/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/M/2/1gYS9dSgC1VTQ7PATF9A/whatsapp-image-2025-10-09-at-20.24.40.jpeg)
Todos os anos, cerca de 2,3 milhões de casos de câncer de mama são diagnosticados em todo o mundo, e aproximadamente 670 mil mulheres morrem em decorrência da doença.
O motivo é que muitos casos de câncer de mama não são detectamos por meio da mamografia, pelo menos não em estágio inicial. São justamente esses tumores que matam muitas mulheres.
Agora um novo algoritmo promete reorientar a triagem: um modelo de inteligência artificial (IA) consegue avaliar com elevada precisão, simplesmente analisando dados de imagens de mamografia, o risco de uma pessoa desenvolver câncer de mama nos próximos cinco anos.
Num estudo, mulheres identificadas pelo algoritmo como tendo alto risco de desenvolver câncer de mama de fato apresentaram uma probabilidade significativamente maior de desenvolver a doença do que mulheres identificadas pela IA como tendo “risco normal”.
Em geral, uma mamografia de rastreamento de câncer de mama é recomendada de forma sistemática para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. No entanto, o risco individual de desenvolver a doença – e, portanto, a necessidade de uma detecção precoce eficaz – varia consideravelmente de uma mulher para a outra.
Para identificar quais mulheres precisam de uma Ressonância Magnética para detecção precoce, o Consórcio Clairity (uma cooperação internacional de 46 instituições de pesquisa nos EUA, Canadá, América do Sul e Alemanha) desenvolveu o sistema de inteligência artificial Clairity Breast, que foi treinado com centenas de milhares de mamografias das Américas e da Europa.
Ao contrário dos modelos de risco tradicionais, o algoritmo não requer informações sobre histórico familiar, genética ou estilo de vida. Ele calcula a probabilidade de câncer de mama exclusivamente a partir da mamografia e categoriza as mulheres em grupos de risco com base em limiares definidos.
A IA reconhece não apenas a quantidade de tecido glandular, mas também sua textura, o que é outro parâmetro para o risco de câncer de mama.
Se o algoritmo indicar um risco particularmente alto, uma ressonância magnética deve ser oferecida, e a mamografia deixa de ser necessária para essas mulheres.
Com informações de G1

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Foto: Reprodução


Foto: Agência Senado
Comente aqui