Brasil

Mauro Cid diz à PF que entregou dinheiro das joias a Bolsonaro ‘em mãos’

 

Foto: Cristiano Mariz/Ag. O Globo

Em depoimentos, o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro na Presidência confirmou que organizou a venda de dois relógios do acervo público nos EUA e repassou o valor ao ex-presidente.

O coronel estava preso preventivamente havia quatro meses. Dias antes de ser solto, ele prestou depoimentos à Polícia Federal e confessou sua participação em dois casos investigados pelo Supremo Tribunal Federal — a falsificação de cartões de vacinação e a tentativa de vender joias, relógios, canetas e outros presentes recebidos por Bolsonaro durante o governo.

A confissão do coronel embute revelações que comprometem e certamente vão agravar a situação jurídica de Jair Bolsonaro. Cid admitiu ter participado da venda de dois relógios de luxo recebidos pelo mandatário — um Patek Philippe e um Rolex. E, no ponto mais sensível do depoimento, confirmou ter repassado o dinheiro obtido no negócio ao ex-presidente. Foi a Polícia Federal quem descobriu a transação, realizada na surdina nos Estados Unidos, para onde Bolsonaro viajou no fim do ano passado acompanhado do ajudante de ordens e levando na bagagem dois kits de joias. Ao ser confrontado com a informação, o ex-presidente disse que desconhecia o negócio e não havia recebido nenhum dinheiro proveniente de venda dos presentes. O depoimento de Cid desmonta essa versão. “O presidente estava preocupado com a vida financeira. Ele já havia sido condenado a pagar várias multas”, contou. A ideia de vender as peças, portanto, surgiu de uma necessidade de levantar recursos para bancar suas despesas.

Para os investigadores, Bolsonaro criou uma estrutura para desviar bens públicos de alto valor para fins de enriquecimento ilícito. Faltava, porém, uma informação fundamental para fechar a investigação: a prova de que o ex-presidente recebeu o dinheiro proveniente do negócio. Cid elucidou o caso. Segundo ele, o dinheiro da venda dos relógios foi depositado na conta do pai dele, o general Mauro Lourena Cid, sacado em espécie e repassado em mãos a Bolsonaro — “Em mãos. Para ele”. A entrega dos valores— 68 000 dólares, segundo os federais — se deu de maneira parcelada, parte do pagamento ainda em solo americano.

Reportagem completa na Revista Veja

 

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Brasil

Bolsonaro diz à PF que não determinou inserção de dados de vacinação no sistema do Ministério da Saúde

Bolsonaro chega à PF para depor na investigação sobre fraude em cartões de vacina | Política | G1
Em depoimento à Polícia Federal, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que nunca determinou e nem soube da inserção de dados falsos no ConecteSUS. Disse ainda que nem teria razão de fazer isso.

Bolsonaro foi ouvido no inquérito que investiga um suposto esquema de adulteração de cartões de vacinação que teria beneficiado o próprio ex-presidente, a filha dele, além do ex-ajudante de Bolsonaro, Mauro Cid, e familiares dele. Ele chegou à sede da PF em Brasília por volta das 13h30.

Como há muitos personagens na operação, a Polícia Federal questionou o ex-presidente sobre cada um deles para saber a relação que tinham com Bolsonaro. Ele foi perguntado se tinha conhecimento do esquema e se partiu dele a ordem de acesso ao sistema do Ministério da Saúde, onde os dados sobre a vacinação contra a Covid-19 foram inseridos – e depois retirados.

Além disso, procuraram saber se havia alguma determinação que ligaria Bolsonaro aos fatos cometidos por essas pessoas, que foram presas. Ele reafirmou que não determinou e que não soube da inserção de dados falsos no ConecteSUS. Disse também que ele não tinha motivos para fazer isso.

Bolsonaro foi questionado sobre a questão da falsificação da carteira de vacinação da filha. Na resposta, voltou a dizer ela tinha 12 anos quando viajou aos EUA e, na ocasião, entrou se declarando como não vacinada. Disse ainda que ela tinha laudo médico que permitia a ela não tomar a vacina.

G1

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Paraíba

Homem é preso suspeito de tráfico internacional de pessoas, na PB

Polícia Federal deflagra operação contra suspeitos de tráfico em João Pessoa

Um homem foi preso neste sábado (29) suspeito de tráfico internacional de pessoas, após cumprimento de um mandado de prisão expedido pela 4ª Vara da Justiça Federal de Recife. A Polícia Militar da Paraíba prendeu o suspeito no bairro de Cabo Branco, em João Pessoa.

De acordo com informações da Polícia Federal, o homem é investigado por exploração sexual e foi denunciado por duas mulheres. O suspeito foi inicialmente conduzido para a Central de Polícia Civil e, em seguida, transferido para sede da Polícia Federal.

O homem deve passar por audiência de custódia neste domingo (30), em João Pessoa. O juiz plantonista vai decidir se o acusado permanecerá na capital paraibana ou será levado para Recife.

G1

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Polêmica

Fiji Solution: Investidores pretendem acionar a PF após calote de R$ 400 milhões

Investidores da empresa Fiji Solutions estão se mobilizando para acionar a Polícia Federal em um pedido urgente de ajuda para recuperar o dinheiro. A empresa é acusada de dar calote em cerca de 1,8 mil investidores, gerando um prejuízo que pode chegar a R$ 400 milhões.

A notícia foi divulgada pelo comunicador Gutemberg Cardoso durante programa de rádio em João Pessoa, nesta segunda-feira (24). Segundo ele, um promotor teria repassado a informação de que os investidores pretendem formalizar o pedido de socorro junto à Polícia Federal.

Na semana passada, um dos proprietários da Fiji Solutions, Buenos Aires, faltou a uma audiência de conciliação com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), agravando a situação dos investidores lesados.

PBJá

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Polícia

Alerta: UFPB aciona Polícia Federal após falsa informação de coquetéis molotov e mensagens ‘nazistas’ com ameaças de morte

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) acionou nesta terça-feira (11) a Polícia Federal e a Polícia Militar após serem encontradas na instituição arma, coquetéis molotov e inscrições com apologia ao nazismo e ameaças de morte a alunos e professores. O caso ocorre na esteira de ameaças similares em várias escolas pelo país afora, após atentados registrados em São Paulo e Santa Catarina. Uma reunião foi realizada no período da tarde com a presença do reitor Valdiney Veloso e dos diretores de centro para definir as providências para o caso.

Na reunião, várias definições foram tomadas. A primeira delas será a realização de uma inspeção minuciosa nos campi da instituição, feita pela Superintendência de Segurança Institucional. Além disso, a vigilância terceirizada da universidade foi orientada a ficar em alerta, circulando e contornando as entradas dos campi. Outro ponto decidido é que a entrada do Campus I, localizado em João Pessoa, onde fica o Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA, no acesso à Caixa Econômica), ficará fechado pelos próximos dias.

A PM e a PF foram contactadas, também, para apoiar as ações de segurança e atuar no âmbito da UFPB. As mesmas medidas estão sendo adotadas nos campi de Areia, Bananeiras, João Pessoa (Castelo Branco e Mangabeira), Mamanguape, Rio Tinto e Santa Rita. “A UFPB reitera seu compromisso com a cultura de paz e não-violência”, diz a nota assinada em conjunto pelos diretores de centro e pela reitoria.

 

As inscrições encontradas nas dependências da UFPB faziam ameaças a professores, alunos e funcionários, lincando a autoria a grupos neonazistas. A frase com a ameaça dizia: “Vamos matar todos dia 12/04 seus lixos”, seguido com a assinatura “Hitler Vive” e com as hashtags #raçaariana e #revolução.

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Polêmica

URGENTE: PF pede e Justiça manda apreender passaporte de sócios da Fiji Solutions

Notícias, artigos e novidades sobre Fiji Solutions - F5 Online

Os sócios da empresa Fiji Solutions, que atua no mercado de criptomoeadas, Bueno Aires, Breno Vasconcelos, Emilene Nascimento, Bruna Soares e Kleyton Martins tiveram seus passaportes apreendidos por decisão do juiz da 4ª Vara Federal de Campina Grande, Vinicius Costa Vidor.

Vidor atende a um pedido da Polícia Federal após as investigações apontarem indícios de pirâmide financeira no negócio, semelhante ao caso da Braiscompany.

“Tratando-se de esquema de pirâmide financeira, a ruina dos mecanismos utilizados para dar aparência de legalidade ao esquema é causa comum para a fuga e ocultação dos envolvidos, como já ocorreu com o investigado Bueno Aires, que abandonou sua residência e se encontra em lugar incerto”, diz trecho da decisão.

Na semana passada, o Ministério Público da Paraíba (MPPB) entrou com uma ação civil pública contra a Fiji Solutions. No processo, que ainda não foi apreciado, o órgão pede bloqueio de R$ 399 milhões dos sócios da empresa.

O CASO FIJI

A Fiji Solutions tem como fundadores Bueno Aires José Soares Souza, Emilene Marília Lima do Nascimento e Breno de Vasconcelos Azevedo, com sede em Campina Grande. A empresa trabalhava com locação de criptoativos e prometia pagamentos mensais fixos, assim como Braiscompany, outra empresa paraibana que também é alvo da Justiça.

Ainda no mês de março, a Fiji recebeu uma recomendação do MPPB para fazer os pagamentos aos clientes em até 72 horas, prazo que se esgotou no dia 20. As reclamações tiveram início no dia 10 do mês passado. Depois, a Fiji informou ao MP que iniciaria os pagamentos aos clientes o dia 23 do mesmo mês, previsão que também não se concretizou.

O MP solicitou o bloqueio do patrimônio da empresa e bens pessoais dos três sócios, incluindo imóveis, automóveis, aplicações e valores localizados em instituições financeiras. O órgão também sugeriu multa diária de R$ 100 mil e condenação no valor de R$ 5 milhões.

AgendaPolíticaPB

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Polícia

PF cumpre mandado de busca e apreensão em combate à pedofilia na PB

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A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (5/4), um Mandado de Busca e Apreensão expedido pela 4ª Vara Federal de Campina Grande/PB, no Município de Areia/PB, diante de elementos de prova de produção e compartilhamento de fotos e vídeos envolvendo abuso sexual de crianças, no período de agosto de 2019 a dezembro de 2021.

A investigação iniciou-se a partir de informações prestadas pelo NCMEC (“National Center for Missing and Exploited Children”), o qual é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que recebeu apoio do Governo norte-americano para estabelecer um mecanismo centralizado de recebimento de “denúncias” sobre crimes relacionados a abuso sexual infantil e desaparecimento de crianças.

O investigado, que já foi condenado por estupro de vulnerável, poderá responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e Adolescente e, se condenado, as penas mínimas de tais crimes somam oito anos de reclusão.

As investigações prosseguem para identificação da(s) vítima(s) de abuso.

Blog do BG PB

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Paraíba

OPERAÇÃO AERO ELO: PF prende mulher no Aeroporto da Grande JP

Primeiro voo internacional do Aeroporto Castro Pinto, em 16 anos, acontece neste sábado (1º) — Foto: Kleide Teixeira/Jornal da Paraíba

 

O GPAER Grupo de Polícia Aeroportuária da Polícia Federal na Paraíba prendeu na tarde de hoje, 20/03, uma passageira de 35 anos, natural de Uruaçu/GO, contra a qual existia um mandado de prisão em aberto, expedido pela 1ª Vara Criminal Criminal do TJ/GO, pelo crime previsto de apropriação indébita.

A presa desembarcou no aeroporto Castro Pinto em voo proveniente de Brasília/DF e planejava passar férias na cidade.

A sentença condenatória, transitada em julgado, deve ser cumprida em regime fechado, pelo prazo de 1ano e 4 meses.
A presa foi conduzida a Superintendência Regional da Polícia Federal para procedimentos de estilo e após será encaminhada ao sistema penal.

Blog do BG PB

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