Judiciário

STF mantém decisão e obriga Prefeitura de João Pessoa a pavimentar Rua da Aurora em Miramar



					STF mantém decisão e obriga Prefeitura de João Pessoa a pavimentar Rua da Aurora em Miramar
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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, negou seguimento a um recurso da Prefeitura de João Pessoa e manteve a determinação judicial que obriga o Município a desobstruir e concluir a pavimentação da Rua da Aurora, no bairro de Miramar, no prazo de 90 dias.

A decisão reforça o entendimento de que a ocupação irregular da área compromete a acessibilidade, a mobilidade urbana e o direito de ir e vir dos moradores da região.

Ao analisar o caso, Toffoli destacou que o recurso não poderia prosperar porque a decisão contestada está alinhada à jurisprudência do STF. Segundo o ministro, em situações excepcionais, o Poder Judiciário pode determinar que a Administração Pública adote medidas para assegurar direitos constitucionais essenciais, sem que isso represente violação ao princípio da separação dos poderes.

“Não se trata de ingerência ilegítima de um Poder na esfera de outro”, pontuou o ministro, ao afirmar que a atuação judicial é legítima quando visa garantir direitos fundamentais.

Ação tramita há mais de uma década

A ação foi proposta em 2014 pelo Ministério Público da Paraíba, por meio da Promotoria do Meio Ambiente. Em 2018, a 6ª Vara da Fazenda Pública da Capital determinou que o Município promovesse a desobstrução da Rua da Aurora até a Rua do Sol, além da pavimentação completa da via e da construção de calçadas.

Durante o processo, a Prefeitura sustentou que não havia invasão de área pública, alegando que a propriedade respeitava as medidas da planta do loteamento Jardim Miramar. O argumento, no entanto, não foi acolhido pela Justiça, que apontou a ausência de provas capazes de comprovar a versão apresentada.

Registros do próprio Município indicam que a Rua da Aurora é uma via pública, prevista como ligação entre a Avenida Epitácio Pessoa e a Rua do Sol, por trás do supermercado Pão de Açúcar.



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TJ manteve sentença

Em 2024, a Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Paraíba manteve a sentença, destacando a omissão do poder público na efetivação da obra.

O acórdão ressaltou que direitos como saúde, mobilidade, segurança, dignidade da pessoa humana e o direito de ir e vir devem ser tratados com prioridade absoluta. Para o colegiado, não há interferência indevida do Judiciário no mérito administrativo quando a decisão busca assegurar direitos fundamentais previstos na Constituição.

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Brasil

Furto e roubo de celular podem ter pena ampliada para até oito anos

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A Comissão de Segurança Pública (CSP) quer dobrar a pena para o furto de aparelhos celulares para 4 a 8 anos de prisão e multa (PL 494/2025).

Aprovado nesta terça-feira (24) o projeto também aumenta a punição para o roubo, que é a subtração do telefone com o emprego de violência.

O relator, senador Márcio Bittar (PL-AC), reclamou de quem tenta diminuir a gravidade desse tipo de crime. A proposta vai para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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ALPB

ALPB ignora decisão do TJ e mantém invocação religiosa em sessão



					Galdino ignora decisão do TJ e mantém invocação religiosa em sessão da ALPB: "estamos recorrendo"
divulgação/ALPB

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (Republicanos), abriu a sessão desta terça-feira (23) com a expressão religiosa “sob a proteção de Deus”, apesar de o trecho já ter sido declarado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).

Na sessão ordinária, o deputado Tovar Correia Lima, que presidiu a sessão, optou respeitar a decisão judicial mas, na abertura de uma sessão extraordinária, Galdino questionou a sua equipe ao apresentar o texto a ser lido sem a expressão regimental.

“Tiraram aqui em nome de Deus? quem mandou tirar? Ainda estamos recorrendo”, declarou o presidente.

Galdino afirmou que a Assembleia Legislativa já recorreu da decisão e não existe trânsito em julgado do processo, ou seja, não houve uma decisão definitiva sem a possibilidade de recurso.

O Órgão Especial do TJPB considerou inconstitucional o artigo do Regimento Interno da Assembleia ao julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Ministério Público da Paraíba. Para a maioria dos desembargadores, a invocação religiosa viola o princípio da laicidade do Estado.

Além da expressão “Sob a proteção de Deus e em nome do povo paraibano, declaro aberta a presente sessão”, tradicionalmente utilizada pelo presidente da Casa durante o pequeno expediente, também foi derrubado o trecho que fazia referência à presença da Bíblia Sagrada sobre a mesa diretora durante toda a sessão.

O recurso apresentado pela Assembleia Legislativa da Paraíba ainda aguarda análise do Judiciário.

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Brasil

VÍDEO: Deputado Van-Hatten afirma que Lulinha é ‘chefe da máfia do INSS’

Imagem: reprodução

O deputado federal Marcel Van-Hattem fez um discurso duro na CPMI do INSS, nesta segunda-feira (23/02) e acusou o Governo do PT de não querer prorrogar os trabalhos da investigação, diante da aproximação com a figura de Lulinha, filho do presidente Lula. Assista no vídeo acima.

Com uma imagem de Lulinha nas mãos, o parlamentar afirmou que a CPMI do INSS estava chegando perto do “chefe da máfia”. Durante todo o discurso, inclusive, Marcel Van-Hattem detalhou as ações do PT para tentar prejudicar as investigações.

Assista:

96 FM Natal

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Polêmica

Justiça da Paraíba nega habeas corpus e mantém prisão de Hytalo Santos e Euro

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A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou, nesta terça-feira (23), o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa dos influenciadores Hytalo Santos e Israel Natã Vicente (conhecido como Euro). Com a rejeição dos desembargadores, o casal permanece preso.

A medida foi aprovada pela maioria do colegiado, com exceção do relator do caso, João Benedito. Ele manteve o voto pelo fim da prisão preventiva dos condenados com a imposição de medidas cautelares.

“O decreto de prisão preventiva tem como fundamento a necessidade de garantia da instrução criminal, e nesse caso, a instrução criminal já afindou, não há o que se falar. E da aplicação da lei penal, que eu disse na minha decisão, que para preservar a aplicação da lei penal, as medidas cautelares que foram estabelecidas no meu voto são suficientes para preservá-la”, disse o relator.

No último fim de semana, a 2ª Vara Mista de Bayeux condenou Hytalo a 11 anos e 4 meses de prisão, e Israel a 8 anos e 10 meses de prisão. Eles foram sentenciados por produção de conteúdo com conotação sexual envolvendo adolescentes.

Na decisão de hoje que negou o habeas corpus ao casal, o desembargador Ricardo Vital de Almeida argumentou que as justificativas para determinar as prisões preventivas permanecem atuais, de forma a evitar destruição de provas, fuga e intimidação das vítimas. Ele acrescentou que as cautelares não seriam suficientes para manter a ordem pública.

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Brasil

Frigorífico é condenado por anunciar camarão “maior que cérebro de petista”

Foto: Reprodução

A Justiça de Goiás condenou o frigorífico Casa de Carnes Frigorífico Goiás Ltda. a pagar R$ 130 mil por veicular publicidade considerada abusiva e discriminatória contra consumidores. Em setembro, em um cartaz anunciando promoção de produtos, o local escreveu a frase: “Petista aqui não é bem-vindo.” No dia 7 do mesmo mês, o representante legal da empresa reforçou o teor da mensagem em uma rede social ao publicar: “Não atendemos petista”.

A condenação foi proferida nesta segunda-feira (23/2) pela 23ª Vara Cível de Goiânia, após ação civil pública movida pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Do total, R$ 30 mil correspondem a indenização por dano moral coletivo e R$ 100 mil ao descumprimento de decisões judiciais anteriores.

A ação civil pública foi proposta pelo promotor de Justiça Élvio Vicente da Silva, da 70ª Promotoria de Justiça de Goiânia. Para o Ministério Público de Goiás (MPGO), as manifestações configuraram tratamento hostil e excludente a consumidores com base em convicção político-partidária. O Metrópoles entrou em contato com o estabelecimento. O espaço está aberto para manifestações.

Na época, o MPGO pediu, em caráter de urgência, a retirada imediata das publicidades discriminatórias, tanto da loja quanto das redes sociais, além da proibição de novas mensagens semelhantes. A liminar foi concedida, mas, segundo a decisão desta segunda, a empresa descumpriu as ordens judiciais.

Após a primeira determinação, os cartazes foram substituídos por frases como “Bandido aqui não é bem-vindo, e nem quem vota em bandido” e “Camarão GG: maior que cérebro de petista”.

Para a Justiça, a mudança representou tentativa de burlar a decisão anterior, mantendo de forma implícita a prática considerada discriminatória.

Na sentença, o magistrado rejeitou o argumento da defesa de que as publicações estariam amparadas pela liberdade de expressão. Segundo ele, o direito não é absoluto, especialmente no contexto das relações de consumo.

O juiz destacou que associar a oferta de produtos à exclusão de determinado grupo político viola o Código de Defesa do Consumidor, que proíbe publicidade discriminatória de qualquer natureza (artigo 37, parágrafo 2º) e a recusa de atendimento a consumidores (artigo 39, II).

A decisão também aponta afronta a princípios constitucionais como a dignidade da pessoa humana e o pluralismo político.

Metrópoles

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Polícia

Ex-gerente da Caixa é alvo da PF por desviar R$ 1 milhão de contas de idosos

Foto: Reprodução/PF

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (24) a Operação Sem Remorso para investigar um ex-gerente da Caixa Econômica Federal suspeito de desviar cerca de R$ 1 milhão, principalmente de contas de clientes idosos. A ação ocorreu em Dionísio Cerqueira, no Oeste de Santa Catarina.

A informação é da colunista Mirelle Pinheiro, do Metrópoles. De acordo com as investigações, o ex-gerente teria utilizado as atribuições do cargo para realizar saques e movimentações sem autorização dos correntistas. O prejuízo estimado considera valores atualizados entre janeiro e agosto de 2022.

Durante o cumprimento de mandado de busca na residência do investigado, foram apreendidos documentos, celular e um carro de luxo. O material recolhido será analisado para identificar a extensão do esquema e possível participação de terceiros.

A Caixa informou que instaurou processo administrativo disciplinar, que resultou na demissão do gerente em julho do ano passado, por conduta considerada incompatível com a função. O caso é investigado como peculato — crime cometido por servidor público que se apropria de valores sob sua responsabilidade.

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Política

Após decisão do STF, Congresso faz ofensiva para ouvir Vorcaro

Foto: Reprodução

Após decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que tornou facultativa a presença do banqueiro Daniel Vorcaro em oitivas no Congresso, parlamentares iniciaram uma ofensiva para garantir o depoimento do dono do Banco Master.

O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, senador Carlos Viana, afirmou que não abre mão de ouvir Vorcaro presencialmente em Brasília. Segundo ele, a defesa do empresário sugeriu uma reunião fechada em São Paulo, proposta que foi descartada. “Aqui ele não terá nenhum privilégio. Vou lutar pela presença dele aqui”, declarou.

Já a senadora Damares Alves apresentou dois requerimentos para viabilizar alternativas. Um deles propõe que a oitiva ocorra nas dependências da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. O outro sugere depoimento por videoconferência, com comparecimento físico ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região, como forma de garantir formalidade e controle institucional.

Apesar da mobilização na CPMI, cresce a possibilidade de que Vorcaro seja ouvido pelo grupo de trabalho da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidido pelo senador Renan Calheiros. Segundo apuração, o banqueiro sugeriu três alternativas: depoimento em São Paulo, participação por videoconferência ou comparecimento presencial na semana seguinte.

A decisão final caberá aos integrantes das comissões, que devem votar qual formato será adotado. O embate expõe mais um capítulo da tensão entre Legislativo e Judiciário em torno das investigações sobre o sistema financeiro e os desdobramentos do caso.

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Sem categoria

Governo Lula desativa quase 1.900 leitos psiquiátricos em dois anos

O atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechou mais de 2.800 leitos nas áreas de psiquiatria, obstetrícia e pediatria ofertados pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

De 2023 a 2025, houve redução de 1.885 leitos psiquiátricos, 679 leitos obstétricos e 302 leitos pediátricos.

O levantamento foi feito pelo Farol da Oposição, do Instituto Teotônio Vilela, organismo de estudos e formação política do PSDB, a partir de dados públicos do Datasus e do IBGE. O Poder360 confirmou os dados nas plataformas públicas.

Em relação à abertura de novos leitos, houve queda de 30,6% em comparação com os 3 primeiros anos do governo de Jair Bolsonaro (PL). Entre 2023 e 2025, foram abertos 7.050, enquanto que, entre 2019 e 2021, foram 10.163.

O pior desempenho da atual gestão é na oferta de leitos clínicos, que ficou quase inalterada. Foram abertas 627 unidades. Nos primeiros anos da gestão anterior, foram 20.278 só nesta especialidade.

Já o melhor desempenho foi dos leitos cirúrgicos, com 7.526 novas unidades desde 2023. No mesmo período do governo Bolsonaro, foram abertos 3.128.

Desde 2005, foram fechados 38.137 leitos ofertados pelo SUS. Passou de 354.666 para 316.529 no ano passado. O número de unidades disponíveis em 2025 foi o maior desde 2014.

Em nota ao Poder360, o Ministério da Saúde afirmou que, na atual gestão, o total de leitos do SUS aumentou em 10.057 unidades entre 2022 e 2025, revertendo “um cenário de queda constante nos últimos 15 anos”. A pasta destacou ainda “recorde histórico de cirurgias eletivas”, com 14,7 milhões de procedimentos realizados em 2025.

Poder360

 

O ministério declarou que a análise por especialidades deve considerar fatores como a Reforma Psiquiátrica e a “redução do tempo médio de internação”, e informou que o orçamento da Saúde Mental cresceu 70%, alcançando R$ 2,9 bilhões. Também citou investimentos em leitos neonatais e novas maternidades dentro de um “modelo humanizado de atendimento”.

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Polícia

Justiça mantém prisão de policial acusado de agredir filho de deputado paraibano

Prédio do Tribunal de Justiça da Paraíba

Gabriel Albuquerque – MaisPB

A Justiça da Paraíba manteve, nesta segunda-feira (23), a prisão do policial militar pernambucano José Eduardo de Oliveira Filho, acusado de agredir o filho e a filha do deputado federal Mersinho Lucena (PP) durante o Bloco das Muriçocas do Miramar, em João Pessoa. Eles estavam em um camarote quando se envolveram em uma confusão generalizada após uma pessoa jogar água para o ar.

Por se tratar de um militar, na audiência de custódia, foi determinado o cumprimento da prisão preventiva no prédio do 1º Batalhão da Polícia Militar da Paraíba, no Centro de João Pessoa.

José Eduardo teve a prisão decretada no dia 13 de fevereiro, mas só foi preso nesse domingo (22). Na decretação, o juiz André Ricardo de Carvalho Costa entendeu como “necessária” a reclusão do agente pela gravidade das agressões registradas.

“A necessidade concreta da medida está evidenciada, sobretudo, pela gravidade concreta do modus operandi descrito: agressões severas em contexto de multidão/festa, com escalada de violência, golpes de mata leões que deixaram vítimas desacordadas, cotoveladas, chutes em cabeça da vítima, atuação conjunta, o que, em tese, revela acentuada periculosidade e risco de reiteração, autorizando a custódia para garantia da ordem pública”, frisa o juiz.

“A situação concreta aponta que providências de menor intensidade, isoladamente, tendem a se mostrar insuficientes, diante da extrema gravidade concreta da conduta com emprego de técnicas letais de combate contra vítimas adolescentes”, acrescentou o magistrado na decretação da prisão.

O filho do deputado, menor de idade, relatou à polícia ter sido enforcado por José Eduardo e só conseguiu escapar do golpe “mata-leão” depois que a namorada golpeou ele nas costas. Logo em seguida, o policial deu um soco na jovem, que caiu no chão e cortou o pé ao pisar em um vidro quebrado. Um amigo do casal chegou a desmaiar em decorrência das agressões.

Na confusão, José Eduardo estava acompanhado de um amigo, Pedro Henrique de Brito Lima, que também teve a prisão decretada. Porém, até o momento, ele segue foragido.

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