Em 2022, o então candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a inelegibilidade de Jair Bolsonaro (PL) por aumentar benefícios sociais às vésperas da eleição.
Em julho daquele ano, às vésperas da eleição, Bolsonaro propôs ao Congresso um aumento de R$ 200 do Auxílio Brasil (que voltou a ser chamado de Bolsa Família no governo Lula), que na época era de R$ 400. Esse aumento se daria por um “voucher” de R$ 200 apenas até dezembro daquele ano, sem prever no Orçamento de 2023 o custo do programa com R$ 600.
A proposta, que ficou conhecida como “PEC Kamikaze”, foi aprovada e autorizou despesas adicionais fora do teto de gastos para ampliar benefícios sociais, entre eles o Auxílio Brasil, que chegou a R$ 600.
Em agosto, 2,2 milhões de novas famílias foram cadastradas no programa, segundo o Ministério da Cidadania. A campanha de Lula afirmou que Bolsonaro concedeu benefícios financeiros ilegais em período eleitoral com “o claro intuito de angariar votos”.
Entre as medidas citadas pela ação, estão “antecipação da transferência do benefício do Auxílio Brasil e do Auxílio Gás; aumento do número de famílias beneficiadas pelo Auxílio Brasil; antecipação de pagamento de auxílio a caminhoneiros e taxistas; programa de negociação de dívidas com a Caixa Econômica Federal; liberação de FGTS futuro para financiar imóveis; anúncio pela Caixa Econômica Federal de crédito para mulheres empreendedoras; crédito consignado do Auxílio Brasil”.
Quatro anos depois, o governo Lula anunciou um reajuste de 15,04% no piso do Bolsa Família, a 17 dias da eleição. O novo valor, de R$ 600 para R$ 691, começa a ser pago em outubro, entre o primeiro e o segundo turnos.
Segundo a equipe econômica, a medida não terá impacto fiscal, e o aumento de gastos será viabilizado pela redução da fila de pedidos de benefício no INSS. O reajuste deve custar R$ 5,8 bilhões neste ano e R$ 22,7 bilhões em 2027.
Com informações do Globo




Comente aqui