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AUGUSTO DE FRANCO: “O governo Lula continua no palanque”

O escritor Augusto de Franco, colunista de Crusoé, considera que, nestes primeiros 100 dias de mandato de Lula, o governo continua no palanque.

“Nós estamos vivendo uma prorrogação do processo eleitoral. Mas o governo Bolsonaro já não existe mais”, diz Franco. “Acontece que, na falta de projetos que causem o impacto que Lula e o PT gostariam, eles estão tentando manter vivo o embate com o bolsonarismo. Dá até a impressão que Bolsonaro é quem governa, e que o PT é a oposição.”

Em entrevista ao jornalista Rodolfo Borges, o escritor comenta o mote dos 100 dias de governo Lula, “o Brasil voltou“.

“O Brasil voltou. Esse é o lema da propaganda oficial, chapa-branca. Na verdade, o PT voltou. Mas o partido voltou numa situação muito diferente daquela em que ele esteve antes do impeachment de Dilma Rousseff, as condições objetivas para fazer o que o partido pretende não se reúnem mais“, diz Augusto de Franco. “O PT sabe que o Brasil mudou, o mundo mudou nesse período. Vinte anos depois não é a mesma coisa que o primeiro mandato de Lula. No entanto, a sigla acha que a sua volta reuniu as condições objetivas para o PT retomar a sua estratégia de conquistar a hegemonia sobre a sociedade, a partir do Estado controlado pelo partido.”

Veja entrevista completa:

O Antagonista

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Brasil

Em um mês, brasileiros resgatam mais de R$ 3 bilhões ‘esquecidos’ em instituições financeiras


Foto: MARCELLO CASAL JRAGÊNCIA BRASIL

Os brasileiros com dinheiro esquecido em instituições financeiras resgataram a metade (49,6%) dos mais de R$ 6 bilhões disponibilizados na reabertura do SVR (Sistema de Valores a Receber) até última sexta-feira (7), dia que marca um mês da nova liberação.

Dos R$ 3,012 bilhões recuperados, R$ 2,224 bilhões retornaram para o bolso de pouco mais de 8 milhões de consumidores. Os demais R$ 788,5 milhões foram direcionados para 384.285 empresas, de acordo com dados do BC (Banco Central).

Entre os clientes com valores a receber, o que pode incluir a repetição do número de beneficiários, seis de cada dez (63,7%) têm recursos “esquecidos” nos bancos. Administradoras de consórcio (19,9%), financeiras (6,9%), cooperativas (5,5%) e instituições de pagamento (3,9%) também aparecem na lista.

Em termos de valores monetários, a maior parcela dos esquecimentos (62,6%) não ultrapassa os R$ 10. Resgates disponíveis acima de R$ 1.000, por sua vez, representam apenas 1,4% dos recursos disponibilizados pelo SVR (Sistema de Valores a Receber).

Na primeira fase do programa de devolução dos recursos “esquecidos”, de março a abril de 2022, foram disponibilizados R$ 3,9 bilhões. No entanto, apenas 8,2% (R$ 321 milhões) foram solicitados pela plataforma do BC, sendo R$ 306 milhões por pessoas físicas e R$ 15 milhões por empresas.

Consulta

Para consultar se você é um dos contemplados com os valores a receber, basta acessar o sistema no site do Banco Central e preencher os campos com o CPF (Cadastro de Pessoa Física) ou CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica).

Se houver algum valor a ser resgatado, é possível clicar no botão “Acessar o SVR” e você será redirecionado para obter mais informações e verificar como solicitar os recursos. Para isso, é necessário ter uma conta nível prata ou ouro no sistema do governo federal.

Já no sistema, clique no botão “Meus valores a receber”. Leia e aceite o Termo de Ciência. Depois disso, você poderá ver o total a receber, o nome e os dado da instituição que deve devolver o valor e a origem (tipo) do valor ser resgatado.

Em seguida, siga as orientações indicadas:

• Se o sistema oferecer a opção “solicitar por aqui”:
Selecione uma de suas chaves Pix (campo obrigatório) e informe seus dados pessoais; e guarde o número de protocolo, para entrar em contato com a instituição, se necessário Neste caso, você receberá o valor em até 12 dias úteis;

• Se o sistema oferecer a opção “solicitar por aqui”, mas não apresentar chave Pix disponível para seleção:
Entre em contato diretamente com a instituição financeira pelo telefone ou pelo email informado por ela para combinar a forma de devolução. Nesse caso, a instituição financeira não é obrigada a devolver o valor em até 12 dias úteis; ou, se preferir, crie uma chave Pix e volte ao sistema para solicitar o valor.

• Se o sistema não oferecer a opção “solicitar por aqui”:
Entre em contato diretamente com a instituição financeira pelo telefone ou pelo email informado por ela para combinar a forma de devolução. Nesse caso, a instituição financeira não é obrigada a devolver o valor em até 12 dias úteis.

R7

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Decretos de Lula sobre saneamento representam “retrocesso”, avaliam especialistas

Especialistas consultados pela CNN avaliaram como retrocesso os decretos assinados na última quinta-feira (5) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que flexibilizam o marco legal do saneamento básico.

“No geral, é um retrocesso. As medidas não são boas, dá uma sinalização ruim pois diminui a competição pelo mercado. Você permite que estatais possam operar em uma microrregião sem licitação, o que é contrário à concorrência e contrário ao principio das licitações públicas”, disse o economista Gesner Oliveira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) e ex-presidente da Sabesp.

De acordo com o Ministério das Cidades, os ajustes trazidos pelos novos decretos permitirão que 1.113 municípios voltem a acessar recursos de saneamento básico do Governo Federal para que cumpram a meta de universalização, dando nova oportunidade para que empresas estaduais possam comprovar sua capacidade econômico-financeira de realizar os investimentos.

Pelas regras atuais, esses municípios, que reúnem 29,8 milhões de brasileiros, tiveram seus contratos com os prestadores estaduais declarados irregulares e, portanto, não poderiam contar com verbas federais para buscar a universalização.

Neste contexto, as medidas oferecem um bote de salvação para diversas empresas estatais que desrespeitaram prazos anteriores do novo marco legal. Além de trazer uma flexibilidade maior para contratos irregulares (vencidos ou inexistentes, mas com companhias estatais operando nos municípios).

Para o ex-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e ex-presidente da Sabesp Jerson Kelman, o marco legal criou incentivos para regionalização, uniformização regulatória e competição no setor, diferente do cenário anterior, em que empresas estatais obtinham contratos sem concorrência.

Segundo ele, os decretos assinados por Lula enfraquecem os avanços alcançados pela legislação original.

“São três grandes avanços que foram muito atenuados pelos decretos de Lula, que atenderam, essencialmente, os interesses dos governadores que tinham empresas atrasadas, empresas estatais ineficientes, que foram beneficiadas em detrimento do interesse da população”, disse Kelman em entrevista à CNN.

Por outro lado, o especialista elenca um ponto que considera positivo: os leilões por menor tarifa, não por maior outorga.

Ou seja, se um governo estadual ou municipal vai conceder os serviços de saneamento, que seja por menor tarifa para os usuários finais, e não tendo como critério o maior valor de outorga no leilão.

“O ideal é que [a outorga] seja pela tarifa mais baixa possível ou que se universalize o mais rápido possível. Esse é o único item dos decretos que eu considero positivo, e o que temo é que quando for para o Congresso, supostamente para corrigir mazelas, essa única vantagem seja erodida.”

Gesner Oliveira chama a atenção ainda para a necessidade de que haja estabilidade. Segundo ele, o ambiente jurídico é importante para que o setor privado tome decisões sobre investimento. Logo, uma legislação que é alterada em apenas três anos pode prejudicar novos projetos.

“Para um novo marco funcionar é muito importante ter a estabilidade das regras. Além de mudar para a direção errada, ficar mudando ela para colocar uma marca do governo e atender determinadas corporações é ruim. Estamos falando do maior programa socioambiental que o país tem. O governo está sendo insensível ao social”, disse.

A legislação, sancionada em 2020, abriu caminho para maior presença da iniciativa privada na prestação dos serviços de água e esgoto. Em menos de três anos, houve 21 leilões de concessão no setor, que abrangem 244 municípios e resultaram em investimentos contratados de R$ 82 bilhões.

No entanto, quase metade da população brasileira ainda não tem acesso a esgoto tratado e mais de 5.000 piscinas olímpicas de dejetos são despejados in natura, por dia, nos rios e mares do país.

CNN

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Professora que ajudou a resgatar alunos durante ataque a creche em SC sofre infarto


Foto: Stêvão Limana

Uma professora que presenciou o ataque à creche Cantinho Bom Pastor, em Blumenau (SC), na última quarta-feira (5) e ajudou a resgatar os alunos sofreu um infarto no dia seguinte à ocorrência.

De acordo com nota da creche, a professora, identificada apenas como Alaide, foi atendida com “quadro compatível de síndrome coronariana aguda”. Ela realizou exames e foi constatado infarto agudo do miocárdio.

A professora foi submetida a um cateterismo e um eletrocardiograma, que descartaram a existência de doença arterial e que não mostrou sequelas.

Em nota, a creche Cantinho do Bom Pastor disse que a causa do infarto foi “provavelmente decorrente da descarga adrenérgica devido ao trauma emocional de ter presenciado a tragédia”. A creche ainda disse que a professora está bem, medicada e já recebeu alta.

Na quarta-feira, um homem de 25 anos invadiu a creche, matou quatro crianças e feriu outras cinco. Conforme o Corpo de Bombeiros, as vítimas fatais eram três meninos e uma menina, de 5 a 7 anos de idade.

CNN Brasil

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Autoridades ucranianas criticam proposta de Lula para acabar com a guerra


Foto: REUTERS/Adriano Machado

Autoridades ucranianas manifestaram, nas redes sociais, que o país não não fará concessões territoriais, em especial, com relação à Crimeia, em troca da paz. As declarações foram feitas um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugerir que a Ucrânia poderia ceder a península à Rússia.

“O que Putin quer? Ele não pode ficar com o território da Ucrânia. Talvez nem se discuta a Crimeia, mas, o que ele invadiu de novidade, vai ter que repensar”, afirmou o presidente.

No Facebook, o porta-voz da diplomacia da Ucrânia, Oleg Nikolenko, afirmou que a Ucrânia agradece os esforços do presidente Lula para encontrar uma solução para o conflito. No entanto, ele complementou: “Não há nenhuma razão legal, política ou moral pela qual temos de ceder pelo menos um centímetro de terra ucraniana”.

Nikolenko comentou ainda que qualquer esforço de mediação para restabelecer a paz deve ser baseado no respeito pela soberania do país.

O diplomata ucraniano aposentado Olexander Scherba também utilizou as redes sociais para criticar Lula. No Twitter, ele questionou se o chefe do Executivo brasileiro aplicaria a declaração a si mesmo.

“Presidente do Brasil Lula da Silva: ‘Zelensky não pode querer tudo!’ Defina ‘tudo’, por favor! A soberania da Ucrânia sobre sua própria terra? Você aplicaria esse princípio a si mesmo?”

CNN Brasil

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Governo Lula descumpre transparência e não divulga despesas com viagens

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem atuado de forma contraditória com o que foi prometido durante a campanha eleitoral em relação à transparência. Respostas via Lei de Acesso à Informação (LAI) de pedidos feitos pelo Estadão não respeitam pareceres já divulgados pela Controladoria-Geral da União (CGU) e direcionamentos previstos na legislação. Uma das negativas foi do Ministério da Economia, que se recusou a compartilhar a lista de entradas e saídas do prédio da pasta durante os primeiros meses de 2023. O Ministério da Economia foi extinto por Lula, mas sua estrutura de gestão permanece, mesmo após a divisão entre as pastas da Fazenda, Gestão, Planejamento, Indústria e Povos Indígenas.

Para a Casa Civil da Presidência, a reportagem pediu acesso aos gastos das viagens nacionais e internacionais de Lula. Mas o pedido foi negado também.

Para justificar a negativa ao compartilhamento de dados sobre quem visitou o Ministério da Fazenda, a pasta afirmou que o conteúdo dos registros é “informação que gira em torno do conhecimento sobre informações pessoais” e que, para processar esses dados, teria um trabalho adicional. A decisão destoa do posicionamento de outros órgãos do governo, como Defesa, Turismo, Infraestrutura e Vice-Presidência, que enviaram os dados após receberem o mesmo pedido da Economia, por exemplo.

Nos últimos anos, a CGU emitiu diversos pareceres favoráveis à divulgação dos registros de entradas e saídas dos prédios públicos, afirmando que essas informações são públicas. Em fevereiro deste ano, o órgão reiterou a decisão.

A justificativa de trabalho adicional como negativa é amparada pelo artigo 13 da Lei de Acesso à Informação que define que não serão atendidas solicitações que exijam atividades a mais de análise, interpretação ou consolidação de dados. Entretanto, o mesmo artigo exige que, caso o órgão utilize dessa alegação, devem ser enviadas informações extras como a quantidade de horas necessárias para realizar o tratamento indicado. Na resposta ao pedido não foi enviado esse detalhamento.

No dia 29, o Estadão entrou com recurso para que a resposta do ministério fosse revista. O período de reavaliação foi finalizado na última terça-feira e a resposta foi uma nova negativa.

Viagens

Para a Casa Civil da Presidência da República, o Estadão pediu, por meio da LAI, acesso aos gastos das viagens nacionais e internacionais de Lula. Em resposta, o órgão afirmou que não poderia enviar essas informações devido, principalmente, ao artigo 24 da Lei de Acesso à Informação que define que “as informações que puderem colocar em risco a segurança do Presidente e Vice-Presidente da República e respectivos cônjuges e filhos(as) serão classificadas como reservadas e ficarão sob sigilo até o término do mandato em exercício ou do último mandato, em caso de reeleição”.

Entretanto, os gastos com viagens oficiais exigem prestação de contas, conforme a LAI, já que se utiliza de recursos oriundos de cofres públicos. No governo de Jair Bolsonaro, marcado por negar o acesso a centenas de informações públicas, os gastos com viagens eram divulgados, ao longo do mandato, pela Secretaria-Geral da Presidência.

Regra consolidada

Diretora de programas da organização Transparência Brasil, Marina Atoji avalia que a negativa em divulgar informações cujo acesso é garantido pela LAI evidencia dificuldades do governo em cumprir uma regra já consolidada. “Esse descompasso deixa a impressão de que a lei não está funcionando, seja por essa falta de padronização de entendimentos, seja pela negativa a dados básicos.”

Em nota, o Fórum de Direito de Acesso a Informações Públicas lembrou a publicação da CGU deste ano. “Exceção é reservada a informações pessoais sensíveis, como dados de visitantes de órgãos de defesa de direitos humanos ou hospitais.”

Cofundador da agência de dados especializada no acesso à informação Fiquem Sabendo, Bruno Morassutti defende um posicionamento mais enfático de Lula. “É importante que o presidente, na posição de chefe do Executivo, reitere a importância da transparência pública e tome as medidas para fazer com que as decisões antigas, contrárias ao acesso à informação, sejam revertidas, e, naqueles casos de órgãos que insistem em negar acesso à informação, punir esses agentes públicos”, disse. l

O que diz a lei

Esferas

A Lei de Acesso à Informação é aplicável aos três Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios. Na esfera federal, a Controladoria-Geral da União (CGU) é o órgão central do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal.

Regras

A lei institui como princípio fundamental que o acesso à informação pública é a regra, e o sigilo somente a exceção. Os pedidos de acesso à informação podem ser encaminhados por qualquer cidadão ou pessoa jurídica por meio de um sistema eletrônico.

Prazos

As respostas precisam ser enviadas pelos órgãos competentes em até 20 dias, prorrogável por mais 10 dias, mediante justificativa.

Identidade

Os órgãos e entidades públicas devem proteger as informações pessoais dos cidadãos que pedem acesso a informações públicas.

Estadão

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Haddad vai propor nova regra para gastos obrigatórios do governo


Foto: reprodução/g1

Mais para o final do ano, o governo deve discutir normas para o crescimento de despesas obrigatórias e vinculações orçamentárias (despesas que são atreladas a um piso ou também ao crescimento das receitas). É o que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ministro diz que ainda não pode adiantar precisamente o que será objeto de “regras mais estáveis”, mas devem estar em questão reajustes do salário mínimo, de servidores, pisos e vinculações para saúde e educação, por exemplo. A ideia é acabar com o “vai e vem” de vinculações e normas de reajustes a cada governo “conservador” ou “progressista”.

Haddad adianta também que a grande revisão desonerações deve ocorrer depois da aprovação da reforma tributária, que imagina aprovada na Câmara em junho e julho e no Senado em setembro ou outubro.

Então haveria uma discussão maior de isenções de impostos que, pelos cálculos da Receita, chegam a R$ 400 bilhões por ano. A revisão (“reoneração”) seria paulatina, para também atender necessidades progressivas de receita, até para cumprir as metas de superávit do arcabouço fiscal. Pela “NRF”, nova regra fiscal, o crescimento mínimo da despesa federal será de 0,6% por ano (em termos reais, além da inflação) e no máximo de 2,5% (crescimento limitado, ao ano, a 70% do crescimento da receita).

Haddad adianta também que na semana que vem divulga as novas regras para facilitar parcerias público-privadas (um modo de contratação de investimento, gestão ou serviço privado, em que a empresa arca com algum risco de remuneração, mas em que o setor público garante um pagamento).

Já é sabido que haveria do aval do Tesouro Nacional para parcerias em estados e municípios, diminuindo o risco de que as empresas não sejam pagas e aumentando, pois, a atratividade do negócio, emperrado no Brasil. Haddad conta também que empresas destas PPPS regionais também poderão emitir debêntures incentivadas (vão poder levantar financiamento no mercado de capitais com isenção de impostos, como já ocorre no caso federal).

Folhapress

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Partido Novo aciona STF contra decreto de Lula sobre saneamento


Foto: CARLOS MOURA/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu vista nesta sexta-feira (7) na ação que pode mudar a composição da Câmara dos Deputados. Com o pedido de vista, o magistrado tem até 90 dias para julgar o caso. Depois, o processo fica liberado.

Os ministros julgam o cálculo da última fase das chamadas sobras eleitorais, as vagas que não foram preenchidas pelos critérios do sistema proporcional.

As ações consistem sobre o inciso III do artigo 109 do Código Eleitoral, alterado pela Lei 14.211/2021, e a resolução 23.677/2021 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Até o momento, apenas o ministro Ricardo Lewandowski havia votado – ele votou de forma favorável, de modo que o cálculo deve levar em conta todos os partidos na disputa na eleição proporcional, mas que a mudança deve valer a partir das eleições de 2024.

A lei prevê que somente poderão concorrer às sobras os partidos que tenham obtido pelo menos 80% do quociente eleitoral e os candidatos que tenham obtido votos em número igual ou superior a 20% desse quociente, conhecida como regra dos 80-20. Não sendo cumpridas as duas exigências cumulativamente, as cadeiras restantes serão distribuídas aos partidos que apresentarem as maiores médias, sem nenhuma restrição.

R7

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Brasil

Preço da gasolina sobe 8,2% em março


Foto: Sérgio Lima/Poder360

A gasolina comum no Brasil teve aumento médio de 8,2% em março na comparação com fevereiro. No acumulado de 2023, a alta é de 12,2% em relação ao 1º trimestre de 2022.

Os dados são da edição de abril do Panorama Veloe de Indicadores de Mobilidade, realizado pela Veloe, hub de mobilidade e logística, em parceria com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).

Segundo o levantamento, em março, o preço médio da gasolina comum ficou em R$ 5,57 por litro nos postos do Brasil. Em fevereiro, a média foi de R$ 5,12.

No mês passado, a região Norte teve a gasolina mais cara do país: R$ 5,92 o litro –aumento de 10,8% em relação a fevereiro. O Amazonas (R$ 6,51) lidera entre os Estados. Roraima (R$ 6,16) e Acre (R$ 6,05) vêm na sequência. O Amapá foi o Estado com a gasolina mais barata, a R$ 5,26.

Na região Sudeste, o preço médio de R$ 5,43 foi o menor no país. São Paulo aparece como o 2º estado com a menor média, com R$ 5,35.

A gasolina aditivada acompanhou o movimento de alta. Em março, a média do combustível subiu 7,9%. No acumulado do ano, a alta foi de 10,9%.

Poder360

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Lula sofre críticas de eleitores ilustres e vê pressão sobre governo crescer

A crítica do escritor Paulo Coelho foi a mais ruidosa até aqui, mas outros eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também vêm expressando insatisfação com o governo, em um movimento negativo que o Planalto e militantes tentam combater com pedidos de paciência.

Ao chamar o novo mandato de patético, Coelho deu vazão a queixas de parcelas dos que votaram no petista, inclusive os que só queriam derrotar Jair Bolsonaro (PL). É o caso de apoiadores ocasionais como o ex-senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o ex-presidenciável do Novo João Amoêdo.

Aliados como o ex-governador Roberto Requião (PT-PR) e o senador Cid Gomes (PDT-CE) também foram a público atacar aspectos como a fragilidade do programa de governo e a guerra de Lula contra o Banco Central por causa da taxa de juros.

“Não devia ter me empenhado na campanha”, disse Coelho no desabafo que fez em uma rede social no fim de março. Ele afirmou que seu voto não valeu a pena e demonstrou arrependimento pelas décadas de apoio ao petista, que lhe custaram até o afastamento de leitores, conforme relatou.

O autor do livro “O Alquimista” se mostrou especialmente irritado com o bate-boca de Lula com o senador Sergio Moro (União Brasil-PR), iniciado após o petista lançar a ilação de que a descoberta de um plano de atentado contra o ex-juiz da Operação Lava Jato seria “mais uma armação” de seu algoz.

“Estou achando o governo muito ruim”, afirma à Folha Amoêdo, que surpreendeu muita gente ao votar no petista contra “um mal maior”, Bolsonaro. O ex-banqueiro vê o presidente “preso a erros do passado, com uma equipe descoordenada e sem gestos para colocar o Brasil no rumo do crescimento”.

Amoêdo tem se pronunciado também contra a regra fiscal e a permanência de ministros como Juscelino Filho (Comunicações), exposto em uma série de denúncias. Apesar disso, diz não se arrepender do voto. “Estou seguro porque, sabendo de tudo o que veio à tona, vejo que Bolsonaro precisava mesmo sair. Como discordo muito do PT, nunca tive grandes expectativas, mas nutria algumas esperanças.”

Segundo pesquisa Datafolha, o governo é considerado ótimo ou bom por 38% dos brasileiros, regular por 30% e ruim ou péssimo por 29% (margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos).

Entre os que declaram ter votado em Lula, os percentuais são de, respectivamente, 71%, 24% e 3%.

Lula fez até aqui pelo país menos do que o esperado na visão de 1 em cada 4 pessoas que afirmam ter votado nele (25%). Ele fez o que era previsto na opinião de 37% e superou a expectativa para 34%.

O resultado do Datafolha foi encarado com otimismo por integrantes e aliados do governo, que lembram o fato de o país ter saído dividido da eleição. O petista venceu com a margem de votos mais apertada desde a redemocratização, apenas 1,8 ponto percentual à frente do adversário.

A estratégia governista de culpar os estragos herdados da gestão Bolsonaro pela demora em apresentar resultados em várias áreas, principalmente na economia, é replicada por defensores de Lula.

O ex-senador Aloysio Nunes Ferreira, um dos primeiros integrantes de peso do PSDB a embarcarem na candidatura do petista, faz reparos pontuais —a insinuação sobre Moro foi “um mau passo, embora não comprometa o governo como um todo”—, mas diz confiar no sucesso da gestão.

“O Lula vai fazer um bom governo, apesar de ter enfrentado uma transição tumultuada. Mesmo com o golpismo do 8 de janeiro, o descaso com os yanomamis e os estragos das chuvas, para citar alguns exemplos, ele está se saindo muito bem. Está arrumando a casa”, afirma Aloysio à Folha.

O tucano aprovou o arcabouço fiscal e considerou o ministro Fernando Haddad (Fazenda) habilidoso na articulação política do substituto do teto de gastos.

Aloysio, que foi ministro das Relações Exteriores de Michel Temer (MDB), também concordou com a decisão do Brasil de não assinar a declaração final da Cúpula da Democracia, que embutia críticas à Rússia pela invasão da Ucrânia. “Foi uma posição correta. O fórum para tratar desse tema é a ONU”, diz.

“O eleitor é sempre impaciente, quer o resultado. Ao governo cabe agir com calma e tomar atitudes com solidez”, opina o ex-chanceler.

O problema é que “o sentimento benévolo em relação ao governo, aquela torcida sincera para que dê certo, está arrefecendo”, afirma o sociólogo e investidor Zeca Martins, integrante do Derrubando Muros. O grupo formado por empresários e profissionais de diferentes áreas buscou uma terceira via em 2022, mas por fim acabou se aproximando de Lula, que foi a opção de grande parte dos membros.

“Sou parte da ala que votou nele pela primeira vez para afastar o risco Bolsonaro. O rigor com o atual governo, mesmo daqueles lulistas convictos, está baixo. Noto ainda uma complacência em função da tortura que foi conviver com um governo fascista, mas essa fase está se esgotando.”

Martins diz que as críticas de Coelho e Tasso encontram eco no grupo, que se ressente do esvaziamento da ideia de frente ampla e da ausência de programa. “Além do básico, que é garantir três refeições por dia para todos, não sabemos qual é o projeto de longo prazo para o Brasil”, afirma.

A empresária e ativista Rosângela Lyra, que começou a angariar apoios de antipetistas a Lula meses antes das eleições, discorda. Com trânsito na elite paulistana, ela diz ver eleitores do presidente maduros para entenderem que o governo mal começou e ainda “enfrenta ecos ruins do passado recente”.

“Paulo Coelho foi, no mínimo, infeliz”, diz Rosângela, que preside o Política Viva, um grupo de discussões sobre os rumos do país com tendência progressista. Para ela, nem deu tempo de se frustrar, e uma avaliação mais justa só pode ser feita após seis meses.

“Estão cobrando desse governo coisas que nunca cobraram de outros. Só de termos um governo com visão humanista e que está recuperando programas sociais importantes, já é muito”, afirma.

Lula tem feito apelos parecidos aos eleitores mais ávidos. “Vamos dar um tempo aí, porque também as coisas não podem acontecer do dia para a noite”, discursou em evento no último dia 16, após uma criança na plateia questioná-lo sobre a queda no preço da picanha prometida durante a campanha.

O tom já tinha sido usado na mensagem do presidente ao completar o primeiro mês de mandato. “A nossa vida vai melhorar. É só esperar um pouco, que vocês vão ver as coisas começarem a acontecer no nosso querido Brasil”, disse, pedindo “um pouco de paciência”.

Procurada, a Secom (Secretaria de Comunicação) evitou comentar críticas específicas e reforçou, em nota, que a atual gestão está completando 100 dias de um mandato total de quatro anos.

“Ouvimos, respeitamos, dialogamos e não ofendemos discordâncias pontuais, eventuais ou mais gerais, porque defendemos a democracia, a livre expressão e o debate público respeitoso, com liberdade e troca de ideias”, disse.

Folhapress

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