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Senado aprova projeto de pacote fiscal que limita acesso ao BPC

Por 42 favoráveis e 31 contrários, o plenário do Senado aprovou, nesta sexta-feira (20), o projeto de lei que compõe o pacote de corte de gastos enviado pelo governo federal. O texto prevê que o aumento real do salário mínimo vai ficar limitado às regras do arcabouço fiscal (de 0,6% a 2,5% de crescimento da despesa primária). Agora a proposta segue para a sanção presidencial. O relator do Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), não alterou a proposta que veio da Câmara para dar celeridade ao texto.

Entre outros pontos, essa proposta também muda regras para o acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), prevendo que será obrigatório o cadastro biométrico dos beneficiários. A proposta é a terceira aprovada pela Casa no âmbito do ajuste fiscal desde a terça-feira (17).

O relator do texto na Câmara, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), fez algumas alterações à redação original da proposta. Ele retirou o trecho que alterava a forma de cálculo do aporte anual da União ao FCDF (Fundo Constitucional do Distrito Federal), trocando a variação da Receita Corrente Líquida da União pelo IPCA.

BPC

Bulhões alterou também parte das exigências propostas pelo governo para o acesso ao BPC (Benefício de Prestação Continuada). O benefício é um salário mínimo pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.

A proposta do governo impedia que, na mesma família, mais de uma pessoa recebesse o BPC ou outro benefício, mas Bulhões derrubou o ajuste. Para acessar o BPC, é necessário que a família tenha uma renda de no máximo R$ 353 por mês, ou 25% do salário mínimo.

No parecer, o relator alega que a mudança proposta pelo governo poderia tirar o direito de pessoas que precisam do benefício. O novo texto ainda tira a regra que proibia o acesso ao BPC a quem tem posses ou propriedades que superem o limite do Imposto de Renda. Ele alegou que, se a pessoa tem propriedade, não quer dizer que tem dinheiro para se sustentar.

O texto do governo Lula ainda propunha que, para ter acesso ao benefício, a pessoa precisaria estar incapacitada para o trabalho e para viver independente, obrigando o registro do código do CID (Classificação Internacional de Doenças). Conforme o novo parecer, isso só vai valer quando entrar em vigor normas sobre a avaliação biopsicossocial.

Contudo, foi mantida a obrigatoriedade do cadastro biométrico para concessão, manutenção e a renovação de benefícios sociais. O deputado estabeleceu que não será exigido o cadastro nos seguintes casos:

  • Em que a pessoa morar em localidades de difícil acesso;
  • Dificuldades de deslocamento do requerente;
  • Estado de saúde;
  • Situações excepcionais;

Ele estabeleceu que a concessão administrativa ou judicial do benefício à pessoa que tenha deficiência estará sujeita a avaliação que comprove a deficiência de grau moderado ou grave nas especificações da futura norma.

Bulhões ainda incluiu no texto que o cálculo da renda familiar do requerente do benefício vai considerar a soma dos rendimentos recebidos mensalmente pelos membros da família que vivam sob o mesmo teto. Contudo, que não será computado no cálculo da renda o valor recebido por membro familiar idoso acima de 65 anos ou pessoa com deficiência que receba o BPC no valor de até um salário mínimo.

Durante a votação no Senado, o governo se comprometeu que o presidente vetaria o trecho do projeto que tratava sobre graus de deficiência. Com o veto, o benefício poderá ser concedido para qualquer grau de deficiência se tiverem preenchido os demais requisitos.

R7

 

 

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Moraes concede liberdade condicional ao ex-deputado Daniel Silveira

O deputado Daniel Silveira, condenado pelo STF, durante evento com Bolsonaro no Palácio do Planalto em 27 de abril — Foto: Eraldo Peres/AP Photo

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liberdade condicional ao ex-deputado Daniel Silveira.

Moraes atendeu a uma manifestação da Procuradoria-geral da República (PGR). A defesa de Silveira entrou com um pedido de liberdade, alegando que o ex-parlamentar cumpriu um terço da pena.

Silveira foi condenado pelo Supremo em 2022 a 8 anos e 9 meses de prisão por estímulo a atos antidemocráticos e ataques aos ministros do tribunal e a instituições, como o próprio STF (relembre mais abaixo).

Ele também foi condenado à perda do mandato, à suspensão dos direitos políticos e ao pagamento de multa de R$ 212 mil.

Na decisão, o ministro afirma que Silveira atende os requisitos para liberdade condicional. No entanto, “em respeito ao princípio da individualização da pena, há, portanto, circunstâncias fáticas que, recomendam uma especial cautela na aferição do mérito do condenado para fins de progressão do regime prisional e de livramento condicional”. 

Conforme a decisão, o ex-parlamentar terá que usar tornozeleira eletrônica e está proibido de deixar o país, acessar redes sociais, conceder entrevistas e frequentar clubes de tiro, boates ou casas de jogos.

Ele também não poderá participar de cerimônias de forças de segurança, ou manter contato com investigados. Na lista de restrições, constam os indiciados na tentativa de golpe de Estado.

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Brasil

Apostas online: 40% dos brasileiros jogam ou convivem com apostadores, revela pesquisa

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), apoiada pela CNF e Febraban, mostrou que 40% dos brasileiros jogam ou têm familiares e amigos próximos que participam de apostas esportivas online. O estudo ouviu 2 mil pessoas de todas as regiões do Brasil entre os dias 15 e 23 de outubro e apontou impactos significativos na vida financeira e familiar dos apostadores.

Entre os entrevistados que jogam ou convivem com quem aposta, 45% relataram que a prática afeta negativamente a qualidade de vida. Além disso, 41% indicaram que as apostas comprometem outros compromissos financeiros, enquanto 37% mencionaram dificuldades para comprar alimentos e 36% relataram problemas no pagamento de contas.

Apesar do crescimento da popularidade das plataformas, 85% dos entrevistados disseram confiar pouco ou nada nos sites, e 57% avaliam os serviços como “ruins ou péssimos”. A desconfiança reflete-se no uso de pagamentos: o Pix é o método mais utilizado (79%), seguido por cartão de crédito (24%), débito (18%) e transferência bancária (17%).

Os gastos mensais variam: 52% dos apostadores gastam entre R$ 30 e R$ 500, enquanto 12% desembolsam mais de R$ 500. O futebol lidera como principal modalidade, abrangendo 60% das apostas. Marcelo Garcia, consultor da CNF, destacou a importância da pesquisa como “um ponto de partida para enfrentar o problema antes de maiores impactos no endividamento e desagregação das famílias.”

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Padilha diz que governo apoiou extinção do novo DPVAT, pois estados não iriam fazer cobrança

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, explicou, nesta quinta-feira (19), o apoio do governo federal a derrubada do novo DPVAT, o Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito. A exclusão do seguro obrigatório foi incluída no pacote fiscal aprovado na Câmara. Segundo Padilha, vários governos estaduais tinham sinalizado que não iriam fazer a cobrança da taxa.

“O próprio governo encaminhou essa proposta junto com a Câmara, porque, infelizmente, uma série de governos estaduais não iriam fazer a cobrança do DPVAT”, afirmou em entrevista coletiva no Senado. O ministro disse ainda que não há como calcular perdas, já que os recursos não seriam recolhidos nos estados. “Na medida que os governos estaduais não iriam fazer a cobrança, não existia uma receita garantida em relação a isso”, afirmou. No entanto, o ministro não explicou se haverá outra forma para assegurar as vítimas de trânsito.

O DPVAT foi extinto em 2019 pelo então presidente Jair Bolsonaro. Em maio deste ano, a medida foi recriada pelo governo Lula com o nome de SPVAT, mas antes mesmo de começar a nova cobrança, o seguro corre o risco de ser extinto novamente. A medida ainda precisa ser aprovada no Senado.

Expectativa sobre pacote fiscal

Padilha disse ainda acreditar que o pacote fiscal será aprovado ainda este ano no Senado e que não precisará voltar à Câmara. O recesso parlamentar começa na segunda-feira (23). “Mantendo a expectativa de muita confiança com o compromisso do Senado que a gente possa concluir esse ano a aprovação de todas as medidas que consolidam o marco fiscal”, disse.

Segundo ele, as mudanças que a Câmara fez no texto só aprimoraram ele. “Não existe nenhum sinal clínico de desidratação do pacote que foi enviado pelo [ministro Fernando] Haddad. Não tem nenhuma alteração nele, o que tem é aquilo que o Congresso tem a liberdade, que é aprimorar”, afirmou.

A Câmara concluiu na tarde desta quinta-feira (18) a votação dos pacotes fiscais enviados pelo governo. Agora, as medidas estão no Senado.

Fonte: R7

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Lula volta a Brasília e se prepara para reunião ministerial no Alvorada

Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Brasília nesta quinta-feira, 19, após ser liberado pelos médicos do Sírio-Libanês em São Paulo. O primeiro compromisso oficial do petista depois da internação será a reunião ministerial desta sexta-feira, 20.

O evento foi formatado para ser menos desgastante do que uma reunião ministerial normal. Será no Palácio da Alvorada em vez de no Palácio do Planalto.

Aliados do presidente estão céticos quanto à possibilidade de o chefe do governo realmente desacelerar suas atividades. O petista voltou a Brasília nesta quinta-feira, 19, depois de passar dez dias em São Paulo tratando um sangramento intracraniano.

Lula ficou internado da noite de segunda-feira passada, 9, até domingo, 15. Quando teve alta do Hospital Sírio-Libanês, disse a jornalistas que poderia trabalhar normalmente, mas que teria de “ficar pelo menos uns 60 dias tranquilo”. Ele não poderá, por exemplo, fazer viagens internacionais.

Ao longo dos últimos dias, o Estadão/Broadcast ouviu diversos aliados do presidente da República dizendo, reservadamente, ter dúvidas sobre a capacidade do petista de desacelerar sua rotina. A avaliação é de que Lula, hoje com 79 anos, é naturalmente agitado. Ele gosta de acompanhar de perto o trabalho dos principais ministérios e os programas de governo que lhe são mais caros, incluindo participação em atos públicos.

Um fator que poderá pesar a favor de um alívio na rotina do petista é a primeira-dama, Janja Lula da Silva. Ela costuma aconselhá-lo a cuidar melhor da saúde. É uma das pessoas a quem o presidente mais ouve. Além disso, as primeiras declarações do petista depois do incidente mostram que o caso o deixou assustado.

Uma demonstração do ceticismo no entorno de Lula sobre a possibilidade de ele reduzir o ritmo foi dada há poucos dias. Setores do governo chegaram a fazer preparativos para Lula participar de ato com catadores de material reciclável nesta quinta, 19, caso tivesse liberação médica. No fim, o petista não participou do evento.

Estadão

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Dólar caro pressiona Petrobras a reajustar preços dos combustíveis

A escalada do dólar voltou a pressionar os preços dos combustíveis no país, elevando a defasagem em relação às cotações internacionais ao maior patamar desde julho. O cenário já provocou aumento na maior refinaria privada brasileira, mas a Petrobras deve esperar antes de decidir por reajustes.

A maior pressão ocorre sobre o diesel, cuja demanda global tende a crescer no inverno do Hemisfério Norte. Nesta quinta-feira (19), o preço médio do produto nas refinarias brasileiras estava R$ 0,47 abaixo da paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis).

Nas refinarias da Petrobras, a diferença é ainda maior, de R$ 0,53 por litro, o maior valor desde o início de julho. Operada pela Acelen, a Refinaria de Mataripe, na Bahia, elevou nesta quinta em cerca de 5% seu preço de venda do diesel S-10.

A reportagem apurou que a estatal ainda deve esperar a formação de um novo patamar de preços antes de decidir por reajustes. A empresa vem repetindo que sua política comercial tem o objetivo de evitar o repasse ao consumidor de volatilidades no mercado.

Apesar de passar grandes períodos com elevada defasagem durante o ano, a Petrobras não promoveu nenhum reajuste no preço do diesel em 2024 –o último ocorreu no fim de 2023, antes da retomada da cobrança integral de impostos sobre o combustível.

No caso da gasolina, o preço médio nas refinarias brasileiras está R$ 0,16 por litro abaixo da paridade medida pela Abicom. Nas refinarias da Petrobras, o valor é parecido: R$ 0,17 por litro. Esse combustível tende a ter menor consumo no Hemisfério Norte durante o inverno.

Embora a Petrobras venha mantendo seus preços, a elevação da cotação internacional do diesel já vem provocando impactos nas bombas: De acordo com o Índice de Preços Edenred Ticket Log, o produto atingiu na primeira quinzena de dezembro o maior valor médio do ano nos postos brasileiros.

R7

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Braga Netto quer depor ‘imediatamente’ à PF e ‘não irá celebrar nenhum acordo’, diz defesa

Foto: Reprodução/TV Globo/José Lucena

A nova defesa do general Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil no governo Bolsonaro, afirmou que ele está “sereno” e pediu para depor “imediatamente” à Polícia Federal. O advogado criminalista José Luís de Oliveira Lima, o Juca, também descartou a possibilidade de ele fechar uma colaboração premiada, e classificou a delação de Mauro Cid como “mentirosa” e “pior” do que as firmadas na Operação Lava-Jato.

– O General está sereno, lógico que desconfortável com a atual situação. Ele respeita o Judiciário e confia que sua inocência será provada, tanto que pediu para depor imediatamente. – disse o advogado, que assumiu a defesa de Braga Netto a pedido da família dele, nesta semana. Ele substituiu o defensor Luis Henrique Prata.

– Ele não irá celebrar nenhum acordo, uma vez que não praticou nenhum ilícito. Nosso primeiro ato foi pedir para que ele seja ouvido pela Polícia Federal para esclarecer todas as mentiras e restabelecer a verdade – acrescentou o advogado, destacando a mudança de atitude do militar que nas últimas oitivas com a PF decidiu recorrer ao direito de ficar em silêncio.

A PF pretende concluir a análise do material apreendido na casa do militar e o conteúdo do seu celular antes de ouvi-lo.

Braga Netto foi detido no último sábado por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes sob suspeita de obstrução de Justiça. Segundo a PF, ele estava atuando para atrapalhar as investigações sobre a trama golpista. O militar foi indiciado no inquérito junto com outras 36 pessoas, que incluem o ex-presidente Jair Bolsonaro e o ex-ajudante de ordens tenente-coronel Mauro Cid.

Uma das principais linhas da nova defesa é questionar a validade dos depoimentos de Cid, que implicaram o general em um suposto plano de golpe para manter Bolsonaro no poder e impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva. Cid disse à PF que o general tratou da trama em uma reunião em sua casa com militares da tropa de elite do Exército, os kids pretos, e repassou uma sacola com dinheiro para o suposto financiamento das ações.

Lima rebate os relatos de Cid: – A delação do Mauro Cid consegue ser pior do que as piores ilegalidades da Lava Jato. Seu acordo deveria ter sido rescindido faz tempo, ele muda de versão a toda hora. É uma ficção que no momento oportuno será desmascarada. Ele é um homem desesperado e, para não pagar pelos seus erros, imputou condutas inexistentes ao general Braga Netto – afirmou ele.

O advogado também comentou sobre a possibilidade de contestar a posição de Moraes como relator do inquérito. Conforme as investigações a PF, o ministro do STF seria um dos alvos a ser “neutralizado” no plano que seria executado pelos kids pretos.

– O STF já se manifestou sobre essa questão, vamos abordar esse tema nos autos e no momento oportuno – disse o advogado, referindo-se à decisão do plenário do Supremo, tomada na semana passada, que rejeitou um pedido da defesa de Jair Bolsonaro para retirar Moraes da condução do caso.

Lima ainda afirmou que o general é inocente e “não se envolveu nem tem conhecimento de nenhum plano golpista”.

O Globo

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Brasil

Após tomografia na cabeça, Lula está bem e liberado para voltar a Brasília, dizem médicos

Foto: Reprodução/TV Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma tomografia na cabeça na manhã desta quinta-feira (19) que mostrou que ele está bem, com a cognição “perfeita” e, portanto, liberado para viajar, segundo a equipe médica.

O exame fazia parte do protocolo pós-operatório. Agora, com a alta médica, ele voltará a Brasília, onde retomará a sua agenda de trabalho. As viagens internacionais, porém, ainda vão ter que esperar.

“O exame está melhor até. O estado geral dele é bom, e a equipe médica o liberou para ir a Brasilia no dia de hoje. Ele deve ir mais tarde. A dra Ana [Helena Germoglio] vai acompanhá-lo em Brasília daqui para a frente nessas próximas semanas, onde vai fazer exames de controle”, explicou o médico Roberto Kalil.

Ele afirmou ainda que “o hematoma [na cabeça] não existe mais” e foi feito apenas “um controle tomográfico após uma cirurgia desse porte”.

A única orientação na recuperação agora é não fazer exercícios físicos. “Mas, obviamente ele vai ter as atividades normais, porque a parte de cognição está perfeita, pode trabalhar. Basicamente, [a restrição] é exercício físico”, disse Kalil.

Segundo a médica Ana Germoglio, o presidente deve passar o Natal e o Ano Novo em Brasília. Os exames serão repetidos daqui a dez dias.

Na sexta, o petista já vai se encontrar com ministros do governo, mas, em vez da tradicional reunião ministerial de fim de ano, será um almoço. O formato menos rígido do encontro, que deve acontecer na Granja do Torto, residência de campo da Presidência da República, tem como objetivo poupar o presidente, que ainda precisará manter repouso relativo.

O petista ficou internado na semana passada para realizar uma cirurgia de emergência na cabeça para drenar um sangramento – ainda em decorrência de uma queda que sofreu no banheiro em outubro.

Lula teve alta do hospital no domingo (15), mas ficou esses dias em sua casa em São Paulo para aguardar a realização do exame desta quinta.

Fonte: G1

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Brasil

PoderData: 28% dizem que situação financeira melhorou em 6 meses

Foto: Reprodução

Levantamento do PoderData realizado de 14 a 16 de dezembro de 2024 mostra que 28% dos eleitores declaram que suas finanças pessoais melhoraram no último semestre. Os percentuais são os mesmos registrados em julho, na última vez que a pergunta foi feita aos entrevistados. Apesar da estabilidade na percepção positiva, no período, os que constatam uma piora nas contas avançaram 3 pontos percentuais. Eram 22% na metade deste ano. Hoje, são 25%.

A maior parte dos eleitores (33%), porém, diz que sua situação financeira se manteve inalterada nos últimos 6 meses. Há ainda 13% que não souberam responder.

A pesquisa cujos dados são relatados neste post foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 14 a 16 de dezembro de 2024, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 192 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.

Para chegar a 2.500 entrevistas que preencham proporcionalmente (conforme aparecem na sociedade) os grupos por sexo, idade, renda, escolaridade e localização geográfica, o PoderData faz dezenas de milhares de telefonemas. Muitas vezes, são mais de 100 mil ligações até que sejam encontrados os entrevistados que representem de forma fiel o conjunto da população.

Poder 360

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Ministro da Justiça revoga decisão que ampliava poderes da PRF

Isaac Amorim/MJSP

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, revogou nesta quarta-feira (18) uma portaria do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que ampliava os poderes da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Lewandowski decidiu que os agentes da PRF deverão se restringir a ações ostensivas quando atuarem em operações conjuntas com outros órgãos de segurança pública.

A portaria de Bolsonaro, assinada em janeiro de 2021 pelo então ministro André Mendonça (atual ministro do Supremo Tribunal Federal), ampliou os poderes da corporação para “ingressar nos locais alvos de mandado de busca e apreensão” e “lavrar termos circunstanciados de ocorrência” em tais ações.

Com a nova portaria de Lewandowski, os poderes garantidos à PRF vão ficar sob o controle das polícias civis e da Polícia Federal (PF). O modelo é o mesmo adotado antes da decisão do governo Bolsonaro.

O aumento das funções da PRF era um desejo antigo dos membros da corporação que foi atendido por Bolsonaro. A aproximação da polícia e do ex-presidente foi criticada durante as eleições de 2022, quando membros agiram para dificultar o trânsito de eleitores em locais com grande concentração de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lewandowski determinou que a PRF deverá atuar em operações conjuntas apenas se as ações não causarem “prejuízo às atividades regulares” da corporação. Além disso, o uso dos policiais deverá passar pelo aval do Ministério da Justiça.

“Compete ao Ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública autorizar ou determinar o emprego da PRF, em cooperação com os demais órgãos integrantes do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), em situações excepcionais que não se enquadrem nas hipóteses do parágrafo único do art. 1º, tais como calamidades públicas, desastres naturais ou graves ameaças à ordem pública ou à incolumidade das pessoas”, diz um trecho da portaria desta quarta-feira.

R7

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