Judiciário

Governo Trump prepara novas medidas contra o Brasil

Foto: REUTERS/Kevin Lamarque

Os Estados Unidos preparam medidas contra o Banco do Brasil e contra as importações da Rússia, além de contestação dos argumentos do governo e das empresas brasileiras em relação à tarifa de 50%.

As informações são de diversas fontes consultadas pela CNN em Washington. A situação é fluida e depende do presidente Donald Trump, que pode mudar de planos.

Na tarde desta segunda-feira (1º), a sanção mais iminente parece ser contra o BB (Banco do Brasil), segundo o relato de uma dessas fontes. O contexto é o do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, nessa terça-feira (2).

Ao aplicar a Lei Magnitsky, em 30 de julho, o Departamento do Tesouro americano se municiou para punir com sanções econômicas instituições que prestem serviços ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia 18 de agosto, o ministro Flavio Dino, também do STF, determinou, ao julgar outro caso, que “leis, decisões judiciais, decretos ou ordens executivas de outros países não têm eficácia no Brasil a não ser que sejam homologados pela Justiça brasileira ou aprovados conforme a Constituição e as leis nacionais”.

No dia seguinte, o BB emitiu comunicado afirmando que “atua em plena conformidade à legislação brasileira, às normas dos mais de 20 países onde está presente e aos padrões internacionais que regem o sistema financeiro”, e acrescentou que “está preparado para lidar com temas complexos e sensíveis que envolvem regulamentações globais”.

Em 21 de agosto, uma instituição financeira cancelou o cartão Mastercard do ministro, segundo informações do mercado. No mesmo dia, o BB teria oferecido a Moraes um cartão da bandeira brasileira Elo. Essa é a justificativa para o Tesouro americano adotar medidas contra o banco estatal.

Nesses casos, os EUA costumam impor multas aos “transgressores”. O caso mais notório foi o do banco francês BNP Paribas , acusado de violar sanções americanas ao transacionar bilhões de dólares com entidades sancionadas do Sudão, Irã e Cuba. Em julho de 2014, o BNP Paribas se declarou culpado e foi condenado a pagar US$ 9 bilhões em multas, e a cinco anos de liberdade condicional corporativa.

Já o banco britânico Standard Chartered foi multado três vezes. Em 2012, o regulador do estado de Nova York (DFS) acusou o banco de ocultar transações com o Irã, impondo multa de US$ 340 milhões. Uma nova condenação, por negócios com Irã, Mianmar, Líbia e Sudão, levou a outra multa, de US$ 327 milhões.

Em 2019, o Standard Chartered foi multado mais uma vez, em US$ 1,1 bilhão, por causa de negócios com Mianmar, Zimbábue, Cuba, Sudão, Síria e Irã, e deficiências nos controles de lavagem de dinheiro.

CNN

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Judiciário

STF oferecerá meditação a ministros na véspera do julgamento de Bolsonaro

Foto: Rosinei Coutinho/STF

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) poderão ter meia hora de meditação online nesta segunda-feira, 1º, véspera do início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete réus no processo da trama golpista. A atividade é oferecida semanalmente pela Corte a ministros, servidores, funcionários terceirizados e estagiários para “melhorar a saúde e reduzir o estresse”.

O programa da Secretaria de Saúde do Supremo, batizado de “Meditação no STF”, disponibiliza a prática da meditação Raja Yoga, que pode ser feita de olhos abertos e em qualquer ambiente, inclusive no trabalho.

A dinâmica dura meia hora e é feita por videoconferência. Acessível para iniciantes, a técnica tem exercícios simples e não exige rituais específicos.

Com segurança reforçada, a Primeira Turma do STF começará a julgar o primeiro núcleo da ação penal do golpe, classificado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como “núcleo crucial”. Foram marcadas sessões em cinco dias, ao longo de duas semanas.

Coluna do Estadão

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Judiciário

Justiça suspende auxílio que prefeito Sivaldo Albino criou para ele mesmo

Tribunal de Justiça de Pernambuco

A Justiça de Pernambuco suspendeu uma lei municipal que criou o auxílio-alimentação para prefeito e integrantes do primeiro escalão do município de Garanhuns. A liminar foi dada na última segunda-feira (25) pelo juiz Enéas Oliveira da Rocha, da Vara da Fazenda Pública do município.

A lei contestada foi sancionada no dia 14 de agosto pelo prefeito Sivaldo Albino (PSB), que tem salário mensal de R$ 34.774,64. O novo auxílio, diz a decisão, além de ferir a moralidade, tem ilegalidades ao prever pagamento mensal, sem dedução de impostos, às seguintes autoridades locais:

Prefeito: R$ 5.000

Vice-Prefeito: R$ 2.500

Secretários: R$ 2.500

Hoje, o vice-prefeito de Garanhuns recebe salário bruto de R$ 17.387,32, enquanto secretários e presidentes de autarquias R$ 13.770.

Em caso de descumprimento, foi fixada uma multa pessoal diária de R$ 10 mil ao prefeito e ao secretário de Administração. A prefeitura informou que vai recorrer da decisão.

MaisPB

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Judiciário

STF forma maioria para manter prisão de Robinho

 

Foto: Reprodução

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quinta-feira (28) para manter em prisão o ex-jogador Robson de Souza, mais conhecido como Robinho.

A defesa do ex-jogador tenta reverter a decisão do Supremo que confirmou determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para o cumprimento da pena por estupro no Brasil. Robinho foi condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão pelo crime cometido em 2013.

Votaram a favor da manutenção da prisão o relator Luiz Fux e os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Apenas o ministro Gilmar Mendes divergiu até o momento.

O julgamento ocorre em plenário virtual, que começou no dia 22 de agosto e será encerrado nesta sexta-feira (29). Em seu voto, Fux afirmou que o recurso utilizado pela defesa – embargos de declaração sobre um habeas corpus – é inválido para a ocasião.

“Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP”, disse.

“Sem razão a defesa. O Plenário desta Suprema Corte, por maioria, afastou expressamente, ao caso concreto, o princípio da irretroatividade previsto no art. 5º, XL, da Constituição Federal, considerando-o inaplicável, na hipótese dos autos”, completou o ministro.

Condenação

Robinho foi condenado na Itália a nove anos de prisão por participação no estupro coletivo de uma mulher de 23 anos, ocorrido em uma boate italiana em 2013. Na época, o jogador atuava pelo Milan.

O ex-jogador está preso desde março de 2024, após o Supremo autorizar o cumprimento da pena no Brasil. Ele está detido na Penitenciária de Tremembé, conhecido como o “presídio dos famosos”.

CNN

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Judiciário

STF forma maioria para manter prisão de Robinho

Foto: Reprodução

O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta quinta-feira (28) para manter em prisão o ex-jogador Robson de Souza, mais conhecido como Robinho.

A defesa do ex-jogador tenta reverter a decisão do Supremo que confirmou determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça) para o cumprimento da pena por estupro no Brasil. Robinho foi condenado pela Justiça italiana a nove anos de prisão pelo crime cometido em 2013.

Votaram a favor da manutenção da prisão o relator Luiz Fux e os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça, Cristiano Zanin e Edson Fachin. Apenas o ministro Gilmar Mendes divergiu até o momento.

O julgamento ocorre em plenário virtual, que começou no dia 22 de agosto e será encerrado nesta sexta-feira (29). Em seu voto, Fux afirmou que o recurso utilizado pela defesa – embargos de declaração sobre um habeas corpus – é inválido para a ocasião.

“Com efeito, os embargos de declaração somente são cabíveis quando houver, na sentença ou no acórdão, ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão, consoante dispõe o artigo 619 do CPP”, disse.

“Sem razão a defesa. O Plenário desta Suprema Corte, por maioria, afastou expressamente, ao caso concreto, o princípio da irretroatividade previsto no art. 5º, XL, da Constituição Federal, considerando-o inaplicável, na hipótese dos autos”, completou o ministro.

Condenação

Robinho foi condenado na Itália a nove anos de prisão por participação no estupro coletivo de uma mulher de 23 anos, ocorrido em uma boate italiana em 2013. Na época, o jogador atuava pelo Milan.

O ex-jogador está preso desde março de 2024, após o Supremo autorizar o cumprimento da pena no Brasil. Ele está detido na Penitenciária de Tremembé, conhecido como o “presídio dos famosos”.

CNN

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Judiciário

Justiça afasta juiz Iano Miranda por atraso de julgamentos na Paraíba

Tribunal de Justiça da Paraíba, João Pessoa PB TJPB — Foto: Divulgação/Tribunal de Justiça da Paraíba

Tribunal de Justiça da Paraíba, João Pessoa PB TJPB — Foto: Divulgação/Tribunal de Justiça da Paraíba

O Tribunal de Justiça da Paraíba determinou, nesta quarta-feira (27), o afastamento do juiz Iano Miranda dos Anjos, titular da Vara Mista de Cuité, no Curimataú da Paraíba. O magistrado é acusado pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Campina Grande de atrasar julgamentos.

Dentre os pontos elencados pela OAB-CG, estão a demora para emissão de um despacho, acúmulo de processos para decisão ou sentença e falta de atendimento de advogados.

Ao votar, o relator do caso, desembargador e corregedor-geral de Justiça, Leandro dos Santos, disse que o afastamento é necessário para que o magistrado possa, por exemplo, se aperfeiçoar para melhorar o seu trabalho.

“Vou propor o afastamento do magistrado. Estou entendo que é preciso afastar o magistrado por tudo que ele fez e vem fazendo, desde 2019. Não faz sentido manter ele na jurisdição. É preciso deixar exatamente para ele poder se defender, aproveitar o tempo para fazer uma especialização, um curso de gestão e dar uma melhorada na forma de ser e trabalhar”, votou Leandro dos Santos.

Maispb

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Judiciário

Justiça quebra sigilo de policiais suspeitos de integrar ‘grupo de extermínio’ na PB

A juíza Lessandra Nara Torres Silva, da Vara Única de Conde, determinou, na semana passada, a quebra do sigilo telefônico dos policiais presos por suspeita de participar de uma chacina no município de Conde, na Região Metropolitana de João Pessoa. Os militares Mikhaelson Shankley Ferreira, Edvaldo Monteval Alves, Wellyson Luiz de Paula, Marcos Alberto de Sá e Kobosque Imperiano seguem detidos desde o dia 18 de agosto no 1º Batalhão de Polícia Militar. O tenente Alexa William de Lira está em viagem ao exterior e não foi localizado.

O Ministério Púbico da Paraíba pediu quebra do sigilo telefônico dos aparelhos celulares apreendidos durante a Operação para que houvesse a possibilidade de ampliar a investigação sobre a participação dos policiais no homicídio.

Na decisão, a juíza afirmou que a medida “é imprescindível à apuração dos fatos noticiados, havendo, nesse caso, a prevalência da salvaguarda da ordem pública ao princípio da impossibilidade de violação da esfera privada”.

“De se registrar que, nos dias atuais, com o avanço da tecnologia, a investigação não deve se resumir unicamente ao angariamento da prova oral, sempre suscetível a diversas influências externas, devendo ser, sempre que possível, somada a outros meios de prova, a exemplo da buscada nesta representação (conversas de “Whatsapp”, registros de ligações não completadas, fotografias e vídeos etc)”.

A magistrada reforçou que esse é um caso que “exige minuciosa investigação e esclarecimento integral dos fatos”, uma vez que há a hipótese que o homicídio estava ligado a uma atividade típica de extermínio. “Policiais militares, valendo-se de sua função pública, teriam, à margem de respaldo jurídico ou processual, promovido a eliminação das vítimas sob o pretexto de combate à criminalidade”, afirmou.

Lessandra Nara também citou o destaque que a investigação ganhou, principalmente através de declarações do comandante da Polícia Militar, Sérgio Fonseca, o que reforça, na visão do Poder Judiciário, a necessidade de esgotar todas as possibilidades de ampliar o inquérito.

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Judiciário

Moraes determina monitoramento policial em tempo integral para Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (26), que a Polícia Penal do Distrito Federal monitore a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em tempo integral.

De acordo com a decisão, as equipes devem realizar vigilância em tempo real do endereço de Bolsonaro. O ministro destacou que o monitoramento deve ser feito de forma discreta e sem adotar medidas que invadam a esfera domiciliar ou perturbem a vizinhança.

“O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem”, disse o ministro.

Moraes deixou a critério da Polícia Penal do DF o uso ou não de uniforme e armamento durante a execução da ordem.

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Judiciário

Defesa de Bolsonaro pede ao STF revogação da prisão domiciliar

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, nesta sexta-feira (22), a revogação da prisão domiciliar imposta por Moraes no último dia 4 de agosto.

“Prestados os esclarecimentos solicitados, aproveita-se para requerer a reconsideração no que toca à decisão que determinou a prisão domiciliar, ou caso Vossa Excelência assim não entenda, o julgamento urgente do agravo regimental interposto pela defesa no último dia 06 de agosto”, diz o texto.

A manifestação dos advogados se deu após Moraes conceder o prazo de 48 horas para Bolsonaro dar explicações sobre o suposto descumprimento de medidas cautelares. Na quarta-feira (20), a PF (Polícia Federal) indiciou o ex-presidente e o filho Eduardo Bolsonaro por tentarem interferir na ação penal na qual o ex-presidente é réu por tentativa de golpe de Estado.

Em relatório, a PF informou haver indícios dos crimes de coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Entre as razões para o indiciamento, estão mensagens encontradas no celular de Bolsonaro que comprovariam a violação de medidas cautelares, como a proibição do uso de redes sociais e a comunicação com outros réus da ação do golpe. A PF afirmou que o ex-presidente teve contato, por exemplo, com o general Walter Braga Netto.

A PF também apontou que Bolsonaro tinha a intenção de solicitar asilo político ao governo argentino. No celular, segundo relatório, foi encontrado um arquivo, denominado “Carta JAIR MESSIAS BOLSONARO.docx”, com a data de 10 de fevereiro de 2024 — dois dias após a deflagração da Operação Tempus Veritatis, que apura a tentativa de golpe de Estado.

Com 33 páginas, o texto seria endereçado ao presidente da Argentina, Javier Milei. A defesa do ex-presidente, contudo, contesta esse argumento.

“Parece claro que um rascunho de pedido de asilo ao presidente argentino, datado de fevereiro de 2024, não pode ser considerado um indício de fuga. Seria necessário avisar à Polícia Federal, especialmente ao setor de inteligência, que o processo criminal que originou as cautelares foi proposto um ano depois e, desde então, o ex-presidente compareceu a todos os seus atos, inclusive estando em sua residência quando determinado o uso de tornozeleira por Vossa Excelência”, ressaltam os advogados.

Perguntas e Respostas

Qual foi o pedido da defesa de Jair Bolsonaro ao STF?

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro solicitou ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, a revogação da prisão domiciliar imposta no dia 4 de agosto.

O que os advogados argumentaram em seu pedido?

No documento, os advogados pedem a reconsideração da decisão sobre a prisão domiciliar ou, caso isso não seja aceito, o julgamento urgente do agravo regimental interposto pela defesa no dia 6 de agosto.

Por que a Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e seu filho?

A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, por tentarem interferir na ação penal em que o ex-presidente é réu por tentativa de golpe de Estado.

Quais foram as alegações da Polícia Federal sobre os crimes cometidos?

A PF informou que havia indícios de crimes de coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Que evidências foram apresentadas contra Bolsonaro?

Mensagens encontradas no celular de Bolsonaro indicariam a violação de medidas cautelares, como a proibição do uso de redes sociais e a comunicação com outros réus da ação do golpe. A PF também mencionou que Bolsonaro teve contato com o general Walter Braga Netto.

Qual foi a intenção de Bolsonaro em relação ao governo argentino?

A PF apontou que Bolsonaro tinha a intenção de solicitar asilo político ao governo argentino. Um arquivo encontrado no celular, datado de 10 de fevereiro de 2024, seria um rascunho de pedido de asilo ao presidente da Argentina, Javier Milei.

Como a defesa de Bolsonaro contestou essa evidência?

A defesa argumentou que um rascunho de pedido de asilo datado de fevereiro de 2024 não pode ser considerado um indício de fuga, ressaltando que o ex-presidente compareceu a todos os atos do processo e estava em sua residência quando foi determinada a utilização de tornozeleira eletrônica.

R7

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Judiciário

PGR denuncia Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes no TSE

Foto: Reprodução/Instagram/edutagliaferro

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou nesta sexta-feira (22) o ex-assessor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Eduardo Tagliaferro ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Tagliaferro é investigado no STF pelo vazamento de mensagens trocadas entre servidores do gabinete do ministro Alexandre de Moraes no STF e no TSE.

Gonet denunciou o ex-assessor pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de infração penal que envolve organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A acusação da PGR foi apresentada quatro meses depois de a Polícia Federal indiciar o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes. A PF aponta em seu relatório conclusivo que em abril de 2024 Tagliaferro contou para sua esposa ter repassado informações ao jornal Folha de S.Paulo.

Gonet escreve na denúncia que, entre maio e agosto do ano passado, Tagliaferro violou sigilo funcional e embaraçou as investigações ao revelar à imprensa e tornar públicos diálogos sobre assuntos sigilosos que manteve com servidores do STF e do TSE na condição de assessor-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação.

“Para atender a interesses ilícitos de organização criminosa responsável por disseminar notícias fictícias contra a higidez do sistema eletrônico de votação e a atuação do STF e TSE, bem como pela tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”, afirmou Gonet.

O procurador-geral aponta ainda que Tagliaferro cometeu o crime de coação no curso do processo ao ameaçar, em julho deste ano, após deixar o Brasil, revelar no exterior novas informações funcionais sigilosas que obteve em razão do exercício do cargo que ocupava no TSE.

Por fim, Gonet sustenta que Tagliaferro aderiu às condutas da organização criminosa investigada nos inquéritos da trama golpista, das fake news e das milícias digitais selecionando diálogos para tentar interferir na credibilidade e lisura das investigações.

Com isso, afirma o procurador-geral, Tagliaferro contribuiu ativamente para a divulgação de dados sensíveis de interesse dos investigados e anunciou publicamente a intenção de revelar novas informações sigilosas.

“O vazamento seletivo de informações protegidas por sigilo funcional e constitucional, amplamente publicizado por meio de veículos de comunicação, teve o nítido propósito de tentar colocar em dúvida a legitimidade e a lisura de importantes investigações que seguem em curso no Supremo Tribunal Federal, como estratégia para incitar a prática de atos antidemocráticos e tentar desestabilizar as instituições republicanas”, diz a denúncia.

CNN – Teo Cury

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