

Na prática, costumam ser rejeitados pelo STF e são frequentemente interpretados como manobras para protelar o fim da ação penal.

Outra alternativa em estudo é recorrer a instâncias internacionais. Advogados avaliam levar o caso a cortes externas, como a Interamericana de Direitos Humanos, sob alegação de violações a garantias fundamentais e ao devido processo legal. Nesse cenário, a condenação não seria suspensa, mas o Brasil poderia ser alvo de responsabilização em organismos multilaterais.

Já os embargos infringentes — recurso que permitiria um novo julgamento em hipóteses específicas — não se aplicam a essa ação penal. Esse tipo de medida só pode ser usado quando há divergência significativa entre os ministros, com pelo menos dois votos favoráveis à absolvição, o que não ocorreu no processo contra Bolsonaro.

Enquanto definem a estratégia, os defensores do ex-presidente também cogitam insistir na manutenção da prisão domiciliar em caso de execução da pena. A avaliação é de que, diante da condição de ex-presidente e do impacto político da condenação, a medida seria mais adequada do que o cumprimento imediato em regime fechado.

CNN

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Rubio promete resposta dos EUA após condenação de Bolsonaro

Foto: Jacquelyn Martin/Pool via REUTERS

O secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, criticou Alexandre de Moraes e outros ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (11) pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.

“As perseguições políticas do violador de direitos humanos Alexandre de Moraes, sancionado, continuam, já que ele e outros membros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram injustamente pela prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro”, disse Rubio.

O secretário de Estado acrescentou que os EUA “responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”.

Com a decisão, Bolsonaro se torna o primeiro presidente do Brasil a ser condenado por golpe. O ex-presidente e outros réus respondem na Suprema Corte a cinco crimes. São eles:

  • organização criminosa armada;
  • tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
  • golpe de Estado;
  • dano qualificado pela violência e ameaça grave; e
  • deterioração de patrimônio tombado.

CNN

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Justiça Eleitoral cassa prefeito Artur Vieira,vice e vereador de Riacho dos Cavalos por compra de votos

A juíza Fernanda de Araújo Paz, da 38ª Zona Eleitoral de Catolé do Rocha, determinou nesta terça-feira (10) a cassação dos mandatos do prefeito Athur Vieira Carvalho (PP), do vice-prefeito Joaquim Carreiro Barbosa (Republicanos) e do vereador Roberto Martins de Oliveira (PP), todos de Riacho dos Cavalos. Eles são acusados de abuso do poder econômico nas eleições de 2024 e seriam os beneficiários de um bem estruturado esquema de compra de votos. As investigações tiveram início após o episódio que ficou conhecido como “escândalo do dinheiro voador” e resultou na operação Mamon do Sertão, da Polícia Federal.

Para quem não lembra, este caso ganhou notoriedade em 12 de setembro do ano passado, quando um avião foi apreendido com malotes de dinheiro. De acordo com as investigações, após denúncia anônima, a Polícia Federal flagrou em poder de um empresário ligado ao setor de supermercados de João Pessoa e do filho, a importância de R$ 100 mil. Eles desembarcavam no Aeródromo de Catolé do Rocha, onde eram esperados por Arthur Vieira e Roberto Martins, ambos candidatos. Além do dinheiro, foram encontrados materiais de campanha eleitoral dos postulantes.

Na decisão, a magistrada refutou preliminares da defesa, como nulidade das provas por denúncia anônima ou quebra de cadeia de custódia, e detalha como diálogos telemáticos e relatórios financeiros (COAF) comprovam a compra sistemática de votos e o uso de “caixa dois”. A juíza eleitoral conclui pela procedência da ação, reconhecendo a prática de ilícitos graves que comprometeram a legitimidade das eleições municipais de 2024 em Riacho dos Cavalos, culminando na cassação dos mandatos. As investigações mostraram o caso de “compra” de vereador por R$ 100 mil, pagos em duas parcelas.

A magistrada diz ainda, na ação, que a defesa não conseguiu comprovar a origem lícita dos R$100 mil apreendidos. Alega ainda que a forma fracionada dos saques e a movimentação em espécie, sem justificativa, são consideradas indicativos de financiamento irregular de campanha via “caixa dois” e lavagem de dinheiro. Teria havido, também, o uso de laranjas no esquema de compra de votos. Ainda cabe recurso da sentença.

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Tiroteio após briga entre alunas causa pânico em escola de João Pessoa

A escola municipal Tharcilla Barbosa França, em Gramame, foi alvo de tiros na noite dessa terça-feira (9). De acordo com informações da Polícia Militar, o episódio foi registrado após uma discussão entre alunas adolescentes dentro da escola. 

O pai de uma das alunas envolvidas na discussão foi até a escola e tentou agredir funcionários e a aluna que havia discutido com a filha. No local, o homem também chegou a agredir a própria esposa.

Ao sair da unidade de ensino, segundo a Polícia, o homem “avisou que iria se armar com arma de fogo pra resolver a situação”. “Minutos depois, dois homens em uma moto efetuaram tiros contra a escola”, disse o Comandante Pereira, da PM.

A Polícia Militar foi acionada e conseguiu localizar e prender os dois suspeitos de atirar contra a escola. Eles foram levados para a Cidade da Polícia Civil, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Conforme a Polícia Militar, a escola receberá reforço na segurança nesta quarta (10), “para que seja garantida a ordem, a segurança e a tranquilidade da rede escolar.”

MaisPB

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STF retoma julgamento de Bolsonaro com voto decisivo de Fux

Luiz Fux compartilha da indignação com ingerência americana - PlatôBR

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retoma nesta quarta-feira (10), às 9h, o julgamento do “núcleo crucial” da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O placar está em 2 a 0 para condenar os réus. A sessão começará com o voto do ministro Luiz Fux.

Terceiro a se manifestar, Fux terá papel decisivo no julgamento. Seu posicionamento pode consolidar a maioria pela condenação, definindo o resultado do julgamento, ou marcar a primeira divergência em relação ao relator, ministro Alexandre de Moraes.

Na terça-feira (9), votaram Moraes e Flávio Dino. Ambos pediram a condenação de Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus pelos cinco crimes dos quais foram acusados: abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Com exceção do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que teve a acusação de dois crimes suspensos pela Câmara. Ele teve dois votos para condenação por golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

Moraes e Dino defenderam que Bolsonaro tinha papel de liderança na organização criminosa pelo golpe e, por isso, deverá ter pena maior.

Flávio Dino, porém, já sinalizou que considera uma pena menor em relação aos ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira e Augusto Heleno e a Ramagem, ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

CNN

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