Judiciário

Justiça aguarda vistoria para decidir se libera obras do Parque da Cidade em JP

A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), vai realizar, em até 30 dias, uma vistoria técnica nas obras do Parque da Cidade, localizado no Aeroclube, em conjunto com  Secretaria do Meio Ambiente e as partes envolvidas (do Instituto SOS Animais e Plantas), que terão oportunidade de indicar peritos técnicos para constatar a viabilidade das obras no local.

Uma audiência de conciliação para discutir as obras do Parque da Cidade foi realizada na manhã desta terça-feira (21).

O secretário do Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, afirmou que será necessária a fiscalização de todos os órgãos ambientais para confirmar os estudos necessários para o andamento das obras.

“Acreditamos que após a realização dessa vistoria técnica, a apresentação desse parecer técnico interdisciplinar, será necessário e suficiente para que as partes, principalmente a parte envolvida, se convença de que não há dano ao meio ambiente, mas que tomamos todos os cuidados necessários para o planejo da fauna local, considerando que iremos plantar mais de duas mil árvores e a população de João Pessoa, em termo geral, aprova esse projeto. Como os próprios autores de ação dizem que são a favor do projeto do Parque das Cidades, acredito que não haverá mais entravas para a realização dessa obra”, destacou Welison Silveira.

Na audiência, a Secretaria do Meio Ambiente justificou a não realização de um RIMA (Estudo de Relatório de Impacto Ambiental). Para eles, a área já está antropizada, ou seja, foi descaracterizada como área de interesse ambiental.

“Essa área que hoje sofre captação química, sofria a degradação, pista de aviação civil, implantação de parques, circos, deposição de restos de material da construção civil, queimadas. A prefeitura apresenta um projeto de recuperação, ou seja, de regeneração de uma área degradada”, relatou.

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Judiciário

Juíza Lilian Cananéa é eleita desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba

A juíza Lilian Frassinetti Correia Cananéa foi eleita desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) nesta segunda-feira (20), em sessão colegiada da Corte. A escolha ocorreu pelo critério de merecimento.

Antes da eleição, Lilian Cananéa atuava como titular da 1ª Vara Mista da Comarca de Santa Rita, com experiência na Execução Penal. Ela disputou a vaga com as magistradas Maria de Fátima Lúcia Ramalho, Magnogledes Ribeiro Cardoso, Rita de Cássia Martins Andrade e Maria das Graças Fernandes Duarte.

Na mesma sessão, o juiz Horácio Ferreira de Melo Júnior foi confirmado como desembargador, desta vez pelo critério de antiguidade, sendo o único inscrito para a vaga.

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Judiciário

Queixa-crime de Flávio Bolsonaro contra Haddad por fala sobre ‘rachadinha’ nas mãos de André Mendonça

Foto: Diogo Zacarias/MF

Uma queixa-crime oferecida por Flávio Bolsonaro (PL) contra Fernando Haddad foi distribuída no STF ao ministro André Mendonça.

Na ação, o senador pede a condenação do ministro da Fazenda pelos crimes de calúnia, injúria e difamação após ser acusado por ele da prática de rachadinha.

Durante pronunciamento para revogar a medida sobre monitoramento de transações via PIX, Haddad afirmou:

— Agora o Flávio Bolsonaro está reclamando da Receita? Ele não pode reclamar da Receita, ele foi pego pela Receita. As rachadinhas do senador Flávio foram combatidas porque a autoridade identificou uma movimentação absurda nas contas do Flávio Bolsonaro.

Na queixa-crime, o parlamentar diz que sua honra foi publicamente atingida pelas falas de Haddad.

Diz o documento:

“Em vez de rebater as críticas de Flávio Bolsonaro à política pública de governo ou discutir a sua atuação como pessoa pública, Haddad ultrapassou os limites da liberdade de expressão, dirigindo ofensas pessoais e acusando Flávio Bolsonaro, falsamente, da prática de gravíssimos crimes, o que caracteriza calúnia, difamação e injúria, conforme dispõem os artigos 138, 139 e 140 do Código Penal”.

André Mendonça, ministro da Justiça do governo Bolsonaro, foi indicadoem2021 ao STF pelo ex-presidente.

Flávio Bolsonaro foi um dos parlamentares que criticou as mudanças da Receita Federal acerca da fiscalização do Pix. O senador disse que Haddad teria gerado inflação ao “ameaçar cobrar imposto de quem não pagava ao usar o Pix” e afirmou que seria “óbvio que o preço vai aumentar para se manter a margem de lucro”.

Em 2018, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), na época vinculado à Receita, identificou transações atípicas de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, que era deputado estadual pelo Rio. Nessa ocasião, surgiu a suspeita da rachadinha, que consiste em desviar parte dos salários dos assessores do gabinete para seu chefe.

Em maio de 2022, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou a denúncia apresentada contra Flávio após o STJ anular as provas que embasavam a acusação, consideradas ilícitas. O caso acabou arquivado.

Lauro Jardim – O Globo

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Judiciário

Justiça manda prefeituras demitirem servidores temporários na PB; veja cidades

A juíza Francisca Brena Camelo Brito, da 1ª Vara Mista de Itaporanga, determinou que as prefeituras de Itaporanga e Diamante, no Vale do Piancó, rescinda todos os contratos temporários por excepcional interesse público e se abstenham de realizar novas contratações.

O Município de Itaporanga deverá rescindir, no prazo de 30 dias, 101 contratações temporárias existentes, o que equivale a cerca de 25% do total de contratos, conforme informações do sistema Sagres de abril de 2024.

Já o Município de Diamante deverá rescindir, no mesmo prazo, no mínimo, 31 contratações temporárias existentes, também equivalente a cerca de 25% dos contratos temporários existentes, conforme informações do Sagres de julho de 2024.

De acordo com as decisões judiciais, as rescisões devem ser feitas preferencialmente nos contratos que exercem funções em cargos inexistentes na nomenclatura municipal ou cujo prazo de contratação já ultrapassou 12 meses.

Além disso, os municípios deverão ainda se abster de firmar novos contratos temporários por excepcional interesse público com prazos de vigência que ultrapassem o máximo o máximo permitido pelas respectivas leis municipais ou que não respeitem todos os termos desses normativos.

Em caso de descumprimento, será aplicada pena de multa diária no valor de R$ 1 mil, limitada ao montante de R$ 100 mil.

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Judiciário

Morre o desembargador aposentado José Serpa, aos 82 anos

O desembargador aposentado do Tribunal de Justiça da Paraíba, José Di Lorenzo Serpa faleceu nesta segunda-feira (13), aos 82 anos. Ele é pai do advogado José Serpa Filho, atual secretário de Articulação Política do Conde.

LUTO: Desembargador Júlio Aurélio Coutinho morre em João Pessoa

Ainda não há informações sobre a causa da morte, o que se sabe é que José Serpa estava internado há mais de dois meses em um hospital particular. A família ainda não definiu o horário do velório e sepultamento.

Trajetória

José Di Lorenzo Serpa nasceu em João Pessoa, foi promotor de Justiça nas comarcas de Piancó, Caiçara, Alagoa Grande, Campina Grande e da Capital. Exerceu os cargos de corregedor auxiliar do Ministério Público estadual, secretário geral da Procuradoria de Justiça, secretário geral do Tribunal de Contas e também foi professor da Universidade Regional do Nordeste, em Campina Grande, e coordenador do curso de Direito do Unipê.

Em 1996, tomou posse como procurador de Justiça e no ano de 2006 como desembargador no Tribunal de Justiça da Paraíba. Foi membro da Associação Paraibana de Imprensa e da União Brasileira de Escritores- UBE, com vários trabalhos literários publicados.

Portal Correio

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Judiciário

Tribunal de Justiça fará audiência para resolver impasse sobre Parque da Cidade

Foto: Divulgação/Secom-JP

O desembargador José Ricardo Porto, do Tribunal de Justiça da Paraíba, determinou, nesta terça-feira (07), a realização de uma audiência de conciliação entre Prefeitura Municipal de João Pessoa e o Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas para chegar a uma solução sobre o impasse das obras do Parque da Cidade, no antigo Aeroclube. A audiência acontecerá no dia 21, às 10h.

As obras estão suspensas desde o ano passado. Ambientalistas apontam a falta de estudos para andamento do empreendimento. Por outro lado, a Prefeitura de João Pessoa tem informado que possui todas as licenças necessárias.

A sessão de conciliação será conduzida pelo desembargador José Ricardo Porto, que é coordenador geral do Nupemec, e pelos juízes coordenadores adjuntos Jailson Shizue Suassuna, Giovanni Magalhães Porto e Meales Medeiros de Melo. A audiência terá a participação do Ministério Público estadual, além das partes e interessados diretamente ligados ao caso.

A reunião deverá contar com a presença das seguintes partes e interessados: o Município de João Pessoa, através do prefeito, Cícero Lucena Filho, do procurador-geral, Bruno Augusto Albuquerque da Nóbrega, do secretário de Meio Ambiente, Welison de Araújo Silveira, do secretário de Infraestrutura, Rubens Falcão da Silva Neto, e do secretário de Planejamento, Ayrton Lins Falcão Filho.

Também participarão o Instituto Protecionista SOS Animais e Plantas, por meio de sua Presidente, Maribel de Souza Amengual, e de seus advogados, Francisco José Garcia Figueiredo e Thaisa Mara dos Anjos Lima; a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema).

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Judiciário

INÉDITO: Pela primeira vez, TRT-PB terá duas mulheres na presidência; posse ocorre nesta terça

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As desembargadoras Herminegilda Leite Machado e Rita Leite Brito Rolim. (Foto: divulgação/ Ascom-TRT-13)

Pela primeira vez na história, o Tribunal Regional do Trabalho da décima terceira região (TRT-13), em João Pessoa, terá duas mulheres na presidência do biênio 2025/2026.

A solenidade ocorre nesta terça-feira (7) a partir das 16h30, no auditório do Centro de Cultura, Arte e Esporte do Sesc, no Centro da capital.

A desembargadora Herminegilda Leite Machado assume a presidência do Tribunal, junto a desembargadora Rita Leite Brito Rolim, que será a vice-presidente e corregedora do TRT-13.

As magistradas foram escolhidas no dia 17 de outubro, em sessão administrativa do Pleno do Tribunal, conduzida pelo desembargador Thiago de Oliveira Andrade, atual presidente.

Participam da cerimônia ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST), como o presidente, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, presidentes de Tribunais Regionais do Trabalho, representantes de órgãos do Poder Judiciário local e nacional e autoridades representativas da Prefeitura Municipal de João Pessoa e do Governo do Estado da Paraíba.

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Judiciário

Hospital Padre Zé cobra indenização de mais de R$ 1 milhão a Padre Egídio

Padre George Batista, atual presidente do Hospital Padre Zé, e Padre Egídio de Carvalho, ex-diretor da Unidade

O Instituto São José, mantenedor do Hospital Padre Zé em João Pessoa, ingressou, no dia 29 de dezembro, com uma nova ação pedindo danos morais contra o Padre Egídio de Carvalho, ex-diretor da unidade, além de outros alvos da investigação que apura desvios milionários do Hospital, como Jannyne Dantas, Amanda Duarte, Samuel Segundo e João Diógenes de Andrade Holanda. Essa é a segunda ação movida pelo Instituto em busca de rever recursos desviados.

Nesta ação, o administrador do Padre Zé relembra as denúncias apresentadas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que apontaram um esquema de fraudes milionárias através de desvios e doações destinadas à entidade filantrópica.

Para os investigadores, ao longo de dez anos houve desvio de R$ 140 milhões, com o bloqueio de R$ 116 milhões de bens pertencentes a Egídio.

Levando em consideração as acusações apresentadas pelo Gaeco, o São José pede que Egídio, Amanda, Jannyne, Samuel e João sejam condenados a indenizar o Hospital Padre Zé com montante “correspondente a todos os valores que foram objeto – direta ou indiretamente – dos desvios praticados do hospital – que foram ou possam vir a ser identificados nas ações criminais 0809763-06.2023.8.15.2002, 0813724-52.2023.8.15.2002, 0813572-04.2023.8.15.2002, a serem apurados em sede de liquidação de sentença”.

“O desvio de recursos destinados ao Instituto São José pelo seu ex-diretor e seus aliados indiscutivelmente acarretou prejuízos patrimoniais à receita disponível para sua administração, de modo que esta tornou-se insuficiente para subsidiar os projetos sociais com os quais o Padre Zé havia se comprometido a executar e ocasionou, ainda, a paralisação das atividades de inúmeros projetos filantrópicos”, argumenta o São José.

Confira o que pede a nova ação: 

Que seja a demanda julgada absolutamente procedente, a fim de determinar a condenação das partes Promovidas em indenização por danos materiais à parte Promovente (a) correspondente a todos os valores que foram objeto – direta ou indiretamente – dos desvios praticados pelas partes Promovidas, capitaneados por Egídio de Carvalho Neto, que foram ou possam vir a ser identificados nas ações criminais 0809763-06.2023.8.15.2002, 0813724-52.2023.8.15.2002, 0813572-04.2023.8.15.2002, a serem apurados em sede de liquidação de sentença;

(b) a condenação das partes Promovidas à parte líquida correspondente ao valor de R$ 1.083.243,77 (um milhão, oitenta e três mil, duzentos e quarenta e três reais e setenta e sete centavos) já indicado pelo MPPB como parâmetro mínimo de danos materiais no âmbito das referidas ações criminais, que deve ainda se somar à parte ilíquida a ser objeto de arbitramento por este juízo em liquidação sentença, a partir das informações extraídas de todas as ações criminais indicadas no bojo desta ação.

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Judiciário

Moraes pede explicações sobre visitas a presos do Inquérito do Golpe

Foto: Agência Brasil

ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que o Exército esclareça os motivos pelos quais presos do chamado Inquérito do Golpe estão recebendo visitas sem autorização. A decisão foi proferida na terça-feira (24) e divulgada hoje (26).

As visitas envolvem parentes e advogados do general da reserva Mario Fernandes e dos tenentes-coronéis Rodrigo Bezerra Azevedo e Hélio Ferreira Lima.

Pela decisão, os generais responsáveis pelos comandos militares do Leste e do Planalto deverão, no prazo de 24 horas, enviar ao ministro explicações sobre as visitas.

“Oficia-se ao comandante da 1ª Divisão de Exército, general Eduardo Tavares Martins, ao comandante do Comando Militar do Planalto, general de Divisão Ricardo Piai Carmona, e ao comandante militar do Leste, general de Exército, Kleber Nunes de Vasconcellos, para, no prazo de 48 horas, esclarecerem o desrespeito ao regulamento de visitas, com a autorização para visitas diárias”, determinou Moraes.

No mês passado, eles foram presos no Rio de Janeiro e transferidos para Brasília, onde estão detidos nas instalações do Comando Militar do Planalto (CMP).

Fonte: Agência Brasil

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Judiciário

Justiça nega pedido de Marcelo Queiroga para cassar mandato de Cícero Lucena

Cícero Lucena e Leo Bezerra

A juíza Silvanna Pires Brasil Gouveia, da 70ª Zona Eleitoral de João Pessoa, rejeitou, na tarde desta quarta-feira (18), a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) movida pelo ex-candidato a prefeito de João Pessoa pelo PL, Marcelo Queiroga, contra o prefeito Cícero Lucena (PP) e o vice-prefeito Leo Bezerra (PSB).

Na peça, o ex-ministro da Saúde narra as operações deflagradas pela Polícia Federal contra a suspeita de ligação de pessoas acusadas de integrar o crime organizado na campanha política de Lucena em troca com cargos públicos.

No processo, Queiroga pedia a cassação de Cícero e Leo, além da aplicação da pena de inelegibilidade de oito anos.

Na decisão, a magistrada não reconheceu benefícios eleitorais aos eleitos com a possível prática de ligação de agentes públicos com traficantes.

“Tais condutas, contudo, não podem, por meros respingos indiciários macular a candidatura e eleição de CÍCERO DE LUCENA FILHO, sufragado prefeito do Município de João Pessoa, com ampla maioria de votos”, afirmou Silvanna.

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