Judiciário

PESQUISA PODERDATA: 44% avaliam o STF como ‘ruim ou péssimo’; 14% consideram ‘bom ou ótimo’

Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

Pesquisa PoderData mostra que 44% dos brasileiros avaliam o STF como “ruim” ou “péssimo”, uma alta de 3 pontos percentuais em seis meses. Já 14% consideram o desempenho da Corte “bom” ou “ótimo”, índice 2 pontos abaixo do registrado em junho. Outros 29% classificam a atuação do Supremo como “regular”, enquanto 13% não souberam responder. A pesquisa foi divulgada neste sábado (20), pelo site Poder 360.

A avaliação negativa ocorre após um período de forte exposição do STF, marcado pela condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de ex-ministros e militares de alta patente, por tentativa de golpe de Estado. A Corte também protagonizou embates com o Congresso, envolvendo temas como impeachment de ministros e redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro.

A pesquisa foi realizada de 13 a 15 de dezembro de 2025, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Ao todo, foram realizadas 2.500 entrevistas em 133 municípios distribuídos pelas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

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FIEPB pede que decisão do TJ sobre LUOS não afete prédios em construção, em JP

Cassiano Pereira, presidente da FIEP-PB (Foto: Albemar Santos/MaisPB)

O presidente da Federação das Indústrias da Paraíba (FIEPB), Cassiano Pereira, divulgou uma nota, na tarde desta sexta-feira (19), onde diz acompanhar com “atenção” o debate após o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) declarar inconstitucional a Lei do Uso e Ocupação do Solo de João Pessoa. No texto, a Federação defende que a decisão do Órgão Especial não deve impactar nos edifícios construídos enquanto a LUOS estava em vigor.

“Regras claras e estáveis permitem o planejamento de longo prazo, protegem a boa-fé e evitam a retração de investimentos. Eventuais revisões ou ajustes devem resguardar direitos adquiridos, contratos firmados, financiamentos, cronogramas e licenciamentos regularmente expedidos, prevenindo mudanças abruptas que possam gerar insegurança, judicialização e prejuízos econômicos e sociais. Este é um conjunto de soluções que permite o contínuo e importante desenvolvimento da construção civil em nosso estado. Um braço da nossa economia que gera emprego, renda e está diretamente ligado a tantas outras cadeias produtivas”, argumentou.

Para a entidade, que representa o setor industrial da estado, há a necessidade de buscar o avanço “em soluções equilibradas, que conciliem proteção ambiental com desenvolvimento econômico, sob a lógica do desenvolvimento sustentável, garantindo que as escolhas regulatórias considerem, de forma proporcional, seus impactos sobre emprego, renda, investimentos e a preservação dos recursos naturais para as presentes e as futuras gerações”.

“Para a FIEPB, instrumentos de uso e ocupação do solo devem promover crescimento urbano ordenado e compatível com as necessidades de infraestrutura, mobilidade, habitação e serviços, criando condições para aumentar a competitividade do município e ampliar oportunidades, sem perder de vista a proteção do meio ambiente e a preservação dos ativos naturais e paisagísticos que distinguem João Pessoa das demais capitais do Nordeste. Esse objetivo exige critérios claros, transparência e decisões baseadas em dados e estudos técnicos, de modo a reduzir incertezas, estimular investimentos responsáveis e assegurar um ambiente de negócios estável e alinhado ao desenvolvimento sustentável”, diz o texto

Veja a nota completa: 

A Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEPB) acompanha com atenção e responsabilidade o debate relacionado à legislação urbanística do município de João Pessoa. Trata-se de um tema diretamente ligado ao desenvolvimento econômico da capital, à continuidade da atividade produtiva, à geração de empregos, à atração de investimentos e à confiança necessária para que empresas e cidadãos planejem com previsibilidade.

Para a FIEPB, instrumentos de uso e ocupação do solo devem promover crescimento urbano ordenado e compatível com as necessidades de infraestrutura, mobilidade, habitação e serviços, criando condições para aumentar a competitividade do município e ampliar oportunidades, sem perder de vista a proteção do meio ambiente e a preservação dos ativos naturais e paisagísticos que distinguem João Pessoa das demais capitais do Nordeste. Esse objetivo exige critérios claros, transparência e decisões baseadas em dados e estudos técnicos, de modo a reduzir incertezas, estimular investimentos responsáveis e assegurar um ambiente de negócios estável e alinhado ao desenvolvimento sustentável.

Nesse contexto, a segurança jurídica é elemento central. Regras claras e estáveis permitem o planejamento de longo prazo, protegem a boa-fé e evitam a retração de investimentos. Eventuais revisões ou ajustes devem resguardar direitos adquiridos, contratos firmados, financiamentos, cronogramas e licenciamentos regularmente expedidos, prevenindo mudanças abruptas que possam gerar insegurança, judicialização e prejuízos econômicos e sociais. Este é um conjunto de soluções que permite o contínuo e importante desenvolvimento da construção civil em nosso estado. Um braço da nossa economia que gera emprego, renda e está diretamente ligado a tantas outras cadeias produtivas.

A FIEPB reconhece, igualmente, que João Pessoa consolidou-se, nacional e internacionalmente, como uma capital valorizada por seu elevado potencial ambiental, pela proteção de suas áreas verdes, pelo respeito à paisagem urbana e pela valorização de seus ativos naturais. Esse reconhecimento é resultado de escolhas coletivas, traduzidas em instrumentos legais que buscaram equilibrar crescimento urbano, qualidade de vida e preservação do meio ambiente. Nesse sentido, a chamada Lei do Gabarito representa uma conquista da sociedade e um marco importante na proteção do patrimônio ambiental e paisagístico da capital paraibana.

É válido ressaltar, também, o valor do patrimônio ambiental de João Pessoa e a importância de diretrizes sustentáveis para a qualidade de vida, para o turismo e para a atratividade da cidade no longo prazo. Por isso, entende-se que a capital precisa avançar em soluções equilibradas, que conciliem proteção ambiental com desenvolvimento econômico, sob a lógica do desenvolvimento sustentável, garantindo que as escolhas regulatórias considerem, de forma proporcional, seus impactos sobre emprego, renda, investimentos e a preservação dos recursos naturais para as presentes e as futuras gerações.

Por fim, a FIEPB reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável da Paraíba e coloca-se à disposição para contribuir com um diálogo institucional amplo e qualificado, capaz de produzir uma regulamentação moderna, previsível e segura, que fortaleça a atividade produtiva, preserve os ativos da cidade e atenda ao interesse maior da sociedade.

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Judiciário

CASO PERON: Justiça aceita denúncia do MP e determina prisão de ex-secretário de Jacaraú por morte de vereador

A Justiça da Paraíba recebeu, nesta sexta-feira (19), a denúncia apresentada contra o ex-secretário de Transportes de Jacaraú, Jefferson Carvalho da Silva, apontado como responsável pelo assassinato do vereador Perón Bezerra Pessoa Filho, crime registrado em setembro deste ano no município.

Na decisão, o juiz destacou a existência de elementos que indicam autoria e materialidade do delito e decretou a prisão preventiva de Jefferson.

De acordo com o magistrado, a medida se justifica para preservar a ordem pública e assegurar o andamento das investigações, diante de indícios de premeditação e de possíveis tentativas de intimidação de testemunhas.

Em contrapartida, a Justiça determinou a liberação de Reginaldo Lindolfo da Costa e Antônio Fernandes Alves Bezerra.

Secretário confessa assassinato

O ex-secretário de Transportes de Jacaraú, Jeferson Carvalho da Silva, confessou ter matado o vereador Peron Filho em setembro deste ano. A confissão foi revelada pelo Ministério Público da Paraíba nesta terça-feira (16).

“O Ministério Público da Paraíba, por meio do promotor de Justiça Lean Xerez, confirma que o ex-secretário de transportes de Jacaraú, Jeferson Carvalho da Silva, confessou o assassinato do vereador Peron Filho, ocorrido em setembro de 2025”, diz a not divulgada pelo órgão.

Segundo o Ministério Público, as investigações sobre o caso continuam, com análise de materiais apreendidos, para apurar se houve envolvimento de outros suspeitos.

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Judiciário

Presidente da OAB-PB critica proposta do TJ que aumenta pagamento de taxas em cartórios da Paraíba 

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O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), concedeu entrevista à rádio CBN de João Pessoa, nessa quinta-feira (18), onde se manifestou contra o anteprojeto de lei encaminhado pelo Tribunal de Justiça (TJPB) à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), que trata da reformulação dos emolumentos dos serviços notariais e de registro no Estado.

Harrison Targino destaca que, além de ter uma das custas judicias mais caras o do Brasil, agora o TJPB propõe aumento nos emolumentos, que são pagamentos de atos extrajudiciais realizados sob supervisão e arrecadação do Tribunal de Justiça.

“Conforme acentuei na CBN, é uma profunda insensibilidade social se querer aumentar taxas, os emolumentos cartorários, o que afeta a população mais sensível. Veja-se, por exemplo, um exemplo simples, o casamento, que hoje custa na tabela 150, vai passar a custar 400, o aumento marca 200% em atos civil, o que afeta a tantos”, observou o presidente.

Harrison acrescentou que hoje na Paraíba já se pratica taxas que fazem com que o Estado cobre mais caro do que toda região. “No que tange inventário extrajudicial feito em cartório as pessoas estão preferindo fazê-los fora da Paraíba, porque aqui já é caro e ainda vai aumentar mais. Enfim, poderia citar vários exemplos, tirando-se um teto, não vai ter mais teto de  cobrança, isso é um retrocesso imenso e aumenta o custo do que tange os serviços judiciários latu sensu”, disse.

O presidente lamentou também a condução do projeto pelo TJPB. “O projeto foi remetido às vésperas de fim de ano, numa sessão extraordinária no Tribunal na segunda, para a Assembleia voltar urgentemente. Eu espero que a Assembleia tenha o cuidado com a população, que evite votar sem audiência pública, sem ouvir interessados. Não ouvindo apenas os cartórios diretamente interessados em receber mais, mas ouvindo a população, tendo a sensibilidade de ouvir a população mais sofrida, a classe média, todos enfim. Eu me espanto com esse tipo de projeto remetido sem a sensibilidade social que devia nortear a todos”, ratificou.

“A Assembleia Legislativa, os representantes são representantes do povo, de cada localidade que deve saber bem as dores que afetam a população no campo, na cidade, em todo estado, haverá de ter a responsabilidade de não votar com açodamento um projeto que impacta no custo social”, acrescentou.

O presidente observou que, segundo dados, publicados pelo Centro de Liderança Pública, a Paraíba tem se mostrado o estado mais competitivo do Nordeste, que tange a realização de ações, negócios, e é 11º em todo o Brasil.

“Quando você vê as tabelas, percebe que um dado que puxa para baixo, que pesa negativamente, é o custo dos serviços judiciais do latu sensu. Se fosse só este, a Paraíba seria 25º, o antepenúltimo estado da nação. Esse custo hoje já puxa para baixo e aumentando ainda mais. A gente já tem as segundas custas judiciais mais altas do Brasil e agora as custas ou os valores do extrajudicial, do cartorário, os emolumentos, como tecnicamente se chama, passarão a ser certamente os mais altos do país. É preciso ter um pouco de cuidado quando se manuseia com recursos do povo, para que a gente possa melhorar a atividade fim e não encarecer as ações-meios dos órgãos, de tribunais, de quaisquer dos órgãos da burocracia paraibana”, declarou.

“Não é esse o caminho, o caminho deve ser racionalizar recursos. Inclusive, não faltam recursos, basta ver a concessão de benefícios costumeiramente dados a vários setores da pessoalidade do Tribunal e não de fato para a situação fim, que é a garantia de mais varas, de atendimento à população, enfim, a garantia de acesso à Justiça”, acrescentou.

Diante da relevância do tema e de seus efeitos diretos sobre a economia e a sociedade paraibana, a OAB Paraíba defende que a matéria seja amplamente debatida, com a participação de entidades representativas, profissionais do setor, usuários dos serviços e a sociedade em geral, antes de qualquer deliberação final.

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TSE nega recurso de André Coutinho para suspender posse de Edvaldo Neto em Cabedelo

André Coutinho e Edvaldo Neto

O ministro substituto, Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), rejeitou nesta quinta-feira (18) um recurso da defesa do ex-prefeito de Cabedelo, André Coutinho (Avante), e da vice, Camila Coutinho (PP), para suspender a posse do presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, Edvaldo Neto, como prefeito da cidade.

André e Camila foram cassados oficialmente pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) na última segunda-feira (15), ao rejeitar embargos de declaração. O entendimento do Colegiado foi oficializado no mesmo dia, quando também foi notificado o então presidente da Câmara Municipal de Cabebelo, Edvaldo Neto, para assumir a gestão municipal.

Além da perda dos mandatos, a sentença declarou a inelegibilidade, por oito anos, do prefeito e da vice, bem como ex-prefeito Vitor Hugo Peixoto Castelliano.

Um dos principais elementos considerados pela juíza Thana Michelle na decisão foi envolvimento da gestão municipal com uma facção criminosa.

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Justiça condena perito pagar indenização de R$ 600 mil à família de motoboy em JP

Tribunal de Justiça da Paraíba

A Justiça da Paraíba condenou o perito criminal Robson Félix Mamede a pagar pensão mensal e indenização por danos morais à família do motoboy Orlando Pereira Leal, morto após um acidente de trânsito ocorrido em 16 de setembro de 2023, em João Pessoa. A decisão é da juíza Ascione Alencar Linhares, da 2ª Vara Regional Cível de Mangabeira.

Na sentença, a magistrada reconheceu a responsabilidade civil do réu pelo acidente que resultou na morte de Orlando, ocorrida dois dias depois, em 18 de setembro de 2023, em decorrência de traumatismo crânio-encefálico associado a tromboembolismo pulmonar.

Segundo os autos, Robson Mamede trafegava na contramão e avançou via preferencial, colidindo com a motocicleta conduzida pela vítima. Laudos periciais confirmaram que o motorista agiu de forma imprudente, em desrespeito às normas de trânsito. A versão apresentada pela defesa, de que o réu estaria fugindo de um assalto, não foi comprovada.

A juíza também destacou que o réu firmou Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com o Ministério Público, no qual confessou a prática de homicídio culposo na direção de veículo automotor, com causa de aumento por omissão de socorro. Para a magistrada, a confissão reforça a caracterização do ilícito civil e o dever de indenizar.

“Desse modo, conclui-se que o réu agiu de forma manifestamente imprudente ao trafegar pela contramão de direção, sem adotar as cautelas mínimas exigidas e em total desrespeito às normas de trânsito. Tal conduta resultou na interceptação da trajetória da motocicleta pilotada pela vítima, que trafegava regularmente na faixa mais à esquerda de sua mão de direção na Avenida Esperança, nas imediações da interseção com a Rua Escrivão Sebastião de Azevedo Bastos, nesta capital”, destaca a sentença.

Na decisão, a juíza determinou o pagamento de pensão mensal vitalícia equivalente a 2/3 do salário mínimo, a partir da data do óbito, a ser dividida igualmente entre a viúva Marilene das Neves Pessoa Leal e os três filhos do casal: João Victor, Maria Heloísa e Maria Helena.

A pensão da viúva deverá ser paga até a data em que a vítima completaria 75 anos de idade, em 2060. Já a dos filhos será devida até que cada um complete 25 anos, com reversão da cota-parte para a mãe à medida que os filhos atinjam essa idade.

O valor de R$ 26.604,00, já pago pelo réu no âmbito do acordo penal, será abatido do total devido a título de danos materiais. Além disso, o réu foi condenado ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 150 mil para cada autor, totalizando R$ 600 mil para a família.

A magistrada também deferiu parcialmente a tutela provisória de urgência, determinando que a pensão mensal seja paga imediatamente, com desconto direto em folha de pagamento e depósito em conta bancária da viúva, sob pena das sanções legais.

Na fundamentação, a juíza ressaltou a gravidade do caso, destacando que a vítima era pai de família e provedor do lar, e que duas das crianças ficaram órfãs ainda em idade tenra, tendo sua referência paterna irreversivelmente ceifada.

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FIM DO TETO NOS CARTÓRIOS: Escrituras podem ultrapassar R$ 20 mil em emolumentos na Paraíba; veja documento

Cartórios terão mudanças para evitar aglomerações — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

 

 

Um anteprojeto de lei encaminhado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba à Assembleia Legislativa propõe mudanças na cobrança dos emolumentos extrajudiciais e acende um alerta para a população.

Entre os principais pontos está o fim do limite máximo, que antes era de cerca de R$ 20 mil para escrituras, permitindo agora cobranças progressivas sem teto, de acordo com o valor do negócio.

Veja documento clicando aqui

Embora o projeto traga regras de atualização anual pelo IPCA e medidas de transparência, a retirada do limite pode encarecer significativamente a formalização de imóveis, inventários e outros atos essenciais, especialmente para negócios de maior valor.

Especialistas apontam risco de elitização do acesso aos serviços cartoriais, estímulo à informalidade e falta de debate público sobre o impacto da proposta.

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Judiciário

Desembargador é preso pela PF suspeito de vazar operação em caso TH Joias

Foto: Reprodução

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta terça-feira, o desembargador federal Macário Judice Neto, apontado como suspeito de ter vazado informações sigilosas sobre uma operação que teve como alvo o deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias (MDB). A prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A informação é do colunista Fabio Serapião, do UOL. A ação faz parte da segunda fase da Operação Unha e Carne, que apura a interferência de agentes públicos em investigações contra o crime organizado no Rio de Janeiro. Na primeira etapa, a PF chegou a prender o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), que acabou sendo solto na semana passada após decisão do ministro Alexandre de Moraes, confirmada pelo plenário da Casa Legislativa fluminense.

Segundo os investigadores, Macário Judice Neto atuava como relator do processo envolvendo TH Joias e é suspeito de ter antecipado detalhes da operação, o que teria permitido a obstrução das apurações. O vazamento está ligado à Operação Zargun, deflagrada em setembro, que investiga conexões entre políticos, agentes públicos e organizações criminosas no estado.

Além da prisão do magistrado, a Polícia Federal cumpre dez mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. As ordens judiciais foram expedidas pelo STF.

Em nota, a PF informou que a operação se insere no contexto das determinações da Corte no julgamento da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que atribuiu à Polícia Federal a condução de investigações sobre grandes grupos criminosos armados e suas relações com autoridades públicas no Rio de Janeiro.

A investigação que envolve TH Joias apura suspeitas de vínculo entre integrantes do crime organizado e agentes do Estado, incluindo possível favorecimento e vazamento de informações sigilosas para dificultar ações policiais.

Com informações do UOL

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Moraes envia exames de Bolsonaro à PF antes de perícia oficial sobre estado de saúde

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nessa segunda-feira (15) que os exames médicos realizados por Jair Bolsonaro (PL) sejam encaminhados aos peritos da Polícia Federal. A medida antecede a perícia oficial marcada para quarta-feira (17), que avaliará o real estado de saúde do ex-presidente.

A decisão ocorre no âmbito da execução penal da condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, em regime inicial fechado, além de multa. A defesa comunicou ao STF, no dia 9 de dezembro, a existência de novas intercorrências médicas que, segundo os advogados, exigiriam intervenção cirúrgica imediata.

Diante disso, Moraes determinou a realização de perícia médica oficial pela PF e autorizou a realização de exames de ultrassonografia nas regiões inguinais direita e esquerda, feitos nas dependências da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal. Os exames foram realizados no domingo (14), com laudos anexados ao processo no dia seguinte.

Com os resultados em mãos, o ministro ordenou o envio de todo o material aos peritos responsáveis pela avaliação. Após a conclusão da perícia, o caso retornará imediatamente ao STF para nova decisão. A defesa de Bolsonaro e a Procuradoria-Geral da República foram notificadas.

Com informações da CNN

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NOVAS ELEIÇÕES: Presidente da Câmara de Cabedelo assume Prefeitura após cassação de André Coutinho

O presidente da Câmara Municipal de Cabedelo, vereador Edvaldo Neto (Avante), assume no fim da tarde desta segunda-feira (15) o comando da Prefeitura de Cabedelo como prefeito interino, após o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) rejeitar os embargos do agora ex-prefeito André Coutinho (Avante) e oficializar a cassação dos mandatos dele e da vice-prefeita Camila Holanda (PP).

A decisão com efeito imediato foi comunicada à Câmara Municipal, que realizará a sessão de posse de Edvaldo Neto às 17h, no plenário da Casa.

O TRE-PB decidiu pela cassação dos mandatos de André Coutinho, da vice-prefeita Camila Holanda (PP) e do vereador Márcio Alexandre (União Brasil) em julgamento no dia 17 de novembro.

Os três foram acusados de abuso de poder político e econômico, compra de votos, uso indevido de recursos públicos durante a campanha eleitoral e suposta interferência de organização criminosa no processo eleitoral.

Na mesma decisão, o ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo Castelliano, foi declarado inelegível por oito anos por ser o responsável pelas nomeações de supostos integrantes do crime organizado na prefeitura.

Com a rejeição dos embargos, Cabedelo deverá passar por uma eleição direta para a escolha de novo prefeito e vice. Enquanto isso, o presidente da Câmara Municipal, Edvaldo Neto, assume a prefeitura de forma interina.

A defesa do prefeito já indicou que pretende levar o caso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), buscando uma nova suspensão da cassação.

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