A Secretaria Estadual da Saúde vai reativar leitos para atendimento de pacientes com Covid-19 após registro de cenário preocupante com aumento de casos da doença na Paraíba. De acordo com a secretária Renata Nóbrega, a tendência é de que o registro de casos continue em crescimento neste mês de julho.
Dados mostram que 70% dos óbitos provocados pela doença são de idosos que não receberam a quarta dose da vacina. Foi retomado então o plano de contingência para reativar os leitos que passaram a ser utilizado por pessoas com outras enfermidades após redução dos casos da Covid-19.
Segundo Renata Nóbrega, há cerca de 500 leitos ativos, quando somados os da rede estadual aos de João Pessoa e Campina Grande. Nos hospitais de Cajazeiras, Piancó e Pombal serão retomados alguns leitos para contingência. Permanecem ativos os leitos no Hospital de Clínicas, em Campina Grande, Prontovida, Frei Damião e Clementino Fraga, em João Pessoa.
“O momento é de cautela, preocupação e proteção coletiva, considerando a circulação da nova subvariante da ômicron. Pedimos atenção especial às pessoas que estão com síndrome gripal, para que façam o teste e se for Covid manter o isolamento e não continuar circulando”, alertou a secretária, em entrevista à TV Cabo Branco.
No dia 30 de julho será realizado um Dia D da vacinação contra covid-19 nos municípios para tentar ampliar o percentual de pessoas vacinadas com doses de reforço.
O caso suspeito de varíola dos macacos na Paraíba foi descartado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). De acordo com a secretária Renata Nóbrega, existe uma preocupação com as notificações no estado vizinho do Rio Grande do Norte.
Na sexta-feira, o Rio Grande do Norte confirmou o primeiro caso. Nessa segunda-feira (4), foi registrada mais uma notificação de paciente com suspeita da doença.
A secretária afirmou que apesar de não ter casos confirmados, por estarmos no período chuvoso, com maior circulação de doenças respiratórias, o uso de máscaras vai colaborar na prevenção.
Quem tiver com sintomas como erupções cutâneas e febre, a orientação é buscar atendimento médico. O Hospital Clementino Fraga é referência no tratamento de doenças infectocontagiosas.
O Ministério da Saúde informou neste domingo (3) que, até o momento, 76 casos de varíola dos macacos (monkeypox) foram confirmados em todo o país.
Desse total, foram registrados um caso no Distrito Federal, um no Rio Grande do Norte, dois em Minas Gerais, dois no Rio Grande do Sul, dois no Ceará, 16 no Rio de Janeiro e 52 em São Paulo.
“A pasta, por meio da Sala de Situação e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS Nacional) segue em articulação direta com os estados para monitoramento dos casos e rastreamento dos contatos dos pacientes”, disse o ministério.
Rio de Janeiro
Também em nota, a Secretaria de Saúde do Rio relatou que até a última sexta-feira (1º), haviam sido notificados no estado 39 casos suspeitos da doença, dos quais 13 foram confirmados, sendo nove pacientes no município do Rio, incluindo o caso que veio para a capital, procedente de Londres, Inglaterra.
Os demais estão assim distribuídos: um em Maricá, na Região dos Lagos; um em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; um em Queimados, também na Baixada e residente em Portugal; e um em Niterói, na região metropolitana do Rio, procedente da Inglaterra. Mais seis casos permanecem em investigação e 20 foram descartados.
A diferença entre o total relatado pela secretaria e pelo Ministério da Saúde pode ser explicada, segundo a assessoria do órgão estadual, pela não confirmação de casos ainda pela área técnica.
“Os casos confirmados e suspeitos são monitorados diariamente pela secretarias estaduais e pelas equipes de Vigilância em Saúde dos municípios”, informou.
A secretaria ressaltou que embora a doença tenha sido identificada pela primeira vez em macacos, o surto atual não tem relação com esses animais.
A Secretária de Saúde da Paraíba, Renata Nóbrega, afirma que o estado pode registrar um aumento no número de casos de Covid-19 após o período de São João.
Renata explica que o Governo Estadual já está fazendo o monitoramento referente a um aumento dos casos da doença e um possível aumento em junho, julho e agosto deve ser visto no estado. Os números da pandemia na Paraíba devem abaixar apenas na primeira quinzena de agosto, segundo ela.
Porém, conforme Renata, não só os festejos juninos contribuem para a subida na curva de contágio – a subvariante da omicron também se apresenta como um empecilho para a saúde.
Com um poder de transmissibilidade muito alto, vitimas da subvariante ômicron XQ já foram registradas nos estados em Pernambuco e Rio Grande do Norte. “Os festejos juninos potencializam o contágio até pela confirmação em estados vizinhos com a nova variante da ômicron”, disse Renata.
Ela afirma que esse aumento previsto deve ser parecido com o observado nos meses de janeiro, fevereiro e março deste ano.
Apesar disso, Renata explica que um crescimento maior que janeiro de 2022, é pouco provável e depende da resposta da população à vacinação.
Ela ressalta que estar com todas as doses em dia e principalmente tomar a quarta dose é essencial para que o coronavírus não atinja seu pico novamente no estado.
Um estudo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostra que a cidade de João Pessoa tem condições socioambientais favoráveis ao Aedes aegypti, mosquito transmissor de diferentes doenças como Dengue, Zika e Chikungunya.
Segundo a pesquisa, os bairros de Mangabeira, Cruz das Armas e Alto do Mateus são os que apresentam condições mais favoráveis à proliferação do Aedes aegypti e, possivelmente, à transmissão de arboviroses, devido a fatores como densidade demográfica, nível educacional, renda média por domicílios, abastecimento de água, tratamento de esgoto e coleta de resíduos.
No entanto, em 2018 a infestação do mosquito se deu, principalmente, em Manaíra e no Castelo Branco, além de no Alto do Mateus, no mês de julho, por conta da presença de recipientes/depósitos e de armazenamento de água para consumo humano nessas regiões. As notificações de Dengue e de Chikungunya tiveram picos em maio e junho daquele ano.
“Em João Pessoa, o ciclo de vida do Aedes aegypti, ou seja, sua reprodução, eclosão e disseminação ocorrem principalmente em março, na interfase do período seco para o chuvoso. A incidência dos casos de Dengue e Chikungunya é complexa e multifatorial”, explica Anne Freitas, autora do estudo e egressa do curso de doutorado do Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da UFPB.
Segundo a pesquisadora, entre os principais aspectos para incidência de arboviroses, estão ecologia, microclima, epidemiologia, transporte/movimentação de mercadorias e pessoas e condições sociais e urbanas. Especificamente, as condições microclimáticas positivas para fecundidade, fertilidade e sobrevivência do Aedes aegypti são temperatura entre 25 °C e 30 °C, umidade entre 60% e 80% e precipitação até 267 milímetros.
Já as razões socioeconômicas fundamentais são densidade demográfica, nível educacional e renda, abastecimento de água, tratamento de efluentes e coleta de resíduos.
“Levando em consideração que a duração mínima do ciclo de vida da fêmea do Aedes aegypti é de até 58 dias e que o pico de notificações em João Pessoa, em 2018, aconteceu em maio, o mosquito se reproduziu e passou pelos estágios de desenvolvimento (ovo-larva-pupa-adulto) em março e, posteriormente, realizou hematofagia, nome dado nas Ciências Biológicas à alimentação com o sangue de outro animal. É durante esse hábito que vírus são transmitidos aos seres humanos, com aparecimento dos primeiros sintomas em maio”, esclarece a pesquisadora da UFPB.
O estudo foi realizado em nove bairros de João Pessoa: Castelo Branco, Expedicionários, Manaíra, Cabo Branco, Mangabeira, Cruz das Armas, Alto do Mateus, Centro e Bancários, nos quais foi executada a medição de temperatura e de umidade do ar por meio do aparelho Termo-higrômetro Digital com data logger HOBO, um registrador de dados
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba, referente a arboviroses e publicado em 30 de maio de 2022, foram registrados mais de 300 casos e um óbito por arboviroses neste ano, em João Pessoa, até agora. No Estado, são 13.568 casos prováveis de Dengue, 9.332 de Chikungunya e 375 de Zika, totalizando 23.275 casos prováveis e 20 óbitos suspeitos de arboviroses até aqui, na Paraíba.
Nas últimas 24 horas foram confirmados 102 casos de Covid-19 na Paraíba, todos leves. Até esta terça-feira (21) o estado já contabilizou um total de 611.530 casos da doença. Os municípios que mais apresentaram registros nas últimas 24h foram: João Pessoa (49), Campina Grande (25), Água Branca (10) e Cacimba de Dentro (4).
A faixa etária com maior índice de casos confirmados nas últimas 24h compreende indivíduos entre 30 e 39 anos, sendo 13 casos em mulheres e 09 em homens. Foram registrados 03 óbitos nas últimas 24h. As vítimas são todas mulheres, com idade entre 67 e 81 anos, residentes nos municípios de João Pessoa (2) e Pocinhos (1). Cardiopatia foi a comorbidade mais comum. Agora a Paraíba totaliza 10.239 óbitos por covid-19. No momento, o estado segue com 02 óbitos em investigação.
A Camex (Câmara de Comércio Exterior), vinculada ao Ministério da Economia, anunciou nesta sexta-feira (17) a prorrogação da redução do imposto de importação sobre insumos relacionados ao combate da pandemia de Covid-19. Na lista, incluiu medicamentos com risco de desabastecimento, como ocitocina e neostigmina.
“Foram incluídos 13 novos insumos farmacêuticos/medicamentos, com base em recomendações do Ministério da Saúde”, afirmou a Camex, em nota.
No início de junho, entidades médicas enviaram ao Ministério da Saúde um alerta sobre o baixo estoque de cinco medicamentos de uso hospitalar e pré-hospitalar: dipirona, neostigmina, atropina, amicacina e ocitocina, todos injetáveis. As associações pediam que a pasta ajudasse na regulação do mercado.
Para a “lista Covid”, segundo o Ministério da Economia, o prazo que expiraria em 30 de junho foi estendido até o fim de 2022.
“Como resultado, continuará zerada a alíquota de uma ampla lista, composta por 645 produtos, que inclui medicamentos, equipamentos hospitalares, itens de higiene pessoal e outros insumos utilizados no enfrentamento à Covid-19”, disse.
Segundo representantes de associações médicas, a decisão irá ajudar a resolver parte do problema do baixo estoque de remédios. No entanto, ainda há medicamentos em falta que não apareceram na lista. Na próxima segunda-feira (20), membros das associações irão se reunir para mapear outros produtos que correm risco de desabastecimento.
O secretário-executivo do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Mauro Junqueira, disse que os municípios e hospitais continuam com dificuldade para comprar tais medicamentos.
“Várias ações são importantes [para regular o mercado], como a importação desse produto e a proibição da exportação, que o Ministério da Saúde está discutindo para os produtos que estão em falta. Vamos aguardar para ver se resolve”, afirmou.
A “lista Covid” foi elaborada com o objetivo de incrementar a oferta de medicamentos destinados a combater a pandemia, bem como de máquinas e insumos utilizados para a fabricação nacional desses produtos. O objetivo é aumentar sua disponibilidade, diminuir os custos para o sistema de saúde brasileiro e para o cidadão.
Medicamentos como cloroquina, ivermectina e azitromicina continuam recebendo benefícios fiscais concedidos a produtos de combate ao coronavírus, embora tenham a eficácia descartada pela comunidade científica.
Os principais medicamentos que integram o chamado kit Covid se mantiveram em alta em 2021, com vendas que representam mais do que o dobro do registrado no período pré-pandemia.
Em janeiro, o Ministério da Saúde barrou a publicação de uma diretriz elaborada por especialistas que contraindicava o uso do kit Covid no SUS (Sistema Único de Saúde).
O texto não teria poder de proibir médicos de utilizarem o kit Covid, mas representaria um revés para as bandeiras negacionistas do governo Jair Bolsonaro (PL), pois seria uma orientação da Saúde contrária ao chamado tratamento precoce. Ou seja, ao uso de medicamentos sem eficácia.
Nesta sexta, a Camex também anunciou a redução na cobrança do imposto de importação sobre videogames e acessórios. O corte foi antecipado por Bolsonaro nas redes sociais na quinta (16). Segundo o presidente, a determinação entrará em vigor a partir de 1º de julho.
As alíquotas incidentes sobre as importações de partes e acessórios dos consoles e das máquinas de jogos de vídeo passarão de 16% para 12%, enquanto será zerada a cobrança do imposto sobre videogames com tela incorporada, portáteis ou não, e suas partes. Hoje, a tarifa cobrada é de 16%.
Essa é a quarta vez que o governo promove algum tipo de desoneração tributária para videogames. Em agosto de 2021, reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) desses produtos. Na época, as tarifas cobradas sobre consoles caíram de 30% para 20%.
Segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto a menos de quatro meses das eleições, Bolsonaro vem promovendo uma série de reduções em impostos. Em 23 de maio, a Camex aprovou um corte de 10% nas alíquotas do imposto de importação sobre itens básicos. Feijão, carne, massas, arroz e materiais de construção estavam entre os produtos incluídos na redução tarifária.
A ampliação da imunização contra a covid-19 para 40+ deve ser iniciada nos próximos dias em João Pessoa. O chefe da coordenação de imunização Fernando Virgolino, explicou que a imunização foi ampliada para 50+, e que para redução da idade basta uma sinalização do governo.
Desde o mês passado que a aplicação da quarta dose é destinada para o público 50+, trabalhadores da saúde e indivíduos imunossuprimidos que tenham recebido a terceira dose há, pelo menos, 120 dias. “Ainda está em 50+. Estamos aguardando o estado sinalizar a diminuição da faixa etária”, explicou o coordenador.
Estão disponíveis as primeiras doses para o público 5+, além de segundas doses da Coronavac (28 dias após a primeira dose), Pfizer (60 dias), Astrazeneca (90 dias) e Janssen. Pode tomar a terceira dose, a população com idade a partir de 12 anos (120 dias após a segunda dose), imunossuprimidos (28 dias) e os trabalhadores de saúde (120 dias).
Foto: Romildo de Jesus/Futura Press/Estadão Conteúdo
O Ministério da Saúde deve liberar a aplicação da quarta dose da vacina contra a Covid-19 em pessoas com mais de 40 anos. A medida foi discutida nesta quinta-feira (16) durante uma reunião do PNI (Programa Nacional de Imunização). O anúncio oficial sobre a permissão da nova dose de reforço para esse público deve sair nos próximos dias.
No início de junho, o Ministério da Saúde já havia recomendado a quarta dose do imunizante a pessoas acima dos 50 anos. Desde então, as pessoas dessa faixa etária que já tomaram a primeira dose de reforço (terceira dose) há mais de quatro meses já são elegíveis para reforçar a proteção.
Na ocasião, o governo enfatizou que gostaria de vacinar, especialmente, trabalhadores acima dos 50 anos que estão na linha de frente dos serviços de saúde, com maior risco de contaminação. São usadas as vacinas da Pfizer, Janssen e AstraZeneca, independentemente da dose aplicada anteriormente.
O motivo para ampliar a vacinação, segundo o Ministério da Saúde, é o aumento da transmissão da Covid-19, com crescimento de casos graves, hospitalizações e óbitos, observados principalmente em locais em que as coberturas vacinais não atingiram níveis ideais.
“Embora existam, até o momento, poucos dados em relação à magnitude e duração do benefício de uma segunda dose de reforço com vacinas contra a Covid-19, diferentes estratégias de vacinação devem ser utilizadas com base na situação epidemiológica e na disponibilidade de vacinas.
O surgimento de novas variantes de preocupação e tendência de aumento do número de casos de Covid-19 também devem ser considerados, sobretudo para recomendações a grupos mais vulneráveis e expostos”, dizia o documento assinado pela Secretaria de Enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde.
Em junho, a Paraíba registrou 9 novos casos de gestantes infectadas pelo zika vírus. Também foi registrada uma nova morte por dengue. A zika é a principal causadora de microcefalia em bebês. Ao total, são 10 casos confirmados de grávidas com zika no estado. Os dados são da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgados nesta segunda-feira (13), através do boletim correspondente a semana epidemiológica 24.
Segundo o médico infectologista, Fernando Chagas, quanto mais no início da gestação ocorrer a contaminação, maiores são as chances da criança nascer com microcefalia.
O médico especialista recomenda às gestantes a utilização do repelente. “Principalmente a base de icaridina, uma substância boa contra o mosquito”, diz Fernando Chagas.
“O ideal é usar o repelente no início da manhã e no final da tarde, que são os momentos onde a fêmea (já que é a fêmea que pica) sai para procurar sangue. Outra sugestão é colocar telas nas portas e janelas. Sempre no início da manhã e no final da tarde, quando a temperatura cai, você deve fechar as janelas e portas”, alerta Fernando Chagas.
Dados
Ao total, são 10 casos confirmados de grávidas com zika e cinco mortes por arboviroses no estado este ano. Até esta segunda-feira (13), são 17.433 casos prováveis de dengue, 11.159 casos prováveis de chikungunya e 601 casos de zika.
Comente aqui