
Já dizia aquela música “você pagou com traição, a quem sempre lhe deu a mão”. E é nessa melodia que não restou outra saída para o senador Veneziano Vital do Rego (MDB) no segundo turno das eleições este ano.
Muitos podem criticá-lo, mas essa trajetória não foi escolha do ex-cabeludo, que se viu traído em um grande projeto que começou desde 2018, quando foi eleito senador pela Paraíba na chapa do governador João Azevedo (PSB), à época aliado do ex-senador Ricardo Coutinho (PT).
Em todo o mandato, Vené destinou recursos milionários ao governo do estado para obras importantes, como o Centro de Convenções de Campina Grande e o projeto Cooperar.
Só que em 2020, ano de eleições municipais, em um desrespeito e falta de consideração com a aliança firmada, João Azevêdo começou a se aproximar de adversários políticos de Veneziano em Campina Grande, a começar pela família Ribeiro. Com o apoio do PP, Cícero Lucena foi eleito prefeito de João Pessoa.
Mas se engana quem acha que João se deu por satisfeito. Visando as eleições de 2022, no ano passado o socialista buscou outro opositor de Vené, o ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues, para fazer parte do projeto, onde João passou vergonha e levou um sonoro “não”.
Ainda em 2021, a cereja do bolo aconteceu durante um evento em Campina Grande. Durante a entrega de um pacote de obras na cidade, João Azevedo ignorou completamente a presença da esposa de Veneziano, Ana Cláudia Vital, na época Secretária de Desenvolvimento e Articulação Municipal e não a convidou para a mesa de honra.
Após tudo isso, não havia motivos para permanecer nessa aliança que só prejudicou Veneziano. Até que neste ano, a convite de Lula, Veneziano se junta a Ricardo Coutinho, outro abandonado por João Azevedo, para disputar as eleições. Os dois terminaram o pleito derrotados nas urnas.
Com todo esse processo desgastante, não restou dúvidas ao ex-cabeludo, senão alçar um vôo pra lá de corajoso com o tucano Pedro Cunha Lima (PSDB) neste segundo turno.
Blog do BG PB



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