O presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), conversou com a imprensa na noite deste domingo (2) após a confirmação do 2º turno contra o ex-presidente Lula (PT) no dia 30 de outubro.
O presidente afirmou que está confiante para a disputa do 2º turno contra seu rival, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Nós vencemos as mentiras”, disse ele ao citar pesquisas que colocavam Lula à frente do cargo.
Veja:
“Nós vencemos a mentira no dia de hoje”, diz Bolsonaro sobre resultado do 1º turno.
Candidato à reeleição destacou que terá o mesmo tempo de propaganda eleitoral de seu adversário no 2º turno. pic.twitter.com/ECT2LFCwrP
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que sua ida ao 2º turno das eleições presidenciais é “apenas uma prorrogação” e conclamou seus principais aliados a continuar trabalhando “até a vitória final”. Em pronunciamento na noite deste domingo (2), o petista afirmou que terá a “chance” de debater diretamente com seu oponente Jair Bolsonaro (PL) e disse que trabalhará para ampliar suas alianças.
“Durante toda essa campanha, a gente esteve na frente nas pesquisas de opinião pública de todos os institutos, mesmo aqueles que não queriam que a gente ganhasse, colocavam a gente em 1º lugar. E eu sempre achei que a gente ia ganhar essas eleições. Eu quero dizer para vocês que nós vamo ganhar essas eleições. Isso para nós é apenas uma prorrogação”, disse.
O petista teve 57.256.053 votos – 48,43% dos votos válidos (sem considerar brancos, nulos e abstenções) e não conseguiu encerrar o pleito no 1º turno, como planejava. Na tentativa de se reeleger, Bolsonaro teve 51.070.958 votos – 43,20% dos votos válidos.
Entre os 17 ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro (PL) que disputaram cargos públicos nas eleições, nove foram eleitos nestas eleições.
Em maio, 10 ministros deixaram o governo para se candidatar nas eleições. Antes disso, outros 18 saíram ou foram demitidos de seus cargos. Destes, 7 disputaram o pleito deste domingo (2.out).
Dos 17 ministros que concorreram a cargos eletivos nessas eleições, 12 receberam o apoio oficial de Bolsonaro em suas candidaturas. O ex-ministro da Defesa Walter Braga Netto (PL) disputa a eleição para o cargo de vice-presidente da chapa de Bolsonaro à reeleição e segue para o 2º turno.
Além de Braga Netto, o ex-ministro da Infraestrutura Tarcísio de Freitas (Republicanos) segue na disputa por São Paulo contra Fernando Haddad (PT). O ex-ministro do Trabalho e Previdência Social Onyx Lorenzoni (PL) também disputa o 2º turno contra Eduardo Leite (PSDB).
Entre os 4 ex-ministros que não receberam apoio oficial do chefe do Executivo nas candidaturas, 3 romperam com o governo, são eles: Sergio Moro (União), ex-ministro da Justiça e Segurança Pública; Luiz Henrique Mandetta (União Brasil), ex-ministro da Saúde; e Abraham Weintraub (PMB), ex-ministro da Educação.
Os resultados do primeiro turno das eleições, que ocorreram nesse domingo (2), frustraram as previsões das pesquisas feitas pelos principais institutos que fazem levantamentos sobre a preferência do eleitorado do país.
Na eleição presidencial, por exemplo, Datafolha e Ipec davam menos de 40% dos votos para o presidente Jair Bolsonaro (PL) e apontaram a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ganhar sem a necessidade de segundo turno, mas ambos erraram.
Desde agosto, o Ipec fez sete pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto. Considerando os votos válidos, o petista oscilou de 52% para 51%. Levando em conta a margem de erro de dois pontos percentuais estabelecida pelo instituto, o Ipec se aproximou do resultado divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que registrou 48% dos votos para Lula.
No entanto, a empresa não chegou nem perto do total de votos obtidos por Bolsonaro. O presidente teve 43%, segundo o TSE. Nos sete levantamentos do Ipec, contudo, o chefe do Executivo começou e terminou com 37% dos votos válidos. Com o Datafolha não foi diferente. Em seis pesquisas feitas desde agosto, Lula iniciou com 51% dos votos válidos e terminou com 50%. Bolsonaro, por sua vez, tinha 35% na primeira amostra e 36% na última.
Perda de credibilidad
Na avaliação de especialistas, a quantidade de erros compromete a credibilidade das empresas. Doutor em ciência política, Leandro Gabiati diz que os institutos de pesquisa fazem parte do processo eleitoral e ajudam o eleitor a entender melhor em qual contexto ele vai votar, mas alerta que a baixa assertividade atrapalha o cenário eleitoral.
“Quando as pesquisas trazem informações erradas, isso confunde o eleitor. E se os institutos passam a ter descrédito na sociedade e com atores políticos, isso é negativo para a democracia como um todo. É fundamental que os institutos façam uma mea culpa e aprimorem a metodologia e as ferramentas de pesquisa para acertar mais”, afirmou.
Cerca de 534 mil pessoas na Paraíba não compareceram às zonas eleitorais para votar neste domingo (2). Os dados, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que 2,5 milhões de pessoas votaram, mas 17% dos eleitores aptos deixaram de ir às seções. O número de nulos e brancos para o cargo chegou a135 mil.
Para presidente, foram 2.414.957 votos válidos no estado, 93.572 nulos e 41.795 brancos. Para governador, foram apurados 2.170.520 votos válidos, mas nulos e brancos surpreenderam: 373.950 pessoas deixaram de escolher entre os candidatos para ocupar o Governo do Estado.
Na disputa ao Senado, 546.492 votaram branco ou nulo; 333 mil não votaram para deputado federal e 303 mil não definiram por qual deputado estadual queriam ser representados.
Quem não votou ou justificou a ausência à Justiça Eleitoral, precisará pagar uma multa para regularizar a situação. A taxa pode ser paga através do site do TSE.
Mais votado no 1º turno da corrida para o Palácio da Redenção, o governador João Azevêdo (PSB) afirmou na noite deste domingo (2) que vai buscar o apoio de lideranças políticas. O gestor teve mais de 859 mil votos, o que representa 39,60% da preferência do eleitorado paraibano. João disputará o segundo turno com o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB).
“Vamos buscar as forças políticas para que possamos agregar, que queiram conversar. A forma de fazer política é essa, buscar. A articulação será feita pelo PSB, o nosso partido, junto com os outros dez partidos que compõe nossa base, que buscar através dos deputados estaduais novos aliados”, disse Azevêdo.
O gestor também fez uma projeção do que espera da nova etapa da campanha estadual. “Nós vamos fazer uma campanha que se discuta projetos e propostas. Isso é que vamos fazer. De mim, vocês não verão ataques à honra de ninguém. Vamos ter um debate de ideia. Comparando que representa cada projeto”, afirmou.
O segundo turno das eleições para governador de Pernambuco será disputado pelas candidatas Marília Arraes (Solidariedade) e Raquel Lyra (PSDB). Esta é a primeira vez na história que uma mulher chega ao segundo turno das eleições estaduais. Com isso, Pernambuco terá, pela primeira vez, uma governadora eleita.
Marília e Raquel disputam pela primeira vez o Executivo estadual, que há 16 anos é governado pelo PSB, nas gestões de Eduardo Campos, por duas vezes, e de Paulo Câmara, por mais duas.
Com 100% das urnas apuradas, Marília Arraes teve 1.175.651 votos, o que equivale a 23,97% dos votos válidos. Raquel Lyra teve 1.009.556 votos, ou 20,58% dos votos válidos. A votação dos candidatos foi a seguinte:
O presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu 1,7 milhão de votos a mais no domingo (2) comparado ao 1º turno das eleições em 2018.
No pleito de domingo, o presidente conquistou o 2º lugar com 43,2% dos votos válidos (sem contar brancos e nulos). O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ficou em 1º lugar, recebeu 48,3% dos votos válidos. A disputa segue para o 2º turno.
Na disputa em 2018, Bolsonaro liderou no 1º turno contra Fernando Haddad (PT). Conquistou 49.277.010 votos, 43,03% dos votos válidos. Haddad recebeu 31.342.051, 29,28% dos válidos.
2018 X 2022
Eleito no 2º turno em 2018, Bolsonaro recebeu 57.797.466 votos, 55,13% dos votos válidos, contra o petista Fernando Haddad (PT), com 47.040.859 e 44,87%.
Na época candidato do PSL, saiu vitorioso do pleito com a 4ª melhor campanha entre as 6 vitórias de um presidente no 2º turno.
Na sua primeira declaração após o resultado das urnas apontarem sua derrota nas urnas, o candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou estar “profundamente preocupado com o país”, mas pediu algumas horas antes de se posicionar oficialmente sobre a disputa no segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL). Parte do partido tende a aderir ao petista, mas Ciro resiste.
“Estou profundamente preocupado com o que está acontecendo com o Brasil. Eu nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora”. disse Ciro, que completou “Me deem mais algumas horas para conversar com meus amigos, com meu partido, para que a gente possa achar o melhor caminho.”
Com 96,42% das urnas apuradas, Ciro tem até agora 3,06% dos votos válidos. É o pior resultado do pedetista desde a primeira vez que ele concorreu à Presidência, em 1998. Esta é também a primeira vez que o líder do clã Ferreira Gomes perde em seu próprio estado. No Ceará, ele tem 6,76% dos votos, com 93% das urnas apuradas.
Ciro passou o domingo no Ceará, seu berço eleitoral e onde está desde a última sexta-feira fazendo campanha. Mais cedo, ele foi acompanhado da mulher, Giselle Bezerra, e de seu candidato ao governo do estado, Roberto Cláudio (PDT), votar na sede da Secretaria de Saúde de Fortaleza, na praia de Iracema.
Ao longo de toda a campanha, Ciro apostou em uma estratégia belicosa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ex-aliado e visto hoje com seu principal adversário. Para tentar furar a polarização entre o petista e o atual chefe do Planalto, Jair Bolsonaro (PL), o pedetista passou a comparar os dois e responsabilizá-los pela crise econômica e social brasileira.
A postura “anti-Lula” adotada por Ciro, principalmente após a contratação do marqueteiro João Santana, se baseava no cálculo político de que seria mais fácil atrair eleitores de Bolsonaro para tirá-lo do segundo turno do que do ex-presidente. A estratégia teve, no entanto, afugentou seus próprios eleitores, além de trazer desconforto entre os aliados do partido. Ciro termina esta eleição abandonado pelos correligionários e por seus próprios irmãos.
Mas cedo, ao votar, Ciro sinalizou que está pode ser a última vez que concorre à Presidência, mas deixou possibilidades abertas ao afirmar que “o futuro a Deus pertence”. Ele também evitou dizer quem apoiará no segundo turno entre Lula e Bolsonaro.
Na eleição passada, em sua primeira declaração após o resultado das urnas indicar que Ciro estava fora do segundo turno, disputado aquele ano entre Bolsonaro e o ex-ministro Fernando Haddad (PT), o pedetista também preferiu não cravar quem apoiaria entre os dois presidenciáveis. Em resposta a jornalistas, disse apenas que estaria “contra o fascismo”.
“Uma coisa eu posso adiantar logo, como vocês já viram: minha história de vida é uma história de vida de defesa da democracia e contra o fascismo”, disse à época.
Dias depois, no entanto, o PDT anunciou apoio crítico a Haddad e Ciro viajou para Paris — postura que foi bastante criticada à época. Neste ano, uma reunião da Executiva do PDT está prevista para acontecer ainda no início da semana para definir os rumos do partido.
Em 2018, o partido também fez uma reunião para discutir se apoiaria ou não o candidato do PT ou se optaria pela neutralidade. Segundo pedetistas presentes no encontro, a decisão de Ciro pelo apoio crítico a Haddad que pesou para a escolha que o PDT fez.
Das dozes cadeiras reservada à bancada paraibana na Câmara Federal, cinco serão ocupadas a partir de agora por novos parlamentares e deputados que voltarão ao legislativo federal.
Com 99% das urnas apuradas, foram reeleitos: Hugo Motta (Republicanos), Aguinaldo Ribeiro (PP), Wellington Roberto (PL), Ruy Carneiro (PSC), Gervásio Maia (PSB) e Dr. Damião (UB).
Já Cabo Gilberto Silva (PL), Romero Rodrigues (PSC), Mersinho Lucena (PP), Murilo Galdino (Republicanos) e Luiz Couto (PT) passam a integrar o bloco. Para este ano, nenhuma mulher foi eleita.
Comente aqui