Política

PL decide expulsar vereador que xingou Michelle Bolsonaro de ‘quenga’

Foto: Reprodução

A direção nacional do Partido Liberal (PL) e o diretório estadual de Pernambuco decidiram expulsar o presidente do PL Recife, o vereador Paulo Muniz (PL). A decisão se dá após circularem mensagens do parlamentar nas quais ele xingava a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro de “quenga”. Os comentários foram revelados pelo portal Metrópoles.

Em nota divulgada, o partido de Jair Bolsonaro repudiou as declarações e afirmou que o ataque a uma liderança que representa “milhões de brasileiras” é “inaceitável” e afronta os princípios da legenda. Michelle é presidente do PL Mulher, ala feminina da sigla.

“Michelle Bolsonaro é símbolo de dedicação às causas sociais e de protagonismo feminino no PL, inspirando e fortalecendo a participação das mulheres na política”, diz o comunicado.

“Diante da gravidade das declarações, a direção nacional e estadual decidiram pela expulsão do vereador, medida necessária para preservar o respeito às nossas lideranças e aos valores que orientam o partido”, conclui a nota.

Paulo Muniz havia sido nomeado presidente do PL Recife há pouco mais de um mês pelo cacique Valdemar Costa Neto e pelo presidente estadual Anderson Ferreira. “Serei um soldado leal e com muita disposição para organizar o partido em Recife”, publicou na ocasião.

O caso

Os xingamentos de Paulo Muniz a Michelle Bolsonaro aconteceram em uma troca de mensagens em um grupo da Câmara Municipal do Recife, no WhatsApp. Os vereadores estavam comentando o julgamento e a condenação de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe. Após parlamentares de esquerda terem comemorado o resultado, Muniz disparou: “Honesto é Lula e sua quenga”.

Em resposta a ele, o vereador Kari Santos (PT) ironizou o comentário e perguntou se Lula era casado com Michelle. Nisso, Muniz respondeu: “É. Duas quengas, estão dominando o mundo”.

Veja

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Brasil

Lula avisou ser contra, mas liberou base em votação da PEC da Blindagem

Foto: Antônio Cruz

Antes da PEC da Blindagem avançar na Câmara, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou à cúpula da Câmara ser contra o avanço da proposta. O petista, no entanto, teria recuado diante da pressão do Centrão para viabilizar pautas de interesses do governo como uma moeda de troca.

Apesar da versão oficial do Palácio do Planalto de que a proposta de emenda à Constituição é assunto restrito ao Congresso, a CNN apurou que Lula chegou a externar contrariedade ao texto em conversa com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A mensagem de Lula chegou à bancada do PT, que inicialmente havia fechado questão contra à PEC. Apesar da orientação do presidente, durante a votação, o PT decidiu liberar a bancada para votação e entregou 11 votos favoráveis no primeiro turno e 10 no segundo turno de votação.

Petistas que votaram à favor da PEC admitem pressão do Centrão e do presidente da Câmara para viabilizar a proposta.

A dissidência é vista como um gesto de boa vontade ao presidente da Câmara para fortalecê-lo junto ao plenário da Casa, após o motim da oposição, em plenário, que colocou a liderança de Hugo em xeque.

À interlocutores no Planalto, Lula teria compartilhado que enxerga a digital do presidente do União Brasil, Antônio Rueda na articulação pela aprovação da PEC da Blindagem.

A relação entre Rueda e Lula está desgastada desde que o dirigente passou a criticar, abertamente, a postura do presidente diante do tarifaço de Donald Trump. Lula buscou entender a reação de Rueda com interlocutores, mas desistiu de procurá-lo depois que o partido, que agora está em uma federação com o PP, anunciou que sairá do governo.

CNN

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Política

QUAEST: 51% desaprovam Lula e 46% aprovam, aponta pesquisa

A aprovação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) permanece estável, segundo nova rodada da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (17). O levantamento mostra que 46% aprovam a gestão e 51% desaprovam, mesmo patamar registrado em agosto.

A avaliação geral do governo também não apresentou mudanças relevantes: 38% classificam a gestão como negativa (39% em agosto) e 31% como positiva (mesmo índice anterior).

Na economia, a melhora na percepção sobre o mercado de trabalho foi o destaque. A fatia dos que afirmam ser mais fácil conseguir emprego cresceu de 34% para 41%, enquanto caiu de 55% para 49% a dos que veem mais dificuldade. A avaliação sobre preços dos alimentos e poder de compra manteve-se estável.

O tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é amplamente rejeitado pelos brasileiros. Para 73%, a medida é equivocada, e 74% acreditam que a taxação de produtos nacionais terá impacto negativo em suas vidas. Já 49% avaliam que Lula e o PT agem de forma correta nesse embate, enquanto 27% dão razão a Bolsonaro e seus aliados.

Programas sociais do governo continuam bem avaliados. Desde março, cresceu de 51% para 65% a proporção dos que consideram iniciativas como Minha Casa Minha Vida, Farmácia Popular e Bolsa Família direitos que não podem ser retirados.

Segundo o fundador e CEO da Quaest, Felipe Nunes, o efeito positivo observado em agosto, puxado pela percepção da queda na inflação dos alimentos, deixou de influenciar os índices. “Embora a maioria continue avaliando negativamente o tarifaço – o que ajuda o presidente Lula no debate – esse efeito foi neutralizado por outros temas domésticos e não gerou ganho extra nas pesquisas”, afirmou.

A pesquisa ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre os dias 12 e 14 de setembro, em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Infomoney

 

 

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Paraíba

Justiça recua e dispensa uso de tornozeleira para policiais investigados por chacina na PB

A Justiça da Paraíba voltou atrás e decidiu, nesta quarta-feira (17), liberar cinco policiais militares acusados de participação em uma chacina na cidade de Conde, sem a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica.

Presos em agosto, os investigados tiveram a liberdade provisória concedida pela Justiça, mas se recusaram a deixar o presídio para usar tornozeleira eletrônica. Segundo a defesa, os policiais argumentaram que eles se sentiam “humilhados” e por isso “se recusavam a usar o equipamento” de monitoramento.

Na nova decisão, a juíza Higyna Josita Simões de Almeida disse que “não existe nos autos indícios, sequer mínimos, de que os acusados pretendem se evadir do distrito da culpa (frustar a aplicação da lei penal) ou para não serem julgados ou que deixarão de comparecer aos atos processuais (frustrar o andamento do processo criminal), sobretudo, considerando que, continuarão trabalhando como policiais, concursados que são, já que não há informação nos autos de que foram afastados da Corporação.”

Aos policiais Mikhaelson Shankley Ferreira Maciel, Marcos Alberto de Sá Monteiro, Wellyson Luiz de Paula, Kobosque Imperiano Pontes e Edvaldo Monteval Alves Marques foram determinadas as seguintes medidas cautelares:

– comparecimento periódico em juízo, no prazo e nas condições fixadas pelo juiz, para informar e justificar atividades, ao Cartório desta Unidade Jurisdicional, entre os dias 20 e 30 de

cada mês, bem como que compareça aos atos do processo para os quais forem intimados e comunique qualquer mudança de endereço/telefone, para fins de futuras intimações necessárias ao caminhar do processo.

– proibição de manter qualquer tipo de contato, por qualquer meio de comunicação existente ou a ser criado, com testemunhas, réus, colaboradores e demais atores deste processo, salvo quando autorizado judicialmente ou quando solicitado, em Audiências, tudo conforme previsão legal.

– proibição de se ausentar de João Pessoa/PB por mais de 10 dias sem autorização deste juízo.

– afastamento imediato dos acusados do serviço operacional (policiamento ostensivo ou tático), com colocação em funções administrativas, ulterior deliberação desse Juízo.

O sexto policial investigado, Alex William de Lira Oliveira, permanece com prisão preventiva decretada, já que se encontra fora do país, o que, segundo a magistrada, compromete a instrução processual.

Com informações de MaisPB

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Política

Posição do PT contra a PEC da Blindagem irrita Centrão e gera temor de revide em votação da anistia

Foto: Ricardo Stuckert/PR

A urgência do projeto que anistia os envolvidos em supostos atos golpistas do 8 de Janeiro e que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro deverá ser colocado em votação hoje pela Câmara. Uma parte dos governistas teme que, pelo fato de o PT não ter apoiado a PEC da Blindagem, a Câmara possa retaliar o governo aprovando a urgência do projeto da anistia. Além disso, há o receio de que isso resvale na Medida Provisória do Setor Elétrico, que reduz a conta de luz, e perde a validade hoje.

Até ontem, antes de o PT orientar o voto contra a PEC da Blindagem, havia uma tendência majoritária entre os partidos do Centrão para barrar a anistia; a ideia era apenas pautar a urgência do projeto de autoria do líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), para que fosse derrubada no plenário. Isso encerraria o debate por um perdão que incluiria Bolsonaro no caso da suposta trama golpista e a recuperação de sua elegibilidade. Depois, então, seria discutido um texto focado em redução de penas, o que também favoreceria o ex-presidente ao reduzir a punição de mais de 27 anos imposta pelo Supremo Tribunal Federal, mas não o livraria da prisão nem da inelegibilidade. Bolsonaristas, no entanto, recusam-se a aprovar uma versão reduzida da anistia.

A avaliação agora é que o PT dificultou a aprovação da PEC, que já enfrentava dificuldades por ser impopular. Momentos antes da votação, um integrante da cúpula do PP disse que os deputados do PT “deveriam ficar de castigo” e ser excluídos da reunião com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ontem que trataria do destino da anistia e da MP da conta de luz.Por outro lado, outros integrantes do Centrão fizeram uma ressalva que, mesmo com o PT orientando contra a votação, 12 petistas votaram a favor. O governo liberou a bancada para votar como desejar.

Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que se reuniu com ministros do Centrão pedindo empenho para barrar a anistia, reforçou que PEC, por ser emenda à Constituição não é assunto de governo, uma vez que a proposta não está sujeita sequer a veto presidencial e que os parlamentares interessados conseguiram aprová-la:

— Ao governo interessa debater e votar a agenda do país, a começar pela isenção do IR, a justiça tributária — afirmou Gleisi.

Encontro de Lula

O projeto da anistia e beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro foi tratado como uma afronta ao STF em encontro entre o presidente Lula e os ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, da Corte. A conversa ocorreu ontem no Planalto, quando Fachin entregou a Lula o convite de sua posse como presidente do Tribunal. A solenidade será no dia 29.

Ainda durante a visita de Fachin e Moraes a Lula, a anistia aos envolvidos na tentativa de golpe de Estado foi tratada como inconstitucional. O Planalto busca impedir o avanço da proposta no Congresso. Fachin assumirá o STF para o biênio 2025-2027. Na vice-presidência tomará posse o ministro Alexandre de Moraes.

Maioria é contra

Pesquisa Genial/Quaest divulgada ontem mostra que aproximadamente quatro a cada dez brasileiros (41%) são contra a possibilidade de anistia para os envolvidos na tentativa de golpe de Estado. O levantamento aponta ainda que 36% da população são a favor do perdão a todos os envolvidos na trama, incluindo Bolsonaro, enquanto 10% defendem a anistia apenas para os manifestantes do 8 de janeiro de 2023. Não sabem ou não responderam à pesquisa são 13%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, a pesquisa revela que Bolsonaro não encontra espaço na opinião para o debate sobre a anistia.

— Não há clima na sociedade hoje para uma anistia em relação ao ex-presidente. São 51% “não anistia” ao ex-presidente Bolsonaro, somando os 41% que são contra (qualquer anistia) com os 10% que topam anistia apenas para os manifestantes — afirmou.

Por outro lado, outros integrantes do Centrão fizeram uma ressalva que, mesmo com o PT orientando contra a votação, 12 petistas votaram a favor. O governo liberou a bancada para votar como desejar.

Ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, que se reuniu com ministros do Centrão pedindo empenho para barrar a anistia, reforçou que PEC, por ser emenda à Constituição não é assunto de governo, uma vez que a proposta não está sujeita sequer a veto presidencial e que os parlamentares interessados conseguiram aprová-la:

— Ao governo interessa debater e votar a agenda do país, a começar pela isenção do IR, a justiça tributária — afirmou Gleisi.

O Globo

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Polícia

MADEIRA DE LEI: Operação da Polícia Federal investiga corrupção durante as eleições municipais na Paraíba

A Polícia Federal na Paraíba cumpriu, na manhã desta quarta-feira (16), três mandados de busca e apreensão durante a Operação Madeira de Lei, que visa investigar crimes eleitorais ocorridos no último pleito eleitoral em Cruz do Espírito Santo-PB.

Os investigados são suspeitos do cometimento do crime de corrupção eleitoral, que seria o ato de dar, oferecer, prometer ou receber, para si ou para outra pessoa, qualquer vantagem, como dinheiro, bens ou favores, em troca de votos.

Se condenados, os investigados podem pegar uma prisão de um a quatro anos, além do pagamento de multa que pode variar de cinco a quinze dias-multa.

Eles são investigados por prometer bens e vantagens como cestas básicas, material de construção, emprego ou qualquer outro benefício, que configura uma tentativa de compra de votos, o que compromete a lisura do processo eleitoral.

Blog do BG PB

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Brasil

Câmara aprova em 1º turno blindagem inédita a Congresso em resposta a STF

Foto: Bruno Spada/Divulgação Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (16) em primeiro turno o texto-base da chamada PEC (proposta de emenda à Constituição) da Blindagem, que amplia o foro especial e protege parlamentares não só em relação a investigações criminais, mas abre também brecha na área cível, algo inédito.

Foram 353 votos a favor e 134 contra. Ainda devem ser votados destaques que podem alterar o texto. Haverá votação em segundo turno ainda nesta terça. Depois, o texto segue para o Senado.

Patrocinado pelo centrão como reação às dezenas de investigações sobre desvio de emendas parlamentares no STF (Supremo Tribunal Federal), o texto contém uma blindagem mais ampla do que a original estabelecida na Constituição de 1988 e que havia sido derrubada em 2001 devido à pressão popular contra a impunidade.

Os alvos do centrão, grupo de direita e centro-direita que tem maioria na Câmara, são as mais de 80 investigações no STF envolvendo suspeita de corrupção em verbas das emendas parlamentares, que movimentam a cada ano cerca de R$ 50 bilhões.

Além disso, deputados argumentam que a medida busca fortalecer o Parlamento diante do Poder Judiciário, alvo de reclamações por, por exemplo, derrubar leis aprovadas.

O texto, chamado pelos deputados de PEC das prerrogativas, tem como principal ponto dar ao Congresso o poder de barrar processos criminais no STF contra parlamentares ao exigir licença prévia do Legislativo. Essa autorização terá de ser deliberada pela respectiva Casa em até 90 dias a contar do recebimento da ordem do Supremo, em votação secreta.

Hoje o foro especial de deputados e senadores diz respeito apenas a investigações e processos relativos a crimes cometidos no exercício do mandato e em função dele. Não há necessidade de autorização para o STF abrir processo e também não há foro especial na área cível.

A PEC diz que medidas cautelares contra congressistas só podem ser autorizadas pelo STF, o que abre a possibilidade de que mesmo atos tomados em ações de improbidade (cíveis) tenham que ter autorização da corte.

Presidente de partidos políticos também terão foro especial, ou seja, serão julgados pelo STF.

Em uma manobra para aprovação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), chegou a liberar a participação remota dos deputados, o que não é comum às terças-feiras.

Para aprovar uma PEC, é necessário o apoio de 308 dos 513 deputados federais. Se passar nas duas Casas, ela é promulgada pelo próprio Congresso e entra em vigor, não cabendo sanção ou veto presidencial.

O governo Lula (PT) liberou a bancada após acordo com o centrão para aprovar a PEC em troca de barrar a proposta de ampla anistia aos condenados pela suposta trama golpista, incluindo Jair Bolsonaro (PL).

Por esse acerto articulado por Motta, a anistia ampla seria derrotada em votação nesta quarta (17) e haveria uma saída meio-termo: a redução das penas dos condenados, incluindo a do ex-presidente e dos outros sete réus condenados pelo STF na semana passada.

O relator da PEC, Cláudio Cajado (PP-BA), defendeu as prerrogativas parlamentares afirmando que elas são garantias constitucionais para que os deputados “possam exercer sua independência sem temer perseguições políticas”.

Motta, por sua vez, também mostrou-se favorável, dizendo que trata-se de “autonomia dos mandatos” e que muitos deputados reclamam sobre desrespeito às prerrogativas. “Não é uma pauta de governo ou de oposição, do PT ou do PL, da esquerda ou da direita”, disse.

O presidente da Casa afirmou ainda que a PEC não tem “novidades ou invencionismos” em relação ao texto de 1988, apesar do ampliação do conceito de foro e a brecha para o avanço na área cível.

No plenário, o deputado bolsonarista Zé Trovão (PL-SC) admitiu a expectativa do PL de que, ao aprovar a PEC, o apoio do centrão à anistia ampla seria concretizado —contrariando o acordo contra o perdão que envolve Motta e o governo. “O que está sendo votado hoje está sendo votado para que amanhã seja votada a anistia”, disse.

O bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que não se trata de blindagem e que deputados são perseguidos por suas falas. Na mesma linha, o bolsonarista Gustavo Gayer (PL-GO) disse que a PEC representa o fim da chantagem do STF. Já deputados da esquerda apelidaram a PEC de “bandidagem” ou “malandragem”.

“Virou PEC, sim, da blindagem, da bandidagem, da autoproteção, da couraça, do escudo, da carcaça, da casta, do corporativismo, da impunidade, da armadura e da vergonha, ou falta de vergonha. Eu tenho muitos mandatos aqui e nunca vi tamanho descaramento”, disse o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

Folha de S.Paulo

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Polêmica

VÍDEO: Pai do vereador Peron fala que filho era ameaçado de morte: “queria ser presidente da câmara”

Nesta terça-feira, Peron Bezerra, pai do vereador Peron Filho (MDB), lamentou a morte do filho, executado na noite de ontem na rodovia PB-071, no município de Pedro Régis, Litoral Norte da Paraíba.

Emocionado, durante entrevista ao Blog do BG PB, ele destacou o clima de intimidação política na região, já que o filho sofria ameaça de morte.

Para ver o vídeo clique aqui

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Polêmica

VÍDEO: COM A BOCA NA BOTIJA: prefeito Francisco Nazário é flagrado recebendo bolsa com dinheiro antes de campanha na PB


O prefeito da cidade de
Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, Francisco Nazário de Oliveira (Chico Nazário – União Brasil), foi filmado recebendo uma bolsa com ‘dinheiro vivo’.

O Pleno Poder apurou que o montante, algo em torno de R$ 400 mil, teria sido entregue às vésperas da campanha eleitoral do ano passado.

De acordo com fontes ouvidas, o dinheiro teria sido doado para a campanha de Chico Nazário e do então candidato a vice, Carlos Monteiro, pelo consultor financeiro Sandro Trajano de Freitas.

Em troca, o consultor indicaria uma empresa para ser contratada pelo município no recolhimento do lixo. Essa empresa repassaria para ele parte dos valores recebidos. Uma forma de compensar a doação de campanha.

No vídeo, o prefeito diz ter medo de ser visto recebendo o dinheiro. A entrega teria acontecido na residência do então candidato.

“Essa minha casa ela não tem… como ela não tem muro na frente, eu fico com medo dos caras coloquem uma câmera aí na frente. E o cara sair com dinheiro?”, diz o então candidato no vídeo.

Confira a gravação:

Nomeação e contrato

Dias após tomar posse, Chico Nazário publicou uma portaria rescindindo contratos da gestão anterior. Um deles o de recolhimento do lixo da cidade, que tinha valor de R$ 1,6 milhão por ano e estava em vigência até março de 2025.

O prefeito também nomeou o consultor financeiro Sandro Trajano como secretário de Articulação Política da cidade, com salário de R$ 9 mil por mês – de acordo com o Sagres do TCE (veja abaixo).

 VÍDEO: prefeito é filmado recebendo bolsa com dinheiro antes de campanha na Paraíba
Nomeação

E não parou por aí.

A empresa que teria sido indicada por ele, a HAC Serviços Ambientais LTDA – ME passou a ter um contrato de R$ 270 mil mensais junto à gestão de Nazário.

A contratação para locação de caminhões e recolhimento de resíduos sólidos foi feita por meio de dispensa de licitação no valor total de R$ 3,2 milhões – um valor bem mais ‘salgado’ que o contrato anterior.

Até agora, de acordo com dados do Sagres, do Tribunal de Contas do Estado, foram pagos para a HAC pouco mais de R$ 1,9 milhão.

O empreendimento fica em Igarassu, no Estado de Pernambuco, e está registrado em nome de Hilton Amorim Cunha Júnior. Abaixo a foto da sede da empresa, na cidade pernambucana.

 VÍDEO: prefeito é filmado recebendo bolsa com dinheiro antes de campanha na Paraíba
Laerte Cerqueira

Outro lado

Ao Blog a assessoria do prefeito de Caaporã, Chico Nazário, informou que ele não tem conhecimento dos fatos e só irá se pronunciar sobre a denúncia após ter ciência dessas informações.

Já o secretário Sandro Trajano disse que só vai se pronunciar oficialmente ao Ministério Público e à Justiça.

O Blog também procurou o empresário Hilton Amorim Cunha. Ele afirmou que não possui nenhuma relação com Sandro Trajano, nem com a possível devolução de recursos. “Participei do processo e ganhei a licitação. Não conheço nem mesmo o prefeito”, assinalou.

Recursos de campanha

De acordo com dados do TSE, contudo, a candidatura de Nazário tinha um limite de gastos de R$ 159,8 mil. Na prestação de contas oficial, feita à Justiça Eleitoral, a campanha do gestor afirmou ter tido despesas de R$ 159,7 mil, a maior parte com material gráfico.

JornalPB

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Sem categoria

VÍDEO: Presidente da Colômbia diz que ‘uma grande mulher’ sabe usar ‘seu clitóris e seu cérebro’

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a causar polêmica ao afirmar em uma reunião de gabinete na noite desta segunda-feira (15) que “uma grande mulher” sabe usar “o seu clitóris e o seu cérebro”.

O líder de esquerda convocou a reunião com seus ministros e ministras para, como de praxe, falar de uma série de assuntos do governo. Em determinado momento, Petro diz: “Uma mulher livre faz o que bem entende com o seu clitóris e com o seu cérebro, e se souber combiná-los, será uma grande mulher.”

Nenhuma das pessoas presentes comenta a fala. O trecho da reunião, que é transmitida ao vivo, viralizou nas redes sociais. O presidente colombiano recebeu uma enxurrada de críticas, que apontaram machismo.

Petro falava sobre a decisão judicial que suspendeu provisoriamente a nomeação do ministro da Igualdade, Juan Carlos Florián, ao considerar que violava a exigência de paridade de gênero no gabinete ministerial.

“Um juiz da Santa Inquisição ignora o direito do presidente de configurar seu gabinete e diz que Florián não pode ser ministro. Ele não está aqui por causa desse atropelo contra a liberdade humana”, declarou o ex-guerrilheiro.

A nomeação de Florián, que é cientista político, ativista da comunidade LGBTQIA+ e ex-ator pornô, causou polêmica e críticas, incluindo de membros do seu governo. Antes, a pasta era ocupada por Carlos Rosero, que estava no cargo havia cinco meses após a saída da vice-presidente do país, Francia Márquez, que acumulava o cargo.

Petro, então, falou sobre identidade de gênero e comentou sobre o órgão sexual.

O comentário ocorre em um momento em que o mandatário está sob pressão política a menos de um ano das eleições presidenciais de 2026, com diversas crises e rachas internos em seu governo. Sua gestão, iniciada em agosto de 2022, já teve mais de 50 ministros (sem contar os interinos) nas 19 pastas, com nenhum titular originalmente escolhido por ele se mantendo no comando de um ministério.

Outras falas polêmicas

Não é a primeira vez que Petro, conhecido por seu caráter intempestivo e confrontador, gera polêmica devido a um comentário. Em fevereiro deste ano, também em uma reunião de seu gabinete, ele disse que “a cocaína não é pior do que uísque”.

Defensor da legalização, declarou que a droga só é ilegal “porque é feita na América Latina”. “O negócio poderia ser facilmente desmantelado se a cocaína fosse legalizada em todo o mundo”, declarou na ocasião. “Venderia como vinho.”

Folhapress

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