O influenciador Carlinhos Maia revelou que perdeu 200 mil seguidores após ter declarado apoio ao ex-presidente Lula (PT) na corrida presidencial.
Depois de afirmar que não pretendia divulgar seu voto para não correr o risco de irritar parte de seu público, Carlinhos voltou atrás e disse que iria votar em Lula na última semana antes do primeiro turno.
“200 mil pessoas deixaram de me seguir… Fico triste mas aliviado ao mesmo tempo, que fique quem goste de mim além da minha opinião política”, escreveu em suas redes sociais na noite desta segunda (3)
Influenciadora, empresária e ex-BBB Bianca Andrade, a Boca Rosa, também revelou ter perdido popularidade nas redes em razão de seu posicionamento político. Ela perdeu cerca de 1000 mil seguidores – caiu de 18 para 17,9 milhões de fãs no Instagram.
“Podem ir!!! bom que eu faço festa de 18M de novo, mas dessa vez com pessoas empáticas e de qualidade que defendem as mesmas causas que eu”, publicou Bianca, que tem usado suas redes sociais para manifestar apoio ao ex-presidente. Após a postagem, ela voltou a somar 18 milhões no Instagram, na noite desta segunda.
O governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou em entrevista à CNN nesta segunda-feira (3) que seu objetivo é combater o PT no segundo turno das eleições presidenciais de 2022.
“Meu grande objetivo é combater o PT. Tenho obrigação de combater um governo que já causou danos enormes”, ressaltou Zema. “Nós sabemos que no passado o PT em Minas Gerais foi uma grande tragédia”, completou.
Estarei ao lado do presidente Jair Bolsonaro [PL] evitando que o desastre do passado se repita”, destacou. Segundo Zema, o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “teve uma série de fatores e coincidências que o favoreceram”.
Questionado sobre embates entre Bolsonaro e outros Poderes, Zema pontuou que o mandatário “exagera na eloquência”, mas não tomou “nenhuma ação [antidemocrática] concreta”.
Após derrota nas eleições ao Senado pela Paraíba, Ricardo Coutinho (PT), teve seu recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirado de pauta. O recurso do ex-governador estava com julgamento agendado para ocorrer nesta terça-feira (4), na Corte.
O recurso
O recurso é contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que indeferiu o registro de candidatura de Ricardo Coutinho ao Senado. No TSE o ex-governador tentava reverter a decisão e ter sua candidatura deferida. No entanto, ele foi derrotado nas urnas e o recurso perdeu o objeto, sendo retirado de pauta pelo relator, o ministro Benedito Gonçalves.
Ricardo buscava reverter a decisão para caso alcançasse o primeiro lugar, assumir um eventual mandato, mas foi derrotado nas urnas ficando com 21,55%, 431.857 votos. Ele ficou em terceiro, atrás de Pollyanna Dutra, do PSB, e de Efraim Filho, do União, este eleito senador da República pela Paraíba.
Inelegibilidade
Ricardo Coutinho foi considerado inelegível pelo TSE após ter sido condenado por conduta vedada e abuso do poder político e econômico, pela concessão irregular de microcrédito pelo programa Empreender, pela distribuição de kits escolares e pela contratação e exoneração de servidores e prestadores de serviços no trimestre anterior ao pleito.
O ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, enviou uma mensagem nesta segunda-feira (3) ao candidato do PT à presidência do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, por ter sido o mais votado no primeiro turno neste domingo (2).
“Parabenizo-o por este primeiro momento de vitória das famílias e do povo do Brasil, que se levantam com esperança e vozes de gigantes, nos encoraja a todos”, escreveu o ditador nicaraguense, segundo informações da Agência Efe.
“Nós os parabenizamos, sabendo que o mundo é daqueles que lutam, e que vamos alcançando as transformações necessárias, com a valentia de sempre”, acrescentou Ortega.
O PT tem uma longa história de apoio à ditadura sandinista na Nicarágua, e no ano passado, quando o ditador foi reeleito para seu quinto mandato de cinco anos, o quarto consecutivo (numa eleição em que sete candidatos opositores foram presos e não foi autorizada a presença de observadores internacionais, entre outras irregularidades que levaram a maioria dos países a não reconhecer o pleito), Lula disse que defendia “a autodeterminação dos povos”.
“Por que a Angela Merkel [ex-chanceler alemã] pode ficar 16 anos no poder e o Daniel Ortega não?”, questionou.
Lula e o atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), disputarão no dia 30 o segundo turno da eleição presidencial.
O PSC decidiu apoiar a reeleição de Jair Bolsonaro (PL) para o 2º turno da eleição presidencial. O atual presidente disputa nova eleição nacional com Lula (PT) no dia 30 de outubro.
“O Partido Social Cristão (PSC) vai trabalhar junto com o presidente Jair Bolsonaro pela sua reeleição neste segundo turno das eleições presidenciais”, anunciou o partido em nota.
A sigla optou por ficar neutra no primeiro turno da eleição presidencial, se indicar votos para Bolsonaro ou outro candidato.
O presidente do partido, Pastor Everaldo, afirma que “Bolsonaro é o candidato que defende as bandeiras conservadoras do PSC: defesa da família e da vida desde a concepção, da segurança, das mulheres e da liberdade econômica”, disse.
Soraya Thronicke, que concorreu à Presidência da República pelo União Brasil, declarou na segund-feira (3) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-chefe do Executivo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não merecem seu apoio na disputa eleitoral. Os 2 disputam o 2º turno, marcado para 30 de outubro.
“Nenhum desses bandidos merece o meu apoio”, escreveu ela no Twitter ao responder um internauta que a chamou de isenta.
“Perder você pode significar muito para mim, mas nunca deixará de ser pessoal. Obrigatoriamente preciso ser impessoal. O Brasil está acima da Soraya. Entenda isso, por favor”, disse Soraya.
Soraya recebeu 600.953 votos, 0,51% dos votos válidos (sem considerar brancos, nulos e abstenções) com 99,99% das urnas apuradas. Ela segue no Senado, com mandato pelo Mato Grosso do Sul até 2026.
No domingo (2), depois de confirmado o 2º turno entre Lula e Bolsonaro, Soraya afirmou que a decisão sobre quem apoiar depende do União Brasil. Ela e o vice Marcos Cintra (União Brasil) disseram que “o resultado das urnas deve ser respeitado”.
Um dos deputados mais votados em João Pessoa, o bolsonarista Walber Virgolino anunciou o total apoio ao candidato na disputa pelo governo da Paraíba, o deputado federal Pedro Cunha Lima, no segundo turno.
O tucano não deixou claro ainda se vai apoiar ou não o presidente Jair Bolsonaro. O deputado, apoia a reeleição do presidente, mas afirmou que a aliança partidária com Pedro independe desse fator.
Ainda assim, Virgolino ressaltou a importância da reciprocidade: “Se ele apoiar Bolsonaro voto nele com os dois pés e as duas mãos”, disse o deputado.
Apesar de ter alcançado mais de 10 pontos à frente do segundo colocado no estado, João Azevêdo tem pelas próximas semanas o desafio de expandir sua preferência nos dois maiores colégios eleitorais paraibanos – João Pessoa e Campina Grande.
Em João Pessoa, quem assumiu a liderança na votação de primeiro turno foi Nilvan Ferreira (PL), com 31,10% dos votos pessoenses. Azevêdo ficou em segundo lugar na capital, com 29,20%. Ambos são seguidos por Pedro Cunha Lima (PSDB), Veneziano Vital (MDB) e Adjany Simplicio (PSOL), respectivamente.
Na Rainha da Borborema, a dianteira é de Pedro Cunha Lima (35,40%). Nilvan Ferreira aparece em segundo lugar (24,60%), Veneziano vem em terceiro (21,93%) e João figura em quarta posição (17,25%).
Região Metropolitana
Nas cidades metropolitanas de Cabedelo, Bayeux e Santa Rita, Nilvan Ferreira detém a maior parcela de votos. Nesses três municípios, Pedro Cunha Lima assume o segundo lugar entre os mais votados, e João fica na terceira colocação.
Já em Conde, no Litoral Sul, João detém a maior votação (32,70%), seguido por Nilvan (27,94%), Pedro (21,88%), Veneziano (16,89%) e Adjany (0,35%).
Cariri
Em Monteiro, uma das maiores cidades do Cariri paraibano, João Azevêdo tem larga vantagem com 61,14% dos votos. Em seguida vem Pedro (21,05%), Veneziano (9,76%), Nilvan (7,88%) e Adjany (0,09%).
Cabaceiras, outro município localizado no Cariri, deu 66,44% dos votos para Azevêdo, 14,70% para Nilvan, 12,72% para Pedro, 5,87% a Veneziano e 0,16% para Adjany.
Sertão
Em municípios do Sertão como Cajazeiras, Patos e Sousa, João Azevêdo também mantém a preferência frente aos outros candidatos.
Em Pombal, por exemplo, marca 50,77% contra 37,38% de Pedro Cunha Lima.
Brejo
Nas cidades do Brejo como Bananeiras, Areia, Remígio e Solânea, o eleitor também deu preferência a João neste domingo. Nesta última, por exemplo, o socialista obteve 52,71% dos votos, contra 17,51% de Veneziano, 16,93% de Nilvan e 12,39% de Pedro.
O eleitor paraibano derrotou três réus na Operação Calvário nas eleições deste domingo (3). O ex-governador Ricardo Coutinho, que despontava em primeiro nas pesquisas eleitorais, foi derrotado na disputa ao Senado. A deputada estadual Estela Bezerra, que não conseguiu se eleger deputada federal, e a ex-prefeita de Conde, Márcia Lucena, que perdeu o pleito para deputada estadual.
Ricardo Coutinho já havia perdido a eleição à Prefeitura de João Pessoa em 2020, quando ficou em sexto lugar atrás de Edilma Freire (PV), Walber Virgolino, Rui Carneiro, Nilvan Ferreira e Cícero Lucena.
Agora Coutinho ficou em terceiro, atrás de Pollyanna Dutra, do PSB, e de Efraim Filho, do União, este eleito senador da República pelo estado da Paraíba.
Ricardo Coutinho foi preso na Operação Calvário e foi denunciado sob a acusação de ser o chefe da organização criminosa responsável por desvios de milhões de reais da saúde e da educação na Paraíba.
Além disso, ele é réu em diversas ações criminais no âmbito da Operação Calvário.
A prorrogação da eleição presidencial para o 2º turno mostrou a resiliência e a força do bolsonarismo e deu ao presidente Jair Bolsonaro (PL) fôlego para se manter competitivo na disputa. Seu agora único adversário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), teve recorde de votos, mas ainda assim precisará ampliar movimentos por mais apoio e terá como desafio manter sua militância engajada.
Bolsonaro também melhorou seu desempenho em relação a 2018, quando teve 49.277.010 votos no 1º turno. No domingo (2), chegou a 51.069.907.
O enfrentamento direto entre Lula e Bolsonaro tende também a acirrar os ataques mútuos, que têm como objetivo aumentar a rejeição um do outro. Ambos devem recorrer a suspeitas de corrupção. No caso do petista, as acusações da Lava Jato. No de Bolsonaro, as acusações de rachadinha e negócios envolvendo sua família.
Bolsonaro deve também atacar Lula por sua ligação com regimes de esquerda da América Latina e pela recessão do governo de Dilma Rousseff (PT), sua sucessora.
Uma novidade pode aparecer na campanha do atual presidente: uma suavização do discurso, com um pouco mais de venda de esperança e emoção em seus comerciais. Foi isso o que o Poder360 ouviu ontem entre os aliados de Bolsonaro.
Por fim, o Planalto vai propagar o quanto puder os números positivos deste momento da economia. E Bolsonaro vai pagar os R$ 600 do Auxílio Brasil a 20 milhões de famílias dentro de uma semana. Até agora, esse benefício parece ter tido resultado tímido na aprovação do presidente, mas esse tipo de efeito é cumulativo e pode vir agora em outubro.
O petista, por outro lado, deve usar contra o atual presidente o discurso de que ele foi omisso e cruel na resposta à pandemia da covid-19, deixou a miséria e a fome escalarem e não tem interlocução internacional.
Embora tenha recebido o maior número de votos em 1º turno desde que disputa a Presidência da República, a expectativa de vitória em 1º turno e a derrota em São Paulo frustraram os aliados do petista.
Também é muito importante notar que Bolsonaro terminou na frente de Lula em 4 regiões do Brasil. O petista só ganhou (e muito bem) no Nordeste. Leia abaixo o desempenho dos 2 por unidade da Federação:
Na reta final, muitas pesquisas de intenção de voto com problemas metodológicos indicavam que Lula tinha chances de liquidar a eleição no domingo. Era uma miragem. A campanha do PT incentivou o chamado “voto útil”, sobretudo para arrancar votos de Ciro Gomes, do PDT. Não deu certo. Ciro desidratou nas últimas 72 horas, mas seus votos aparentemente não só não foram para Lula, como podem ter engrossado os apoios a Bolsonaro.
Lula também apelou para que as pessoas comparecessem às urnas. O objetivo era reduzir a abstenção de cerca de 20% que costuma ser registrada em todas as eleições. Dirigentes do PT telefonavam para repórteres para dizer que não havia hipótese de a abstenção neste ano ser igual a de 2018. Seria menor, por causa da polarização extremada da disputa. Essa estratégia também fracassou. Neste ano, a taxa de abstenção foi de 20,9% (um pouco maior do que a de 20,3% de 2018).
Bolsonaro, por sua vez, manteve o discurso de descrença em relação às pesquisas. Repetiu que sairia vencedor da disputa. Cravou, no dia da eleição, que venceria no 1º turno com 60% dos votos. Obviamente era um blefe.
Só que o presidente terá um argumento para esgrimir pelas próximas 4 semanas: a maioria das empresas alimentou a tese propagada em programas de TV a cabo sobre vitória de Lula no 1º turno. A TV Globo, uma espécie de nêmesis de Bolsonaro na mídia, usou em seus telejornais apenas os levantamentos de Datafolha e Ipec, justamente as empresas que mais apontavam para possível vitória de Lula no 1º turno.
O PoderData foi uma das poucas empresas de pesquisa que nunca apontou a possibilidade de vitória do PT no 1º turno.
A decisão por um 2º turno neste domingo frustrou o grupo mais próximo a Lula. Coube ao ex-presidente animar seus companheiros. No discurso feito logo após o resultado eleitoral, ele afirmou que “a luta continua até a vitória final” e conclamou seus aliados a continuarem engajados.
A resposta do público na av. Paulista, onde o PT organizou um ato com a presença de Lula, mostrou que a tarefa será difícil. O clima de derrota tomou conta. O ex-presidente fez um discurso de apenas 4 minutos.
A principal decepção dos petistas foi com o resultado em São Paulo. A expectativa era de disputa acirrada no Estado, mas o atual presidente teve quase 1,8 milhão de votos a mais que o petista.
Com a ida de Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao 2º turno na disputa estadual, Lula pretende intensificar a campanha no Estado para tentar fazer uma dobradinha com seu correligionário.
Também vai se concentrar em São Paulo por ser o maior colégio eleitoral do país, com 34,6 milhões de eleitores. Ele precisa recuperar terreno no Estado.
De novo, em São Paulo e no Sudeste, o erro estratégico do PT foi confiar nas pesquisas tradicionais (feitas presencialmente) e achar que o caminho estava suave. O Datafolha pesquisou São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia. Apurou na véspera da eleição intenções de votos muito diferentes (com mais de 10 pontos de diferença) em 3 Estados (SP, RJ e BA).
A votação de Lula era esperada pela campanha petista, mas o desempenho de Bolsonaro surpreendeu –de novo por causa da miragem criada por empresas tradicionais de pesquisa. Aliados do ex-presidente não haviam projetado uma vantagem de menos de 5 pontos.
O cálculo dos petistas é que, para ganhar no 2º turno, Bolsonaro precisa conquistar quase todos os votos dados a Simone Tebet (MDB), que teve 4,9 milhões de votos (4,16%) e ficou em 3º lugar, e Ciro Gomes (PDT), que conquistou 3,5 milhões de votos (3,05%) e acabou em 4º.
Somados, os dois obtiveram 8,5 milhões de votos. A vantagem de Lula sobre Bolsonaro foi de 6,1 milhões de votos.
Mas nem tudo é matemático na dinâmica eleitoral e 4 semanas de uma nova fase da campanha podem mudar muita coisa. Aliás, começa a rondar a campanha petista a “síndrome de Alckmin”. O ex-tucano enfrentou Lula na eleição presidencial de 2006. Os 2 foram para o 2º turno e Alckmin teve naquele ano menos votos do que havia conquistado no 1º. Enfim, é possível um candidato ser desidratado de 1 turno para o outro. Já aconteceu com o hoje candidato a vice de Lula.
Lula deve intensificar a busca por mais apoios e demonstrar força política no 2º turno. Desde 2021, ele construiu uma frente ampla que reuniu 10 partidos em sua coligação. Agora deverá avançar sobre o PDT, ainda que Ciro Gomes não deva apoiá-lo, PSD e parte do União Brasil. Também tentará atrair Simone Tebet.
Bolsonaro deve intensificar viagens pelo país e apostar no argumento de que terá maior governabilidade junto ao Congresso do que Lula. E uma coisa é fato: o Legislativo que toma posse em 2023 é muito mais conservador e pró-Bolsonaro do que a Lula.
Comente aqui