Política

Lula diz que quer ganhar as eleições para manter Jair Bolsonaro preso

reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, durante ato de campanha em Florianópolis (SC), que quer manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão.

Segundo Lula, Flávio Bolsonaro quer vencer a eleição para libertar o pai. “A ideia do outro [Flávio Bolsonaro]: ‘Eu quero ganhar as eleições para tirar meu pai da cadeia’. E eu quero ganhar para manter ele na cadeia”, afirmou.

Flávio já afirmou que pretende anistiar os condenados no processo sobre a trama golpista caso seja eleito. Durante sabatina do Jornal Nacional, ele disse que concederia a anistia durante a transição de governo.

Jair Bolsonaro foi condenado em setembro de 2025 a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele cumpre pena domiciliar por tempo indeterminado por causa de suas condições de saúde. O caso foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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UNÂNIMIDADE: Primeira Turma do STF mantém condenação de Eduardo Bolsonaro

Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. O recurso da defesa foi rejeitado em julgamento virtual encerrado nesta sexta-feira (18).

O placar foi de 4 votos a 0. O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A análise havia começado na semana passada.

Eduardo Bolsonaro foi condenado em junho após o STF entender que ele atuou para pressionar autoridades dos Estados Unidos a adotarem medidas contra o Brasil com o objetivo de interferir no processo que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as ações citadas estão a articulação para aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros e outras sanções contra autoridades.

Segundo a Corte, medidas adotadas no exterior, como a revogação de vistos de ministros do STF e integrantes do governo federal e a aplicação de sanções previstas na Lei Magnitsky, estariam relacionadas à tentativa de impedir ou dificultar a responsabilização de Jair Bolsonaro no processo sobre a trama golpista.

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 2025 e deixou de exercer o mandato na Câmara dos Deputados após faltar às sessões parlamentares.

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Política

Mais de 1,2 mil candidaturas são barradas pela Justiça Eleitoral no País

(Foto: Antonio Augusto/Ascom/TSE)

A Justiça Eleitoral já rejeitou cerca de 1,2 mil pedidos de registro de candidatura para as eleições gerais de outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do total, 335 tiveram o indeferimento definitivo e 869 ainda podem ser alvo de recursos.

A principal causa das rejeições é o descumprimento de exigências formais previstas na legislação eleitoral. Também estão entre os motivos a falta de condições de elegibilidade, irregularidades em convenções partidárias e a ausência de desincompatibilização de cargos públicos.

Até agora, cerca de 99% dos 20,9 mil pedidos de registro apresentados em todo o país já foram analisados pela Justiça Eleitoral.

O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro, para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Se nenhum candidato a presidente ou governador alcançar mais de 50% dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro. Votos brancos e nulos não entram nesse cálculo.

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Política

PESQUISA DATAFOLHA: 38% dizem que crise no STF prejudica Lula; 31% apontam Flávio

(Marcelo Camargo/Agência Brasil/Waldemir Barreto/Agência Senado/Divulgação)

Pesquisa Datafolha aponta que 38% dos eleitores citam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato prejudicado pela crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio Bolsonaro (PL) aparece em seguida, com 31%.

A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais, acima da margem de erro da pesquisa, de dois pontos para mais ou para menos. Outros 5% afirmam que todos os candidatos são prejudicados, enquanto 25% dizem que a crise não prejudica nenhuma candidatura e 14% não souberam responder.

Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 2% cada. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) têm 1% cada. Os demais candidatos registraram 0%.

A pergunta foi feita em duas etapas. Primeiro, o Datafolha questionou se a crise prejudicava as campanhas presidenciais. Aos que responderam que sim, perguntou quais candidatos poderiam ser afetados. A segunda pergunta teve resposta espontânea e permitia mais de uma opção, por isso os percentuais não somam 100%.

Metodologia

O Datafolha ouviu 2.001 eleitores entre os dias 15 e 17 de setembro, em pesquisa encomendada pela Folha de S.Paulo e pela Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.

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ELEIÇÕES 2026: Candidatos não podem ser presos a partir deste sábado (19)

Foto: TSE

A partir deste sábado (19), candidatos que disputam as eleições de 2026 não poderão ser presos ou detidos, exceto em caso de flagrante delito. A regra, prevista no Código Eleitoral, vale até 48 horas após o fim da votação do primeiro turno, em 4 de outubro.

A medida começa 15 dias antes da eleição e se aplica aos candidatos com registro deferido pela Justiça Eleitoral. A regra busca evitar que detenções sejam usadas como forma de pressão política durante a campanha.

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HIPOCRISIA? Lula pediu inelegibilidade de Bolsonaro por aumentar o Bolsa Família perto da eleição; agora, faz igual

Em 2022, o então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) por aumentar benefícios sociais às vésperas da eleição.

Em julho daquele ano, às vésperas da eleição, Bolsonaro propôs ao Congresso um aumento de R$ 200 do Auxílio Brasil (que voltou a ser chamado de Bolsa Família no governo Lula), que na época era de R$ 400. Esse aumento se daria por um “voucher” de R$ 200 apenas até dezembro daquele ano, sem prever no Orçamento de 2023 o custo do programa com R$ 600.

A proposta, que ficou conhecida como “PEC Kamikaze”, foi aprovada e autorizou despesas adicionais fora do teto de gastos para ampliar benefícios sociais, entre eles o Auxílio Brasil, que chegou a R$ 600.

Em agosto, 2,2 milhões de novas famílias foram cadastradas no programa, segundo o Ministério da Cidadania. A campanha de Lula afirmou que Bolsonaro concedeu benefícios financeiros ilegais em período eleitoral com “o claro intuito de angariar votos”.

Entre as medidas citadas pela ação, estão “antecipação da transferência do benefício do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás; aumento do número de famílias beneficiadas pelo Auxílio Brasil; antecipação de pagamento de auxílio a caminhoneiros e taxistas; programa de negociação de dívidas com a Caixa Econômica Federal; liberação de FGTS futuro para financiar imóveis; anúncio pela Caixa Econômica Federal de crédito para mulheres empreendedoras; crédito consignado do Auxílio Brasil”.

Quatro anos depois, o governo Lula anunciou um reajuste de 15,04% no piso do Bolsa Família, a 17 dias da eleição. O novo valor, de R$ 600 para R$ 691, começa a ser pago em outubro, entre o primeiro e o segundo turnos.

Segundo a equipe econômica, a medida não terá impacto fiscal, e o aumento de gastos será viabilizado pela redução da fila de pedidos de benefício no INSS. O reajuste deve custar R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões em 2027.

Com informações do Globo

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André Mendonça rejeita recurso e mantém Daniella Ribeiro como primeira suplente de Nabor Wanderley

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou o recurso apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e por Ulisses Aparecido Barbosa contra o registro de candidatura de Daniella Velloso Borges Ribeiro ao cargo de 1ª suplente de senador na chapa de Nabor Wanderley nas eleições de 2026.

O MPE questionava a candidatura por Daniella ser mãe do governador da Paraíba, Lucas Ribeiro, que disputa a reeleição, alegando a tese de ‘inelegibilidade reflexa’. Os autores sustentavam que a exceção constitucional para quem já possui mandato e busca a reeleição não poderia ser aplicada, já que Daniella concorre à suplência e não diretamente ao cargo de senadora.

Mendonça, porém, entendeu que a candidatura segue as regras eleitorais. Segundo a decisão, a eleição para o Senado ocorre por meio de uma chapa única, formada pelo titular e dois suplentes, e Daniella já exerce o mandato de senadora pela Paraíba. Com isso, o ministro manteve o registro da candidatura.

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Flávio Bolsonaro diz que reajuste do Bolsa Família é “ato de desespero” de Lula


Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência | Divulgação/Vittor Sales

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, criticou o reajuste do Bolsa Família anunciado nesta quinta-feira (17) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante ato de campanha em Vitória da Conquista (BA), Flávio chamou o aumento do benefício de um “ato de desespero” de Lula.

“Não caiam em mais uma falsa promessa da picanha, porque o Lula, num ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é proibido durante as eleições. Ele acha que vai enganar alguém dezessete dias antes das eleições. Ele sabe que isso não pode”, afirmou.

Em evento no Palácio do Planalto, Lula disse que o piso do benefício vai passar de R$ 600 para R$ 691 e o novo valor começará a ser pago em outubro. O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777.

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Campanhas na Paraíba já movimentam R$ 137,5 milhões em recursos públicos

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Dados do DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), consultados nesta quinta-feira (17) mostram uma diferença significativa entre os recursos públicos e privados movimentados pelos candidatos na Paraíba. Do total de R$ 147,6 milhões em receitas, R$ 137,5 milhões são recursos públicos, enquanto R$ 10 milhões são privados. Os recursos públicos incluem despesas pagas com valores do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

Nas despesas, a diferença também é grande. Os candidatos já registraram R$ 71,65 milhões em gastos, sendo R$ 67,09 milhões pagos com recursos públicos e R$ 4,55 milhões com dinheiro privado. Assim, os recursos públicos representam a maior parte tanto das receitas quanto das despesas declaradas até o momento.

Entre os principais gastos estão R$ 11,8 milhões em publicidade com materiais impressos, dos quais R$ 11,29 milhões são públicos; R$ 10,6 milhões em serviços prestados por terceiros, sendo R$ 10,14 milhões públicos; e R$ 8,79 milhões em publicidade por adesivos, com R$ 8,39 milhões de origem pública.

No caso do dinheiro privado, os maiores gastos aparecem em impulsionamento de conteúdos, com R$ 773,6 mil, seguido por doações a candidatos e partidos, com R$ 570 mil, e publicidade em materiais impressos, com R$ 511,5 mil.

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Paraíba já soma 412 denúncias eleitorais; João Pessoa lidera registros

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A Paraíba já soma 412 denúncias eleitorais registradas no portal DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em consulta realizada nesta quinta-feira (17). João Pessoa concentra o maior número, com 109 denúncias, seguida por Campina Grande, com 94. Bayeux aparece com 23, Santa Rita com 22 e Patos com 21.

Entre os cargos, deputado estadual lidera as denúncias, com 140 registros. Na sequência aparecem governador, com 79; partido, coligação ou federação, com 77; deputado federal, com 76; senador, com 31; e presidente, com nove.

Em relação aos tipos de irregularidade, as denúncias envolvendo vias públicas são maioria, com 103 registros, o equivalente a 25% do total. Depois aparecem ocorrências relacionadas a carro de som, minitrio e trio elétrico, com 69; comícios e showmícios, com 37; bens particulares, com 35; e confecção, utilização ou distribuição de brindes, com 30.

Também foram registradas 29 denúncias sobre outdoors e outdoors eletrônicos, 27 sobre bens públicos, 26 sobre adesivos em automóveis e 22 relacionadas à propaganda na internet. Os demais registros envolvem distribuição de material gráfico, alto-falantes, rádio e televisão, além de outras irregularidades.

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