Brasil

VÍDEO: Renato Aragão tranquiliza fãs após ser internado: ‘Estou muito bem’

Após ser internado às pressas nesta quarta-feira (7), o ator Renato Aragão, 87, publicou em sua rede social um vídeo para tranquilizar fãs e amigos. O humorista, que está sob cuidados médicos no Hospital Samaritano Barra, na zona oeste do Rio, foi diagnosticado com um AIT (Acidente Isquêmico Transitório).

No vídeo, publicado no Instagram, Renato fala brevemente. “Garotada, eu tô bem, não precisa se preocupar”. Ele ainda reforça: “Eu estou muito bem”, enquanto sorri para a câmera. Na legenda da postagem foi explicado que o ator segue “sob vigilância neurológica” e “se encontra bem e monitorado com muito amor”. A postagem recebeu comentários de artistas, amigos e fãs de Didi.

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Mais cedo, a esposa, Lílian Aragão, explicou ao F5 que Renato acordou com muita tontura e com a persistência do sintoma foi levado para a emergência. Com o acontecimento, a filha, Lívian, que estava em Fortaleza, se deslocou para o Rio para prestar apoio ao pai. Ela postou fotos ao lado de Didi dizendo que a família está em primeiro lugar em sua vida.

Até o momento a família não divulgou se Renato tem previsão de alta.

Folha de S. Paulo

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Brasil

Câmara aprova aumento de pena para crime de injúria racial

Plenário da Câmara dos Deputados durante sessão conjunta do Congresso Nacional

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (7) proposta que inclui agravantes para o crime de injúria racial, cuja pena é aumentada de 1 a 3 anos de reclusão para 2 a 5 anos. A proposta seguirá para sanção presidencial.

Embora desde 1989 a legislação tenha tipificado crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, a injúria continua tipificada apenas no Código Penal.

Assim, a pena de 1 a 3 anos de reclusão continua para a injúria relacionada à religião ou à condição de pessoa idosa ou com deficiência, aumentando-se para 2 a 5 anos nos casos relacionados a raça, cor, etnia ou procedência nacional.

Outra novidade na redação proposta é que todos os crimes previstos nessa lei terão as penas aumentadas de 1/3 até a metade quando ocorrerem em contexto ou com intuito de descontração, diversão ou recreação.

Na interpretação da lei, o juiz deve considerar como discriminatória qualquer atitude ou tratamento dado à pessoa ou a grupos minoritários que cause constrangimento, humilhação, vergonha, medo ou exposição indevida e que usualmente não se dispensaria a outros grupos em razão da cor, etnia, religião ou procedência.

Quanto à fase processual, seja em varas cíveis ou criminais, a vítima dos crimes de racismo deverá estar acompanhada de advogado ou de defensor público.

Em relação ao crime de injúria em razão de raça, cor, etnia ou procedência nacional, a pena é aumentada da metade se o crime for cometido por duas ou mais pessoas.

Funcionário público

Quando esse crime de injúria racial ou por origem da pessoa for cometido por funcionário público no exercício de suas funções ou a pretexto de exercê-las, a pena será aumentada de um terço.

O conceito de funcionário público que deve ser usado é o do Código Penal, que inclui aquele que exerce cargo, emprego ou função pública, ainda que transitoriamente ou sem remuneração, abrangendo as empresas estatais ou prestadoras de serviço contratadas ou conveniadas para executar atividade típica da administração pública.

O agravante será aplicado também em relação a outros dois crimes tipificados na Lei 7.716/89:

– praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional: reclusão de 1 a 3 anos e multa;
– fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada para fins de divulgação do nazismo: reclusão de 2 a 5 anos e multa.

Para esses dois tipos de crime, se a conduta ocorrer “no contexto de atividades esportivas, religiosas, artísticas ou culturais destinadas ao público”, será determinada pena de reclusão de 2 a 5 anos e proibição de o autor frequentar, por três anos, locais destinados a práticas esportivas, artísticas ou culturais destinadas ao público, conforme o caso.

Sem prejuízo da pena pela violência, quem dificultar, impedir ou empregar violência contra quaisquer manifestações ou práticas religiosas será punido com reclusão de 1 a 3 anos e multa.

Redes sociais

Para todos esses crimes, exceto o de injúria, o texto atualiza o agravante (reclusão de 2 a 5 anos e multa) quando o ato é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou de publicação de qualquer natureza, incluindo também os casos de postagem em redes sociais ou na internet.

Blog do BG PB

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Brasil

ÁLVARO GRIBEL: O duro recado do Banco Central para o governo Lula

Equipe da PF que protege Lula cita armas e pede apoio - 09/08/2022 - Poder  - Folha

O Banco Central manteve os juros em 13,75%, mas deu um duro recado ao governo Lula no comunicado da reunião desta quarta-feira: disse que poderá voltar a subir a taxa Selic em caso de piora das expectativas de inflação e do dólar. E fez questão de enfatizar que está preocupado com a questão fiscal.

Isso fica claro em dois trechos do documento. No primeiro, diz que “O Comitê acompanhará com especial atenção os desenvolvimentos futuros da política fiscal e, em particular, seus efeitos nos preços de ativos e expectativas de inflação, com potenciais impactos sobre a dinâmica da inflação prospectiva”.

No segundo, diz que “O Comitê enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e não hesitará em retomar o ciclo de ajuste caso o processo de desinflação não transcorra como esperado”.

No mercado futuro, os juros do país já estão em alta, por causa da falta de clareza da política fiscal do futuro governo. E no Boletim Focus o mercado financeiro vem aumentando as projeções para a Selic no ano que vem. Apesar disso, o cenário base ainda é de corte na taxa de juros. Se hoje está em 13,75%, o Focus estima que chegará ao final de 2023 em 11,75%. Há um mês, esse mesmo indicador estava em 11,25%.

O que tem preocupado não é a PEC da Transição, embora o valor pedido inicialmente tenha sido considerado excessivo. A principal queixa dos investidores é a falta de clareza do novo regime fiscal, já que o teto de gastos foi demolido no governo Bolsonaro. Isso o presidente Lula ainda não comunicou de forma efetiva. Ontem, Fernando Haddad, cotado para o Ministério da Fazenda, disse que a proposta só será encaminhada em conjunto com uma reforma tributária.

Até lá, ficará a incerteza, com pressão sobre os juros.

Estadão

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Brasil

MPF denuncia Roberto Jefferson por tentativa de homicídio contra agentes da Polícia Federal

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou denúncia nesta quarta-feira (7) contra o ex-deputado Roberto Jefferson por tentativa de homicídio contra agentes da Polícia Federal que foram até a casa dele, no Rio de Janeiro, cumprir um mandado de prisão. O ex-parlamentar é acusado de atirar contra quatro policiais, resistência qualificada, posse de arma de fogo e munição de uso restrito e permitido, além de posse e adulteração de granadas.

O caso ocorreu no dia 23 de outubro, e, de acordo com o Ministério Público, Jefferson jogou contra os agentes uma granada, envolta de fita adesiva com pregos, para potencializar o poder de destruição. Após lançar o artefato, o ex-deputado teria dito: “Vocês estão juntinhos aí vão machucar”.

Além de arremessar a granada, ele efetuou cerca de 30 disparos contra os agentes em um primeiro momento. Um dos integrantes da equipe da PF teria gritado que um policial estava ferido. Então, Jefferson lançou outras duas granadas e efetuou mais 30 disparos de carabina.

“Após o disparo de aproximadamente 60 tiros de carabina e o lançamento de três granadas (adulteradas) contra os quatro policiais federais, Roberto Jefferson gravou novo vídeo, divulgado na internet, exibindo a viatura policial alvejada por vários disparos, além de uma grande poça de sangue próxima ao veículo”, informou o MPF.

Ele foi preso em flagrante por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que tinha expedido o mandado de prisão preventiva, o que levou a equipe policial a ir até a casa do ex-congressista.

R7

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Brasil

Lula vai dividir Ministério da Economia em três e recriar Fazenda, Indústria e Comércio, e Planejamento

Lula sorri de maneira irônica para tentar desacreditar Bolsonaro
Em entrevista coletiva nesta quarta-feira, o coordenador dos grupos técnicos da transição, Aloizio Mercadante, anunciou que o Ministério da Economia será dividido em três pastas no futuro governo.

Os ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG); da Fazenda; e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) serão recriados a partir de 1º de janeiro.

Segundo Mercadante, uma das ideias debatidas foi a transferência da área de planejamento para o MDIC, o que possibilitaria ao MPOG que cuide mais da gestão de pessoal, por exemplo.

– Essas estruturas vão voltar a existir. O Brasil era muito mais eficiente e tinha políticas muito mais competentes com essa distribuição do que pegar e jogar tudo na economia – argumentou Mercadante.

A mudança, segundo a transição, não vai gerar custos uma vez que as estruturas atuais serão remanejadas para atender à nova formatação.

Mercadante também afirmou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) ficarão sob o guarda-chuva do novo MDIC.

– O presidente Lula deixou claro que Apex e BNDES estarão no novo MDIC. Os que tentaram argumentar de forma contrária não passaram da preliminar com ele. É preciso ter foco e ousadia e tratar da promoção dos produtos brasileiros [no exterior]. O BNDES tem que ser esse instrumento de impulsionar a industrialização e resgatar as estruturas ja existentes no país.

– Dizem que o mercado fica nervoso. Eu fico nervoso quando vejo o BNDES emprestar mais para a agricultura que para a indústria. Temos que fomentar o mercado privado, temos. Mas isso exige um complemento do financiamento publico com o BNDES, especialmente para a infraestrutura e indústria.

O Globo

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Brasil

Ataque em Aracruz: Assassino que matou 4 é sentenciado a 3 anos de internação

Adolescente armado invade escolas, dispara e deixa mortos e feridos em cidade do Espírito Santo - Notícias - R7 Cidades

O assassino que matou quatro pessoas e feriu outras 12 em um ataque a duas escolas em Aracruz, no Espírito Santo, vai cumprir até três anos de internação. O tempo é o limite máximo estabelecido como de medida socioeducativa para adolescentes pela lei.

A sentença foi dada pelo juiz da Vara da Infância e Juventude de Aracruz, Felipe Leitão, nesta quarta-feira (4).

O adolescente, que confessou os crimes, está internado desde o ataque em uma unidade do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases) de Cariacica, na Grande Vitória.

O ataque a duas escolas em Aracruz aconteceu no dia 25 de novembro deixou 4 mortos. O assassino é um atirador de 16 anos que estudou até junho deste ano em uma das escolas atacadas. Ele foi apreendido horas após o crime.

O Tribunal de Justiça do estado (TJ-ES) informou que o prazo de internação pode chegar até três anos, mas o tempo final pode mudar de acordo com a avaliação da Justiça. Apesar disso, três anos é o limite máximo previsto em lei para internações. Foi aplicada, ainda, uma medida protetiva de acompanhamento psiquiátrico durante o período de cumprimento da medida de internação.

Três pessoas ainda permanecem internadas em hospitais da Grande Vitória. Uma professora de 37 anos, outra educadora de 51 anos e uma estudante de 14 anos que foi baleada na cabeça.

O ataque

No dia 25 de novembro, um ataque a duas escolas deixou quatro mortos e outros 12 feridos em Aracruz, no Norte do Espírito Santo. A investigação apontou que o ataque foi planejado por dois anos e por um assassino de 16 anos que estudou até junho no colégio estadual atacado. O criminoso usou duas armas do pai, um policial militar.

g1

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Senador Veneziano apresenta relatório para criação de impostos em grandes fortunas

Veneziano Vital do Rêgo responde a perguntas da população, de vereadores e  da imprensa em sabatina na CMJP - CMJP
O Senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo (MDB) apresentou nesta quarta-feira (07), na Comissão de Assuntos Econômicos, o parecer favorável ao projeto que cria o Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF), e que incidirá sobre pessoas físicas e jurídicas em relação ao patrimônio que detenham no País e no exterior.

O parecer de Veneziano ratifica a argumentação do autor da proposta, Senador Plínio Valério (PSDB/AM).

Para eles a implantação do tributo é prevista na Constituição e pode amenizar a grave desigualdade econômico-social que historicamente assola o País, reduzindo injustiças provocadas na economia de mercado.

“O IGF tem diversas vantagens, sendo a principal, a capacidade de atuar para a redução da desigualdade da distribuição da riqueza nacional e na promoção da igualdade de oportunidades, por meio de uma maior progressividade do sistema tributário”, ressalta o senador Veneziano.

“O nosso parecer ratifica a urgência da implantação desse Imposto, pois os recursos arrecadados com o IGF serão destinados ao Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza e da Fome, situação em que se encontram 14 milhões de brasileiros, sobretudo em virtude da Pandemia do Coronavírus”, finaliza Veneziano.

Blog do BG PB

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Brasil

Guedes não deixa uma “herança maldita”. É o que dizem os números

Capes diz que 200 mil bolsas ficarão sem pagamento por causa de novos  bloqueios - CartaCapital
No fim de novembro, cerca de um mês depois da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, recorreu a uma expressão muito utilizada pelo partido a partir de 2003, quando Lula assumiu o Palácio do Planalto pela primeira vez.

Gleisi afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro da Economia, Paulo Guedes, deixariam uma “herança maldita” para o governo que assumirá em 1º de janeiro de 2023. A expressão, difundida por Lula e pelo PT para criticar os dois mandatos do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), antigo adversário do petismo, logo foi incorporada por parte da militância e encontrou eco em artigos de opinião publicados na imprensa.

Um olhar mais cuidadoso sobre uma série de dados econômicos, no entanto, mostra que Bolsonaro legará ao sucessor uma situação mais confortável do que pode fazer crer o palavrório dos palanques e das redes sociais. A última “herança maldita” foi deixada mesmo por Dilma Rousseff, apeada do cargo, em 2016, por ter cometido uma gigantesca fraude fiscal, popularmente conhecida pelo eufemismo de “pedaladas”, a fim de maquiar os números do governo.

Para se ter uma ideia, em maio de 2016, quando Dilma foi afastada da Presidência, o desemprego no Brasil era de dois dígitos (11,2%).

Em entrevista, o economista Samuel Pessôa, pesquisador do Ibre/FGV, sintetizou o que foram os resultados da economia sob comando de Guedes e Bolsonaro: “Não tenho a menor simpatia pelo governo Bolsonaro nem por ele como figura humana. Mas nós temos que ter o mínimo de capacidade de análise. A herança não é maldita porque a situação fiscal hoje é melhor do que há quatro anos. Não é perfeita e não está resolvida. Há um buraco fiscal, mas há quatro anos esse buraco era maior”.

A PEC da Transição, tal como quer Lula e o PT, é que pode deixar um legado cruel para o país.

Metrópoles

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Brasil

CARLOS PEREIRA: O estelionato secreto de Lula

Assim como a democracia necessita de partidos que percam eleições para que o jogo político seja considerado democrático, o presidencialismo multipartidário necessita dotar o presidente de “moedas-de-troca” discricionárias para que tenha condições de montar e gerenciar maiorias legislativas.

Partidos no Brasil não participam de coalizões programáticas ou baseadas em identidades ideológicas. O apoio político à agenda do presidente é fundamentalmente consequência de ganhos políticos e financeiros ofertados estrategicamente pelo chefe do Executivo.

Essas trocas podem acontecer sob limites éticos, por meio de moedas legais e institucionalizadas (como ministérios, cargos na burocracia, recursos orçamentários etc.) ou podem descambar para práticas corruptas a partir de moedas de recompensa ilegais ou pouco transparentes (como mensalão, petrolão ou orçamento secreto).

É um equívoco defender que todos os parlamentares devam receber de forma igualitária os mesmos recursos orçamentários. Os partidos mais fiéis ao presidente precisam ser sobre recompensados em relação aos de oposição. É esse “bônus” que gera incentivos para que participem da coalizão do presidente e a governabilidade seja alcançada.

Se existe algum aspecto positivo no orçamento secreto seria justamente o fato da sua alocação e execução não obedecerem a uma lógica igualitária.

Entretanto, os ministros da Suprema Corte ainda teriam vários outros motivos para considerar o orçamento secreto inconstitucional no julgamento que hoje se inicia.

Em primeiro lugar, o orçamento secreto corrompe a lógica do presidencialismo multipartidário tornando-o disfuncional. O chefe do Executivo se enfraquece ao deixar de ser o coordenador do jogo legislativo que passa a ser exercido pelos presidentes das Casas legislativas.

Os partidos também se enfraquecem, pois a disciplina partidária tende a diminuir. Parlamentares passam a ter incentivos de cooperar com os presidentes da Câmara e do Senado para ter acesso a recursos orçamentários e não mais com o líder do partido.

O orçamento secreto não é baseado em um projeto tecnicamente elaborado e aprovado, como as emendas individuais e coletivas, o que diminui tanto a sua eficiência alocativa como sua fiscalização pelos órgãos de controle. Em que pese a alocação do orçamento secreto não ser transparente, sua execução não é impositiva.

A decisão de Bolsonaro de não executar o restante das emendas de relator deste ano fiscal deu um nó nas negociações de Lula com Arthur Lira para a aprovação da “PEC do fura teto” em troca da manutenção do orçamento secreto. Seria o equivalente a um “cartão vermelho” que Bolsonaro colocou no bolso do Lula para que ele use contra o Arthur Lira. Resta saber se Lula terá inteligência e coragem para usá-lo ou se ele vai preferir trair seus eleitores.

Em sua campanha, Lula classificou o orçamento secreto como “usurpação de poder” e como a “maior excrescência da política orçamentária do país”. Chegou até a chamar Bolsonaro de “bobo da corte” por não mais coordenar o orçamento. Ao que parece, é Lula quem está prestes a fazer de bobo seus eleitores com esse estelionato eleitoral.

Estadão

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Brasil

“Golpe militar nunca foi cogitado”, diz Flávio Bolsonaro

Se alguém ainda imagina que Jair Bolsonaro tentará um golpe militar para evitar a posse de Lula, está enganado. O senador Flávio Bolsonaro afirmou à coluna que o presidente não planeja qualquer movimento de ruptura institucional.

Isso, garante – apesar das sucessivas críticas do pai às urnas eletrônicas e das manifestações de apoiadores em portas de quartéis.

“Nunca houve essa conversa de golpe (militar). Um golpe nunca foi cogitado. Muitos em Brasília estavam tentando se proteger de algo que nunca existiu. Bolsonaro sempre agiu e agirá dentro da Constituição Federal”, afirmou Flávio Bolsonaro, ressaltando que não será criado empecilho para a posse de Lula.

O parlamentar, contudo, adianta que a pauta do voto impresso continuará a ser pleiteada por deputados e senadores bolsonaristas na próxima legislatura. Uma PEC que propunha a medida foi levada a plenário e rejeitada pela Câmara em agosto de 2021.

Flávio afirma ainda que, ao longo dos próximos anos, Bolsonaro buscará se manter como a principal voz de oposição ao governo Lula.

Para tentar conservar o protagonismo no cenário político, Bolsonaro pretende permanecer em Brasília mesmo após o fim do mandato, em vez de retornar para o Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral.

Como a coluna mostrou nesta terça-feira (6/12), Bolsonaro procura uma casa para morar na capital federal. A ideia é que o imóvel funcione também como uma espécie de “QG” de políticos de oposição a Lula. O foco já está em 2026.

Metrópoles

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