O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Alexandre de Moraes, disse nesta terça-feira (4) que o Tribunal está tomando “as medidas necessárias” para evitar filas nas seções durante o 2º turno da eleição.
Durante abertura da sessão do TSE nesta terça-feira, também exaltou o sistema eleitoral brasileiro e a participação popular no 1º turno. Moraes afirmou que, mais uma vez, as urnas eletrônicas mostraram que “não há, no mundo, uma eleição tão segura, tão confiável, tão auditável e com apuração tão rápida” como no Brasil.
O ministro também convocou a população para votar novamente no 2º turno, a qual chamou de “grande festa da democracia”.
“Quero agradecer, principalmente, à sociedade brasileira. A eleitora e o eleitor brasileiros demostraram maturidade democrática, compareceram às seções eleitorais, realizaram o ato de votar, a concretização da democracia com paz, harmonia e segurança. Isso é muito importante”, falou.
Entre as cidades 10 mais violentas do país, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi o candidato à Presidência mais votado no primeiro turno em oito. O petista enfrentará Jair Bolsonaro (PL) no próximo dia 30, pelo segundo turno.
De acordo com os dados do Tribunal Superior Eleitoral, entre os municípios da lista, o atual presidente só venceu em Floresta do Araguaia, no Pará, e e Aripuanã, no Mato Grosso.
Para organizar o ranking dos municípios mais violentos, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública considerou as taxas médias de mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes entre 2019 a 2021.
Das 10 cidades, sete estão localizadas na região Nordeste, enquanto duas ficam no Pará, no Norte do Brasil, e uma em Aripuanã, no Mato Grosso, na região Centro-Oeste.
Confira abaixo qual candidato recebeu mais votos em cada uma dessas cidades no primeiro turno:
1º – São João do Jaguaribe (CE) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 224,0
Lula, com 3730 votos;
2º – Jacareacanga (PA) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 199,2
Lula, com 4.382 votos;
3º – Aurelino Leal (BA) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 144,2
Lula, com 5.086 votos;
4º – Floresta do Araguaia (PA) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 133
Jair Bolsonaro, com 5.350 votos;
5º – Umarizal (RN) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 123,6
Lula, com 5.270 votos;
6º – Guaiúba (CE) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 121,8
Lula, com 11.888 votos;
7º – Jussari (BA) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 120,9
Lula, com 2.119 votos;
8º – Rodolfo Fernandes (RN) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 119,6
Lula, com 2.611 votos;
9º – Extremoz (RN) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 118,7
Lula, com 12.753 votos;
10º – Aripuanã (MT) – taxa média de mortes violentas por 100 mil habitantes de 118,7
O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), disse nesta terça-feira (4.out.2022) que o resultado do 1º turno das eleições presidenciais foi um “milagre”. O chefe do Executivo, que disputará o 2º turno, afirmou que “todos” estavam “contra” sua candidatura e mencionou a imprensa, empresas de pesquisas e, de forma indireta, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
“Acredito que o que aconteceu no último domingo também foi um milagre. Estavam todos contra mim. Todos é maneira de falar, né. Todos quem? A grande imprensa, institutos de pesquisas, parte dos magistrados togados lá da Praça dos 3 Poderes, outros países de esquerda”, disse em encontro com pastores evangélicos em São Paulo.
Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputarão o 2º turno das eleições em 30 de outubro de 2022. Ao contrário do que algumas empresas de pesquisa afirmavam, a vantagem do petista sobre o atual chefe do Executivo foi apertada.
“Nada está decidido, nada está ganho, nós devemos fazer tudo aquilo que está ao nosso alcance. Quando for impossível fazer com as nossas mãos poderemos aí sim entregar nas mãos de Deus”, declarou Bolsonaro.
Foto: Divulgação/Assembleia Legislativa da Paraíba
O plenário da ALPB (Assembleia Legislativa da Paraíba), ao contrário do que todos esperavam, estava completamente vazio nesta terça-feira (04/10), mesmo sendo dia de sessão, de trabalho e uma data após um dia inteiro de folga dos parlamentares depois do primeiro turno das Eleições 2022.
A primeira sessão após o pleito era uma das mais aguardadas inclusive pela imprensa que estava ansiosa para ouvir os eleitos e não eleitos acerca das impressões sobre os resultados das urnas.
Atualmente as sessões na Casa de Epitácio Pessoa são realizadas apenas três dias por semana (terças, quartas e quintas-feiras), e mesmo recebendo por mês aproximadamente R$ 30 mil reais como remuneração oficial, todos os parlamentares da ALPB não compareceram hoje… levaram falta e faltou respeito ao eleitor paraibano.
Na Paraíba pelo menos 4 candidaturas para Câmara Federal e Assembleia tiveram votações inexpressivas. Após as comemorações dos eleitos, que obtiveram uma grande quantidade de eleitores, a exemplo do mais votado, o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Adriano Galdino (Republicanos), reeleito com quase 60 mil votos, agora chegou a vez de conhecer aqueles, que não conseguiram reunir um grupo de eleitores capaz de encher um fusca.
Neste ano, todos os candidatos registraram votos, mas alguns não convenceram muitos eleitores. Um detalhe que chama a atenção é que os menos votados na Paraíba são do mesmo partido, o Agir.
O governador de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB), entrou em acordo com Tarcísio de Freitas (Republicanos) para declarar apoio ao candidato de Jair Bolsonaro (PL) ao Governo de São Paulo.
Nesta terça-feira (4), Rodrigo também tem um encontro com o presidente na capital paulista, indicando que o apoio a Bolsonaro na corrida pela Presidência também está encaminhado.
Rodrigo terminou o primeiro turno da eleição em terceiro lugar, com 18,4% dos votos válidos, e não avançou para o segundo turno, numa derrota histórica para o PSDB no estado.
Na segunda-feira (3), a campanha de Haddad chegou a procurar interlocutores de Rodrigo, mas não teve contato direto com o governador.
De acordo com aliados de Rodrigo, o governador viu vantagem em fechar uma aliança com Tarcísio na expectativa de que o PSDB mantenha parte dos cargos e das secretarias que ocupa hoje na estrutura governamental, incluindo o Sebrae. A manutenção do comando da Assembleia Legislativa também é um pleito dos tucanos.
Os tucanos levaram em conta que Tarcísio e sua coligação não teriam quadros suficientes e precisariam do apoio do PSDB para tocar o governo. Além disso, o movimento de apoio também busca blindar que tucanos sejam alvo de investigações ou retaliações promovidas pelo eventual governo Tarcísio.
Pesou ainda o fato de que Tarcísio é considerado favorito para o cargo num estado que sempre elegeu governos de direita. O bolsonarista terminou o primeiro turno em primeiro lugar e tem rejeição menor do que o adversário Haddad.
O PSDB em São Paulo também considera o PT um adversário histórico e, de acordo com interlocutores de Rodrigo, não havia sentido apoiar os petistas no segundo turno.
No interior, prefeitos ligados ao PSDB já iniciaram um embarque na campanha de Tarcísio, a exemplo do prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB). “Por coerência, não posso apoiar um candidato [Lula] que foi condenado e preso pelo maior escândalo de corrupção do nosso país. Luto contra a corrupção generalizada no PT há muitos anos”, disse.
O governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), declarou apoio ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele foi a Brasília se encontrar com o presidente e fez um pronunciamento ao lado de Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
No pronunciamento, Zema criticou o governo de Fernando Pimentel (PT), seu antecessor, em Minas. “Foi uma gestão desastrosa que arruinou o Estado de Minas”, declarou. “É só perguntar para qualquer prefeito de Minas Gerais o estrago que o PT fez no Estado”, disse o governador reeleito.”Então, estou aqui para declarar o meu apoio à candidatura do presidente Bolsonaro, porque eu mais do que ninguém herdei uma tragédia”, disse Zema.
Veja vídeo:
“O PT arruinou MG. Herdamos 30bi de dívida. Pode perguntar aos 853 prefeitos. Tivemos prefeitos q renunciaram, adoeceram e suicidaram c/a gestão do PT. O PT descontou folha d funcionário público e suspendeu fundo d assistência social. O PT diverge entre discurso e prática.” Zema. pic.twitter.com/YBIDbHcRKY
Nas redes sociais do deputado estadual reeleito Walber Virgolino (PL), o prefeito de Campina Grande Bruno Cunha Lima (PSD), apareceram nesta segunda-feira (3) em uma foto ao lado do atual ministro da Saúde Marcelo Queiroga em uma reunião com outros bolsonaristas, onde traçaram metas para a campanha do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) na Paraíba.
“O exército bolsonarista na presença do ministro da saúde Marcelo Queiroga se organizando e traçando estratégias para o 2° turno”, disse Walber ao postar foto com a presença de Bruno.
O empresário Rafael Cavalcante, da casa de apostas Val Sports deixou quase todo mundo da cidade de São Bento, no sertão da Paraíba andando a pé.
Ele apostou que o candidato a deputado estadual, Márcio Roberto, teria mais de 40 mil votos e, ao fim da apuração dos votos, ele terminou com 40.900. o valor estimado, entre outros itens, é de R$ 12 milhões.
Na lista, que dá pra montar uma concessionária, há quatro Fiat Toro, uma Hilux com direito a um paredão e duas SW4. É estrutura!
A esquerda e os apoiadores de Lula saíram na campanha de primeiro turno rotulando todos os eleitores que não estavam com o petista — nem absolviam a roubalheira da companheirada — de apoiadores de Jair Bolsonaro. “Se você não é Lula, então você é Bolsonaro, é fascista e concorda com tudo que ele fez”.
Esse discurso claramente equivocado e simplista começa a ser ajustado no segundo turno. A esquerda passou a perceber o tamanho do tombo que lhe espera, caso não mostre humildade para tentar estabelecer diálogo com setores da sociedade que não aceitam o discurso estilo “Mandela de Atibaia” de Lula.
“Agora, na eleição, a primeira atitude é uma atitude de humildade, da parte da esquerda, de justamente fazer essa separação. Se nós tratarmos todo mundo que tem algum tipo de identidade com Bolsonaro ou que tenha votado no Bolsonaro como inimigo e fascista, nós vamos… Isso é ruim. Isso não é um bom caminho para disputar votos e consciências e para ampliar a força do campo democrático na sociedade. Este é o momento de diálogo na sociedade”, disse Guilherme Boulos, o deputado mais votado em São Paulo, ao repórter Tayguara Ribeiro durante o Roda Viva.
Para sair vitorioso, o projeto de Lula terá que buscar conexão com o lado democrático dos eleitores, que tem preocupações com causas sociais e ambientais e que cansou de tantos preconceitos e das crises fabricadas pelo discurso violento do bolsonarismo. Lula terá de falar de corrupção e terá de mostrar o que fará na economia de modo concreto.
Impor ao eleitor esse apoio no primeiro turno foi um erro da esquerda. Lula e o petismo, perdidos na bolha de quem concorda com sua visão de mundo, acreditaram que estavam na condição de cobrar alguma coisa dos brasileiros. A onda bolsonarista vista no Congresso e nos estados mostrou a profundidade desse poço.
O conjunto da obra do atual governo deveria levar qualquer político que tivesse assumido as posições que Bolsonaro assumiu a uma eleição muito dura e difícil de vencer. Bolsonaro segue, no entanto, competitivo, porque a opção do outro lado é o passado petista representado por Lula. Não há espaço para arrogância, portanto.
Para fazer o eleitor pensar no futuro do país com o petismo de volta ao poder, Lula precisa parar de ignorar o passado. “Prestar contas e pedir votos com humildade, dizendo claramente o que pretende fazer no governo, é o único caminho”, reconhece um aliado petista.
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