A pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha, nesta sexta-feira (7), mostra que o presidente Jair Bolsonaro (PL) herda mais votos de Ciro Gomes (PDT) do que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar do apoio formal do partido e do pedetista ao candidato do PT, o chefe do Executivo é o preferido de 42% dos eleitores de Ciro no segundo turno, enquanto o percentual favorável a Lula soma 31%.
Já entre os eleitores que optaram por Simone Tebet (MDB) no primeiro turno, há mais equilíbrio na distribuição de votos no segundo turno. Lula recebe 31% dos votos de Tebet — mesmo percentual dele em relação a Ciro —, e outros 29% migram para Bolsonaro.
Contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, a pesquisa ouviu 2.884 pessoas, entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-02012/2022.
Sem citar o nome de Lula, Ciro Gomes anunciou, na última terça-feira (4), que segue a orientação de seu partido de conceder apoio unânime à candidatura petista no segundo turno. O ex-presidenciável disse que não aceitará “cargos em um eventual novo governo” de Luiz Inácio Lula da Silva e destacou que, apesar do apoio momentâneo, seu papel no próximo ano será “fiscalizar qualquer desvio do novo governo”.
A emedebista foi mais clara do que Ciro ao declarar apoio a Lula. Na sexta-feira (7), em encontro público, ela afirmou que dará “total apoio” à campanha do petista e a um eventual governo dele. Chegou, inclusive, a colocar à disposição para rodar o país, a fim de ajudá-lo a se eleger.
Com 100% das urnas apuradas, o resultado mostrou o ex-presidente com 48,43% dos votos (57,2 milhões de votos) contra 43,20% (51 milhões) do atual mandatário. Por sua vez, Tebet alcançou 4,2% dos votos, o equivalente a 4,9 milhões de eleitores. Já Ciro conquistou 3,6 milhões de brasileiros, ou 3% do total.
O presidente estadual do Partido dos Trabalhadores Jackson Macedo evitou polemizar a decisão do senador Veneziano Vital do Rego (MDB), em apoiar o grupo Cunha Lima no segundo turno. Para Jackson, Veneziano foi um importante aliado no primeiro turno propagando a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por todo o Estado.
“O MDB foi um aliado nosso e se mantém no palanque de Lula aqui na Paraíba. Veneziano foi um companheiro valorosíssimo, juntamente com Ricardo Coutinho. Essas campanhas sustentaram a do presidente Lula o que nos ajudou a ganhar em todas as cidades da Paraíba”, destacou.
Por outro lado, o PT não poderia tomar outra decisão que não fosse a de apoiar o governador João Azevedo (PSB), segundo Macedo.
O Partido Liberal (PL) será neutro em relação ao segundo turno na Paraíba. A revelação desta sexta-feira (07) é do presidente estadual da legenda, deputado federal Wellington Roberto. A declaração foi dada durante entrevista à uma emissora de rádio de João Pessoa, após Pedro Cunha Lima não declarar voto em Jair Bolsonaro.
De acordo com Roberto, ele seguiu orientação da coordenação de campanha de Jair Bolsonaro. “Nós temos que correr para mostrar a população realmente a diferença do governo Bolsonaro para os demais governos que passaram”, informou o presidente do partido.
“O Pl permanece na neutralidade. Não houve nenhuma movimentação principalmente por parte do candidato Pedro Cunha Lima em aceitar abrir o palanque para o presidente Bolsonaro”, declarou Wellington.
O empresário e ex-apresentador de TV Roberto Justus declarou apoio à reeleição do presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (6). Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que “amaria que não houvesse uma polarização tão aguda neste momento”, mas que não poderia deixar de se “posicionar em um momento como este”.
O chefe do Executivo nacional disputa o cargo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno destas eleições, marcado para o próximo dia 30.
“Trata-se de uma disputa entre modelos ou visões de mundo, sobre o que estamos deixando como legado e o que vamos transmitir aos nossos filhos e netos. O que nós devemos decidir em breve não é apenas eleger quem mais admiramos ou rejeitar quem odiamos, quem fala o que deve ou se porta de forma mais adequada”, disse, em gravação.
O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) disse, nesta sexta-feira (7), que está mantendo a coerência em anunciar seu apoio a Pedro Cunha Lima (PSDB), que disputa o 2° turno contra o governador João Azevêdo (PSB). O emedebista chegou ao MDB, em João Pessoa, ao lado do tucano, confirmando a aliança entre os dois.
“Estou mantendo a coerência de quem fez campanha na oposição e não poderia desconhecer a construção dessa aliança. Precisei primeiro ouvir os colaboradores que defenderam nosso projeto e agora confirmamos”, falou.
Veja aqui o que levou Veneziano a tomar a decisão de apoiar Pedro no segundo turno.
Está tudo pronto na sede do MDB em João Pessoa para a confirmação da aliança nesta sexta-feira (7) entre Pedro Cunha Lima e Veneziano no segundo turno das eleições.
“Tudo pronto para uma grande aliança em favor da Paraíba”, diz a postagem de Pedro.
A informação foi publicada com exclusividade ontem pelo Blog do BG PB, após a confirmação com uma fonte ligada aos tucanos.
Veja aqui a trajetória de Veneziano antes de tomar a decisão de se aliar a Pedro neste segundo turno.
Já dizia aquela música “você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”. E é nessa melodia que não restou outra saída para o senador Veneziano Vital do Rego (MDB) no segundo turno das eleições este ano.
Muitos podem criticá-lo, mas essa trajetória não foi escolha do ex-cabeludo, que se viu traído em um grande projeto que começou desde 2018, quando foi eleito senador pela Paraíba na chapa do governador João Azevedo (PSB), à época aliado do ex-senador Ricardo Coutinho (PT).
Em todo o mandato, Vené destinou recursos milionários ao governo do estado para obras importantes, como o Centro de Convenções de Campina Grande e o projeto Cooperar.
Só que em 2020, ano de eleições municipais, em um desrespeito e falta de consideração com a aliança firmada, João Azevêdo começou a se aproximar de adversários políticos de Veneziano em Campina Grande, a começar pela família Ribeiro. Com o apoio do PP, Cícero Lucena foi eleito prefeito de João Pessoa.
Mas se engana quem acha que João se deu por satisfeito. Visando as eleições de 2022, no ano passado o socialista buscou outro opositor de Vené, o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, para fazer parte do projeto, onde João passou vergonha e levou um sonoro “não”.
Ainda em 2021, a cereja do bolo aconteceu durante um evento em Campina Grande. Durante a entrega de um pacote de obras na cidade, João Azevedo ignorou completamente a presença da esposa de Veneziano, Ana Cláudia Vital, na época Secretária de Desenvolvimento e Articulação Municipal e não a convidou para a mesa de honra.
Após tudo isso, não havia motivos para permanecer nessa aliança que só prejudicou Veneziano. Até que neste ano, a convite de Lula, Veneziano se junta a Ricardo Coutinho, outro abandonado por João Azevedo, para disputar as eleições. Os dois terminaram o pleito derrotados nas urnas.
Com todo esse processo desgastante, não restou dúvidas ao ex-cabeludo, senão alçar um vôo pra lá de corajoso com o tucano Pedro Cunha Lima (PSDB) neste segundo turno.
A ministra Cármen Lúcia, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mandou apagar vídeos das redes sociais em que o candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) associa o presidente Jair Bolsonaro ao assassinato de um apoiador do Partido dos Trabalhadores ocorrido no mês passado.
A decisão da magistrada, divulgada nesta quinta-feira (6), atende a um pedido da coligação do presidente e se refere a um discurso do petista sobre um crime ocorrido em Mato Grosso, no mês passado, que tem como suspeito um apoiador de Bolsonaro.
A defesa do presidente, na representação, defende que o discurso de Lula se trata de uma “estratégia de indução de efeitos psicológicos negativos sobre o candidato adversário, aproveitando-se da revolta ocasionada pela morte de um ser humano para atribuir ao presidenciável Bolsonaro toda sorte de adjetivos negativos e criminosos”.
Para a ministra, “as referências não evidenciam apenas críticas políticas ou legítima manifestação de pensamento” e há “a divulgação de mensagem sem demonstração de veracidade do que foi afirmado, em ofensa à imagem do candidato”.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) conversou com jornalistas na tarde desta quinta-feira (6) e foi perguntado sobre a manifestação de apoio da candidata derrotada nas eleições presidenciais Simone Tebet (MDB) ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em sua resposta, o mandatário reagiu com desdém e disse: “Não sei, quem é Tebet? Ah, sim. Decisão dela’.
Atualmente, a emedebista exerce o cargo de senadora e, por ter disputado o principal cargo do poder Executivo, Simone não tentou a reeleição e seu mandato terá fim em fevereiro do próximo ano.
Em terceiro lugar na corrida ao Planalto, a parlamentar obteve quase 5 milhões de votos e foi a candidata do MDB mais votada na história do partido desde a redemocratização, com 4,16% dos votos válidos.
Jornalistas também questionaram Bolsonaro sobre um possível apoio do ex-presidente Michel Temer (MDB) e o mandatário disse que “há previsão de conversar com ele nos próximos dias”.
Candidato à reeleição, Bolsonaro ressaltou nunca ter tido problemas com Temer e que não enxergou, nos últimos dias, “nenhum sinal de rompimento por parte dele”.
O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, deverá vir a Paraíba durante o segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo o presidente estadual do PL, deputado federal reeleito, Wellington Roberto, se não houver nenhuma alteração essa visita será no dia 15 de outubro, um sábado.
A agenda, no entanto, ainda não foi divulgada.
Na Paraíba, o atual presidente obteve 29,62% dos votos (717.416), contra 64,21% (1.554.868 ) do ex-presidente Lula.
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