Brasil

Hugo Motta promete pautar projeto de anistia do 8 de janeiro na Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou a líderes partidários que vai pautar o projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A decisão foi comunicada durante reunião na Residência Oficial da Câmara, nesta terça-feira (16).

O ponto central em debate é o alcance da proposta. O centrão defende uma versão considerada “light”, que não beneficiaria o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas poderia alterar a situação de condenados pelos atos antidemocráticos. A ideia é alinhada à posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Apesar de não ter definido uma data para votação, líderes acreditam que o pedido de urgência pode ser apreciado já nesta quarta (17), com chance de avanço no mérito.

Hugo Motta também relatou aos líderes que comunicou sua decisão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em reunião no Palácio da Alvorada. Lula, no entanto, reforçou ser contrário a qualquer tipo de anistia.

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

TRF-4 condena Bolsonaro a pagar R$ 1 milhão em indenização por racismo recreativo

Foto: HUGO BARRETO/METRÓPOLES

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi condenado nesta terça-feira (16) a pagar R$ 1 milhão em danos morais coletivos por comentários racistas feitos em 2021, enquanto ainda ocupava a Presidência.

Em fala pública no Palácio do Alvorada, o ex-presidente disse em 2021 que o cabelo black power de um apoiador era um “criadouro de baratas”.

O caso foi analisado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A condenação foi confirmada por unanimidade. O relator Rogério Favreto afirmou em voto que as declarações do ex-presidente não configuravam meras brincadeiras ou exercício de liberdade de expressão, mas uma discriminação grave e “racismo recreativo”.

Além da indenização em dinheiro, Bolsonaro foi condenado a retirar o vídeo com as declarações de suas redes sociais e se retratar publicamente com a população negra por meio dos veículos de imprensa e redes sociais.

A União também foi condenada ao pagamento de R$ 1 milhão pelos danos coletivos.

A condenação do ex-presidente é no âmbito civil, ou seja, Bolsonaro não foi condenado penalmente pelo crime de racismo.

A ação pública foi movida em 2021 por um grupo de 54 defensores, procuradores e promotores e acatada pelo Ministério Público.

Em primeira instância, a Justiça Federal havia rejeitado a ação, alegando que as declarações do ex-presidente, mesmo que de mau-gosto, não causaram danos a toda comunidade negra nacional. O Ministério Público recorreu da sentença e, por isso, o caso voltou à análise no TRF-4.

“A ofensa racial disfarçada de manifestação jocosa ou de simples brincadeira que relaciona o cabelo black power a insetos que causam repulsa e à sujeira atinge a honra e a dignidade de pessoas negras e potencializa o estigma de inferioridade dessa população”, afirmou o relator em voto.

De acordo com o processo, Bolsonaro disse ao mesmo apoiador, entre risos: “Você não pode tomar ivermectina, vai matar todos os seus piolhos”, em referência ao vermífugo defendido por ele como tratamento para a Covid-19.

Na ocasião, o cidadão afirmou não se incomodar com a fala, dizendo que não era um “negro vitimista”. Até hoje, nas suas redes sociais, o alvo da ofensa faz publicações com mensagens de apoio ao ex-presidente;

No processo, o MP também menciona episódios anteriores, como em maio de 2021, quando o ex-presidente observou o cabelo do mesmo cidadão e comentou: “Tô vendo uma barata aqui” e “o que que você cria nessa cabeleira aí?”.

O grupo que moveu a ação defende que as falas não se tratam de simples piadas de mau gosto, e que o fato de o cidadão não se sentir ofendido não descaracteriza a prática racista.

Segundo a ação, o ex-presidente transformou o cabelo black power, símbolo de resistência do movimento negro, em motivo de zombaria e discriminação, afetando a população negra de forma geral. Também foram lembradas na ação falas antigas de Bolsonaro, quando deputado, que reforçariam o padrão de racismo em seus discursos.

Em sustentação oral, a defesa de Bolsonaro ressaltou que a vítima direta do comentário não se sentiu ofendida e disse que as declarações eram meras brincadeiras, sem potencial de afetar toda a população negra.

CNN Brasil

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

ALPB

“Crime organizado está com tentáculos no poder público”, diz Luciano após denúncia do MP contra Lauremília

 

O deputado estadual Luciano Cartaxo (PT) comentou, nesta terça-feira (16), a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, acusada de manter relação com uma facção criminosa para influenciar o resultado das eleições municipais de 2024, que garantiram a reeleição do prefeito Cícero Lucena (PP).

Cartaxo afirmou que sempre defendeu um processo eleitoral limpo, sem interferência do crime organizado, e disse aguardar o posicionamento da Justiça Eleitoral sobre o caso.

“Nós não queríamos de forma alguma que houvesse interferência do crime organizado no processo eleitoral. Sempre defendi eleições limpas, transparentes, que o povo tivesse a autonomia de escolher os seus candidatos. E isso deve prevalecer em todo o Brasil”, declarou.

O parlamentar destacou ainda que o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) terá papel importante na análise da denúncia.

“Agora nós vamos aguardar que o Tribunal Eleitoral da Paraíba se posicione em relação a isso. Tem dados, tem informações, e isso vai ser importante para que a gente passe por toda essa discussão dentro da legalidade”, completou.

A denúncia do Ministério Público foi recebida pela Justiça Eleitoral e envolve outros nove nomes além da primeira-dama.

RLPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Motta avisa a governo Lula que pautará anistia; Planalto prepara reação

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), avisou a líderes partidários que pautará a urgência do projeto de lei que dá anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro. A declaração foi dada na abertura de reunião que ocorre na manhã desta terça-feira (16), segundo dois participantes.

De acordo com esses líderes, a tendência é que os deputados apreciem a urgência (que não trata do mérito do projeto, mas permite a tramitação acelerada), na quarta-feira (17), após votar nesta terça a proposta da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Blindagem —que impede processos contra deputados federais e senadores sem aval expresso do Congresso.

Motta também disse aos líderes que deverá fazer nova reunião nesta quarta para discutir os termos do projeto de anistia e da votação da urgência.

No dia anterior, Motta informou sobre a decisão a integrantes do Palácio do Planalto e ao presidente Lula (PT), com quem almoçou. Ainda segundo relatos, Lula reafirmou que se opõe à concessão de anistia aos participantes do 8/1.

O parlamentar tem afirmado a aliados que a pressão para que ele dê andamento a esse projeto aumentou com a condenação de Jair Bolsonaro (PL) pelo Supremo Tribunal Federal, na semana passada. Além de deputados bolsonaristas, estão empenhados em destravar a proposta o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o senador Ciro Nogueira (PP-PI), um dos padrinhos políticos de Motta.

Além disso, Motta tem sinalizado a interlocutores do governo que não é favorável a uma anistia “ampla, geral e irrestrita”, como a defendida por bolsonaristas, que miram o perdão a Bolsonaro. A ideia dele seria buscar um meio termo.

Aliados do presidente da República afirmam que essa não é uma pauta de interesse nacional. Mas, alertados por Motta sobre a forte pressão que sofre para inclusão na pauta, auxiliares de Lula preparam uma reação para frear o andamento da proposta. A ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais) marcou uma reunião para esta tarde com ministros da ala política do governo para discutir estratégias.

“O governo é contra a anistia. Além de imoral é inconstitucional. Nem terminou o julgamento e já há pressão para pautar. Vamos nos posicionar contra e trabalhar para derrubar o pedido de urgência”, diz Gleisi.

A intenção é que ministros intervenham junto a suas bancadas para impedir a aprovação da urgência. Outra tática em discussão é que ministros com mandato na Câmara se licenciem do cargo na Esplanada para votar no plenário da Casa.

De acordo com parlamentares que estão discutindo a proposta, uma outra possibilidade é convencer deputados a se ausentar no plenário na hora da votação. A ausência em plenário serviria para que deputados pressionados por bolsonaristas, mas contrários à anistia, não votassem pela urgência, que requer quórum qualificado.

Como a Folha revelou na semana passada, o governo deve rever indicações para cargos federais dos deputados e senadores que votarem a favor da urgência e do mérito da proposta. A orientação do governo é de oposição ao projeto de lei, e a principal tarefa é evitar que o tema seja levado ao plenário da Câmara.

Caso isso ocorra, o Planalto usará todos os instrumentos que tem à disposição, segundo um interlocutor do presidente da República. Isso passa por rever as indicações aos cargos na máquina federal e também pelo pagamento de emendas parlamentares ao Orçamento.

De acordo com relatos, governistas passaram a cobrar da SRI (Secretaria de Relações Institucionais) desde a última semana uma celeridade na liberação desses recursos.

Na noite de segunda, Motta trocou o relator da PEC da Blindagem, substituindo Lafayette de Andrada (Republicanos-MG) por Cláudio Cajado (PP-BA) —Cajado está na reunião nesta manhã.

Folha de S. Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Lauremília Lucena prestou depoimento na PF antes de viagem à Europa com Cícero, diz defesa

A primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena já esperava que a justiça aceitaria a denúncia contra ela no âmbito do processo que investiga a atuação de facções criminosas durante as eleições de 2024. A informação foi confirmada pelo advogado de defesa, Walter Agra.

Segundo o defensor, Lauremília prestou depoimento no final de agosto, momentos antes de viajar para a Europa, onde está em peregrinação a Santiago de Compostela, junto com o marido, o prefeito Cícero Lucena.

Lauremília é apontada pelo Ministério Público da Paraíba de participar de um esquema criminoso, que envolve facções criminosas, para influenciar o resultado das eleições de 2024, quando Cícero foi reeleito prefeito da capital paraibana.

Segundo os investigadores, a primeira-dama nomeava pessoas para cargos de confiança na prefeitura em troca de apoio eleitoral.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

MP aponta que primeira-dama de João Pessoa teria relação com facção criminosa para influenciar resultado das eleições

Lauremília Lucena, primeira-dama de João Pessoa — Foto: Instagram/Reprodução

Denunciada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), a primeira-dama de João Pessoa é apontada como integrantes de um esquema criminoso com uma facção criminosa para influenciar o resultado das eleições de 2024, onde o marido, Cícero Lucena, foi reeleito prefeito da capital.

A primeira etapa da operação Território Livre foi deflagrada em 10 de setembro de 2024 e cumpriu três mandados de busca e apreensão. No dia 19 do mesmo mês, foi realizada a 2ª fase, com sete mandados de busca e apreensão, além da prisão da então vereadora Raíssa Lacerda. E, no fim do mês, no dia 28, a 3ª fase cumpriu dois mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, contra a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena e a secretária dela, Tereza Cristina Barbosa.

As investigações revelaram a existência de uma organização criminosa complexa, composta por agentes políticos, servidores públicos e integrantes de uma facção criminosa voltada à prática de corrupção eleitoral, aliciamento violento de eleitores, constrangimento de candidatos e apropriação de recursos públicos.

Segundo o que foi apurado, a facção atuava no controle territorial de bairros da capital paraibana, como São José e Alto do Mateus, impondo, por meio de intimidação e violência, restrições à livre manifestação política e ao direito de voto. Em contrapartida, líderes do grupo criminoso e seus parentes recebiam cargos e benefícios na Administração Pública Municipal, consolidando um ciclo de favorecimentos ilícitos.

As provas reunidas incluem interceptações telefônicas, mensagens eletrônicas, documentos oficiais e apreensão de valores em espécie, evidenciando a profunda infiltração da criminalidade organizada no processo democrático.

Com o recebimento da denúncia, o Ministério Público, a Polícia Federal e todo o sistema eleitoral reafirmam o compromisso de proteger a lisura das eleições, a liberdade do voto e a integridade das instituições democráticas, adotando todas as medidas legais necessárias para a responsabilização dos envolvidos.

Atuação de Lauremília

O esquema que Lauremília fazia parte incluia dois chefes de facção. Ela teria feito acordos com os criminosos em busca de apoio nos territórios em que eles têm controle.

Para isso, ela participou ativamente de um esquema de influência em que conseguia a nomeação para cargos na prefeitura de pessoas indicadas pelos criminosos, segundo a decisão.

Além de conseguir cargos públicos para aliados das facções, o esquema ainda, segundo a Justiça, teria ameaçado eleitores e opositores, além fazer promessas indevidas em troca de votos.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Paraíba

Primeira-dama de João Pessoa e mais nove pessoas são denunciadas por aliciamento violento de eleitores

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) apresentou, nesta segunda-feira (16), a primeira denúncia no âmbito da Operação Território Livre, que apura crimes de aliciamento violento de eleitores e a atuação de uma organização criminosa nas Eleições de 2024 em João Pessoa. Entre os denunciados está a primeira-dama de João Pessoa, Lauremília Lucena, que foi presa em setembro do ano passado durante ação da Polícia Federal.

A primeira-dama de João Pessoa e todos os réus foram denunciados pelo MP pelos crimes de organização criminosa, corrupção eleitoral, coação eleitoral e peculato.

De acordo com a denúncia, Lauremília exercia “Função de controle na ORCRIM, coordenando as nomeações para cargos públicos e atuando como interlocutora central entre a administração municipal e a facção criminosa. Tinha poder de decisão e anuência explícita sobre os acordos de troca de favores, recebendo pedidos e garantindo nomeações em troca de apoio eleitoral para seu marido, Cícero Lucena. Tinha ciência do controle territorial violento e dos métodos da facção.”

Além de Lauremília, foram denunciadas outras nove pessoas:

  • Maria Lauremília Assis de Lucena
  • Tereza Cristina Barbosa Albuquerque
  • Raíssa Gomes Lacerda Rodrigues de Aquino
  • Kaline Neres do Nascimento Rodrigues
  • Keny Rogeus Gomes da Silva (Poeta ou Negrão)
  • Pollyanna Monteiro Dantas dos Santos
  • Taciana Batista do Nascimento
  • David Sena de Oliveira (Cabeça)
  • Josevaldo Gomes da Silva
  • Jonatan Dario da Silva

A Justiça Eleitoral acatou a denúncia.

BG com MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Brasil

Irmão de Flávio Dino vira alvo da CPMI do INSS

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Irmão do ministro do STF Flávio Dino, o subprocurador Nicolao Dino virou alvo da CPMI do INSS no Congresso. O motivo foi um acordo homologado pelo Supremo sobre a responsabilidade da União e do INSS em relação às fraudes.

Na segunda-feira (15), o deputado Kim Kataguiri (União-SP) protocolou um requerimento pedindo a convocação de Nicolao como testemunha justamente para explicar os termos do acordo aos membros da comissão.

Além do irmão de Flávio Dino, o acordo também foi assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Kataguiri, contudo, optou por pedir a convocação de Gonet, limitando-se apenas a Nicolao Dino.

Entre os responsáveis pelo acerto estão ainda o advogado-geral da União, Jorge Messias; o ministro da Previdência, Wolney Queiroz; o presidente do INSS, Gilberto Waller Jr.; e o controlador-geral da União, Vinicius de Carvalho.

Há ainda assinaturas de representantes da Defensoria Pública da União e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Em outros requerimentos, Kataguiri pede ainda a convocação dos demais envolvidos no acordo.

“Diante da magnitude das fraudes — estimadas em R$ 6,3 bilhões (2019–2024) — e da repercussão social e jurídica do acordo, é imprescindível que esta CPMI ouça todos os signatários do pacto”, argumenta o deputado.

O acordo, assinado em julho e homologado pelo ministro Dias Toffoli, prevê a devolução administrativa integral dos valores, mas sem a possibilidade de reparação por danos morais. O acerto suspende ações individuais e coletivas.

Metrópoles – Igor Gadelha

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polícia

Vereador é executado a tiros em Jacaraú

O vereador Peron Filho, da cidade de Jacaraú, foi encontrado morto às margens de uma rodovia da cidade, no Litoral Norte da Paraíba, na noite dessa segunda-feira (15).

De acordo com a Polícia Civil,  uma das linhas de investigação é homicídio por causa de diversas marcas de tiro, já que nenhum objeto foi roubado da vítima.

O vereador estava em uma motocicleta quando foi surpreendido pelo atirador e atingido por três tiros nas costas. Peron Filho foi encontrado na rodovia sem vida. Na moto foram encontradas perfurações de tiros.

Segundo familiares, Peron havia relatado ter sofrido ameaças dias atrás.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

BG com MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Polícia

Ex-delegado assassinado era considerado inimigo n° 1 do PCC

Foto: Divulgação/Alesp

O ex-delegado-geral da Polícia Civil paulista Ruy Ferraz Fontes, 64 anos, executado a tiros na noite desta segunda-feira (15/9), em Praia Grande, no litoral de São Paulo, ficou conhecido pelo enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que o considerava como um dos seus maiores inimigos.

Após iniciar a carreira na polícia no interior paulista, o delegado Ruy Ferraz Fontes atuou no Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap) e Departamento de Narcóticos (Denarc), até chegar à 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) — e passou a investigar as atividades do PCC.

Naquela época — era o início da década de 2000 –, a facção criminosa era pouco conhecida — e tinha a existência ainda negada oficialmente por autoridades do governo estadual. Anos depois, em 2006, uma série de ataques a bases policiais, órgãos de governo, postos de gasolina e comércios — todos planejados e executados pela facção em uma clara tentativa de demonstrar força no enfrentamento ao poder público –, aterrorizou a população paulista.

“Um dos melhores Delegados-Gerais que conheci, Ruy foi executado covardemente hoje por criminosos, após uma trajetória marcada pelo combate firme e incessante ao PCC, impondo enormes prejuízos ao crime organizado”, destacou Raquel Kobashi Gallinati Lombardi, diretora da Academia dos Delegados de Polícia do Brasil (Adepol do Brasil), declaração que corrobora o trabalho investigativo de Fontes para desarticular o PCC.

No entanto, a atuação combativa também colocou um alvo em suas costas. Ele foi jurado de morte por Marco William Herbas Camacho, o Marcola, apontado como líder máximo da facção, em 2019, após o criminoso ser transferido para o sistema penitenciário federal.

Por isso, a cúpula da Segurança Pública de SP (SSP) trata o crime como vingança. “Isso aí certamente foi vingança do PCC. Ele lutou muito contra a facção”, disse o secretário-executivo da pasta, Osvaldo Nico Gonçalves, ao Metrópoles.

Após o assassinato, diversas autoridades se deslocaram para a Baixada Santista, como o atual delegado-geral, Artur Dian.

O comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM), Valmor Racorti, disse que pelo menos 100 homens de batalhões especializados estão sendo enviados para a região para fazer buscas contra os autores do atentado.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.