Brasil

Gilmar cobra pacto entre os Poderes e defende reformas mais amplas que a do Judiciário

Foto: Adriano Machado/Reuters

Após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino apresentar uma proposta de reforma do Judiciário, o colega Gilmar Mendes defendeu um pacto mais amplo, entre todos os Poderes, por mudanças administrativas e legislativas.

O decano da corte defendeu a proposta de Dino e reconheceu que é preciso mexer em benesses hoje concedidas a ministros e juízes. Citou, por exemplo, a própria decisão que limitou os penduricalhos pagos a magistrados.

Mas afirmou que há problemas em várias áreas que demandam outras reformas, e que não dá para recair apenas sobre o Judiciário brasileiro.

“Defendo um pacto mais amplo, costurado pelo presidente da República e pelo Congresso Nacional. Está tudo muito confuso. Quando aperta, todos correm lá para o Supremo”, disse ao Painel.

Em 2009, enquanto presidente do STF, Gilmar Mendes foi um dos principais articuladores do 2º Pacto Republicano, com medidas que buscaram dar mais agilidade ao sistema de Justiça.

Dino propõe, por exemplo, penas mais rigorosas para corrupção de juízes, procuradores, advogados e servidores da Justiça.

Colegas da corte defenderam a proposta do ministro, mas lembram que há outros assuntos até mais importantes e que precisam ser equacionados. Um exemplo citado são as agências reguladoras.

Para Gilmar, a crise do Master expôs fragilidades na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Regras sobre o funcionamento das CPIs e mudanças na Lei do Impeachment também estão no radar dos magistrados.

Internamente, ministros do STF defendem que o presidente da corte, Edson Fachin, convoque os outros Poderes a um pacto maior. Ele tem sido criticado por colegas, nos bastidores, por insistir em um código de conduta aos ministros da corte.

Painel – Folha de S. Paulo

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Paraíba

Chuvas intensas: Inmet emite alerta para todos os municípios da Paraíba



					Chuvas intensas: Inmet emite alerta para todos os municípios da Paraíba
Chuva em João Pessoa. Prefeitura de João Pessoa/Divulgação

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, nesta quarta-feira (22), um alerta de chuvas intensas para todos os municípios da Paraíba. O alerta é considerado amarelo e indica perigo potencial, segundo a escala do órgão.

O alerta é válido a partir desta quarta-feira (22) e segue vigente até as 23h59 de quinta-feira (23).

No alerta amarelo de acumulado de chuvas, também considerado como perigo potencial, pode ter chuvas entre 20 a 30 mm/h ou até 50 mm/dia. Baixo risco de alagamentos e pequenos deslizamentos, em cidades com tais áreas de risco.

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ALPB

ALPB cobra urgência para julgamento da ação no STF sobre vetos à LDO 2026



					ALPB cobra urgência para julgamento da ação no STF sobre vetos à LDO 2026
Foto: Divulgação/STF

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) voltou a pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) por uma definição sobre a ação que questiona trechos da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. Em petição encaminhada nesta quarta-feira (22) ao relator do caso, ministro Edson Fachin, a Procuradoria da Casa pediu a inclusão do processo na pauta do plenário, com julgamento urgente.

O processo trata da constitucionalidade da LDO 2026, promulgada sem os vetos do então governador João Azevêdo (PSB). Em setembro do ano passado, Fachin concedeu uma medida cautelar suspendendo trechos da norma, mas a decisão ainda depende de referendo do colegiado.

A ação chegou a ser pautada no plenário virtual entre os dias 3 e 10 de outubro do ano passado, porém foi interrompida após destaque do ministro Luiz Fux, o que levou o caso para julgamento presencial.

Em novembro, o STF solicitou informações adicionais ao Governo do Estado e à própria Assembleia, que já prestaram seus esclarecimentos. Desde então, não houve avanço.

ALPB pede urgência devido a LDO 2027

Na petição, a ALPB sustenta que não há mais pendências e alerta para o risco de prejuízos ao planejamento orçamentário com a demora, já LDO orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) e faz a conexão com o Plano Plurianual (PPA).

Outro ponto que aumenta a pressão é o calendário: o Executivo deve encaminhar, nas próximas semanas, o projeto da LDO de 2027. Sem uma decisão do STF, há receio de repetição das mesmas controvérsias jurídicas.

“Prestadas as informações necessárias e considerando que se aproxima meados do ano corrente, a necessidade solução definitiva da lide em tempo razoável ou, ao menos, na ratificação Colegiada da Medida Cautelar deferida, faz-se necessária, uma vez que o Poder Executivo em breve, até meados de abril, deverá encaminhar à Assembleia Legislativa o projeto de lei de diretrizes orçamentárias do Estado da Paraíba (PLDO) para o ano de 2027″, argumenta.

Diante disso, a Assembleia pede que o caso seja pautado já na próxima sessão do plenário. Como alternativa, solicita ao menos a ratificação da medida cautelar pelo colegiado, ou, se possível, o julgamento definitivo da ação.

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Polícia

PF investiga superfaturamento de quase R$ 2 milhões na compra de móveis escolares na Paraíba

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta‑feira (22), a operação Alfaias, com o objetivo de apurar irregularidades em procedimento licitatório destinado à aquisição de móveis escolares por uma prefeitura paraibana.

As investigações apuram, em tese, a prática dos crimes de peculato e de fraude em licitação ou contrato administrativo, relacionados a pregão eletrônico realizado no ano de 2021, cujo resultado teria ocasionado prejuízo significativo ao erário.

Nesta data, estão sendo cumpridos três mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal, nas cidades de Bayeux e de Paulista, em desfavor de pessoas jurídicas, com a finalidade de recolher documentos físicos, dispositivos eletrônicos e outros elementos de prova relacionados à licitação investigada e à execução contratual.

Exames periciais realizados no curso da investigação indicaram indícios de superfaturamento superior a R$ 1,9 milhão, reforçando a materialidade dos fatos apurados.

Blog do BG PB 

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Política

Hugo Motta articula votação do fim da escala 6×1 na CCJ, nesta quarta (22), e governo corre para acelerar proposta

Foto: Kayo Magalhães/Câmarados Deputados

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados vota nesta quarta-feira (22) o relatório da PEC que prevê o fim da escala 6×1. Com apoio do presidente da Casa, Hugo Motta, a proposta ganha força no Congresso, enquanto o governo também tenta acelerar um projeto alternativo para reduzir a jornada de trabalho. A medida pode impactar milhões de trabalhadores em todo o país.

De acordo com informações da Câmara, o relator Paulo Azi (União-BA) apresentou parecer favorável à admissibilidade da PEC 8/2025, que propõe a redução da jornada sem corte salarial. A votação havia sido adiada após pedido de vista e agora volta à pauta com expectativa de aprovação.

O texto reúne propostas que vão desde a jornada de 4 dias de trabalho por semana até um modelo intermediário. Segundo o relator, há indicação para que a discussão avance para uma escala de 5×2, com carga semanal de 40 horas, considerada mais viável politicamente.

Nos bastidores, segundo fontes, há uma disputa entre o Congresso e o governo sobre o formato ideal. Enquanto parlamentares articulam a aprovação da PEC, o Executivo enviou um projeto de lei com proposta semelhante, tentando acelerar a tramitação e manter protagonismo sobre o tema.

O presidente da Câmara, Hugo Motta, tem pressionado para votar a proposta ainda em maio. A pauta ganhou força por seu apelo popular e pode ter impacto direto no cenário político, especialmente em um ano pré-eleitoral.

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Sem categoria

URGENTE: Bolsonaro pede autorização ao STF para cirurgia após dores e limitação no ombro; decisão fica com Moraes

Foto: Reprodução

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao STF autorização para a realização de uma cirurgia no ombro direito após diagnóstico de lesões que provocam dor e limitação funcional. O pedido foi enviado ao ministro Alexandre de Moraes nesta terça-feira (21), responsável pela decisão.

Segundo os advogados, o procedimento precisa ser realizado com urgência, podendo ocorrer já na próxima sexta-feira (24) ou sábado (25), com o objetivo de preservar a integridade física e a dignidade do ex-presidente.

De acordo com a defesa, Bolsonaro também deve passar por exames preparatórios e por todo o processo de reabilitação após a cirurgia. A autorização judicial é necessária devido às condições impostas pela decisão anterior do STF.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o último dia 27, em Brasília, após decisão de Moraes que considerou problemas de saúde, incluindo um quadro de broncopneumonia bilateral.

Relatórios médicos enviados à Corte indicam melhora gradual no estado clínico, mas apontam que o ex-presidente ainda enfrenta dores, fadiga e limitações durante a recuperação.

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Brasil

Flávio Bolsonaro chama cúpula da PF de “gestapo” e denuncia perseguição internacional

Foto: Reprodução

O pré-candidato à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou a cúpula da Polícia Federal de agir como uma “gestapo”, em referência à polícia secreta da Alemanha nazista. Segundo ele, agentes estariam atuando “nas sombras” para perseguir opositores do governo até mesmo no exterior. A declaração ocorre em meio a um caso envolvendo um delegado brasileiro nos Estados Unidos, que elevou a tensão política.

A crítica foi publicada nas redes sociais do senador, onde ele afirma que integrantes da Polícia Federal estariam agindo de forma ilegal em países como Estados Unidos e Itália. Na postagem, ele cita perseguição política e diz que a corporação precisa ser “libertada”, segundo suas palavras.

A declaração ocorre após a repercussão de um caso envolvendo o delegado Marcelo Ivo de Carvalho, que atua como oficial de ligação com autoridades americanas em Miami. De acordo com informações divulgadas, ele teria sido alvo de uma medida de expulsão por parte dos Estados Unidos.

Foto: Reprodução/X/Flávio BOlsonaro

Segundo aliados do deputado cassado Alexandre Ramagem, Carvalho teria tentado contornar um pedido de extradição relacionado ao ex-chefe da Abin. As informações são contestadas e ainda geram forte debate político.

Em nota divulgada por autoridades americanas, o governo dos Estados Unidos afirmou que nenhum estrangeiro pode usar o sistema de imigração para interferir em processos legais ou promover perseguições políticas em seu território, o que aumentou ainda mais a tensão envolvendo o caso.

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Paraíba

Paraíba tem queda de voos após alta do querosene e cortes de companhias

Foto: Aena Brasil

As companhias aéreas brasileiras suspenderam mais de 2 mil voos previstos para maio, diante da alta do petróleo e do aumento no preço do querosene de aviação. Entre os estados impactados está a Paraíba, que registra redução de 8,9% na oferta de voos.

Os dados são baseados em levantamento da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que aponta uma diminuição significativa na malha aérea nacional. Inicialmente, estavam programados 2.193 voos diários para maio, número que caiu para 2.128 — o que representa cerca de 2.015 voos a menos no mês.

Cortes atingem rotas menos rentáveis

Segundo executivos do setor, os cancelamentos concentram-se, até o momento, em rotas menos lucrativas, sem impacto relevante em trechos mais movimentados, como São Paulo–Rio de Janeiro.

Além da Paraíba, outros estados também registraram redução na oferta, como Amazonas (-17,5%), Pernambuco (-10,5%), Goiás (-9,3%) e Pará (-9%).

Na prática, a diminuição representa cerca de 10 mil assentos a menos por dia na aviação doméstica, além da retirada de até 12 aeronaves de médio porte de operação.

Alta de custos pressiona setor aéreo

O principal fator por trás da redução é o aumento no preço do querosene de aviação, que teve reajuste de 54% no início de abril pela Petrobras. A estatal atualiza os valores mensalmente, e há expectativa de um novo aumento em maio, estimado em cerca de 20%.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), os impactos são considerados “gravíssimos”, e o setor mantém diálogo com o governo para tentar reduzir os prejuízos.

Apesar de medidas anunciadas, como a isenção de PIS/Cofins sobre o combustível e facilidades de financiamento, as companhias avaliam que as ações ainda são insuficientes para conter o avanço dos custos.

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Judiciário

Justiça rejeita ação de Walber Virgolino e mantém diplomação de Edvaldo Neto em Cabedelo

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A Justiça Eleitoral da Paraíba rejeitou a ação de investigação judicial eleitoral (AIJE) movida pelo deputado estadual Walber Virgolino e decidiu manter a diplomação de Edvaldo Manoel de Lima Neto como prefeito eleito de Cabedelo. A decisão, assinada pela juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, foi publicada em 19 de abril de 2026 e reafirma a validade do pleito municipal.

No processo, Virgolino pedia que a posse dos leitos fosse suspensa e que o segundo colocado nas eleições assumisse o cargo, alegando irregularidades que teriam comprometido a legitimidade da votação. O pedido, no entanto, foi considerado improcedente. Segundo a magistrada, não há fundamento jurídico para afastar a diplomação já realizada, e a legislação brasileira prevê novas eleições em caso de nulidade, e não a convocação automática do segundo colocado.

A decisão também destacou que, embora exista medida cautelar criminal que impede Edvaldo Neto de exercer temporariamente o cargo, esse impedimento é de caráter pessoal e não afeta a diplomação em si. “Inexistindo, até o presente momento, causa jurídica apta a desconstituir a diplomação regularmente efetivada, não há espaço para a investidura de candidato diverso daquele sufragado pelas urnas”, registrou a juíza.

O caso tem repercussão política significativa em Cabedelo, já que reforça a soberania do voto popular e delimita o papel da Justiça Eleitoral frente a disputas judiciais paralelas. A decisão também sinaliza que qualquer mudança no exercício do mandato dependerá de condenações criminais definitivas ou de novas eleições, conforme previsto no artigo 224 do Código Eleitoral e na Constituição Federal.

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Paraíba

João Pessoa utiliza tecnologia inédita para proteger tartarugas marinhas

Uma nova tecnologia está ajudando a proteger tartarugas marinhas no litoral da Paraíba. Pesquisadores da UFPB, em parceria com a Associação Guajiru, conseguiram registrar pela primeira vez o calor do corpo de uma tartaruga no momento da desova.

A imagem foi captada por um drone com um sensor térmico, usado em praias de João Pessoa e Cabedelo. A tecnologia identifica o calor emitido pelo animal, criando imagens que não podem ser vistas a olho nu, mas que ajudam no monitoramento.

O projeto também utiliza inteligência artificial para aprimorar os resultados. O sistema consegue identificar automaticamente a presença das tartarugas e localizar onde elas colocam os ovos, inclusive à noite, quando isso acontece com mais frequência. O drone opera a cerca de 40 metros de altura, sem atrapalhar os animais, e o software também analisa marcas deixadas na areia para encontrar os ninhos com mais precisão.

A iniciativa junta diferentes tecnologias que antes não eram usadas nesse tipo de monitoramento. Além disso, o método é mais prático e cobre áreas maiores, inclusive de difícil acesso.

Os principais pontos acompanhados ficam nas praias do Bessa, Intermares, Jardim Oceania e Gramame.

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