Brasil

Lula diz que precisaria ter cem ministérios para abrigar apoiadores

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou a interlocutores que precisaria ter cem ministérios para abrigar todos os seus apoiadores que gostariam de integrar o primeiro escalão do governo. Muitos deles, disse, mereceriam os cargos. Mas contemplar a todos será impossível

Lula fez a observação em um jantar com senadores e lideranças políticas. Ele relatava como convenceu Gleisi Hoffmann a ficar fora do governo, permanecendo na presidência do PT.

Lula disse, segundo presentes, que as pessoas deveriam aprender a importância da legenda.

Dezenas de outros partidários, aliados e amigos acabarão frustrados, disse ainda o presidente. Ele relatou ainda que, quando era sindicalista, a solução era mais simples: bastava criar diversas vice-presidências, por exemplo, e abrigar todos os apoiadores em cargos nas entidades

O presidente deve começar a anunciar ministros já nesta sexta (9), como anunciou a própria Gleisi Hoffmann. Entre os cotados estão Fernando Haddad (PT) para a Fazenda e Flávio Dino (PSB) para Justiça e Segurança Pública.

Mônica Bergamo 

 

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Brasil

“Alexandre de Moraes se apaixonou por fazer maldade fora da lei”, diz Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “viciou em agir fora da lei”. A declaração foi feita durante o programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, desta quinta-feira, 8. Flávio pediu para participar do programa, que comentava o silêncio de seu pai, o presidente Jair Bolsonaro (PL).

Flávio se solidarizou aos manifestantes que permanecem acampados em frente a quartéis para protestar contra o processo eleitoral e tentou desfazer a impressão e que nada está sendo feito pelos aliados de Bolsonaro em Brasília. “Eu converso com o presidente praticamente todo dia e não fico pressionando para ele falar alguma coisa. Na posição de total fidelidade e confiança, porque acredito no presidente, no capitão e no pai Jair Bolsonaro, o que posso fazer é aguardar a decisão dele, qual vai ser o norte, qual vai ser o próximo passo, porque ninguém sabe. Quem falar que sabe está mentindo”, disse Flávio.

O parlamentar voltou a dizer que seu pai foi prejudicado por “decisões fora da lei” do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “E não estou nem falando de urna eletrônica, e isso ninguém vai apagar com censura e prisão”, declarou o filho 01 do presidente, em claro recado a Alexandre de Moraes, que chefia a Justiça Eleitoral.

Depois, sem meias-palavras e em tom bastante crítico, Flávio falou sobre Moraes. “Neste momento, parece que ele está gostando de fazer maldade fora da lei. Acho que se apaixonou por isso. Virou um vício. E perdeu o controle. Acho que nem dentro do Supremo há controle sobre isso. Eu lamento demais. Eu já estive pessoalmente com o Alexandre de Moraes pelo menos três vezes tentando distensionar essa situação, e a mensagem era sempre a mesma. ‘Ministro o presidente só quer paz para governar. Ele foi eleito, está exercendo o seu mandato dentro da Constituição’. Mas, na cabeça deles, criou-se [a imagem de] que o Bolsonaro era uma ameaça, e o Alexandre de Moraes está sendo o remédio. Que está sendo o grande guardião da democracia. E hoje é idolatrado dentro dessa bolha como se fosse um grande herói”, lamentou. O senador ainda declarou que teme ver Jair Bolsonaro preso por ordem do ministro do STF: “Ele é capaz, é maluco”.

Jovem Pan

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Brasil

Ex-presidente do Banco Central alerta sobre riscos da irresponsabilidade fiscal

O economista Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central e conhecido por ser um dos “pais” do Plano Real, criticou a indefinição dos nomes que farão parte da equipe ministerial do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em específico, o ministro da Fazenda e a irresponsabilidade fiscal em torno da PEC do Estouro.

“A irresponsabilidade fiscal, sobretudo quando enrolada na bandeira da governabilidade e da defesa da democracia, pode nos levar ao caos”, diz Franco na Carta Estratégia, publicada mensalmente pela Rio Bravo Investimentos.

Em outro trecho do documento, o economista reitera o alerta e destaca a coalizão que se desenha com o “centrão”, sem uma “associação programática” ou “com responsabilidade fiscal”.
Esse alerta precisa ser feito, pois a coalizão que se desenha, construída a partir de várias vertentes do chamado “Centrão” – inclusive incorporando o atual presidente da Câmara, o deputado Artur Lira –, não tem “vinculações históricas”, ou “associação programática”, com a responsabilidade fiscal”.

Na quarta-feira (7), a PEC do Estouro foi aprovada no plenário do Senado Federal, por 64 votos a 13. O projeto expande o teto de gastos públicos em R$ 145 bilhões por dois anos, viabilizando a manutenção do Auxílio Brasil, que deverá voltar a se chamar Bolsa Família, em R$ 600 no próximo ano.

Além disso, ao comentar sobre o possível retorno do Ministério da Fazenda e outras pastas, Franco avalia que o presidente eleito deve retornar ao antigo desenho para “acomodar aliados”.

“O atual ministério da Economia, recorde-se, é fruto da união de cinco dos ministérios que existiam quando Lula foi presidente da última vez. Parece natural que Lula retroaja ao desenho original, inclusive para não sobrecarregar o titular e dispor de outros cargos para acomodar aliados”.

“De igual modo, é natural que o mercado financeiro reaja mal ao enfraquecimento e divisão da área econômica, especialmente no contexto de uma eleição que não tratou de economia e de um governo que começa, inclusive antes da posse, tirando férias da responsabilidade fiscal”, criticou o economista.

CNN

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Brasil

MEC libera R$ 460 milhões para despesas da Educação

O ministro da Educação, Victor Godoy, anunciou nesta quinta-feira (8) a liberação de R$ 460 milhões para as despesas da pasta. Em seu perfil no Twitter, disse que a liberação do dinheiro é resultado de uma articulação do MEC (Ministério da Educação) com o governo federal e os Ministérios da Economia e da Casa Civil.

“Desse valor, já foram viabilizados R$ 300 milhões para o repasse de recursos às entidades do MEC, destacando-se o pagamento de 100% da bolsa assistência estudantil, bolsas PET, bolsa permanência Prouni, entre outros”, acrescentou Godoy.

Além disso, o ministro assegurou que o pagamento das bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) está “garantido” e que deve ser realizado até a próxima terça-feira (13).

 

Poder360

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Brasil

Apresentador Fabio Porchat é condenado a pagar R$ 40 mil por danos morais a Carlos Bolsonaro

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ator e apresentador Fabio Porchat ao pagamento de indenizaçao de cerca de R$ 40 mil por danos morais ao vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ). A quantia corresponde ao valor atualizado de 30 salários-mínimos, mais juros.

Porchat ainda terá que apagar as publicações em que ofende o parlamentar e divulgar, em 48 horas, a “sentença e retratação às calúnias, integralmente, nos mesmos meios de comunicação onde foram publicadas as ofensas”. A pena para o descumprimento de cada determinação é de R$ 1 mil ao dia.

“Vocês criticam as ações do presidente Bolsonaro, mas pensa: se você fosse miliciano, corrupto, isolado no poder, tentando aparelhar o estado para proteger seus filhos corruptos, sem apoio da população, negacionista, você não faria o mesmo? #Empatia”, ironizou o apresentador em duas redes sociais em setembro de 2021.

Em decisão publicada nessa terça-feira (6), o juiz Marcelo Almeida de Moraes Marinho, do 1º Juizado Especial Cível da Regional da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, disse que a publicação de Porchat é “uma nota cáustica, desarrazoada e desconectada das provas produzidas nestes autos”.

“Por outro lado, entendida a manifestação como sátira ou humor, o que se admite como argumentação, apresenta-se ela pobre e despida da perspicácia e sagacidade que notabilizaram o réu em sua jornada artística”, afirmou o magistrado.

Cabe recurso da sentença.

R7

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Brasil

Técnicos do PSD estimam que PEC do Lula terá impacto de R$ 195 bilhões

Equipe da PF que protege Lula cita armas e pede apoio - 09/08/2022 - Poder  - Folha
Uma análise de técnicos da bancada do PSD na Câmara aponta que o impacto da PEC do Lula, aprovada ontem pelo Senado, será de pelo menos R$ 195 bilhões.

O texto aprovado pelos senadores amplia o teto de gastos em R$ 145 bilhões, com previsão de autorização de mais R$ 23 bilhões em obras, por meio de recursos extraordinários – em teoria, um impacto de R$ 168 bilhões.

No entanto, os técnicos do PSD acreditam que a proposta pode ser mais onerosa justamente em funções de alguns penduricalhos que foram incorporados ao texto.

Pela análise do PSD, outras despesas também ficaram fora do teto como da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contanto que sejam custeadas com recursos próprios e os investimentos financiados com recursos do PIS/Pasep em contas abandonadas há mais de 20 anos.

Outro aspecto citado pelos técnicos do partido diz respeito à possibilidade de não contingenciamento de obras do Exército, o que poderia facilitar a interlocução do governo com os militares nessa reta final de transição.

A PEC aprovada no Senado será incorporada à outra, da deputada Luísa Canziani (PSD-PR), e que já está pronta para ser apreciada em plenário. A relatora do texto, na comissão especial, será Tabata Amaral (PSB-SP).

Como mostramos mais cedo, o presidente do PSD, Gilberto Kassab, está empenhado pessoalmente em ver a medida aprovada.

O Antagonista

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Brasil

Mourão: Bolsonaro deve entregar faixa e provocar Lula “no ouvidinho”

Mourão vai assumir Planalto por 5 dias por causa de cirurgia de Bolsonaro
O vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos) disse que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve entregar a faixa presidencial a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e encabeçar oposição ao petista.

Bolsonaro sinalizou que não tem vontade de passar a faixa a Lula na cerimônia de posse, em 1º de janeiro de 2023, mas o vice é a favor do cumprimento do rito.

Mourão sugeriu, nessa quarta-feira (7/12), que Bolsonaro fizesse provocação a Lula durante a cerimônia.

“Sou um fã do Winston Churchill. Ele disse que na vitória nós temos que ser magnânimos e na derrota temos que ser altivos e desafiadores. Então, que o presidente, em um gesto altivo e desafiador, entregue a faixa ao novo presidente, o Lula, e diga no ouvidinho dele: ‘Fica atento que eu vou estar olhando tudo aquilo que você está fazendo’”, disse Mourão.

Na entrevista, o vice afirma que não quer entregar a faixa no lugar do presidente Bolsonaro na posse. “Não compete a mim entregar a faixa. Se for para entregá-la dobrada, outra pessoa que o faça”, declarou.

Metrópoles

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Lula convoca coletiva e pretende anunciar nome dos primeiros ministros; confira data

Largada da PEC da Transição já trouxe duas más notícias para Lula | VEJA
O presidente eleito Lula convocou uma entrevista coletiva para às 10h30 desta sexta-feira, na qual ele pretende anunciar os primeiros nomes da Esplanada dos Ministérios.

A expectativa é que já nesta sexta-feira Lula anuncie o nome de José Múcio Monteiro para o Ministério da Defesa. Outros dois ministros tido como certos são Fernando Haddad para a Fazenda, Flávio Dino para o Ministério da Justiça e Carlos Fávaro para a Agricultura.

“O presidente deve começar amanhã a divulgar (os nomes). Ele estava querendo deixar para depois da diplomação, mas tem muita especulação. Aquilo que ele já tem certeza, que está certo, ele quer divulgar amanhã”, disse há pouco a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, após reunião da executiva nacional do partido, em Brasília.

Ainda nessa coletiva, Lula pretende confirmar a divisão da atual estrutura do Ministério da Economia em três pastas: Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio. Outro anúncio é que o Ministério da Justiça também não deve ser desmembrado.

O antagonista

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Brasil

Cotado para a Fazenda, Haddad se reúne com Paulo Guedes em Brasília

Haddad vê Guedes perdido e se coloca contra a independência do Banco  Central - Brasil 247
Principal cotado para assumir o Ministério da Fazenda a partir do ano que vem, Fernando Haddad se reuniu, na manhã desta quinta-feira (08) com o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, em Brasília.

O ex-prefeito de São Paulo deixou o hotel onde está hospedado, no centro da capital federal, e seguiu para a Esplanada. O encontro no bloco P do ministério durou pouco mais de uma hora e meia.

Nos últimos dias, o ex-prefeito de São Paulo se reuniu com diretores do Banco Mundial, empresários e representantes do mercado financeiro. Integrante da equipe de transição para a Economia do governo eleito, o nome dele cicula nos bastidores como um dos principais candidatos a assumir a pasta da Fazenda, a partir de 2023.

Apesar de sinalizar que terá maior participação na área econômica, o ex-ministro não confirmou a indicação como titular do ministério e não deu prazos para a definição de um nome. A expectativa é que o anúncio ocorra na próxima terça-feira (13), dia seguinte à diplomação de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Metrópoles

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Brasil

Governo anuncia R$ 796 milhões para projetos de telecomunicações

 (crédito:  EVARISTO SA)

Nesta quarta-feira (7/12), o ministro das Comunicações, Fábio Faria, assinou contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 796 milhões, para financiar projetos do setor. Com isso, os Fundos de Universalização dos Serviços em Telecomunicações (Fust) serão utilizados para a finalidade para a qual foi criado pela primeira vez em 23 anos.

A assinatura ocorreu na tarde desta quarta-feira (07/12), na cerimônia “5G Brasil – o legado de um país conectado”, no Palácio do Planalto, quando também foi apresentado um balanço do setor durante os últimos quatro anos de governo. “Esse ano valeu por 16”, disse o ministro das Comunicações, Fábio Faria, ao destacar a viabilidade do 5G e a expansão do acesso à internet no Brasil. “A gente preparou o Brasil para o futuro. O 5G é realidade em cinco capitais. Estamos entregando legado. Não vamos ver mais brasileiros sem internet”.

O dinheiro será aplicado pelo banco em projetos aprovados pelo Conselho Gestor do Fust, que deverão ser escolhidos por edital, ainda sem data para ser publicado. De acordo com o diretor do Departamento de Políticas Setoriais no Ministério das Comunicações, Wilson Wellisch, o valor ainda poderá ser ampliado. “Foi preciso uma série de alterações legislativas para garantir a utilização do FUST. Ainda é possível que o valor destinado aos projetos chegue a R$ 1 bilhão”, explica.

O FUST recebe 1% do faturamento de operadores de telecomunicações. Atualmente, os projetos a serem financiados com recursos não-reembolsáveis devem chegar a R$ 18 milhões e outros R$ 778 milhões deverão atender a projetos reembolsáveis, com contrapartida de estados e municípios, por exemplo. Contudo, este segundo valor pode chegar a R$ 1 bi, caso passe na Comissão Mista de Orçamento (CMO) a dotação orçamentária do Fust, ainda neste ano.

De acordo com o MCom, o fundo foi criado por lei para estimular a expansão, o uso e a melhoria da qualidade das redes e dos serviços de telecomunicações, a redução das desigualdades regionais e o estímulo ao uso e ao desenvolvimento de novas tecnologias de conectividade para promoção do desenvolvimento econômico e social. Atualmente, é gerido por um Conselho Gestor integrado por representantes do Governo Federal, da Agência Nacional de Telecomunicações, das prestadoras de serviços de telecomunicações e da sociedade civil.

5G no Brasil

No final da cerimônia, foram entregues troféus para pessoas e empresas que contribuíram para os avanços da tecnologia 5G no país. Homenageado, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, destacou o legado do atual governo. “Acredito que o saldo é positivo. Sempre destaquei que o Brasil não pode e não quer retroceder. Que o 5G fique funcionando nas escolas”, reforçou.

O dinheiro será aplicado pelo banco em projetos alinhados aos objetivos aprovados pelo Conselho Gestor do Fust. O BNDES também será o responsável por selecionar e acompanhar a execução dos projetos.

No evento, o Ministério das Comunicações deu início à implementação de um programa que vai levar internet a estudantes da rede pública de ensino inscritos no Cadastro Único do Governo Federal (CadÚnico). O Programa Internet Brasil, em parceria com o Ministério da Educação, prevê a distribuição de chips com pacote de dados, que distribuirá 10 mil chips já nesta primeira etapa.

Correio Braziliense

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