A partir deste sábado (19), candidatos que disputam as eleições de 2026 não poderão ser presos ou detidos, exceto em caso de flagrante delito. A regra, prevista no Código Eleitoral, vale até 48 horas após o fim da votação do primeiro turno, em 4 de outubro.
A medida começa 15 dias antes da eleição e se aplica aos candidatos com registro deferido pela Justiça Eleitoral. A regra busca evitar que detenções sejam usadas como forma de pressão política durante a campanha.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. O recurso da defesa foi rejeitado em julgamento virtual encerrado nesta sexta-feira (18).
O placar foi de 4 votos a 0. O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado por Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin. A análise havia começado na semana passada.
Eduardo Bolsonaro foi condenado em junho após o STF entender que ele atuou para pressionar autoridades dos Estados Unidos a adotarem medidas contra o Brasil com o objetivo de interferir no processo que levou à condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre as ações citadas estão a articulação para aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros e outras sanções contra autoridades.
Segundo a Corte, medidas adotadas no exterior, como a revogação de vistos de ministros do STF e integrantes do governo federal e a aplicação de sanções previstas na Lei Magnitsky, estariam relacionadas à tentativa de impedir ou dificultar a responsabilização de Jair Bolsonaro no processo sobre a trama golpista.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde 2025 e deixou de exercer o mandato na Câmara dos Deputados após faltar às sessões parlamentares.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, neste sábado (19), dois alertas de baixa umidade do ar para cidades da Paraíba: um amarelo, de perigo potencial, e outro laranja, de perigo.
O alerta laranja começou às 11h30 e é válido até as 19h deste sábado (19). Já o alerta amarelo permanece vigente até as 22h da próxima terça-feira (22).
De acordo com o Inmet, 140 cidades estão em alerta amarelo de perigo potencial de baixa umidade do ar, enquanto 81 cidades estão sob o alerta laranja de perigo.
🟠 Perigo de baixa umidade do ar: umidade relativa do ar entre 20% e 12%, com risco de incêndios florestais e efeitos à saúde, como ressecamento da pele e desconforto nos olhos, boca e nariz.
🟡 Perigo potencial de baixa umidade do ar: umidade relativa do ar entre 20% e 30%, com baixo risco de incêndios florestais e efeitos à saúde.
O Inmet orienta que a população das cidades afetadas mantenha a hidratação constante, evite atividades físicas intensas nas horas mais secas do dia e reduza a exposição ao sol nos períodos de maior calor.
Em caso de necessidade, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros pelo número 193.
Dois trechos de praias da Paraíba estão impróprios para banho neste fim de semana. Segundo relatório de balneabilidade divulgado pela Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), os dois trechos estão localizados em João Pessoa.
O relatório coletou amostras nos períodos de 14 a 17 de setembro, e é válido até 25 de setembro, data de divulgação do próximo relatório.
Segundo o órgão, a classificação de impróprio vale apenas para uma faixa de 100 metros à direita e à esquerda do ponto de coleta. Fora desse perímetro, as praias seguem liberadas para banho até nova avaliação da qualidade da água.
A Justiça Eleitoral já rejeitou cerca de 1,2 mil pedidos de registro de candidatura para as eleições gerais de outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Do total, 335 tiveram o indeferimento definitivo e 869 ainda podem ser alvo de recursos.
A principal causa das rejeições é o descumprimento de exigências formais previstas na legislação eleitoral. Também estão entre os motivos a falta de condições de elegibilidade, irregularidades em convenções partidárias e a ausência de desincompatibilização de cargos públicos.
Até agora, cerca de 99% dos 20,9 mil pedidos de registro apresentados em todo o país já foram analisados pela Justiça Eleitoral.
O primeiro turno das Eleições 2026 será realizado em 4 de outubro, para os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. Se nenhum candidato a presidente ou governador alcançar mais de 50% dos votos válidos, haverá segundo turno em 25 de outubro. Votos brancos e nulos não entram nesse cálculo.
Pesquisa Datafolha aponta que 38% dos eleitores citam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como candidato prejudicado pela crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio Bolsonaro (PL) aparece em seguida, com 31%.
A diferença entre os dois é de sete pontos percentuais, acima da margem de erro da pesquisa, de dois pontos para mais ou para menos. Outros 5% afirmam que todos os candidatos são prejudicados, enquanto 25% dizem que a crise não prejudica nenhuma candidatura e 14% não souberam responder.
Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 2% cada. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) têm 1% cada. Os demais candidatos registraram 0%.
A pergunta foi feita em duas etapas. Primeiro, o Datafolha questionou se a crise prejudicava as campanhas presidenciais. Aos que responderam que sim, perguntou quais candidatos poderiam ser afetados. A segunda pergunta teve resposta espontânea e permitia mais de uma opção, por isso os percentuais não somam 100%.
Metodologia
O Datafolha ouviu 2.001 eleitores entre os dias 15 e 17 de setembro, em pesquisa encomendada pela Folha de S.Paulo e pela Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026.
Delegacia de Mamanguape Foto: José Marques/Secom-PB. Foto: José Marques/Secom-PB
Um ex-vereador e ex-presidente da Câmara de Vereadores de Mamanguape, identificado como Joãozinho da Estaca, ficou ferido em uma tentativa de assalto, na manhã desta sexta-feira (18). De acordo com o delegado da Polícia Civil, Marcos Sales, o ex-vereador estava saindo de casa quando, ao abrir o portão, um dos suspeitos aproveitou e entrou no imóvel.
Um segundo suspeito estava do lado de fora do imóvel, em uma motocicleta, que abordou um transeunte que passava pela rua e o obrigou a entrar na casa. A suspeita é de que a abordagem tenha sido feita para evitar que a pessoa acionasse as forças de segurança.
O ex-vereador tentou fugir pela frente da residência, em direção a um beco, mas foi perseguido e atingido de raspão por um disparo na região do rosto.
Ele sofreu ferimentos superficiais, foi levado ao Hospital Geral de Mamanguape, recebeu atendimento médico e teve alta em seguida.
A Polícia Civil informou que está analisando imagens de câmeras de segurança e coletando informações para identificar os suspeitos.
Durante ato de campanha em Montes Claros (MG), nesta quinta-feira (17), o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou com ar de soberba o adversário Flávio Bolsonaro (PL), chamou o candidato de “ninguém” e pediu que os eleitores o comparem com o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Quando vocês forem votar, quero que vocês façam uma reflexão. Não quero ser comparado com o Flávio, que ele não é ninguém. Quero ser comparado com o pai dele, que foi presidente da República”, disse Lula.
Em Montes Claros, Lula também participou de caminhada ao lado do candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, e das candidatas ao Senado Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL).
Cícero Lucena, Lucas Ribeiro — Foto: Cícero e Lucas no Facebook
O governador da Paraíba e candidato à reeleição, Lucas Ribeiro (PP), rebateu as críticas de Cícero Lucena (MDB) às operações contra facções criminosas e afirmou que o adversário estaria incomodado porque as forças de segurança estão “prendendo e perseguindo os parceiros, os amigos dele”. A declaração foi dada à Correio FM nesta sexta-feira (18) depois de Cícero classificar ações policiais no Estado como “operaçãozinhas” que, na avaliação dele, prendem “trombadinhas”.
Lucas disse repudiar a declaração e citou a Operação Bon Vivant como exemplo do trabalho realizado pelas forças estaduais. “É lamentável uma pessoa chegar e dizer isso aqui sobre uma operação, que só a operação de terça-feira, a operação Bon Vivant, foram bloqueados mais de 114 milhões de reais. Foram 27 pessoas presas. Essa só em uma operação nessa semana que ele chama de operaçãozinha”, afirmou.
O governador também declarou que operações das forças de segurança já resultaram no bloqueio de mais de R$ 460 milhões e relacionou as críticas de Cícero às investigações. “Então, é lamentável uma pessoa vir aqui no microfone e falar algo como esse. Provavelmente ele está incomodado porque estamos diariamente prendendo e perseguindo os parceiros, os amigos dele. Acho que esse é o problema”, afirmou.
Caso ocorreu no Centro de Joã. Reprodução/TV Cabo Branco
A Polícia Civil da Paraíba está investigando se a ingestão de veneno por bebê de um ano que morreu em ocupação, em João Pessoa, ocorreu de forma acidental ou criminosa. O exame toxicológico, divulgado nesta sexta-feira (18), identificou terbufós, um pesticida organofosforado, no corpo da criança.
A delegada Josenice Andrade informou que a Delegacia de Homicídios já tinha o resultado do exame há alguns dias e que as investigações, que estão em andamento, ocorrem em sigilo.
Ainda segundo a delegada, a investigação busca entender como ocorreu a ingestão do pesticida.
“A gente não pode falar que a criança foi envenenada, ela ingeriu veneno. Esse envenenamento pode ser acidental ou criminoso. A gente tem que trabalhar para descobrir isso. Nós estamos ouvindo as pessoas responsáveis pela criança, os moradores da localidade e tentado entender o que aconteceu”, informou.
De acordo com o IPC, o exame complementar toxicológico foi realizado após a autópsia da criança, identificada apenas como Noah. Com a conclusão da análise, o exame cadavérico foi encerrado e a causa da morte foi estabelecida como broncoaspiração e intoxicação exógena por veneno.
A Polícia Civil não estabeleceu um prazo para conclusão dos procediementos investigatórios.
A morte
De acordo com a Polícia Civil o bebê morava com a família em uma ocupação localizada no Centro de João Pessoa. O menino foi socorrido no dia 7 de setembro para o Hospital de Emergência e Trauma, apresentando sintomas como agitação e engasgo, e morreu na unidade de saúde.
A hipótese inicial era de que o bebê teria ingerido uma comida envenenada colocada para gatos. O enterro do bebê foi realizado nesta terça-feira (8), também em João Pessoa.
Medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, serão distribuídos via Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes com obesidade. A oferta, de acordo com o Ministério da Saúde, será feita com base em estudos e na definição de um protocolo clínico.
Em nota, a pasta avaliou como positivos os primeiros resultados observados em pacientes com obesidade do Grupo Hospitalar Conceição, da rede pública de Porto Alegre, selecionados desde junho para fazer uso da semaglutida, um dos princípios ativos das canetas emagrecedoras.
“O objetivo é garantir maior segurança aos participantes [do estudo] e estabelecer diretrizes para o acompanhamento contínuo por médicos especialistas da unidade. Ao todo, serão acompanhados 250 pacientes do SUS atendidos pelo hospital com obesidade grave ou associada a outras morbidades”, informou o ministério.
Dentre as situações avaliadas pelo estudo estão pacientes na fila para cirurgia bariátrica. A proposta é entender se o uso da medicação é capaz de controlar o quadro de obesidade de forma que a cirurgia não se faça mais necessária. Outras questões analisadas são a redução de problemas cardíacos e de reincidência de câncer de mama.
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