Brasil

Flávio Dino usa tragédia em Blumenau para defender censura na internet

O ministro da Justiça Flávio Dino atribuiu a tragédia em Blumenau (SC) à falta de regulação na internet. A acusação ocorreu por meio de uma publicação no Twitter. Na esteira do crime, ele anunciou medidas que podem resultar em censura em ambiente virtual.

Para matar quatro crianças dentro de uma creche da cidade catarinense na quarta-feira 5, o assassino utilizou uma machadinha. Ainda assim, o ministro da Justiça usou a tragédia para criticar o “armamentismo”.

Em outra publicação, ele disse que se reunirá com as delegacias estaduais de investigação e repressão a crimes cibernéticos. A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) vai intermediar o encontro.

“Nesta manhã, o Ministério da Justiça, por intermédio da Senasp, vai fazer uma reunião com as delegacias estaduais de investigação e repressão a crimes cibernéticos”, escreveu no Twitter. “Na pauta, uma operação integrada em todos os Estados sobre violência em escolas e universidades.”

Flávio Dino já havia sinalizado que a internet tinha voltado a mira do Ministério da Justiça ontem, horas depois da tragédia em Blumenau. Sob o pretexto de evitar novos crimes, ele declarou que estava constituindo um “grupo emergencial de monitoramento daquilo que é chamado de deep web e dark web“.

Revista Oeste

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Brasil

Ex-presidente da CUT é nomeado Superintendente Regional do Trabalho na PB

A edição desta quinta-feira (6) do Diário Oficial da União (DOU) trouxe que dois nomes ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba passaram a integrar o Governo Lula. Tratam-se de Antônio Barbosa e Paulo Macedo, presidente do PT em João Pessoa e ex-dirigente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), respectivamente. Eles irão atuar nos cargos de Superintendente Regional do Incra e Superintendente Regional do Trabalho.

A nomeação do advogado Antônio Barbosa é assinada pelo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), César Fernando. Já na de Paulo Marcelo consta a assinatura do Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (Solidariedade). Além destas mudanças, na Paraíba consta a nomeação do servidor do Incra Adalberto Justino, como ordenador de despesas do instituto.

Com informações do ClickPB

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Brasil

Governo Lula articula proposta para impedir que militares disputem eleição e assumam ministérios

Quase três meses depois dos atos golpistas de 8 de janeiro, o governo tem pronta a minuta de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que proíbe militares da ativa de assumir cargos no Executivo e de disputar eleições. A proposta será apresentada por um congressista aliado de centro e contraria a estratégia levada a cabo por uma ala do PT, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pede o fim das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

A minuta, obtida pelo Estadão, determina a transferência para a reserva, demissão ou licença ex officio do militar que registrar candidatura, independentemente do resultado das eleições. Licença ex officio equivale a uma aposentadoria imediata (reforma, na linguagem da caserna), mesmo sem o tempo de serviço, com vencimento proporcional ao período trabalhado. Hoje, a Constituição permite que militares com mais de dez anos de serviço retornem às atividades se disputarem as eleições e não obtiverem sucesso nas urnas.

A proposta também cria uma regra de afastamento para quem ocupar cargo de ministro de Estado. O texto prevê mais um parágrafo no artigo 87 da Constituição, segundo o qual os titulares da Esplanada devem ser maiores de 21 anos e estar no exercício dos direitos políticos. O dispositivo incluído destaca que, “para tomar posse no cargo de ministro de Estado, o militar deve ser transferido para reserva”.

Após a invasão do Palácio do Planalto, do Congresso e do Supremo Tribunal Federal, Lula iniciou um processo que chamou de “despolitização” das Forças Armadas. Até o comandante do Exército foi trocado. Quando Lula assumiu o Planalto, havia 6.157 oficiais em cargos comissionados. Jair Bolsonaro foi o presidente que mais nomeou militares no primeiro escalão, mesmo na comparação com governos da ditadura.

Se tudo ocorrer como o roteiro previsto pelo Planalto, integrantes das Forças Armadas que quiserem disputar eleições serão obrigados a deixar a caserna. “Para ser elegível, no ato do registro da candidatura, o militar das Forças Armadas deve efetivar a transferência para a reserva ou a demissão ou licença ex officio caso não preencha os requisitos para a reserva”, diz trecho da minuta que altera o artigo 14 da Constituição (parágrafo 8-A).

O texto foi preparado pelo Ministério da Defesa, após consultas aos comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, e encaminhado à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. “Houve grande aceitação. Está tudo pacificado”, disse ao Estadão o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro.

O presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Joseli Camelo, afirmou ser importante restringir a participação de militares na política. “Lugar de militar é no quartel”, argumentou ele.

Os fardados não aceitam, porém, mudar o artigo 142 da Constituição, como querem deputados do PT. O artigo trata do papel das Forças Armadas, mas é distorcido por bolsonaristas como justificativa para a defesa de intervenção militar. A atual redação diz que as Forças Armadas se destinam à “defesa da Pátria, à garantia dos Poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. A ideia de parlamentares do PT é retirar da Constituição justamente a citação da lei e da ordem para determinar que os militares assegurem “a independência, a soberania do País” e a integridade do seu território.

“Somos contra o fim da Garantia da Lei e da Ordem porque seria uma medida muito drástica”, declarou o presidente do STM. “O que precisamos é investir em segurança. A GLO não é para usar a torto e a direito e não está na Constituição que temos de manter os Poderes sob nossa tutela. As Forças Armadas não têm poder moderador.”

Lula avisou a cúpula do PT que não quer outro confronto com militares. Nos bastidores, interlocutores do presidente dizem que o governo pretende tirar a polêmica da GLO de cena e focar no texto feito sob medida para proibir militares da ativa de ocupar cargos no Executivo e disputar eleições com apenas uma licença.

“Quando o militar sai para a política, tem insucesso e volta, ele não é mais nem militar. Perde o gosto pelas Forças Armadas e fica sonhando com uma nova eleição”, observou Múcio. “Quem for, que seja feliz na política. Quem ficar, que seja forte como militar.”

Zarattini afirmou, por sua vez, que a proposta para a qual coleta assinaturas não é do governo. Na sua avaliação, este é o ”melhor momento” para resolver o problema do artigo 142 no Congresso. “Houve uma tentativa de golpe e a extrema direita está mais fraca”, insistiu.

O Planalto ainda não escolheu quem vai apresentar a nova PEC, provavelmente em maio, mas evita um nome do PT para que o texto não fique carimbado como sendo de esquerda, o que dificultaria sua tramitação.

Um dos cotados para apadrinhar a PEC é o deputado Otto Alencar Filho (PSD-BA). “Acho importante ter a separação entre Estado e governo. Se alguém do Exército, por exemplo, quiser participar da política, é justo que se afaste”, disse Alencar Filho. “Caso um militar erre, não depreciará o nome do Exército.”

Embora se interesse pelo tema, o deputado negou ter sido procurado por algum emissário de Lula para tratar do assunto. No ano passado, cerca de 1.200 militares disputaram eleições, entre os quais o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que foi transferido para a reserva e conquistou uma cadeira na Câmara dos Deputados.


Estadão

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Brasil

Dino determina que PF instaure inquérito para apurar organismos nazistas e neonazistas no Brasil


Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo.

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou na madrugada desta quinta-feira (6) que assinou uma determinação para que a Polícia Federal instaure um inquérito para apurar organismos nazistas e neonazistas no Brasil.

Dino disse que há indícios de que haja uma atuação interestadual destes tipos de organizações. O ministro informou ainda que a PF deve investigar crimes como racismo e apologia ao nazismo.

“Assinei agora determinação à Polícia Federal para que instaure Inquérito Policial sobre organismos nazistas e/ou neonazistas no Brasil, já que há indícios de atuação interestadual. Há possível configuração de crimes previstos na Lei 7.716/89”, publicou o ministro em uma rede social.

No domingo (2), o Fantástico revelou que a Polícia Civil de Santa Catarina descobriu a existência de uma filial de um grupo internacional de supremacia branca no Brasil.

De acordo com as investigações, o grupo tinha um plano para implantar no Brasil uma célula radical de supremacia branca. Dez homens foram presos.

“De fato, encontramos um grupo de indivíduos adeptos e integrantes de uma organização skinhead neonazista transnacional. Localizamos toda a vestimenta utilizada por eles, toda a indumentária que identifica eles como um grupo neonazista”, afirmou o delegado Arthur de Oliveira Lopes.

A polícia disse que encontrou mensagens criminosas nos celulares de investigados, como: “Pretos têm que morrer todos os dias”.

Ainda conforme as investigações, os suspeitos eram responsáveis pelo recrutamento de jovens que participavam de outras células, por meio de convites e seleções feitos pela internet.

A célula internacional também está presente em Portugal, Alemanha e outros países. O grupo é um dos mais organizados e violentos dos Estados Unidos.

Por G1.” alt=”null” />Foto: Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo

O ministro da Justiça, Flávio Dino, afirmou na madrugada desta quinta-feira (6) que assinou uma determinação para que a Polícia Federal instaure um inquérito para apurar organismos nazistas e neonazistas no Brasil.

Dino disse que há indícios de que haja uma atuação interestadual destes tipos de organizações. O ministro informou ainda que a PF deve investigar crimes como racismo e apologia ao nazismo.

“Assinei agora determinação à Polícia Federal para que instaure Inquérito Policial sobre organismos nazistas e/ou neonazistas no Brasil, já que há indícios de atuação interestadual. Há possível configuração de crimes previstos na Lei 7.716/89”, publicou o ministro em uma rede social.

No domingo (2), o Fantástico revelou que a Polícia Civil de Santa Catarina descobriu a existência de uma filial de um grupo internacional de supremacia branca no Brasil.

De acordo com as investigações, o grupo tinha um plano para implantar no Brasil uma célula radical de supremacia branca. Dez homens foram presos.

“De fato, encontramos um grupo de indivíduos adeptos e integrantes de uma organização skinhead neonazista transnacional. Localizamos toda a vestimenta utilizada por eles, toda a indumentária que identifica eles como um grupo neonazista”, afirmou o delegado Arthur de Oliveira Lopes.

A polícia disse que encontrou mensagens criminosas nos celulares de investigados, como: “Pretos têm que morrer todos os dias”.

Ainda conforme as investigações, os suspeitos eram responsáveis pelo recrutamento de jovens que participavam de outras células, por meio de convites e seleções feitos pela internet.

A célula internacional também está presente em Portugal, Alemanha e outros países. O grupo é um dos mais organizados e violentos dos Estados Unidos.

Por G1

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Brasil

Apostas on-line terão imposto de 15% e valor de licença fica em R$ 30 mi

Foto: Reprodução

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu, em minuta enviada à PGFN (Procuradoria Geral da Fazenda Nacional), o modelo de tributação das apostas on-line. O Poder360 apurou que o Executivo propõe estipular 15% do GGR (Gross Gaming Revenue)– arrecadação bruta menos a premiação paga aos apostadores– de taxação para as empresas.

A ideia da equipe econômica segue o modelo do Reino Unido, que definiu essa mesma porcentagem e alcançou a marca de quase 90% das empresas credenciadas atuando licitamente. O Ministério da Fazenda já fechou o texto inicial e enviou a minuta para a PGFN, que analisa a constitucionalidade e faz contribuições no mérito.

A próxima etapa da equipe econômica será colher opiniões de entidades representativas e de outros ministérios na próxima semana (de 10 a 16 de abril). Grandes clubes de futebol do Rio de Janeiro e São Paulo, que reclamaram da ausência de participação no processo de construção da MP, serão ouvidos em 11 de abril. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) irá ao ministério em 13 de abril.

Dentre as demandas da CBF, está a destinação de uma fatia maior da receita líquida obtida pelas apostas. O governo está aberto a negociar com a confederação e os clubes. A minuta da MP, porém, propõe, por ora, a continuidade da destinação de 1,63% para entidades que cedem marcas para casas de apostas. A confederação pleiteia 4%.

Já os clubes têm 2 principais pleitos: a mudança na forma de repasse dos lucros com apostas –querem tirar a concentração da CBF, que centraliza e distribui– e a flexibilização no pagamento da licença que a MP estipulará para a continuidade da operação das empresas de apostas no Brasil.

Poder360

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Brasil

VÍDEO: Comentarista da GloboNews usa tragédia em Blumenau para fazer política

Um dos comentaristas de esquerda da GloboNews, Otávio Guedes usou a tragédia em Blumenau, que terminou com quatro crianças mortas e cinco feridas, nesta quarta-feira (5) para fazer política.

“Isso é um problema de uma sociedade doente”, disse Guedes. “Adoecida por um discurso de ódio contra a escola, segundo o qual a escola é um partido político, as universidades são antros de maconheiros, os professores não estão ensinando coisas decentes, o bom é o homeschooling. Então, temos um caldo dentro desse discurso de ódio que eu identifico a extrema direita, que levou Bolsonaro ao poder, como a grande propagadora desse discurso.”

Como o ataque à creche em Blumenau ocorreu?

Segundo a Polícia Civil, o assassino chegou de motocicleta à creche, pulou o muro da unidade, na Rua dos Caçadores, no bairro Vila Velha, e iniciou o ataque, com uma machadinha. No momento, 40 crianças brincavam no parquinho. As vítimas foram atingidas na região da cabeça. Há cinco feridos, cujo estado de saúde ainda é desconhecido. No momento, os educadores entraram em desespero e chamaram todos para dentro. Sabe-se que funcionários da creche ainda trancaram uma sala onde havia bebês dormindo no momento do ato.

Revista Oeste

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Brasil

Guarda armada, câmera e detector de metal: projetos de lei querem reforçar segurança nas escolas


Foto: DENNER OVIDIO/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO

Ao menos três projetos de lei que tratam de segurança nas escolas públicas e privadas foram protocolados na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (5), horas após a tragédia que deixou quatro crianças mortas e quatro feridas numa creche, em Blumenau (SC).

Um dos textos protocolados nesta quarta é o PL 1625/23, que pretende alterar o Código Penal para aumentar as penas para ataques ocorridos em creches, templos religiosos, escolas e hospitais. “O objetivo deste projeto é punir de forma severa para que esses crimes não voltem a acontecer”, comenta o autor do texto, o deputado federal Fausto Santos (União-AM).

O outro projeto (PL 1646/23), de autoria da deputada Helena Lima (MDB-RR), obriga que instituições de ensino tenham ao menos um servidor da segurança pública incluído no quadro de funcionários.

“É imprescindível que o Estado intervenha através de medidas eficientes que garantam a segurança nas creches, escolas e demais instituições de ensino. Salutar o combate à barbárie que amedronta pais e mães”, afirma a parlamentar na justificativa do projeto.

Também nesta quarta, o deputado Mauricio Macron (Podemos-RS) protolocou o PL 1.628/2023, que tem por finalidade agravar as penas referentes a crimes de homicídio qualificado, visando de forma especial uma maior proteção às crianças.

A proposta amplia a pena mínima para crimes de homicídio qualificado de 12 para 18 anos, altera a penalidade máxima do tipo penal, de 30 para 40 anos, e insere ainda aumento de pena de 2/3, caso o crime seja cometido contra menores de 14 anos em estabelecimentos educativos tais como creches, escolas e similares.

R7

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Brasil

Grupo Globo muda política sobre cobertura de massacres

Esclarecimento aos leitores sobre cobertura de ataques e massacres pelo Grupo Globo | Brasil | extra
Os veículos do Grupo Globo tinham há anos como política publicar apenas uma única vez o nome e a foto de autores de massacres como o ocorrido em Blumenau.

O objetivo sempre foi o de evitar dar fama aos assassinos inspirando autores de novos massacres. Essa política muda hoje e será ainda mais restritiva: a identidade ou foto de autores dos ataques jamais serão publicadas, assim como vídeos das ações.

A decisão segue as recomendações mais recentes dos mais prestigiados especialistas no tema, para quem a visibilidade a agressores pode servir como um estímulo a novos ataques.

Estudos mostram que os autores buscam justamente esta “notoriedade” por pequena que seja.

Também não noticiamos ataques frustrados subsequentes, justamente para conter o chamado “efeito contágio”.

G1

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Brasil

Bolsonaro respondeu a todas as dúvidas da PF, diz Wajngarten

Bolsonaro respondeu a todas as dúvidas da PF, diz Wajngarten
O ex-ministro das Comunicações Fabio Wajngarten foi ao Twitter afirmar que o depoimento de Jair Bolsonaro à Polícia Federal terminou há pouco.

“Foi uma ótima oportunidade para esclarecimentos dos fatos”, complementou.

O depoimento do ex-presidente da República durou aproximadamente três horas.

A corporação apura se Bolsonaro cometeu o crime de peculato ao tentar ficar com as joias, em especial um conjunto, avaliado em R$ 16 milhões, que foi retido pela Receita Federal em outubro de 2021. O ex-presidente voltou ao Brasil na última quinta-feira (30), após passar quase três meses nos Estados Unidos.
O antagonista

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Brasil

Após ataque a creche, Planalto cria grupo de trabalho para discutir cultura da paz, mas não detalha ações

Foto: Anderson Coelho

O governo federal irá criar um grupo de trabalho para discutir a cultura da paz e a não violência após um ataque a uma creche particular que deixou quatro crianças mortas, nesta quarta-feira, na cidade de Blumenau (SC). O Palácio do Planalto, no entanto, não detalha se o colegiado irá focar em discussões focadas em escolas e quais medidas serão adotadas.

O grupo interministerial será liderado pelo ministro da Educação, Camilo Santana e será integrado por Flavio Dino (Justiça), Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Silvio Almeida (Direitos Humanos).

O anúncio foi feito pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, que não detalhou o nível das discussões do grupo.

O Palácio do Planalto tem recebido informações sobre o crime por Décio Lima, que foi até a escola e conversou com a diretora da creche. Lima foi deputado federal, candidato ao governo de Santa Catarina pelo PT e assumirá a presidência do Sebrae.

Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou o ataque a escola. Pelas redes sociais, o presidente chamou o ataque de “monstruosidade” e afirmou que a “tragédia” é “inaceitável”.

“Não há dor maior que a de uma família que perde seus filhos ou netos, ainda mais em um ato de violência contra crianças inocentes e indefesas. Meus sentimentos e preces para as famílias das vítimas e comunidade de Blumenau diante da monstruosidade ocorrida na creche Bom Pastor” , escreveu Lula.

O Globo

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