Paraíba

CRM interdita hospital municipal de João Pessoa; PMJP se manifesta

O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) interditou o bloco cirúrgico, UTI geral, UTI oncológica e enfermaria oncológica do Hospital Prontovida, da Prefeitura de João Pessoa nesta sexta-feira (24).

De acordo com o órgão, foram identificados problemas estruturais na unidade. A interdição ética cautelar impede a atuação de médicos nos setores apontados. O trabalho só pode ser retomado após providências da Prefeitura que restabeleçam condições adequadas de funcionamento.

Em nota, a Secretaria de Saúde de João Pessoa informou que providenciou a transferência de pacientes e classificou a medida como “precipitada.”

Confira a nota:

A Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (SMS), informa que a interdição ética de setores do Hospital Geral e do Câncer (HGC), determinada pelo CRM-PB nesta sexta-feira (24), contraria estranhamente o próprio prazo estabelecido pelo órgão no dia anterior. Em vistoria realizada na quinta-feira (23), foi concedido prazo de 15 dias para apresentação de plano de adequação, desconsiderado menos de 24 horas depois com a decisão de interdição imediata.

A SMS esclarece que a desocupação gradual da unidade já estava em curso, como parte de um plano de contingência previamente definido para viabilizar as obras de requalificação do hospital (aprovadas meses antes da fiscalização). A transferência de pacientes para outras unidades da rede segue planejamento técnico, com organização assistencial, logística segura e garantia de continuidade no atendimento, sem sobrecarga dos serviços.

A Prefeitura reafirma seu compromisso com a transparência e a qualidade da assistência, destacando que as intervenções no HGC visam melhorar a estrutura, o fluxo e a segurança da unidade. Lamenta, por fim, a adoção de medida precipitada, que ignora o planejamento já em execução para qualificar o atendimento à população.

Blog do BG PB

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Política

Lei limita atuação de influenciadores na eleição; fiscalização vira desafio para o TSE

Imagem: reprodução/ilustrativa

Influenciadores digitais ganharam protagonismo nas redes sociais, mas enfrentam restrições legais ao atuar em campanhas eleitorais. A legislação brasileira proíbe pagamento, contratação ou qualquer vínculo formal entre criadores de conteúdo e candidatos para fins de propaganda.

Proibição de pagamento por propaganda

Criadores de conteúdo não podem ser contratados nem remunerados para divulgar candidatos. Publicações patrocinadas pedindo votos (“publis”) são vedadas.

Manifestação apenas como cidadão

Influenciadores podem expressar apoio ou crítica, desde que de forma espontânea, como eleitores, sem vínculo com partidos ou campanhas.

Sem impulsionamento ou monetização

Mesmo conteúdos opinativos não podem ser impulsionados nem monetizados. A lei permite impulsionamento apenas por candidatos, partidos e coligações.

O que é impulsionamento

É o pagamento a plataformas como Instagram, TikTok e Facebook para ampliar o alcance de conteúdos — prática restrita aos atores oficiais da campanha.

O cenário impõe um desafio: campanhas tentam engajar influenciadores de forma orgânica, enquanto a Justiça Eleitoral precisa coibir propaganda disfarçada.

Segundo o especialista em marketing político Paulo Loiola, há uma “zona cinzenta” na aplicação das regras, especialmente na distinção entre divulgação institucional e campanha eleitoral.

Quando identificada propaganda irregular, candidatos e partidos podem sofrer multas, remoção de conteúdo, restrições e até cassação ou inelegibilidade. Influenciadores também podem ser multados e responder criminalmente em casos de desinformação.

Pessoa física x pessoa jurídica

O controle não se limita a influenciadores. Páginas de memes e entretenimento com grande alcance também entram no radar.

Segundo a especialista em Direito Eleitoral Amanda Cunha, há distinção entre a atuação individual e a de perfis que funcionam como empresas digitais. Nestes casos, além da proibição de pagamento, há vedação à participação de pessoas jurídicas em campanhas.

Pela legislação, empresas não podem financiar nem fazer propaganda eleitoral, inclusive nas redes sociais.

Fiscalização e ações do TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma investir em campanhas educativas e combate à desinformação. Entre as iniciativas estão a websérie “V de Verdade” e conteúdos sobre uso de inteligência artificial, além de parcerias com plataformas digitais como Google, Kwai e Meta.

Agências de marketing e rastreio de campanhas

A intermediação por agências de marketing digital pode dificultar a identificação de responsáveis por conteúdos políticos.

Um exemplo citado é o caso envolvendo o banco Master, em que influenciadores relataram propostas para criticar o Banco Central. A Polícia Federal investiga possível uso dessas estratégias para obstrução de Justiça.

Influência, algoritmos e desinformação

Especialistas apontam que o ambiente digital favorece conteúdos com alto engajamento emocional, o que pode ampliar a circulação de desinformação.

Além disso, cresce a relevância de influenciadores de menor alcance, mas com forte conexão em comunidades específicas — os chamados microinfluenciadores.

Nesse contexto, o desafio das campanhas é estimular engajamento espontâneo dentro dos limites legais, em um ambiente onde a confiança em indivíduos tem ganhado mais peso do que em instituições.

Com informações de g1

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Sem categoria

Pesquisas mostram piora de Lula no Nordeste e crescimento de Flávio

As principais pesquisas eleitorais dos últimos 30 dias mostram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem hoje menos votos entre os nordestinos do que teve em 2022.

O Poder360 comparou as simulações que consideram uma disputa direta do petista contra Flávio Bolsonaro (PL) com os votos totais no 2º turno da última eleição em cada região.

O Nordeste vota historicamente mais na esquerda. Foi essencial para dar a Lula um 3º mandato. O petista teve na região, no último pleito, 65,9% dos votos totais, contra 29,1% de seu adversário, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Os estudos de agora indicam que Flávio tem de 30% a 35% das intenções de voto entre os nordestinos, um desempenho médio superior ao de seu pai há 3 anos e meio.

O Nordeste tem 27,4% do eleitorado do país. Só perde para o Sudeste, com 41,9%.

Infográfico sobre as pesquisas e a comparação com o resultado das urnas em 2022

Por que isso importa

Porque o desempenho de Lula no Nordeste é um alerta para o PT. A região vota historicamente mais na esquerda. Foi essencial para levar o petista de volta para o Planalto em 2022.

A estabilidade do partido no Sudeste, por enquanto, não parece ser suficiente para compensar essa perda entre os nordestinos. A vitória de qualquer um dos candidatos passará por essas duas regiões, que têm os maiores eleitorados do país.

Lula precisa recuperar parte do Nordeste ou ao menos estancar seu declínio na região, além de avançar entre os sudestinos. Flávio tem de melhorar no Sudeste, Norte e Centro-Oeste para tentar igualar ou se aproximar do desempenho do pai.

Poder360

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Brasil

Conta de luz fica mais cara em maio com acionamento da bandeira amarela

Conta de luz terá cobrança extra em maio, decide Aneel - Portal Correio –  Notícias da Paraíba e do Brasil
A bandeira tarifária para os consumidores de energia elétrica no Brasil será amarela em maio, informou nesta sexta-feira (24) a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o que trará um custo adicional às contas de luz no próximo mês.
Com a nova bandeira, os consumidores de energia elétrica terão custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, segundo a agência.
Desde janeiro, a bandeira então adotada era a verde, sem cobranças adicionais, o que refletia condições favoráveis de geração.
“O anúncio ocorre devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado”, disse a autarquia nesta sexta-feira (24)
Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias sinaliza ao consumidor o custo real de geração de energia, variando de acordo com fatores como a disponibilidade de recursos hídricos e o despacho de usinas.
R7

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Brasil

R$ 4,5 MILHÕES: governo firma contrato para organizar acervo pessoal de Lula

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo federal firmou um contrato no valor de R$ 4,5 milhões para a organização do acervo pessoal do presidente Lula (PT), localizado em São Bernardo do Campo (SP). O acordo foi formalizado por meio de Termo de Execução Descentralizada (TED), envolvendo a Fundação Universidade Federal do ABC (UFABC) e a Casa Civil.

A iniciativa prevê a execução de serviços como catalogação, digitalização, higienização e guarda provisória de documentos e materiais do acervo, com prazo de execução entre maio de 2025 e o fim de 2026. O acervo reúne documentos, fotografias, vídeos, áudios, textos e materiais bibliográficos e museológicos.

Segundo a Casa Civil, o conjunto é considerado de interesse público e integra o patrimônio cultural brasileiro, conforme previsto na legislação que regula a preservação de acervos de ex-presidentes da República.

Em nota, o governo informou que a UFABC será responsável pela execução técnica, garantindo o tratamento especializado, organização e preservação do material, com base em critérios legais e institucionais. Até o momento, não há definição oficial sobre eventual acesso público ao conteúdo após a conclusão do processo de organização.

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Paraíba

João Pessoa registra 385 mm de chuva em abril e supera média histórica em mais de 60%

João Pessoa registrou 385,2 milímetros (mm) de chuvas neste mês de abril, até quinta-feira (23). Este número representa 63,43% a mais que a média histórica do mês, que é de 235,7mm. Os dados são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que renovou o alerta de chuvas intensas para a Capital, mas, apesar das precipitações, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compde-JP) não registrou ocorrências graves.

Segundo a previsão do Inmet, pode chover entre 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, com ventos intensos (60 a 100 km/h), risco de alagamentos, corte de energia elétrica, quedas de galhos de árvores e descargas elétricas. O aviso vale até às 10h do sábado (25) e as equipes da Defesa Civil seguem em estado de atenção.

Em virtude do mau tempo, a orientação da Defesa Civil é que as pessoas adotem medidas de segurança, como não atravessar trechos alagados, evitar abrigar-se sob árvores, usar equipamentos eletroeletrônicos sob a chuva e abandonar imediatamente locais de risco a qualquer sinal de anormalidade, comunicando a Defesa Civil o mais breve possível.

“Não compensa correr riscos desnecessários. Importante que todos sigam às orientações e recomendações da Defesa Civil e comunique qualquer fato que julguem como fora do normal, para que providências sejam adotados com a brevidade requerida. Com a participação cidadã, nós poderemos fazer mais pela população, principalmente aquela que porventura esteja em risco iminente”, disse o coordenador da Defesa Civil, Kelson Chaves.

Chuvas nos bairros – O maior índice pluviométrico foi registrado nas últimas 24 horas na Capital foi região do Cuiá, onde choveu 43,4 mm, seguido do Grotão, com 42 mm, e do Cristo, com 36 mm, segundo dados das plataformas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Como acionar – A Defesa Civil funciona 24 horas, inclusive aos sábados, domingos e feriados e, em caso de necessidade, deve ser acionada pelo número 98831-6885 (WhatsApp), pelo telefone 199, ou pelo aplicativo ‘João Pessoa na Palma da Mão’, que pode ser baixado gratuitamente nas plataformas Play Store e AppStore.

Alertas – O morador de João Pessoa pode receber alertas no celular sobre chuvas fortes, alagamentos e deslizamentos de terras ou outros eventos naturais. Para isto basta enviar uma mensagem de texto (SMS) contendo o CEP da rua onde mora para o número 40199. Assim será informado todas as vezes que alguma mudança mais severa no clima da Capital acontecer.

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Brasil

Lula tira lesão de câncer de pele no couro cabeludo e tem alta hospitalar

Foto: Brenno Carvalho/O Globo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retirou nesta sexta-feira (24) uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo e fez uma infiltração no punho para tratar uma tendinite no polegar da mão direita no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele deixou o hospital por volta das 11h, segundo a sua assessoria de imprensa.

Segundo o médico Roberto Kalil Filho, os dois procedimentos ocorreram sem nenhuma intercorrência.

A dermatologista Cristina Abdala, que fez a retirada da lesão, explicou que se trata de um carcinoma basocelular, que é o tipo de câncer de pele mais comum causada pela exposição crônica ao Sol.

“É uma lesão localizada, não espalha para nenhum lugar. O máximo que pode acontecer é ficarem aparecendo pequenas feridas. Ele já estava acompanhando há algum tempo. Resolveu tirar. Isso não implica mau prognóstico. É acompanhamento”, disse.

Kalil acrescentou que o procedimento indicado é pela retirada. “Quando cresce, a gente precisa retirar, porque senão continua crescendo, não cicatriza, sangra. É uma lesão localizada e a conduta é a remoção”, afirmou. Por precaução, foi feita uma biópsia, e o resultado ficará pronto nos próximos dias.

O presidente chegou ao hospital por volta das 7h10 da manhã, acompanhado da primeira-dama, Janja. Ele deverá ter alta por volta das 12h e a recomendação é que fique em casa em São Paulo se recuperando no fim de semana e volte a Brasília no domingo.

“Por coerência, grandes eventos vamos evitar nos próximos dias, mas nada que prejudique a agenda da semana que vem”, afirmou Kalil. A cicatrização total deverá levar um mês.

Sobre a infiltração na mão, o médico disse que havia uma pequena inflamação no local e que o presidente não ficará com nenhuma restrição de movimento.

Lula chegou em São Paulo por volta das 20h20 de quinta. Ele tinha compromissos oficiais previstos para esta sexta-feira em Presidente Prudente (SP) e em Andradina (SP), mas foram adiados para segunda-feira (27).

Há a expectativa de que ele participe de um congresso do Partido dos Trabalhadores no domingo em Brasília.

g1

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Paraíba

Caso João Lima: STJ nega habeas corpus e cantor segue preso por tentativa de feminicídio

João Lima
(Foto: TV Correio/Reprodução)

O cantor paraibano João Lima teve um pedido de habeas corpus negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quinta-feira (23) e seguirá preso por tentativa de feminicídio contra a sua ex-esposa. A decisão é do ministro Carlos Pires Brandão.

A defesa do cantor contestou a decisão da justiça paraibana, que negou o pedido de liberdade formulado anteriormente. Os advogados alegam incompetência do juiz plantonista que manteve a prisão, sustentando que não havia urgência que justificasse a prisão imediata.

Além disso, a defesa de João Lima também entende que a prisão desnecessária, pois já existia o cumprimento de medidas protetivas.

Apesar de ter indeferido o pedido, o ministro não fez uma avaliação sobre o mérito da prisão. Na decisão, o magistrado afirmou que precisaria analisar os detalhes que envolvem o caso para deliberar, ou não, pela soltura imediata do réu.

Com isso, o STJ solicitou informações adicionais ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), corte onde foi originado o processo, além de uma pesquisa em relação aos antecedentes criminais do cantor.

Na decisão, o ministro condicionou para que Ministério Público Federal (MPF) seja comunicado para apresentar manifestação.

Relembre o caso

O caso veio à tona em janeiro deste ano, após Raphaella denunciar o ex-marido por violência doméstica.

As agressões foram registradas por câmeras instaladas na casa dos pais da médica e os vídeos mostram momentos em que João agride Raphaella com socos e até uma cuspida.

Segundo Raphaella, as agressões começaram ainda na lua de mel – os dois se casaram em novembro de 2025.

Em 25 de janeiro deste ano, a Justiça decretou a prisão preventiva de João Lima. O cantor se apresentou na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), no Centro de João Pessoa, no dia seguinte, e após audiência de custódia, foi encaminhado para o presídio do Róger, em João Pessoa.

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Brasil

EUA avançam com tarifa de 30% contra o Brasil e colocam exportações em risco

Foto: Reprodução

Os Estados Unidos preparam um tarifaço que pode chegar a 30% sobre produtos brasileiros, segundo fontes que acompanham as negociações em Washington. A medida, ainda em discussão, pode atingir exportações estratégicas, embora itens que pressionam a inflação americana, como café, carne e suco de laranja, possam ficar de fora.

De acordo com informações de bastidores, o processo está em fase avançada dentro do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR), que tem até julho para concluir as investigações sobre supostas práticas comerciais consideradas injustas por parte do Brasil. A decisão, no entanto, pode sair antes, conforme a CNN.

Segundo fontes, entre as críticas levantadas pelos americanos estão o funcionamento do Pix, que, na visão do governo dos EUA, prejudicaria a livre concorrência, além de falhas na proteção à propriedade intelectual e demora no sistema de patentes.

As investigações também citam comércio de produtos piratas e questões ambientais. Em publicação recente, o governo americano apontou supostas irregularidades na exportação de madeira brasileira, alegando impacto ambiental e concorrencial. O material foi divulgado em meio a ações simbólicas ligadas ao Dia da Terra.

Apesar da amplitude das críticas, a tendência, segundo fontes, é que as medidas fiquem concentradas em tarifas comerciais, sem avanço para sanções mais duras. Um dos pontos de maior tensão é o etanol, que enfrenta barreiras no Brasil, enquanto os EUA buscam ampliar espaço no mercado nordestino.

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Motorista de ônibus é preso após atropelar e matar motociclista em João Pessoa

De acordo com o delegado Douglas García, que esteve presente nas investigações preliminares, imagens de câmeras de segurança próximas ao local mostram a ação do motorista e, no entendimento dele, enquadram a ação do motorista como homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ele afirma que o ônibus “foi utilizado como instrumento do crime”.

“Concluímos que não se tratava de um acidente de trânsito, tampouco um crime de trânsito, mas sim um homicídio doloso cujo veículo, um ônibus foi utilizado como instrumento do crime. Ele foi autuado por homicídio doloso qualificado e duas lesões corporais na modalidade culposa”, disse o delegado.

A investigação aponta que testemunhas foram ouvidas formalmente no caso, além do próprio motorista. No depoimento do suspeito, inclusive, o delegado disse que ele “falou pouco” e, após a prisão, foi encaminhado para o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC), onde vai realizar exames.

Sobre as imagens analisadas, o delegado não as divulgou, mas descreveu o que viu nelas. Conforme o relato dele, “o motorista invade a calçada, atinge a vítima e a moto que estava estacionada, sem prestar socorro”.

“Analisando as imagens, antes mesmo da vítima conseguir efetuar o lançamento dessa pedra, se de fato tratasse de uma pedra, o motorista desvia o seu veículo e praticamente invade a calçada, atinge a vítima, atinge também a moto que estava estacionada”, disse.

O delegado também afirmou que pelas imagens, no entanto, não é possível dizer se houve um arremesso de uma pedra no caso e nem quem teria arremessado o objeto. Passageiros estavam dentro do ônibus quando tudo aconteceu.

g1

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