Brasil

APÓS VACA LOUCA: Rússia anuncia fim do embargo à carne bovina brasileira, diz Itamaraty

Foto: Indea-MT

O Ministério das Relações Exteriores informou nesta sexta-feira (7) que a Rússia anunciou o fim do embargo à carne bovina brasileira exportada do Pará. O embargo acontecia desde o mês passado, após um caso atípico de “vaca louca” em uma pequena propriedade no município de Marabá, no Pará.

“O governo brasileiro recebeu com satisfação o anúncio hoje, 7 de abril, do fim das restrições à carne bovina brasileira impostas pela Rússia em razão do caso isolado de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) atípica no estado do Pará”, informou o Itamaraty.

Não apenas a Rússia se assustou com o casa de “vaca louca” no Pará, como também China e Filipinas, que também confirmaram um embargo. Mas no final de março, os asiáticos suspenderam e retomaram a fazer negociações com o Brasil, assim como a Rússia a partir de hoje.

De acordo com o governo brasileiro, em 2022, as exportações de carne bovina para a Rússia somaram cerca de US$ 165 milhões de dólares, o equivalente a 24 mil toneladas do produto. Embaixadas brasileiras e representações do Ministério da Agricultura e Pecuária em países considerados estratégicos têm atuado desde então a fim de evitar fechamentos “indevidos” de mercados.

G1

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Desmatamento no 1º trimestre de Lula bate recorde no cerrado e tem segundo pior índice na Amazônia

O primeiro trimestre do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve números de alertas de desmatamento equiparáveis aos piores índices do governo de Jair Bolsonaro (PL), que desmontou políticas ambientais e enfraqueceu a fiscalização ao longo dos quatro anos de mandato.

Segundo dados do Deter, sistema do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que reúne informações para o combate ao desmate quase em tempo real, entre janeiro e março a destruição do cerrado foi recorde, chegando a 1.375,3 km², e a da Amazônia foi a segunda mais alta da série histórica, com 844,6 km².

Os registros do Deter para o cerrado começaram em maio de 2018 e em agosto de 2015 para a Amazônia.

A área destruída nos dois biomas em 2023 equivale a quase duas vezes a cidade do Rio de Janeiro (1.200 km²).

Até então, o número mais alto para o cerrado no período tinha sido registrado em 2022, quando a área perdida ultrapassou 1288 km². O recorde da floresta amazônica também é do ano passado, com mais de 941 km².

Procurado, o Ministério do Meio Ambiente disse que, na Amazônia, houve aumento de 219% das multas por desmatamento e outras infrações contra a flora no trimestre em comparação com a média do período nos quatro anos anteriores. Em todo o Brasil, esse número ficou em 78%.

Na Amazônia Legal, também cresceram as apreensões (133%) e os termos de destruição (192%) de bens e produtos relacionados às infrações ambientais, além dos embargos de propriedades (93%).

“São medidas que descapitalizam os infratores e impedem que obtenham financiamento, além de restringir o comércio de produtos ilegais”, afirma a pasta, em nota.

O Deter mapeia e emite alertas de desmate com o objetivo de orientar ações do Ibama e outros órgãos de fiscalização. Os resultados representam um alerta precoce, mas não são o dado fechado do desmatamento.

Os números oficiais são de outro sistema do Inpe, o Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite), e são divulgados duas vezes ao ano.

No cerrado, o desmatamento neste ano tem se concentrado na Bahia (568 km²), principalmente, no Piauí (215 km²), no Tocantins (152 km²) e no Maranhão (138 km²). Já na Amazônia, os números mais altos estão no Mato Grosso (311 km²), Amazonas (187 km²) e Pará (161 km²).

O presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Rodrigo Agostinho, considera que vários fatores que explicam índices tão altos.

“A gente está com cinturão de desmatamento da ordem de milhares de quilômetros. São milhares de quilômetros de pessoas com trator de esteira derrubando floresta”. Esse cinturão, diz ele, vai do Acre ao Tocantins, passando por outros estados, como Amazonas, Mato Grosso, Pará, Maranhão e Tocantins.

“O segundo ponto é que algumas das algumas das ferramentas que o Ibama utilizava e vem utilizando, como por exemplo, as multas passaram por um processo de descrédito”, afirma, acrescentando que o órgão vem trabalhando com diversas estratégias para combater a destruição ambiental.

Essas medidas passam, por exemplo, pelo fortalecimento institucional do Ibama, pelo embargo de áreas de desmate ilegal para que os proprietários não consigam financiamento e reestruturação da equipe.

“Nós acreditamos que estamos no caminho certo. Mas todas essas ações de fato ainda são insuficientes. Enquanto isso tudo não ganhar escala, ainda é insuficiente”, afirma.

Um dos pontos que dificulta a expansão das atividades de fiscalização é a falta de pessoal. Agostinho explica que hoje o Ibama só tem cerca de 300 fiscais em campo —mais 400 trabalham em escritório.

“Nós já tivemos, no país, quase 2.000 fiscais”, afirma. “Hoje nós temos ‘meio Ibama’, só que [esse total] é metade de um Ibama que foi feito para outra situação, em que as taxas de desmatamento eram muito menores”.

Os profissionais que vão a campo precisam fiscalizar não só o desmate, mas também outros crimes ambientais, como a pesca ilegal e o contrabando de agrotóxicos na fronteira.

“O número de fiscais do Ibama teria mais do que dobrar. É muito importante e urgente o governo providenciar um concurso público para isso porque, no caso da fiscalização, a equipe selecionada ainda tem que ser treinada [após a admissão]”, analisa Suely Araújo, especialista em políticas públicas do Observatório do Clima.

Ela afirma que as ações de fiscalização foram retomadas e aponta outras medidas do governo que auxiliam no combate ao desmatamento, como o reestabelecimento do PPDCDam (Plano de Ação para a Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia) e dos conselhos deliberativos do Fundo Amazônia.

A especialista cita também a alteração de decretos da gestão Bolsonaro que facilitavam o atraso nos processos e a prescrição de multas ambientais. “A prescrição de processo sancionador significa impunidade porque o autuado sabe que o processo dele não vai dar em nada”.

Araújo aponta, ainda, que a reversão da explosão do desmatamento no governo anterior é uma missão demorada. “O que ocorreu foi a elevação do patamar [de destruição] e o aumento do desmate em todos os biomas”, diz.

“Isso gera um ciclo de expansão que não termina de um dia para o outro. Não seria nos primeiros três meses de governo que [essa reversão] seria evidenciada porque você tinha todas as forças caminhando para impulsionar o desmatamento, não para controlar”.

Por causa da chuva, que dificulta o desmate, o início do ano geralmente tem índices mais baixos do que os outros meses. Assim, o patamar alto nesta época é preocupante por que pode indicar um aumento ainda maior da destruição ao longo do ano.

“Os próximos meses são decisivos para o desmatamento e para as queimadas, já que o que define as queimadas é também o quanto de área desmatada ocorreu”, explica Ane Alencar, diretora de ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia e coordenadora das áreas de Cerrado e Fogo da rede Mapbiomas.

As informações do Deter são colhidas por satélite e o sistema detecta apenas alterações na cobertura florestal maiores do que três hectares. Devido à cobertura de nuvens —maior em períodos chuvosos—, nem todas as cicatrizes de desmate são identificadas.

No cerrado, a cobertura de nuvens no primeiro trimestre deste ano ficou na média de 31%, a maior já registrada no bioma. Já na Amazônia o índice ficou em 26%, em média, abaixo do registrado em 2021 (43%), 2018 (41%) e 2022 (36%).

Alencar explica que duas diferenças são importantes na comparação entre os dois biomas acompanhados pelo Deter: o tamanho de cada área com alerta de desmatamento, que é maior no cerrado, e a porcentagem de desmate permitido pelo código florestal em cada um deles.

Enquanto em regiões de floresta amazônica só é possível desmatar legalmente 20% da propriedade, no cerrado esse número sobe para 80% (ou 65%, se estiver dentro de algum estado da Amazônia Legal).

A destruição do cerrado tem um impacto na hidrologia de todo o país, já que ele abastece seis das oito grandes bacias hidrográficas do Brasil.

A pesquisadora defende também uma divulgação mais ostensiva das multas e ações de fiscalização que vêm sendo executadas, como forma de coibir atividades criminosas. “A Amazônia, por exemplo, é muito grande. Pode se ter muitas operações, mas se elas ficarem em sigilo as pessoas [que estão desmatando em outros pontos] não vão saber”, diz.

Está previsto para segunda-feira (10), o lançamento da nova versão do PPCDAm para consulta pública, marcando os primeiros 100 dias de governo Lula.

O PPCDam é o principal plano do governo para combater o desmate e seu restabelecimento foi anunciado pelo presidente no dia da posse, depois de sua implementação ter sido abandonada por Bolsonaro. Na sequência, devem ser criados planos de combate à destruição para outros biomas brasileiros.

A iniciativa é da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que foi a responsável pela criação da primeira versão do PPCDam, em 2004. O projeto foi considerado a primeira política nacional a impactar as emissões de gases de efeito estufa, que, no Brasil, vêm na maior parte do desmatamento.

Folha de São Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Professores de SC terão aulas de defesa pessoal após ataque a creche

Os professores de Santa Catarina vão receber aulas de defesa pessoal, dadas por policiais militares e bombeiros. Esta é uma das medidas que serão adotadas como tentativa de conter novos ataques, como aconteceu em Blumenau, na última quarta-feira (5), quando adulto assassinou quatro crianças numa creche.

“Nós não iremos transformar o professor em um soldado, mas que ele possa ter noções de como reagir a um ataque e até para evitar algo mais grave. Que ele possa receber um treinamento de uma ‘mata-leão’, por exemplo, para conter um criminoso”, afirmou o delegado-geral da Polícia Civil (PCSC), Ulisses Gabriel.

BG com Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Ucrânia rejeita plano de paz de Lula e diz que não renunciará à Crimeia

A Ucrânia disse hoje que não desistiria da Crimeia, uma península ucraniana anexada por Moscou ao território russo em 2014, em troca do fim da guerra, rejeitando uma sugestão feita pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.

“Não há razão legal, política ou moral que justifique o abandono de sequer um centímetro do território ucraniano”, escreveu no Facebook o porta-voz da diplomacia ucraniana, Oleg Nikolenko. Ao mesmo tempo, ele garantiu apreciar “os esforços do presidente brasileiro para encontrar uma forma de deter a agressão russa”.
Relacionadas

“Qualquer esforço de mediação para restaurar a paz na Ucrânia deve ser baseado no respeito pela soberania e plena integridade territorial da Ucrânia, de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas”, disse Nikolenko.

Ontem, Lula havia sugerido que a Ucrânia cedesse a península da Crimeia à Rússia para acabar com a guerra, dizendo que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “não poderia querer tudo”.
Mediação

No final de janeiro, o chefe de Estado brasileiro formulou uma proposta, ainda com contornos vagos, para a mediação de um grupo de países no conflito na Ucrânia. Lula deve apresentar esse projeto ao presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim na próxima semana.

O presidente brasileiro disse estar “confiante” nas chances de sucesso desse projeto, esperando que o grupo de países “seja criado” quando ele voltar da China.

A Rússia disse repetidamente nos últimos dias que as negociações são impossíveis no atual contexto e prometeu continuar sua operação militar.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse que as negociações de paz na Ucrânia só seriam possíveis se visassem estabelecer uma “nova ordem mundial” sem o domínio americano.

Com informações da AFP

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula muda regras de saneamento e favorece estatais sem licitação


Foto: Wikimedia Commons

Os 2 decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que mudam o novo marco do saneamento básico facilitam a permanência de empresas estatais que não conseguiram atingir a meta de universalização e flexibilizam a prestação de serviços sem licitação.

O texto permite que empresas estatais prestem o serviço diretamente sem necessidade de licitação em casos de prestação regionalizada, como em regiões metropolitanas.

Hoje, essa discussão está no STF (Supremo Tribunal Federal) em razão de uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) proposta pela Abcon (Associação Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto) que questiona medida similar no Estado da Paraíba.

O governo também ampliou o prazo para que as empresas prestadoras de serviço de saneamento apresentem o requerimento de comprovação econômico e financeiro junto à agência reguladora responsável em cada Estado. Antes, o prazo era até 31 de março de 2022 e muitas não atenderam. Agora, vai até 31 de dezembro de 2023.

Caso a agência entenda que os indicadores mínimos não estão sendo atendidos, a empresa de saneamento deverá apresentar um novo plano de metas para atender aos índices demandados no prazo máximo de 5 anos. Neste caso, a análise do desempenho das empresas será feita anualmente pela entidade reguladora.

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Brasil deve retornar a órgão internacional criado pelo ditador Hugo Chávez

Brasil deve retornar a órgão internacional criado pelo ditador Hugo Chávez
Lula (PT) deve anunciar, na semana que vem, o retorno do Brasil a um órgão internacional criado pelo ex-ditador da Venezuela Hugo Chávez, morto em 2013.

A informação é da agência de notícias Reuters.

A organização chegou a envolver todos os países da América do Sul no seu auge, em 2010, quando apenas Chile e Colômbia não eram comandados por governos de esquerda.

O antagonista

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Conselho recomenda excluir Telebras e Correios de privatizações

Foto: César Bulcão/Correios

O CPPI (Conselho de Programa de Parcerias e Investimentos) recomendou a exclusão da Telebras e dos Correios do Programa Nacional de Desestatização. A resolução foi publicada na 4ª feira (5.abr.2023), no Diário Oficial da União.

Resta ainda a edição de um decreto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que as estatais sejam removidas do pacote de privatizações do governo.

Em seu 2º dia de governo, Lula assinou um despacho para que a Casa Civil e demais ministérios adotassem providências para revogar a inclusão de 8 estatais no PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) ou no PND (Programa Nacional de Desestatização). Os Correios eram uma delas.

Enviado pelo governo, o projeto de lei que permite a privatização dos Correios está parado na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado desde novembro de 2021.

Os Correios e a Telebras foram incluídos no PPI ainda em 2019, no início do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Poder 360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Projeto que inclui jornalista como MEI tem relator escolhido na Câmara dos Deputados

O deputado federal Abilio Brunini (PL-MT) foi designado nesta terça-feira (04.04) relator, na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara Federal, do Projeto de Lei Complementar (PLP) 30/2021, de autoria do senador paraibano Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), que altera a Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, para permitir que jornalistas sejam incluídos como microempreendedores individuais.

A análise do PLP no Senado foi concluída em abril de 2021, quando o texto foi encaminhado para a Câmara dos Deputados. A relatoria foi do senador Carlos Viana (PSD-MG). Na época, alguns parlamentares apresentaram destaques para incluir outras categorias profissionais na proposta: corretores de imóveis, publicitários e produtores culturais e artísticos.

Após novas discussões do PLP na Câmara, os três senadores concordaram em retirar os pedidos de destaque para não prejudicar os jornalistas, já que a inclusão de novas categorias poderia fazer com que o projeto fosse vetado.

F5Online

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Lula pede retirada de tramitação de projetos no Congresso apresentados por Bolsonaro

A Gazeta | Bolsonaro apoiou Lula? Vídeo mostra declaração de voto do presidente no petista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Congresso Nacional a retirada de tramitação de quatro projetos de lei encaminhados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL). As solicitações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (6). A informação é do canal de notícias CNN Brasil.

As propostas tratam de normas para atuação de militares em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), uso de redes sociais, cessão de excedente em contratos de partilha do pré-sal e instituição da Política Nacional de Longo Prazo. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Congresso Nacional a retirada de tramitação de quatro projetos de lei encaminhados pelo governo de Jair Bolsonaro (PL).

As solicitações foram publicadas no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (6).

As propostas tratam de normas para atuação de militares em operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), uso de redes sociais, cessão de excedente em contratos de partilha do pré-sal e instituição da Política Nacional de Longo Prazo.

CNN

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Valor médio para seguro veicular sobe quase 23%

Curiosidades sobre a compra e venda de carros usados e seminovos

A média de aumento do seguro voluntário de veículo no Brasil foi de 22,78%, no acumulado dos últimos 12 meses terminados em fevereiro, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice desacelerou nos últimos seis meses, quando registrou alta de 43%. O segmento de seguradoras estima que haja uma redução gradual dos valores até encontrar estabilidade, após a pandemia de Covid-19.

Conforme o presidente do Sindicato das Seguradoras do Norte e Nordeste (Sindsegnne), Ronaldo Dalcin, o segmento securitário veicular ainda sofre com os efeitos da pandemia de Covid-19. “Os valores do seguros são impactados pela inflação do setor automotivo. Houve longos períodos de escassez de peças, elevando os preços. Mas deve haver uma estabilização”.

Conforme o IPCA, no acumulado dos 12 meses terminados em fevereiro deste ano, a inflação do veículo próprio foi de 9,84%. O automóvel novo aumentou 5,72%, mas o usado teve leve redução de 0,5%. Apesar disso, o custo do conserto de automóvel aumentou 9,09%, os preços das peças subiram 7,62% e o valor da pintura de veículo subiu 10,84%.

A delegada do Sindsegnne na Paraíba, Luciana Bezerra de Melo, explica que o valor de mercado do automóvel segue o que determina a Tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), utilizada como parâmetro pelas seguradoras. “Todo o mercado automobilístico ficou mais caro. As montadoras tiveram muitas dificuldades em disponibilizar as peças dos veículos, aumentando seu custo. O que as seguradoras fazem é repassar ao consumidor”.

Ela estima que aproximadamente 27% dos proprietários de veículos no país contratam seguro. Para ela, o mercado ainda tem muita capacidade de crescimento. A arrecadação do seguro de automóvel na Paraíba cresceu 44,7%, em 2022, frente o ano anterior, conforme a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg).

A modalidade arrecadou a quantia de R$ 401 milhões, no ano passado. Luciana Bezerra destaca que as apólices de seguro devem manter o valor de indenização de forma que o segurado não seja segurado.

“Quando há um sinistro, e a seguradora paga a indenização, muitos segurados se surpreenderam com os valores recebidos, maiores do que eles imaginaram, justamente pelo aumento dos preços dos automóveis”. Luciana Bezerra de Melo estima que, quem renovar os seguros nos próximos meses, perceberá a redução dos valores com tendência de estabilização.

Blog do BG PB com União

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.