Judiciário

TSE julga nesta quinta ação que pode tornar Bolsonaro inelegível

Quem são os juízes que julgam Bolsonaro no TSEFoto: Adriano Machado/Reuters

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) começa a julgar nesta quinta-feira (22) a ação que pode tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. Como o julgamento deve se estender por mais de um dia, a Corte também reservou outras duas sessões para dar continuidade à análise do caso, nos dias 27 e 29 deste mês. Se a decisão do tribunal for pela inelegibilidade do ex-presidente, Bolsonaro pode ser impedido de participar de eleições até 2030.

A ação, que corre em sigilo, apura a conduta de Bolsonaro durante a reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada, ocorrida em julho de 2022, quando o então presidente criticou o sistema eleitoral brasileiro, levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, sem apresentar provas, e atacou ministros do TSE e do STF (Supremo Tribunal Federal).

O Ministério Público Eleitoral (MPE) já defendeu a inelegibilidade de Bolsonaro pela conduta dele no encontro com os diplomatas. Segundo o órgão, o discurso de desconfiança sobre as eleições feito pelo ex-presidente foi capaz de afetar a convicção de parte da população brasileira na legitimidade dos resultados das urnas.

Para o MPE, há indícios de abuso de poder político, abuso de autoridade, desvio de finalidade e uso indevido dos meios de comunicação por parte do ex-presidente Bolsonaro.

O general Walter Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro nas eleições de 2022, também é alvo da ação. No entanto, o MPE defende a absolvição de Braga Netto, por entender que ele não participou nos fatos investigados na ação. O órgão é a favor de que apenas o ex-presidente fique inelegível.

R7

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Judiciário

Juíza recua e libera construção de prédio de luxo em JP

Menos de 12 horas depois de ter referendado a liminar que barrava a construção de um prédio da construtora Moura Dubeux nas margens da Avenida Ruy Carneiro, em João Pessoa, a juíza Flávia Costa Lins, da 2ª Vara da Fazenda Pública de João Pessoa, autorizou a retomada das obras.

A edificação tinha sido embargada na semana passada por supostamente desmatar área de preservação ambiental. À época, a juíza Virgínia Fernandes chegou a determinar a imediata suspensão da obra e proibiu a Prefeitura de João Pessoa de emitir quaisquer outras licenças, relativas à referida quadra e de fazer alterações em seu zoneamento.

Ontem, às 11h40 Flávia Costa havia referendado a liminar, mantendo suspensa a obra, inclusive com a imposição de multa diária no valor de R$ 10 mil, com o teto de R$ 500 mil, caso a decisão não fosse cumprida.

Às 20h30, a juíza da 2ª Vara da Fazenda Pública mudou de entendimento e reconsiderou a decisão inicial que tinha embargado a obra.

“Analisado detidamente a decisão ora questionada, em que pese as louváveis razões de direito nela deduzidas, relativas a vícios no processo legislativo que teria em tese alterado a caracterização, no tocante ao zoneamento, da área ora questionada, a possibilitar a construção ora discutida, merece ser reapreciada, conforme reiteradamente postulado pela parte aqui requerida, exercendo-se nesta oportunidade um juízo de ponderação entre o ato administrativo ora questionado, concessão de alvarás e licenças para possibilitar a construção ora mencionada, e a existência de prova inequívoca da suposta ilegalidade do ato administrativo, que justifique, na hipótese vertente, a interferência judicial no conteúdo do mesmo”, afirmou a juíza.

MaisPB

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Judiciário

Preso por não pagar pensão, ex-jogador Fábio Bilica tem prisão revogada

Fábio Bilica, ex-zagueiro da Seleção

O ex-jogador paraibano Fábio Bilica foi preso nessa segunda-feira (19), em Campina Grande, por não pagar pensão alimentícia. A prisão tinha sido decretada pela Justiça e cumprida pela Polícia Civil.

Hoje, o juiz Antônio Eimar de Lima, da 1ª Vara de Família da Capital, revogou a prisão do atleta após o pagamento da pensão em atraso ao filho do ex-jogador.

Esta não foi a primeira vez que Bilica foi preso. Em 2000, o atleta foi detido por corrupção de menores. Já em 2009, foi preso no Recife, capital de Pernambuco, por não pagar pensão alimentícia.

Quatro anos depois, foi acusado de estuprar uma vizinha em Intermares, na Grande João Pessoa. Em 2015, chegou a ser preso dentro do campo de futebol. Um ano depois, detido novamente por atrasar R$ 17 mil em pagamento de pensão.

MaisPB

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Judiciário

Justiça da Paraíba reabre processo contra Marvin Henriques, acusado de ajudar na Chacina na Espanha

Após quase dois anos, o processo contra Marvin Henriques Correia, acusado de participação no assassinato da família brasileira em Pioz, na Espanha, foi reaberto pela Justiça da Paraíba. A decisão foi tomada em fevereiro de 2023, após pedido do Ministério Público da Paraíba (MPPB), e tornou-se pública nesta terça-feira (20).

O relator do acórdão, desembargador João Benedito da Silva, concluiu que Marvin instigou e deu apoio moral a Patrick Nogueira para cometer os assassinatos do tio, sua esposa e os dois filhos do casal. A decisão do relator foi acatada por unanimidade pela Câmara Criminal, resultando na revogação da absolvição de Marvin.

A defesa de Marvin confirmou o julgamento do recurso que determinou a continuidade do processo e reafirma sua posição de que o jovem é inocente, como foi absolvido anteriormente.

A Justiça determinou a retomada prioritária do trâmite processual, considerando que o crime ocorreu em 2016 e a absolvição sumária de Marvin foi anulada. Portanto, o processo foi reaberto.

O Ministério Público da Paraíba alega que Marvin aderiu à conduta criminosa, incentivando o executor e fornecendo apoio psicológico, além de orientá-lo sobre como ocultar os cadáveres e evitar suspeitas ao fugir do local. Esses argumentos embasam o pedido de continuidade do processo.

A juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho, responsável pela sentença anterior, entendeu que Marvin não teve participação no homicídio e não cometeu crimes tipificados no Código Penal Brasileiro, resultando em sua absolvição sumária.

A decisão que revogou a sentença anterior ressalta que Marvin estimulou Patrick por meio de mensagens de texto a não desistir do assassinato, sugeriu o enterro dos corpos e orientou-o para evitar responsabilização pelos crimes.

PBJá

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Judiciário

Justiça cassa mandatos de dois vereadores de Santa Rita por fraude na cota de gênero

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) cassou, na tarde desta segunda-feira (19), o mandato de dois vereadores de Santa Rita, na Grande João Pessoa, por fraude a conta de gênero nas eleições de 2020.  Segundo a corte, o partido Avante, pelo qual os parlamentares foram eleitos, utilizaram candidata laranja apenas para preencher a cota exigida pela legislação para as mulheres.

Com a decisão, Kinho de Lerolândia e Jardel de Pinto e todos os suplentes da chapa do partido perdem o mandato. Eles terão os direitos políticos assegurados.

O TRE-PB entendeu que ausência de receita e despesa de campanha, fatal de distribuição de santinhos, votação zerada e trabalho e militância da candidata Edilma para outro concorrente são suficientes para assegurar que houve fraude.

MaisPB

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Judiciário

Médico é condenado por beijar funcionária à força em hospital da Paraíba

Sede do Tribunal de Justiça da Paraíba

Uma decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) resultou na condenação de um médico por assédio a uma funcionária do Hospital João Paulo XXIII, em Campina Grande, no Agreste do estado. Na decisão, consta que o médico Gian Francisco de Macedo Almeida teria forçado um beijo em uma funcionária da unidade de saúde.

A pena designada consiste na prestação de serviços à comunidade e “prestação pecuniária de dois salários mínimos” em favor da vítima.

Com a denúncia, o médico foi chamado para prestar esclarecimentos. Ele, no entanto, apresentou uma resposta escrita e negou os fatos.

T5

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Judiciário

Desembargador manda soltar sócio da Fiji Solutions, mas impõe uso de tornozeleira

O desembargador André Luís Maia Tobias Granja, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em Recife, determinou nesta segunda-feira (19) a soltura do empresário Breno Vasconcelos de Azevêdo, sócio Fiji Solutions, preso na semana passada durante operação da Polícia Federal. Breno terá que usar tornozeleira eletrônica.

A esposa de Breno, Emilene Maria Lima do Nascimento, também tinha sido presa na semana passada, mas foi posta em liberdade durante a audiência de custódia. O outro alvo da ação da PF, Bueno Aires, foi preso no Rio de Janeiro e será transferido para Paraíba esta semana.

Os três foram detidos na operação que investiga fraude superior a R$ 600 milhões na empresa de criptomoedas Fiji Solutions, de Campina Grande.

Os investigados captaram recursos de clientes, prometendo pagamento de remuneração expressiva, que seria obtida através de operações de compra e venda de criptoativos. Nos últimos três anos, a movimentação financeira desses investigados superou valores aproximados de R$ 600 milhões.

Leia também: “ILHA DA FANTASIA”: PF deflagra nova operação contra gestores da Fiji e Softbank; Prejuízo ultrapassa os R$ 600 milhões

MaisPB

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Judiciário

Juliette é processada por ex-funcionária que não recebeu pagamento

Na imagem com cor, uma mulher branca de cabelos castanhos, usando uma camisa branca e um corset preto - Metrópoles

A paraibana Juliette pode ter problemas com a Justiça. Uma ex-funcionária acionou a ex-BBB, cobrando os direitos trabalhistas do período em que prestou serviço à ela. Segundo a cozinheira, sua carteira não foi assinada e as verbas rescisórias não foram pagas quando foi demitida, totalizando mais de R$ 76 mil.

Como não recebeu proposta de acordo, a profissional entrou com uma ação, que corre desde fevereiro de 2022, na 53ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. A audiência está marcada para este ano. As informações são da revista Veja.

Juliette exibe boa forma em fotos de biquíni na Grécia

Enquanto isso, a paraibana segue luxando na Europa, na companhia de Anitta e outras famosas.

Blog do BG PB com Metrópoles

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Brasil

STF vai decidir se juiz pode atuar quando o advogado é seu parente

Foto: Wilton Junior / Estadão

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) começaram ontem a julgar uma ação que pode liberar magistrados de todo o País para julgar casos em que as partes sejam clientes de escritórios de cônjuges, parceiros e parentes. A ação foi movida pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e pede a derrubada de um trecho do Código de Processo Civil que prevê impedimento nesses casos.

A sessão ocorre em plenário virtual, longe das câmeras da TV Justiça, e mais discreto em relação aos julgamentos presenciais. Nesse modelo, os ministros apenas anexam seus votos ao processo. O julgamento estava empatado, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux.

O relator Edson Fachin votou contra a ação da AMB. O ministro afirmou que “há nada na norma” questionada pela entidade “que a torne impraticável ou que ofenda a garantia do devido processo legal”. “É justa e razoável a presunção legalmente estabelecida de ganho, econômico ou não, nas causas em que o cliente do escritório de advocacia de parente do magistrado atue.”

“Por isso, em casos tais, cabe ao magistrado e às partes cooperarem para a prestação da justiça íntegra, imparcial e independente. Reitero que o dispositivo distribui cargas de deveres não apenas ao juiz, mas a todos os sujeitos processuais”, disse. O voto foi acompanhado pelo ministro Luís Roberto Barroso.

Divergência

Gilmar Mendes abriu divergência e votou a favor do pedido da AMB. O ministro afirmou que “uma cláusula aberta, excessivamente abrangente”, como o caso da norma questionada pela AMB, “segundo a qual basta que a parte seja cliente do escritório para afastar o magistrado, não seja o melhor remédio para o combate” ao problema de um possível favorecimento de parentes em processos.

Terra com informações do jornal O Estado de S. Paulo

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Judiciário

Médico proctologista é condenado por assédio sexual na Paraíba

Dicas: médico explica como aumentar a imunidade e evitar gripe e Covid
Foto: Ilustração

O médico proctologista Gian Francisco de Macedo Almeida foi condenado pela Justiça da Paraíba por assédio sexual contra uma funcionária do Hospital João XXIII, na Prata, em Campina Grande. O crime ocorreu no dia 3 de março de 2021, por volta das 10h.

O médico foi condenado com base no artigo 216-A do Código Penal, que prevê pena de um a dois anos de detenção para quem assediar alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual. A sentença foi proferida pelo juíza Flávia de Souza Baptista, da 2ª Vara Criminal de Campina Grande, na última quinta-feira (15).

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que teve a parceria da advogada Thaís Queiroz como assistente de acusação, o médico beijou a vítima de forma forçada e colocou a mão dela sobre seu órgão genital, sem o consentimento dela. A funcionária relatou que se sentiu constrangida, humilhada e violada com a conduta do profissional.

A pena aplicada foi de um ano, quatro meses e 15 dias de detenção, que foi substituída por prestação de serviços à comunidade ou entidade pública. O médico ainda foi condenado em prestação pecuniária de dois salários mínimos em favor da vítima, que encontra-se sob cuidados médicos e psicológicos desde o fato.

Relato da vítima

A vítima relatou que trabalhava diretamente com o médico Gian Almeida, mas não tinha relação de proximidade com o profissional e nem costumava ficar sozinha com ele. Porém, num dia de expediente o proctologista armou um momento para lhe assediar.

De acordo com a decisão da Justiça, a vítima relatou que o acusado a liberou mais cedo para ir organizando uma sala no hospital para uma cirurgia à tarde, momento em que o médico se aproximou e pediu para que ela baixasse a máscara para ver se era a mesma pessoa que havia começado a seguir no Instagram, a funcionária achou estranho e não baixou.

“Porém, o acusado mesmo baixou a máscara, ressaltando que não tinha como sair da sala, eis que o réu pegou seu pescoço e lhe beijou forçadamente na boca e a todo momento pedia para que ele saísse, aproximando-se dela e mandando ela sentir como ele estava (com ereção), chegando a expor o órgão genital e pedido apenas um beijo no seu pênis; asseverando que o fato aconteceu na sala onde se lava o equipamento médico e que todos os pacientes já tinham ido embora na hora do ocorrido. A ofendida ainda disse que não foi procurada pelo acusado após o fato e que o assédio começou entre as 10h18min para as 10h20min e terminou perto das 11:00 horas, no momento em que foi para casa, quando saiu chorando, de cabeça baixa”, versa trecho dos autos.

Atuação do médico

O médico Gian Almeida também atuava no consultório Prontocólon, especializado em proctologia, no bairro Centenário, em Campina Grande.

Ele está com o perfil privado no Instagram, onde acumula mais de 3,4 mil seguidores.

O profissional é mestre em Saúde Materno Infantil, especialista em Proctologia pelo Hospital Sírio-Libanês, e atualmente doutorando pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP).

PBJá

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