A Petrobras aprovou novos modelos contratuais para venda de gasolina A (sem adição de etanol) e de óleo diesel (rodoviário e marítimo) para as distribuidoras de combustíveis. A Petrobras não deu detalhes sobre os novos modelos, mas informou que não haverá mudanças em sua política de preços desses produtos.
De acordo com a empresa, suas práticas de precificação continuarão sendo alinhadas aos mercados internacionais.
A decisão de fazer novos modelos contratuais com as distribuidoras visa a aumentar a competitividade e trazer flexibilidade para a empresa na adoção de novas estratégias comerciais.
“No cenário atual do mercado, caracterizado pela entrada de produto importado por terceiros e pelo processo de desinvestimento de ativos de refino, torna-se necessário promover aperfeiçoamentos em algumas cláusulas comerciais e operacionais. Esses ajustes, definidos com base na experiência obtida ao longo do período de vigência dos atuais contratos e em decorrência de feedback dos clientes, buscam fortalecer a relação comercial com nossos clientes e a competitividade da companhia”, diz a Petrobras, em nota divulgada hoje (10).
O volume de vendas do comércio varejista brasileiro cresceu 1,2% em julho deste ano, na comparação com o mês anterior. Essa foi a quarta alta consecutiva do indicador, que atingiu patamar recorde da série histórica da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), iniciada em 2000.
O comércio também teve altas de 5,7% na comparação com julho de 2020; de 1,1% na média móvel trimestral; de 6,6% no acumulado do ano e de 5,9% no acumulado de 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A receita nominal também apresentou altas: de 2,2% na comparação com junho deste ano; de 1,5% na média móvel trimestral; de 19,7% em relação a julho de 2020; de 18,6% no acumulado do ano e de 15,7% no acumulado de 12 meses.
Setores
A alta de 1,2% no volume de vendas foi puxada por cinco das oito atividades pesquisadas: Outros artigos de uso pessoal e doméstico (19,1%); Tecidos, vestuário e calçados (2,8%); Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (0,6%); Supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%).
Por outro lado, três segmentos tiveram recuo no volume de vendas de junho para julho: Livros, jornais, revistas e papelaria (-5,2%); Móveis e eletrodomésticos (-1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (-0,3%).
Varejo ampliado
No varejo ampliado, que também inclui materiais de construção e veículos, a alta de junho para julho foi de 1,1% no volume de vendas. O setor de Veículos, motos, partes e peças subiu 0,2% entre junho e julho, enquanto Material de construção recuou 2,3%.
O varejo ampliado teve altas de 0,7% na média móvel trimestral; de 7,1% na comparação com julho de 2020; de 11,4% no acumulado do ano e de 8,4% no acumulado de 12 meses.
O procurador Lucas Furtado, do Tribunal de Contas da União (TCU), pediu que o órgão afaste, em decisão cautelar, os presidentes da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, e do Banco do Brasil, Fausto de Andrade Ribeiro.
Furtado argumenta que ambos teriam cometido abuso de poder no episódio que marcou a assinatura de um manifesto pela Federação dos Bancos Brasileiros (Febraban). Informações apontam que os executivos teriam ameaçado sanções contra outras instituições que assinassem o documento.
“É clara afronta aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e afronta à Lei das Estatais”, afirmou o procurador. O pedido foi encaminhado à presidente do TCU, Ana Arraes.
De acordo com Furtado, os presidentes da Caixa e do BB teriam demonstrado que “o motor das decisões tomadas na condução das instituições que dirigem possui forte viés político, em afronta ao esperado zelo pelo interesse público e não do governo de plantão”.
O TCU adiou a sessão plenária prevista para esta quarta-feira. A decisão veio depois de o Senado fazer o mesmo, na esteira das declarações antidemocráticas feitas pelo presidente Jair Bolsonaro, no 7 de Setembro.
O mercado financeiro não gostou do que viu nas ruas das capitais brasileiras e do que ouviu do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no feriado de 7 de setembro e cai mais de 1,5% em menos de 20 minutos de pregão nesta quarta-feira (8). Dólar volta a subir frente ao real e volta a fica acima de R$ 5,20.
Às 10h15, o Índice Bovespa (IBovespa), principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), estava em 116.063, com queda de 1,54% na comparação com o fechamento de segunda-feira (6). Após esse piso, a B3 tentou reagir positivamente, e chegou a subir para 116.434, mas não conseguiu manter o ritmo de subida e passa a oscilar com os papeis da Locaweb e da Bradespar liderando as perdas nesta manhã.
Esse mau humor coincide com notícias nada positivas do mercado internacional, que indicam desaceleração da China e de países asiáticos devido aos novos surtos da covid-19 e os gargalos logísticos que travam a produção das fábricas.
De acordo com o economista Simão Silber, professor doutor da Universidade de São Paulo (USP), a queda na B3 na manhã de hoje reflete a preocupação do mercado financeiro com as declarações de Bolsonaro e seus impactos e também com o aumento dos riscos de desaceleração global.
José Marcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, apontou o discurso de Bolsonaro como principal motivo para essa nova queda da B3 e a valorização do dólar. “Acho que é reflexo do aumento da incerteza gerada pelas declarações do presidente. Neste ambiente, fica cada vez mais difícil aprovar as reformas econômicas e evitar mais desvalorização do real. Este é o problema”, alertou.
Os discursos do chefe do Executivo em Brasília e em São Paulo afrontaram os demais poderes e especialistas apontam vários crimes de responsabilidade, com partidos de centro, como o PSDB, descendo do muro e avaliando um novo pedido de impeachment do presidente.
A incerteza também está se refletindo nos títulos públicos. No Tesouro Direto, por exemplo, os títulos prefixados com vencimento em 2026 voltaram a ficar acima de dois dígitos e estão sendo negociados com taxa anual de 10,25% hoje.
A Paraíba ocupa o segundo lugar no ranking dos estados com custas judiciais mais altas. Levando em conta o ajuizamento de uma ação civil ordinária de cobrança no valor de R$ 100 mil nas capitais, a custa no judiciário paraibano seria de R$ 6.592,00, perdendo apenas para o Piauí cujo valor seria R$ 7.750,00. A menor custa seria no Rio Grande do Norte (R$ 708,51).
O pré-candidato a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Paraíba (OAB-PB), Raoni Vita, critica a ausência da Ordem em debates de interesse da advocacia, a exemplo da redução das custas processuais que asseguram acesso a justiça, mudança no horário de expediente do Tribunal de Justiça (TJPB) e retorno das audiências de custódia. O jurista, inclusive, participou da elaboração da ação pedindo a redução das custas judiciais junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Para diminuir as custas , Raoni defende a implantação de um Centro de Mediação e Arbitragem que também vai garantir mais celeridade aos pleitos da sociedade e assegurar abertura do mercado de trabalho para a advocacia paraibana. Segundo o jurista, a criação da estrutura garantirá ainda a redução das custas judiciárias. Hoje a Paraíba conta com cerca de 20 mil advogados ativos.
Também é de autoria de Raoni a representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pedindo o retorno das audiências de custódia. “Nós como advogados precisamos nos expor pela total ausência da OAB. Precisamos ter uma Ordem que nos represente e não se omita para não se indispor com outros poderes e entidades”, defendeu.
Raoni também participou da formulação da ação que impedia a mudança do horário de expediente no Tribunal de Justiça da Paraíba. “Tínhamos uma conquista histórica que proibia mudar o horário de expediente. Infelizmente, o Tribunal vai mudar o expediente para o horário da manhã, prejudicando os advogados. Isso vai ocorrer após a pandemia e com o aval da OAB-PB”, comentou.
Até o fim de 2024, Campina Grande deve realizar concursos públicos para preenchimento de mais de duas mil vagas para as áreas de Educação, Saúde e setores administrativos da prefeitura.
O anúncio foi feito pelo prefeito da cidade, Bruno Cunha Lima, que indicou que o primeiro concurso deve acontecer ainda no final deste ano.
O prefeito também afirmou que os interessados em concorrer para a área de Educação já devem começar a se preparar, adiantando estrategicamente os seus estudos com relação às “matérias genéricas”, exigidas tradicionalmente nos concursos.
O futuro concurso do setor educacional vai contemplar profissionais como professores, pedagogos e cuidadores. Já para o próximo concurso da Saúde, estarão sendo convocados médicos, psicólogos e enfermeiros, entre outros profissionais.
A Prefeitura inicia nesta segunda-feira (6), uma ação conjunta de fiscalização na orla da Capital, durante o feriado. O trabalho é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), em parceria com a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP).
A partir das 18h os agentes, trabalhando em suas respectivas áreas, vão coibir a presença de carrinhos de frutas e outros segmentos em locais como a calçadinha, vagas de estacionamento e outros espaços, que prejudicam a circulação de pessoas, de acordo com a Sedurb. “Sabemos que hoje e amanhã, com o feriado, a tendência é que o fluxo de pessoas seja maior na orla. Compreendemos a situação dos trabalhadores e, justamente por isso, já iniciamos o diálogo para regularização dos mesmos. No entanto, não podemos permitir que o uso do solo público por parte da categoria, prejudique o fluxo de moradores e turistas. Reiteramos que, é por meio do cadastro que conseguimos direcionar esses trabalhadores para um local adequado”, explicou Fábio Carneiro, secretário da Sedurb.
No decorrer dos últimos meses, por meio do trabalho dos agentes de controle urbano, em diálogo com os comerciantes informais, foi possível deixar todos cientes de onde é permitido comercializar. “A gente faz esse trabalho pedagógico, de orientação prévia. As nossas equipes deixam todos cientes das margens que podem ocupar e onde podem fazer isso, respeitando as áreas destinadas aos pedestres e praticantes de atividade física. Realizamos as devidas notificações, após a conclusão desse trabalho, então quem deixa de cumprir o que foi estabelecido, o faz tendo ciência do descumprimento do Código de Postura do Município”, destaca Fábio Carneiro.
Continuidade – A operação conjunta ocorre de maneira intensificada até terça-feira. No entanto, o trabalho permanecerá nos próximos dias, como na vem sendo realizado, para coibir a presença desse tipo de comércio em áreas não autorizadas.
O concurso Ibama 2021/2022 está autorizado. O aval foi publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 6, para o preenchimento de 568 vagas, em cargos dos níveis médio e superior.
Do total de vagas autorizado pelo Ministério da Economia, 432 são para o nível médio, no cargo de técnico ambiental. A remuneração inicial para a carreira é de R$4.063,34. O valor já inclui o auxílio-alimentação de R$458 e a gratificação de desempenho de R$1.382,40.
As outras vagas autorizadas são para cargos de nível superior, sendo eles: analista ambiental (96 oportunidades) e analista administrativo (40). Os ganhos, nesses casos, chegam a R$8.547,64, já com o auxílio-alimentação.
Com o aval publicado, os próximos passos incluem a formação da comissão organizadora, elaboração do projeto básico do edital, escolha e contratação da banca, que ficará responsável pela seleção. Somente após essas etapas, o edital poderá ser publicado.
Conforme a portaria, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis terá seis meses para publicar o seu edital. Desta forma, a seleção deverá ser aberta até março de 2022.
Resumo sobre a seleção
Órgão: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
Cargos: técnico ambiental, analista administrativo e analista ambiental
O feriado de 7 de setembro, dia da Independência do Brasil, altera a programação e oferta de serviços na Paraíba.
Confira abaixo como fica o funcionamento de bancos, transportes e comércio no estado.
Transporte
– João Pessoa e Região Metropolitana
A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob-JP) informou que as linhas operam com quadro “especial tendo em vista a expectativa de redução natural do número de passageiros”. Segunda (6) e quarta (8), o serviço opera normalmente.
Das 69 linhas que circulam em dias úteis, 42 ficam disponíveis à população no feriado, com viagens que iniciam às 5h15 e se encerram de madrugada, dependendo do horário de cada itinerário. Algumas das linhas são as circulares 1500 e 5100, que vão operar das 5h15 às 21h50.
A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) informou que os trens que circulam na Grande João Pessoa param no feriado.
– Campina Grande
A Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) definiu que o sistema de transporte coletivo vai operar com uma frota especial no horário das 6h às 12h, com possibilidade de ajuste, de acordo com a demanda de passageiros.
Por conta da abertura regular do comércio, shoppings e para o atendimento aos funcionários das empresas de call center, haverá a manutenção de uma frota rodante, inclusive da linha 245, que atende ao Shopping Partage.
De acordo com o cronograma de ordem de serviços, emitida pela STTP, estarão circulando apenas as linhas 303, 263A, 004, 090A e 245.
Bancos
Os bancos fecham nesta terça (7). Quem tiver contas com vencimento para essa data, pode pagar no dia útil seguinte.
Comércio
O funcionamento do comércio em João Pessoa e Campina Grande é facultativo, segundo os representantes dos lojistas de cada município. O comerciante que quiser abrir no dia terá que seguir a convenção da categoria, pagando o funcionário pelo dia trabalhado e conceder uma folga durante o mês.
Shoppings
Em João Pessoa, os shoppings Manaíra e Mangabeira abrirão normalmente com todas as lojas, quiosques, restaurantes e operações da Praça de Alimentação com horário de funcionamento das 10h às 22h. No Manaíra, bancos fecham e no Mangabeira, a casa lotérica não funcionará no dia 7.
O Mag Shopping abrirá normalmente, com lojas funcionando de 9h às 21h e Praça de Alimentação das 10h às 22h. A Alameda de Serviços estará fechada.
No Shopping Sul, o horário de funcionamento será o praticado aos domingos (lojas abertas de 12h às 20h e praça da alimentação de 11h às 22h).
O Shopping Tambiá funcionará em horário normal, com lojas e praça da alimentação abertos das 9h às 19h30. Já o Shopping Cidade, no Centro, ficará fechado no feriado de 7 de setembro.
Com talento ou não, todo mundo pode investir em música. O investimento em direitos autorais, recém-chegado ao Brasil, permite que os interessados lucrem com royalties musicais sempre que uma canção é tocada, seja em shows ou em plataformas digitais como YouTube, Spotify e Deezer. Este modelo de operação tem atraído quem busca fugir dos baixos retornos e deseja ter uma carteira eclética, que pode ir do forró ao rock.
É com esse radar que a Hurst Capital, plataforma de investimentos alternativos, tem atuado no setor de royalties musicais por meio da venda de cédulas de crédito bancário (CCB) vinculadas a esse tipo de direito. Desde 2020, a fintech dispõe de um repertório com mais de 20 mil composições e gravações de músicos brasileiros que recebem o montante captado na venda desses CCBs e, em troca, cedem para a fintech o direito de receber os royalties musicais gerados a partir da execução e reprodução das músicas.
Funciona da seguinte forma: todas as vezes que uma música do catálogo é reproduzida via streaming ou executada publicamente, como em shows e apresentações em TV, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD) arrecada os royalties que iriam para os artistas e distribui para a empresa mediadora (nesse caso a fintech, a Hurst), que paga os investidores pessoas físicas mensalmente durante o período contratado no negócio.
Os interessados têm que desembolsar pelo menos R$ 10 mil, valor mínimo para o investimento na Hurst. De julho de 2020 a julho deste ano, a empresa já captou cerca de R$ 10 milhões em 28 operações de música envolvendo artistas da MPB, como Luiz Avellar e Toquinho; do rock, como Paulo Ricardo; do sertanejo, como Bruno César, que compõe para grandes nomes do sertanejo, como Marília Mendonça e as duplas Zé Neto & Cristiano e Jorge & Mateus; e do funk, como Philipe Pancadinha.
Canções como ‘Manchete’, ‘Mágica’ e ‘Cobertor’, conhecidas pela interpretação da banda Calcinha Preta, que atualmente soma mais de 945 mil ouvintes por mês no Spotify, estão entre as composições disponibilizadas pela fintech, cujo autores são Chrystian e Ivo Lima.
Quem investir nos royalties das obras e fonogramas da dupla, por exemplo, será pago mensalmente, durante 36 meses, a partir de setembro de 2021. A operação tem um retorno esperado de 16,30% ao ano. Em um cenário pessimista, a rentabilidade pode ficar em 10,73%, e em um cenário otimista em até 22,06%.
Para o presidente da Hurst, Arthur Farache, a operação de recebíveis com as obras de Chrystian e Ivo Lima, além de mostrar a consolidação desse tipo de investimento no Brasil, é uma oportunidade para quem deseja obter ganhos maiores do que a renda fixa, sem deixar de lado a segurança. “São dois artistas com canções bastante executadas e pertencentes a um gênero musical cada vez mais ouvido pelos brasileiros, os ganhos são reais”, afirma.
No exterior, o modelo de negócio já tem espaço consolidado. A exemplo da venda de 100% do catálogo do cantor Bob Dylan, que gerou uma movimentação em torno de US$ 300 milhões após a negociação de mais de 600 composições, em dezembro do ano passado, pela plataforma Royalties Exchange.
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