O senador Efraim Filho (União Brasil) e os deputados federais Romero Rodrigues (PSC) e Cabo Gilberto (PL), eleitos no último domingo (2) estão em Brasília participando de um manifesto à reeleição do presidente Jair Bolsonaro.
O evento acontece no Palácio do Planalto. Os três, que representam a nova bancada federal da Paraíba, estão reunidos a outros deputados, senadores e governadores que estão em Brasília para reforçar a campanha do presidente.
“Por favor, meu lindo, talvez você não goste do Bolsonaro, mas esqueça o Bolsonaro e olhe só para a ideologia”, diz Deive Leonardo. Não o conhece? Então você talvez não seja evangélico.
Somando Facebook, Instagram, TikTok, Kwai e YouTube, Leonardo agrega 33 milhões de seguidores que acompanham mensagens proselitistas como “Deus é perfeito em amar”. O milagre da multiplicação de visualizações se perpetua por WhatsApp e Telegram.
Foi nesse ecossistema virtual que o catarinense de 32 anos, símbolo do bom-mocismo cristão, interrompeu sua programação normal para algo atípico em seus perfis: falar sobre política.
“Meus queridos, minha missão principal aqui é falar sobre Jesus, mas não posso olhar para o que estamos vivendo e não abrir os seus olhos, sabe?”
O colírio ideológico, no caso, o fez se posicionar a favor de Jair Bolsonaro (PL) contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após evitar o assunto publicamente no primeiro turno.
Leonardo recorreu a uma justificativa replicada por outros influencers cristãos que não costumam entrar de peito aberto na disputa eleitoral, à moda de pastores de influência polpuda nas redes sociais, como Silas Malafaia e Cláudio Duarte. Ele diz não enxergar no horizonte “uma guerra de dois políticos, mas de duas ideologias”.
O atual presidente pode até não ser perfeito, mas é o que tem para hoje contra “uma ideologia que é maligna”, afirma.
Saca, então, o argumento bolsonarista de sugerir que o Brasil, sob a guarda da esquerda, vai passar por crises semelhantes às de “irmãos da América Latina” como Venezuela, Nicarágua e Argentina.
O posicionamento de influencers como Leonardo é celebrado pela campanha de Bolsonaro por alcançar um público cristão ainda mais amplo.
O tom politizado pode eletrizar igrejas, mas por vezes assusta fiéis que veem nesses discursos apenas mais um capítulo da polarização que inflama o país. A coisa muda de figura quando propagadores da palavra de Deus que preferiam ficar de fora do debate decidem escolher um lado. O de Bolsonaro.
“É sobre impedir que uma ideologia destruidora tome conta de nosso país”, diz o coach Wendell Carvalho num recado aos seus “imparáveis”, como chama aqueles que o seguem.
Carvalho cita vitórias da esquerda no continente, do Chile à Colômbia, ao pedir que quem lhe assista “coloque a mão na consciência”.
Não é sobre homem x versus homem y, “é sobre o que vai acontecer em relação à economia, à família, a valores que são fundamentais”, diz. E reforça que não é “plenamente fã” de Bolsonaro, mas ainda assim fecha com ele.
Só no Instagram, Carvalho é acompanhado por 6,7 milhões de perfis. Há várias respostas mal-humoradas à sua declaração de apoio a Bolsonaro, como a do seguidor que diz: “Engraçado que o PT ficou 14 anos no poder e não viramos Cuba, Venezuela nem Chile. Todos os indicadores econômicos do atual governo apontam pra algo bem pior. Não entendi essa fala”.
Os comentários por ali, contudo, são quase todos favoráveis à mensagem. Tiago Brunet a elogia com um “boa!” e o emoji de duas labaredas. Também ele é exemplo de influencer que bolsonarizou.
Pastor e coach, fundador da Casa de Destino, Brunet é autor de best-sellers como “Especialista em Pessoas: Soluções Bíblicas e Inteligentes para Lidar com Todo Tipo de Gente”. O tipo de presidente com quem o Brasil terá que lidar, se depender dele, não virá do campo progressista.
Posicionar-se é preciso, diz em vídeo postado dois dias após a eleição que deu a Lula 48,4% dos votos válidos e a Bolsonaro, 43,2%. “Está muito fácil fazer isso este ano. Não é uma guerra de homens, não é uma guerra de partidos, eu nem me meto em política. Só que isso extravasou a política, é uma guerra de agenda.”
Brunet contrapõe, na sequência, temas que associa à esquerda (corrupção, drogas, aborto e ideologia de gênero) e à direita (princípios, valores e crescimento econômico). Não é uma escolha difícil, não para ele.
O pastor começa sua fala se colocando como “um pacificador” e dando o conselho para que ninguém seja “Maria vai com as outras”.
O ator Yudi Tamashiro, que tem planos de virar pastor e acumula seus milhões de seguidores na internet, foi com os colegas evangélicos ao declarar a predileção por Bolsonaro.
Sofreu ataques por isso, inclusive de seguidores que o questionaram se endossar o presidente que chamou a Covid-19 de “gripezinha” e imitou pacientes com falta de ar era apropriado. Seu pai morreu da doença na pandemia, o que ele próprio resgatou ao se defender das críticas: “Não preciso lembrar que meu pai se foi por Covid”.
Recordou na mesma gravação, publicada depois do primeiro turno, de uma médica que lhe disse que “só um milagre” salvaria o parente. “Eu acredito em milagres e na vontade de Deus. Se Deus quis assim, não é você que vai decidir o que é certo pra mim.”
Yudi ficou famoso pelo “Bom Dia & Cia”, programa infantil do SBT que apresentava ao lado da cantora Priscilla Alcântara, que migrou do gospel para o pop secular e engrossa o time de artistas anti-Bolsonaro.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta quarta-feira (5) que foi a uma loja maçônica em 2017 a convite de um colega em Brasília e rebateu as críticas que tem recebido de opositores pela visita. Deu a declaração em transmissão ao vivo feita em suas contas oficiais nas redes sociais.
“O pessoal está me criticando, porque fui em loja maçom em 2017. Fui, sim, fui em loja maçom, acho que a única vez. Eu era candidato a presidente, pouca gente sabia, e um colega falou ‘vamos lá’ e eu fui lá na loja, acho que aqui em Brasília. Fui muito bem recebido. E eu sou presidente de todos e ponto final”, disse o chefe do Executivo.
“Fui de novo? Não fui. Agora, sou presidente de todos. Isso agora a esquerda faz um estardalhaço. O que tenho contra maçom? Tenho nada. Se tiver alguma coisa, a gente vê como proceder. Quero apoio de todos aqui do Brasil”, completou.
A pesquisa PoderData realizada de 3 a 5 de outubro de 2022 mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 52% das intenções de voto contra 48% de Jair Bolsonaro (PL) no 2º turno das eleições. O placar é referente aos votos válidos – os atribuídos a algum dos candidatos, excluindo-se brancos e nulos.
A diferença numérica é a menor já captada pelo PoderData em um confronto direto entre os 2 candidatos. A distância indica vantagem mínima do petista – não há empate técnico, já que o levantamento com 3.500 entrevistas tem 1,8 ponto percentual de margem de erro.
Essa é a 1ª pesquisa do PoderData depois do 1º turno das eleições, no domingo (2). Com 100% das urnas apuradas, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contabilizou 48,43% dos votos para Lula e 43,2% para Bolsonaro no 1º turno.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com recursos do Poder360, por meio de ligações para telefones celulares e fixos. Foram 3.500 entrevistas em 301 municípios nas 27 unidades da Federação de 3 a 5 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. Registro no TSE: BR-08253/2022.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) criticou a nova pesquisa eleitoral divulgada pelo Instituto Ipec, que apontou, nesta quarta-feira (5), que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 51% as intenções dos votos totais para o segundo turno. O atual titular do Palácio do Planalto aparece com 43%. O levantamento foi o primeiro feito após críticas sobre a divergência entre o resultado real das urnas no domingo (2) e as projeções realizadas por institutos de pesquisa na véspera do pleito.
Em uma transmissão nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro disse que “recomeçou a palhaçada” dos institutos de pesquisa.
O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais mostrou que a disputa pelo Palácio do Planalto entre Lula e Bolsonaro foi acirrada. Com 100% das urnas apuradas, Lula alcançou 48,43% dos votos, e Bolsonaro, 43,20%.
Até o último sábado (1º), no entanto, os principais institutos de pesquisa não conseguiam cravar se haveria, ou não, um segundo turno na eleição nacional. Enquanto Lula oscilou em torno dos 50% de votos válidos na maioria dos levantamentos nacionais ao longo da campanha, Bolsonaro ficou em torno dos 30% nos levantamentos de intenção de voto.
O ministro da Justiça, Anderson Torres, informou nessa terça-feira (4) que encaminhou à Polícia Federal um pedido para abrir investigação sobre a atuação dos institutos de pesquisas eleitorais do Brasil.
Nas redes sociais, Torres disse que o pedido atende a uma representação recebida pelo ministério. O documento teria apontado “condutas que, em tese, caracterizam a prática de crimes perpetrados”.
O anúncio do apoio do candidato a presidência, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governador João Azevedo, que disputa a reeleição, já causa atritos entre os filiados do PT no estado.
Na noite desta quarta-feira (5), horas após Lula divulgar um vídeo ao lado de João, Amanda Rodrigues, esposa do ex-governador Ricardo Coutinho, não ficou nem um pouco satisfeita com a decisão do PT nacional e estadual e soltou que não votava em “traidor”.
Hoje filiado ao PT, Ricardo é tido como padrinho político de João Azevedo, que foi secretário de Recursos Hídricos na gestão do petista, à época no PSB.
Em 2018, Coutinho lançou o nome do atual governador e o ajudou a se eleger nas eleições de 2018.
Só que em 2019, um ano depois, João rompeu com Ricardo após o petista promover, junto com a direção nacional, a dissolução da executiva estadual do PSB.
Com isso, Ricardo tomou as rédeas do partido, inclusive saindo como candidato a prefeito em 2020, sendo derrotado nas eleições. Este ano, Ricardo se lançou como candidato ao Senado, mesmo Inelegível e perdeu de novo.
Um levantamento feito pela CNN Brasil com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, assim como na Câmara dos Deputados, o Partido Liberal (PL) e o Partido dos Trabalhadores (PT) lideram o número de parlamentares eleitos para as Assembleias Legislativas dos 26 estados e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal.
O PL, legenda do presidente Jair Bolsonaro, fez 129 deputados estaduais/distritais, seguido pelo PT, do ex-presidente Lula, com 118. Em seguida vêm o União Brasil, com 100, Progressistas (87), Republicanos (76), PSD (78), Republicanos (76), PSDB (54), PSB (54) e PDT (43).
caso de São Paulo, estado em que a disputa foi de 47% dos votos para o atual presidente e 40% para o ex, ambos construíram bancadas expressivas. Foram 19 deputados do PL e 18 do PT.
O PL ainda elegeu 17 parlamentares no Rio, onde Bolsonaro ganhou de Lula por 51% a 40%, e 11 em Santa Catarina, onde fez 62% a 29% em cima do rival. Já o PT garantiu 12 deputados em Minas Gerais, onde Lula venceu Bolsonaro por 48% a 43%; 12 em Piauí, com 74% a 19% sobre o atual presidente.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. Em anúncio nas redes sociais, o tucano afirmou que vota “por uma história de luta pela democracia e inclusão social”. A publicação é acompanhada de duas fotos de FHC com o petista, uma antiga, da época em que disputavam eleições um contra o outro, e uma atual, de quando se encontraram no ano passado.
Às vésperas do primeiro turno, o ex-presidente lançou nota recomendando o voto em quem defende “a democracia e o combate à pobreza e a desigualdade social”. Naquela ocasião, ele não citou o petista nominalmente. A candidata oficialmente apoiada pelo PSDB na primeira rodada do pleito era a senadora Simone Tebet (MDB).
A declaração de Fernando Henrique Cardoso ocorre um dia após o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), anunciar apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL). O acordo foi mal recebido pelo partido e criticado por tucanos históricos, como Aloysio Nunes. A legenda liberou os diretórios estaduais para apoiarem qualquer um dos candidatos à sucessão presidencial.
O candidato do PT agradeceu rapidamente pelo apoio. “Obrigado pelo apoio, FHC. Vamos juntos pela democracia. Um grande abraço!”, escreveu. Em seguida, compartilhou a publicação do tucano e agradeceu pelo “voto e confiança”. “O Brasil precisa de diálogo e de paz”, disse.
O governador reeleito do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou oficialmente hoje que apoiará o presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno. Os dois fizeram uma declaração conjunta no Palácio da Alvorada, em Brasília.
“Nada mais natural que esse apoio agora no segundo turno ao presidente Bolsonaro”, disse Ibaneis. “É um apoio que vem de coração, e um apoio que vamos correr as ruas do Distrito Federal junto com a população, em especial, a população mais carente da nossa cidade, para que a gente consiga os votos para reeleger o presidente”.
Bolsonaro reafirmou que o apoio era natural, já que os dois estiveram juntos durante os últimos quatro anos de governo. “Fechamos acordo e ele estará junto comigo por ocasião da reeleição, como esteve durante a campanha”, afirmou.
Ibaneis disputou o governo do DF com apoio de Bolsonaro e teve na sua chapa a ex-ministra Flávia Arruda (PL-DF), que acabou não se elegendo para o Senado. Ontem, os governadores reeleitos em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e no Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também manifestaram apoio formal à tentativa de reeleição de Bolsonaro.
Derrotado nas urnas, o governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), foi outro que aderiu ao bolsonarismo no segundo turno contra Lula. Bolsonaro tem negociado com governadores alinhados ao campo da direita e da centro-direita e também aqueles que, embora acumulem divergências com o atual mandatário do Executivo federal, posicionam-se de forma crítica em relação ao PT.
Nos últimos dias, Bolsonaro afirmou que dedicará quase metade das agendas no segundo turno para percorrer a região Sudeste. O período de atividades é mais curto na etapa final do pleito, e o Sudeste possui os maiores colégios eleitorais do país (SP e MG). Já nos materiais de TV e das redes sociais, a campanha deve focar em conteúdos direcionados ao Norte e Nordeste.
Os dois candidatos que saíram derrotados na disputa ao governo do estado têm viagens marcadas para a capital federal, para discutir com Lula e Bolsonaro se vão marchar com João Azevedo (PSB) ou Pedro Cunha Lima (PSDB).
Nilvan Ferreira (PL) e o deputado federal eleito Cabo Gilberto devem desembarcar no Distrito Federal ainda esta semana, para saber a decisão de Bolsonaro se vão formar uma aliança com Pedro. A condição é que o tucano expresse apoio oficial ao candidato a reeleição. Inclusive, adesivos com os dois já estão sendo colados em carros nessa campanha do segundo turno, o que já está gerando uma aproximação?
Em resumo, só depende de Pedro, já que os próprios familiares e várias lideranças de Campina Grande como o prefeito da cidade, Bruno Cunha Lima e o ex-prefeito, Romero Rodrigues, já defendem Bolsonaro há tempos.
Por outro lado, Veneziano Vital (MDB) recebeu um convite do ex-presidente Lula para se fazer presente em São Paulo e também chegar a uma definição. O mais provável é que a ala petista do grupo do ex-prefeito de Campina Grande, capitaneada por Ricardo Coutinho, decida por apoiar João Azevêdo, mesmo que os dois ainda sejam adversários políticos.
Alem disso tem Geraldo Alckmin, que é vice de Lula e do mesmo partido de João, o PSB. O ex-tucano, inclusive, gravou vídeos em apoio ao governador durante o primeiro turno.
Veneziano e João entraram em rota de colisão no início da campanha pelo apoio do ex-presidente, onde o emedebista acabou vencendo a quebra de braço e deixou João a ver navios.
Tanto o PL como o MDB no estado, prometem ainda nesta semana decidir o que já está decidido. Só não ver quem não quer.
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