O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou as críticas do presidente da Argentina, Javier Milei. Ao ser questionado por jornalistas sobre o assunto, durante agenda no Ministério das Relações Exteriores, respondeu: “Eu? Quem é esse cara?”.
No último sábado (25), Milei participou da convenção do PL, que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Durante o evento, chamou Lula de “presidiário”, acusou o governo de “prender opositores” e fez críticas à política econômica do Brasil.
Também nesta segunda, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a economia brasileira está melhor que a da Argentina e chamou Javier Milei de “palhaço”.
Após as declarações de Milei, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembolsou R$ 255,3 milhões em publicidade institucional da Presidência da República no primeiro semestre de 2026, o maior valor para o período desde o início da série histórica da Secretaria de Comunicação Social (Secom), em 2009.
Além disso, outros R$ 584,7 milhões já foram empenhados no Orçamento deste ano para campanhas institucionais.
Levantamento do Estadão/Broadcast, com base em dados da Secom, do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) e do Siga Brasil, sinaliza que os pagamentos no primeiro semestre deste ano foram 57% superiores aos registrados no mesmo período de 2025, já descontada a inflação.
Comparação entre governos
Em comparação com 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro (PL), o desembolso é 219% maior. Ao todo, desde o início do atual mandato, a gestão Lula já pagou cerca de R$ 1,1 bilhão em publicidade institucional, superando os valores registrados nas gestões de Bolsonaro, Michel Temer (MDB) e Dilma Rousseff (PT).
Segundo a Secom, apenas 17,3% do valor desembolsado neste ano corresponde a despesas de 2026, já que parte dos pagamentos se refere a contratos firmados em exercícios anteriores, que podem remontar aos últimos cinco anos.
PL acionou TSE contra governo Lula
O órgão também afirmou que os investimentos buscam ampliar o conhecimento da população sobre políticas públicas e serviços do governo federal e que seguem os critérios previstos na legislação.
A reportagem destaca que, desde 2022, a legislação eleitoral passou a limitar os empenhos com publicidade institucional em ano eleitoral, e não mais as despesas efetivamente realizadas.
O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a suspensão das campanhas publicitárias do governo, alegando excesso de gastos, enquanto a Secom afirma que cumpre integralmente as regras eleitorais e as normas que disciplinam a publicidade institucional.
O governo da Argentina não pretende pedir desculpas oficialmente ao Brasil pelas declarações do presidente Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante a convenção do senador Flávio Bolsonaro (PL), no último sábado (25).
Segundo o jornal argentino La Nación, uma fonte da Casa Rosada afirmou que “não haverá pedido de desculpas”. No evento, Milei chamou Moraes de “lixo careca” e se referiu a Lula como “ladrão” e “presidiário”, o que gerou uma crise diplomática entre Brasil e Argentina.
“Talvez não dizer mais nada seja uma forma de desescalar a situação”, disse outro integrante do governo argentino ao jornal.
Após as declarações, o governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, para prestar esclarecimentos sobre a relação entre os dois países. A medida é considerada um gesto de repúdio nas relações diplomáticas.
Uma pesquisa Nexus/BTG, divulgada na manhã desta segunda-feira (27), mostra o presidente Lula (PT) em situação de empate técnico com três possíveis adversários da direita em cenários de 2º turno para a Presidência da República.
O levantamento indica uma disputa equilibrada entre Lula, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo).
Na simulação contra Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o senador soma 43%. Considerando a margem de erro de 2 pontos percentuais, o cenário é de empate técnico.
2º turno
Foto: Divulgação
Metodologia
O levantamento foi realizado por telefone entre os dias 24 e 26 de julho de 2026. Foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em um artigo publicado no jornal americano The Washington Post neste domingo (26), que a decisão dos Estados Unidos de implementar um novo tarifaço contra o Brasil tem motivação eleitoral e vai provocar um impactos negativos na economia e na parceria entre os dois países.
O texto classifica a decisão de Donald Trump de elevar as tarifas, de 12,5% a 37,5%, como um “erro estratégico” que não deve se sustentar. Lula também marca posição ao afirmar que ninguém vai derrotar o Brasil “com base em mentiras”. A publicação ainda cita indiretamente acusações feitas pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que criticou a relação entre os dois países.
“Tentativas de impor amarras ideológicas à parceria bilateral, ou de instrumentalizá-la para fins eleitorais, não se sustentam. Nunca antes um secretário de Estado norte-americano havia qualificado o Brasil como um país não-amigo. Ninguém vai nos derrotar com base em mentiras”, diz trecho da publicação.
Lula ainda afirma que a nova decisão sobre o tarifaço desconsidera dezenas de reuniões entre negociadores brasileiros e um documento com análises econômicas entregue por ele a Trump. O artigo também defende o Pix.
“Nosso sistema de pagamentos, o Pix, não discrimina empresas norte-americanas e é uma referência internacional de infraestrutura pública digital. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros“, afirma em outro trecho da publicação.
Além das ponderações, Lula disse que o Brasil segue aberto a negociações, sem que haja interferência externa. Leia a íntegra da publicação compartilhada pelo presidente:
Artigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicado neste domingo no jornal Washington Post
As tarifas dos EUA contra o Brasil são um erro estratégico
Há um ano, fui surpreendido pela publicação, em uma plataforma digital, de carta do Presidente Donald Trump que impunha… pic.twitter.com/GIGeFUy23e
O ex-prefeito de Marizópolis, José Vieira da Silva, conhecido como Zé Vieira, foi preso na noite desta sexta-feira (24), em Sousa, após o cumprimento de um mandado de prisão expedido pela 3ª Vara Regional de Execuções Penais de Sousa.
De acordo com o mandado de prisão, a ordem judicial decorre de condenações com trânsito em julgado, após a unificação das penas, que totalizam 9 anos e 1 mês de reclusão. Com a soma das condenações, a Justiça determinou o cumprimento da pena em regime fechado.
A decisão foi assinada nesta sexta-feira (24) pelo juiz Alexandre José Gonçalves Trineto, que também rejeitou um pedido da defesa para suspender a execução da pena enquanto tramita uma revisão criminal. O magistrado destacou que a revisão criminal não possui efeito suspensivo automático, razão pela qual manteve a execução da prisão e determinou o cumprimento imediato do mandado.
Segundo os autos, Zé Vieira já cumpria pena em regime semiaberto, com monitoramento eletrônico, desde 30 de janeiro de 2026. No entanto, após a unificação das condenações — sendo 6 anos e 9 meses por fraude à licitação e 2 anos e 4 meses por crime previsto no Decreto-Lei nº 201/1967, relacionado à responsabilidade de prefeitos — a pena passou a superar oito anos, impondo, conforme a legislação, o cumprimento em regime fechado.
Ainda conforme o mandado, restam 8 anos, 7 meses e 5 dias para o cumprimento da pena.
Após a prisão, o ex-prefeito foi encaminhado para uma delegacia em Sousa e deverá permanecer à disposição da Justiça para posterior transferência ao sistema prisional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste sábado (25), que quem “se meter” nas eleições brasileiras vai “apanhar muito”. Durante convenção que confirmou a candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, Lula disse que “ninguém de fora” deve “meter o dedo” no pleito e afirmou que o Brasil é soberano.
“Quem quiser de fora vir se meter nas eleições brasileiras, já vou avisando logo: vão apanhar muito aqui nas eleições. Quem vai decidir o destino desse país são 157 milhões de eleitores”, declarou.
A declaração foi feita um dia após o Ministério das Relações Exteriores negar o visto de dois funcionários norte-americanos que viriam ao Brasil nos próximos dias.
“O aviso está dado. O Brasil é soberano, o Brasil quer manter relações com todos os países do mundo, o Brasil não quer guerra, o Brasil quer paz, o Brasil não quer ódio, o Brasil quer amor, o Brasil não quer fazer futrica, o Brasil quer trabalhar”, disse Lula.
O PL realiza neste sábado (25), a partir das 10h, em São Paulo, a convenção nacional que deve oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O evento ocorre em meio às negociações do partido para definir o nome que ocupará a vaga de vice na chapa.
Até o momento, o companheiro de chapa de Flávio Bolsonaro ainda não foi anunciado. O PL também mantém conversas para ampliar a aliança nacional, com tentativas de atrair o Republicanos e a federação União-PP, formada por União Brasil e Progressistas. Além do apoio político, a eventual adesão do Republicanos pode aumentar o tempo de propaganda eleitoral gratuita da candidatura.
Javier Milei na convenção do PL
O presidente argentino Javier Milei chegou nessa sexta-feira (24) ao Brasil para participar da convenção partidária do PL. Milei, contudo, deve ir embora ainda neste sábado, sem ter nenhum encontro com autoridades brasileiras do atual governo.
A direita brasileira tentou articular um encontro entre o argentino e o ex-presidente Jair Bolsonaro. O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, que proibiu visitas a Bolsonaro pelo prazo de 30 dias, em decisão anunciada no último dia 17.
Propostas de Flávio
Em transmissão ao vivo realizada na quinta-feira (23), o senador detalhou parte do plano “Brasil sem Medo”, voltado à segurança pública. Entre as medidas anunciadas, o pré-candidato prometeu construir mais cinco presídios federais de segurança máxima, inspirados no modelo adotado por El Salvador. Segundo ele, a proposta é ampliar a capacidade do sistema prisional para combater o crime organizado.
Na área da educação, Flávio afirmou que pretende retomar a expansão das escolas cívico-militares. O senador também defendeu o uso de inteligência artificial para reduzir e, segundo ele, zerar as filas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Outra proposta apresentada é o aumento das penas para roubos e furtos de celulares. Flávio disse que pretende elevar a pena mínima para esses crimes e para a receptação de dois para oito anos de prisão.
Os advogados de Jair Bolsonaro enviaram, nesta sexta-feira (24), ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, o boletim médico mais recente sobre a saúde do ex-presidente.
Segundo o documento, Bolsonaro apresenta melhora progressiva do quadro neurológico e não teve novos episódios nos últimos dias. Apesar disso, ainda sofre efeitos colaterais dos medicamentos e instabilidade corporal.
O relatório também informa que ele “segue em dieta rigorosa com baixo teor de acidez e hipossódica, atividades físicas regulares e cuidados preventivos para redução do risco de quedas e refluxo gastroesofágico”.
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde março, quando Moraes concedeu a domiciliar humanizada durante a recuperação de um quadro de pneumonia.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu os limites máximos para contratação de pessoal destinado às atividades de militância e mobilização de rua nas eleições de 2026. Na Paraíba, o cálculo foi feito com base no eleitorado de João Pessoa, maior colégio eleitoral do estado, que conta com 585.279 eleitores.
De acordo com a Portaria nº 444/2026, candidatos à Presidência da República e ao Senado poderão contratar até 855 pessoas para atuar na campanha no estado. Já os candidatos ao Governo da Paraíba terão limite de 1.710 contratações. Para deputado federal, o teto é de 599 pessoas, enquanto os candidatos a deputado estadual poderão contratar até 300 pessoas.
Os limites valem para toda a campanha, incluindo o primeiro e o segundo turnos, e consideram a soma das contratações realizadas pelo candidato e por vice ou suplentes. A legislação também determina que partidos políticos respeitem um teto equivalente à soma dos limites de todos os cargos em que tiverem candidatura própria.
O TSE alerta que o descumprimento dos limites pode configurar crime eleitoral, além de motivar investigações por abuso de poder econômico e até resultar na cassação do registro ou do diploma do candidato. A regra não se aplica à militância voluntária, fiscais de partido, advogados e equipes administrativas internas das campanhas.
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