Paraíba

‘Sangue não é mercadoria’, dispara Veneziano sobre PEC que autoriza o comércio de plasma humano

(Foto: Reprodução / Divulgação)

O senador paraibano Veneziano Vital do Rego (MDB) criticou nesta quarta-feira (4) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite a comercialização de plasma humano para o desenvolvimento de novas tecnologias e a produção de medicamentos.

“A CCJ do Senado vota nesta quarta-feira a PEC 10, que abre possibilidade para a venda de sangue humano no Brasil. Meu voto é NÃO e nossos esforços são para que a matéria não seja aprovada, considerando todos os malefícios que poderá acarretar e que já foram exaustivamente alertados por nós e por vários colegas senadores, além de profissionais médicos, Ministério da Saúde e diversas entidades da área da saúde do Brasil. Não à PEC 10. Sangue não é mercadoria!” disse Veneziano.

O texto da PEC altera o artigo 199 da Constituição, que dispõe sobre as condições e os requisitos para a coleta e o processamento de plasma, para permitir que isso seja feito pela iniciativa privada. Atualmente, a Constituição proíbe todo tipo de comercialização de órgãos, tecidos e substâncias humanas, e a coleta e o processamento de materiais sanguíneos estão sob a responsabilidade da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás).

A proposta tem parecer favorável da relatora, senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), que argumenta que a legislação brasileira sobre o assunto está atrasada, principalmente se comparada à de outros países, como Estados Unidos e Alemanha. Ela apresentou um substitutivo com alguns ajustes no texto, descartando a remuneração pela coleta de plasma, “com o objetivo de torná-lo mais claro, evitando que dê margem a interpretações equivocadas”.

O que diz o Ministério da Saúde

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que é contrário à remuneração ou à comercialização na coleta de sangue e plasma e destacou que alterações na lei exigem cautela e amplo debate, dada a importância ética.

“A prioridade neste momento é proteger a população e ter clareza quanto aos possíveis impactos negativos das mudanças nas doações voluntárias de sangue e no atendimento da população, principalmente aqueles que dependem de transfusão ou de medicamentos hemoderivados”, afirmou a pasta.

“Qualquer mudança que afete as doações voluntárias incorre em risco de desabastecimento nas emergências hospitalares e para quem precisa de transfusões regularmente. Inclusive, o caráter voluntário das doações é recomendado pela Organização Mundial da Saúde”, completa.

Portal Correio

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Brasil

Senado vota PEC que autoriza o comércio de plasma humano nesta quarta

A venda de plasma humano será debatida no SenadoFoto: Agência Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado vota nesta quarta-feira (4) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite a comercialização de plasma humano para o desenvolvimento de novas tecnologias e a produção de medicamentos. A PEC esteve na pauta da reunião do colegiado em outras ocasiões, mas sua apreciação foi adiada devido a divergências.

O texto da PEC altera o artigo 199 da Constituição, que dispõe sobre as condições e os requisitos para a coleta e o processamento de plasma, para permitir que isso seja feito pela iniciativa privada. Atualmente, a Constituição proíbe todo tipo de comercialização de órgãos, tecidos e substâncias humanas, e a coleta e o processamento de materiais sanguíneos estão sob a responsabilidade da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás).

A proposta tem parecer favorável da relatora, senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), que argumenta que a legislação brasileira sobre o assunto está atrasada, principalmente se comparada à de outros países, como Estados Unidos e Alemanha. Ela apresentou um substitutivo com alguns ajustes no texto, descartando a remuneração pela coleta de plasma, “com o objetivo de torná-lo mais claro, evitando que dê margem a interpretações equivocadas”.

No entanto, para críticos ao texto, se aprovada, a proposta vai reduzir os poderes da Hemobrás, que foi criada em 2004 e é a única gestora do plasma excedente do uso em transfusões no Brasil. Atualmente, a empresa mantém estoque do insumo para a fabricação de medicamentos hemoderivados.

Esses medicamentos são produzidos a partir do plasma humano obtido nas doações de sangue realizadas nos hemocentros brasileiros. Com esse plasma, a Hemobrás consegue fabricar produtos como albumina, imunoglobulina e os fatores VIII e IX da coagulação. Os suplementos são usados por pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de hemofilia, doenças autoimunes, pessoas com Aids e outras deficiências imunológicas ou infecciosas.

Durante o debate, a relatora acatou uma emenda do senador Otto Alencar (PSD-BA) que permite à administração pública e à iniciativa privada negociarem plasma humano para fins de uso laboratorial. O material também poderia ser usado no desenvolvimento de novas tecnologias e na produção de medicamentos hemoderivados destinados ao SUS.

Além disso, a proposta recebeu um voto em separado, do senador Marcelo Castro (MDB-PI), que autoriza a iniciativa privada a processar, estocar, distribuir e garantir a qualidade do plasma humano. No entanto, determina que essas atividades sejam desenvolvidas prioritariamente pelo poder público e que uma atuação particular dependerá de demanda e autorização específica do Ministério da Saúde.
O que diz o Ministério da Saúde

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que é contrário à remuneração ou à comercialização na coleta de sangue e plasma e destacou que alterações na lei exigem cautela e amplo debate, dada a importância ética.

Confira matéria completa no R7

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Paraíba

Dinho apresenta plano de ação para reestruturar centro de João Pessoa

Foto: Juliana Santos

O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, vereador Dinho (Avante) participou na tarde desta terça-feira (03), na sede da Fecomércio, de uma reunião com o presidente do órgão, Marcone Medeiros, além dos presidentes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de João Pessoa, Nivaldo Vilar e do Sintur – JP, Isaac Júnior para tratar sobre um plano de ação para o Centro de João Pessoa.

Na oportunidade, o presidente da CMJP, vereador Dinho, apresentou o plano de ação com quatro eixos em prol da revitalização do Centro, sendo eles: apresentação de lei criando a gratuidade progressiva do sistema de estacionamento “Zona Azul” para quem comprar nas lojas do Centro; intermediação de acordo para a gratuidade nos ônibus para quem efetuar compras no Centro; melhoria da segurança pública nas ruas da área e busca de incentivos fiscais para quem permanecer e para quem queira empreender na região central da cidade.

“A reunião foi muito importante para apresentar medidas que podem ser adotadas para ajudar a incentivar a recuperação e a preservação do Centro Histórico que precisa ter um olhar de atenção das autoridades. Estamos perdendo o Centro da cidade para a praia e isso pode ser observado de uns 20 anos para cá. Há um abandono do Centro, através da diminuição do comércio e precisamos criar incentivos e projetos que atraiam novamente a economia para essa área central. A Câmara de João Pessoa está fazendo a sua parte, procurando as pessoas e as autoridades responsáveis para dialogar e intermediar essa melhoria do Centro da cidade”, afirmou o presidente da CMJP, vereador Dinho.

O presidente da CDL João Pessoa, Nivaldo Vilar, disse que ficou bastante satisfeito com a iniciativa do presidente da Câmara de João Pessoa de apresentar medidas que buscam ajudar os demais órgãos que estão na luta pela revitalização do Centro de João Pessoa. “O Centro precisa de ajuda e necessitamos de todos aqueles que possam e tenham força para fazer alguma coisa. Na última audiência pública realizada pela CMJP que tratou sobre o assunto já discutimos essas e outras questões relacionadas à área central, mas ficamos muito felizes com a iniciativa do presidente Dinho de tomar a frente para tentar resolver as questões cruciais para que o Centro de João Pessoa tenha a pujança para trazer de volta os comerciantes e as pessoas que se afastaram”, acrescentou.

Por sua vez, Marcone Medeiros, presidente da Fecomércio destacou a reunião como muito proveitosa para ouvir as instituições que estão e vivem no Centro, reconhecendo as dificuldades, principalmente, relacionadas à manutenção de patrimônios existentes. “Patrimônios antigos que estão atravessando momentos difíceis e precisam de espaços e hoje precisamos de empresas e pessoas para habitar essa área central. Temos certeza que a partir dessa reunião com a condução do presidente da CMJP, chegaremos a um ponto de equilíbrio para que possamos achar uma solução”, concluiu.

CMJP

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Política

Procurador pede rejeição de três acusações contra Bolsonaro

Criança em situação de violência
Foto: Reprodução

O vice-procurador-geral eleitoral Paulo Gonet Branco defendeu a rejeição de três ações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As ações foram movidas pela Coligação Brasil da Esperança, que elegeu o presidente Lula, e pelo PDT. Os partidos acusam Bolsonaro de crime eleitoral pelas lives do ex-presidente e por encontros realizados nos palácios do governo.

Gonet alegou que não há provas suficientes para que se conclua que os encontros de Bolsonaro tiverem objetivo de influenciar nas eleições.

Sobre as lives, o vice-procurador-geral diz não ser razoável supor que quem assistiu tenha sido impactado pelo fato da transmissão ter ocorrido na biblioteca do Palácio da Alvorada.

“Não há, afinal, nos autos, estimativa de custos da produção da live para que se possa aquilatar se, numa disputa que alcançou cifras de milhões de reais, esse gasto foi particularmente marcante para viciar o processo eleitoral”, avaliou Gonet.

Rodrigo Vilela, Diário do Poder.

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Brasil

Lula atuou em operação para banco emprestar US$ 1 bilhão à Argentina e barrar avanço de Milei

Milei diz que Lula age contra candidatura dele na Argentina: “casta  vermelha treme“ | CNN BrasilFoto: REUTERS/Adriano Machado | Tomas Cuesta/Getty Images

Era uma sexta-feira do fim de agosto quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que tinha urgência em falar com Simone Tebet. A ministra do Planejamento não estava em Brasília, mas foi logo contatada por telefone. A pressa de Lula não era à toa: o Brasil precisava autorizar, ainda naquele mês, uma operação para que o Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) concedesse empréstimo de US$ 1 bilhão à Argentina.

Com participação de 37,3% no capital do CAF, batizado em seu nascimento como Comunidade Andina de Fomento, o Brasil tem o maior peso e influência nas decisões do banco.

Em situação econômica dramática, com inflação de mais de 100% ao ano e sem dólares na praça, a Argentina necessitava do empréstimo-ponte para o Fundo Monetário Internacional (FMI) liberar um desembolso de US$ 7,5 bilhões.

Tebet é a governadora do Brasil no CAF e por isso a operação de socorro precisava do seu aval. A rigor, o país vizinho não poderia mais ter acesso aos recursos porque já havia esgotado o limite de crédito.

Lula, porém, entrou em cena e os países-membros do CAF aprovaram a transferência de US$ 1 bilhão diretamente para o FMI, em nome da Argentina. Dos 21 países que compõem o CAF, somente o Peru votou contra. Resultado: o FMI autorizou novo acordo e soltou o dinheiro.

De lá para cá se passou um mês e hoje faltam menos de três semanas para a eleição que vai definir o sucessor de Alberto Fernández na Casa Rosada. A possibilidade de vitória de Javier Milei, político visto como a versão piorada de Jair Bolsonaro, provoca cada vez mais pânico no Palácio do Planalto.

Vera Rosa – Estadão Conteúdo

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Paraíba

Câmara Municipal de João Pessoa recebe LOA 2024 e previsão do orçamento é de 4,2 bilhões

Câmara Municipal de João Pessoa (Foto: Divulgação)

A Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP) recebeu do Executivo Municipal o projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA), referente ao exercício financeiro de 2024, e da revisão do Plano Plurianual (PPA). Na sessão ordinária desta terça-feira (3), foi realizada a primeira leitura do documento, que estima em R$ 4.247.719.350,00 a receita total do município de João Pessoa para o próximo ano.

Segundo mensagem do prefeito Cícero Lucena (PP) ao presidente Dinho (Avante), o valor representa um acréscimo de 13.43% em relação ao orçamento previsto para 2023. Entre as áreas do que deverão receber mais investimentos, conforme a LOA 2024, estão: Saúde, com R$ 1.020.444.001,00; Educação e Cultura, com R$ 1.082.526.289,00; Administração, com R$ 497.153.436,00; e Infraestrutura, com R$ 292.500.000,00.

O projeto ainda vai passar por análise e discussão em audiências públicas antes de ser votada por todos os vereadores. Se aprovado, o projeto seguirá para sanção do prefeito Cícero Lucena (Progressistas).

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Brasil

Senado aprova pensão para órfãos de vítimas de feminicídio; projeto segue para sanção presidencial

Foto: Pixabay

O Senado aprovou nesta terça-feira (3) o projeto de lei que prevê o pagamento de até um salário mínimo (R$ 1.320) a filhos de vítimas de feminicídio. Pelo texto, terão direito ao benefício os órfãos e dependentes menores de 18 anos que comprovem baixa renda. A matéria já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ainda segundo a proposta, o valor da pensão será distribuído entre os filhos e poderá ser concedido provisoriamente antes da conclusão do julgamento do crime. Se for decidido pelo juiz, após trânsito em julgado, que não houve feminicídio, o pagamento será imediatamente suspenso, mas os beneficiários não serão obrigados a devolver o dinheiro já recebido, a não ser nos casos de comprovada má-fé.

O relator da matéria, senador Paulo Paim (PT-RS), afirmou que o projeto de lei “não repara a dor e o sofrimento desses órfãos”, mas possibilita que o Congresso e o Estado “possam trazer um mínimo de alívio para as famílias que são destruídas por esse crime bárbaro”.

De acordo com a assessoria técnica da Câmara, a proposição trará um aumento de despesas de R$2,8 milhões, em 2023, de R$ 7,4 milhões, em 2024, de R$ 8,2 milhões, em 2025, e de R$ 9,2 milhões, em 2026.

Segundo a última edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil teve 1.400 feminicídios em 2022, número que representou alta de 6,6% em relação a 2021, quando foram contabilizados 1.300 casos. Também houve crescimento das tentativas de homicídios contra mulheres, de 9,3% entre 2021 e 2022. Os casos aumentaram de 6.975 para 7.660.

R7

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Brasil

Governo quer votar piso menor para a saúde ainda nesta semana

Governo quer votar piso menor para a saúde ainda nesta semanaFoto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O líder do governo no Congresso Nacional, Randolfe Rodrigues (foto), anunciou nesta segunda-feira (2) que a próxima prioridade de votação no Senado será a proposta que regulamenta a compensação a estados e municípios pelas perdas decorrentes da redução do ICMS para combustíveis.

Além disso, o projeto também traz um novo cálculo para o piso nacional de gastos com saúde em 2023. Com o fim do teto de gastos, devido ao novo arcabouço fiscal, o governo precisará pagar um piso para a saúde maior neste ano, o que exigirá cortes em outras áreas. A proposta em discussão permite um cálculo diferenciado desse piso —ou seja, pagar menos.

Atualmente, o projeto está na Comissão de Constituição e Justiça aguardando a designação de um relator, que provavelmente será o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Após passar pela CCJ, o texto ainda precisará ser avaliado pela Comissão de Assuntos Econômicos antes de ser levado ao plenário.

O Antagonista

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Política

Após Prefeito Leo Bandeira não assinar notificação, Câmara de Lucena abre prazo para pedido de cassação

Leo Bandeira, prefeito de Lucena (Foto: Reprodução)

 

Após o prefeito de Lucena, Leo Bandeira, se negar a assinar um documento sobre abertura de processo para cassação do seu mandato, a Câmara Municipal publicou em Diário Oficial, nesta segunda-feira (2), uma notificação para que o prefeito se defenda das denúncias.

Leo Bandeira é acusado de infração contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, em apontamento que inclui gastos excessivos com combustível, ocultação de movimentações financeiras de obras, aumento exorbitante da folha salarial e descumprimento das emendas impositivas.

Na notificação ao prefeito, é pedido que ele apresente provas e arrole testemunhas que possam desfavorecer as acusações. A notificação também informa que se o prefeito não apresentar defesa, as denúncias serão presumidas como verdadeiras.

“Vossa excelência fica notificado para apresentar, no prazo de dez dias, defesa prévia, por escrito, e indicar provas que pretender produzir e arrolar testemunhas, até o máximo de dez, sobre os atos do processo de denúncia político-administrativa. Não sendo apresentada defesa, presumir-se-ão aceitos, como verdadeiros, os fatos articulados constantes da inicial”, diz parte da notificação e assinada pelo presidente da Comissão Processante, Arnóbio Menezes Franco.p

O pedido de cassação do prefeito teve início após denúncia apresentada pelo advogado Pedro Rawan Meireles. Ele alegou que em fevereiro a Câmara pediu informações detalhadas da gestão, como a listagem de veículos locados, contratos, processos licitatórios das obras públicas, gastos com combustíveis e folha de pagamento. Os documentos não foram apresentados.

O pedido de cassação contra Leo Bandeira foi aceito, por 6×2, em votação que ocorreu no dia 22 de setembro.

Com Clickpb

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Paraíba

Dinho propõe desapropriação de terreno da Cimepar para construção de Parque Ecológico e habitações populares em JP

Foto: Secom

O texto final do Plano Diretor de João Pessoa, em discussão na Câmara Municipal, deverá conter a desapropriação de um terreno pertencente à Cimepar (Companhia Paraíba de Cimento). A proposta é do presidente da Casa, Dinho Dowsley (Avante). A área deverá abrigar a construção de um Parque Ecológico, nos moldes do que vem sendo erguido no Bessa, onde ocorreu a desapropriação do Aeroclube da Paraíba.

O objetivo da medida, segundo o presidente da Câmara de João Pessoa, é preencher uma lacuna existente, hoje, na Capital. “É uma área de 266 hectares, com capacidade de atender toda a cidade, mas principalmente baixos próximos, como Cruz das Armas, Centro, Ilha do Bispo e Jaguaribe”, enfatizou Dinho Dowsley, explicando que a cidade precisa de áreas verdes e de espaços de vivência.

Dinho explicou ainda que a proposta prevê que parte da área possa ser usada para a construção de moradias populares. A meta, com isso, é colaborar com o desenvolvimento e revitalização do Centro Histórico de João Pessoa. “Com mais moradores no entorno, a expectativa é que isso contribua para que o comércio do Centro recupere a sua importância”, disse.

O Plano Diretor está sendo discutido na capital desde o início do ano. Uma comissão foi criada para ouvir a população e várias audiências públicas foram realizadas. A previsão é que a lei seja votada neste semestre. De acordo com a legislação, a revisão deve ocorrer a cada dez anos e, no caso de João Pessoa, essa apreciação está atrasada, porque deveria ter ocorrido em 2018.

CMJP

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