TCE

E agora Luciene? Má situação do Ipam pode impedir futuros pagamentos a aposentados e pensionistas de Bayeux

O Instituto de Previdência e Assistência ao Servidor Público Municipal de Bayeux (Ipam) arrecadou de janeiro a outubro do ano passado a importância de R$ 29.161.213,49, segundo informações encaminhadas ao Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres), do Tribunal de Contas da Paraíba. No mesmo período, o Ipam empenhou despesas da ordem de R$ 31.835.512,48, de acordo com a mesma fonte. Ou seja, gastou mais do que recebeu.

As cifras constam do Relatório de Auditoria Integrada realizado por auditores do TCE, em novembro passado, e compõem o Processo de Acompanhamento da Gestão Municipal do qual é relator o conselheiro André Carlo Torres Pontes.

Em outubro, o saldo das disponibilidades financeiras do Ipam era de R$ 473.103,68, quantia em 17,47% inferior à verificada no início do exercício de 2023 (então, R$ 573.259,76). Os auditores constataram que, ao longo dos últimos cinco anos, a situação tem ali piorado, preocupando quanto à capacidade de RPPS arcar, no futuro, com o pagamento dos benefícios previdenciários.

“Bayeux tem em atividade 1.286 servidores efetivos (financiadores do Regime Próprio de Previdência Social – RPPS) e 3.332 contratados por excepcional interesse público. Mas estes últimos contribuem para o Regime Geral de Previdência, o INSS, o que inviabiliza o Instituto Municipal”, esclarece o presidente do TCE, conselheiro Nominando Diniz.

Com o Certificado de Regularidade Previdenciária bloqueado pelo Ministério da Previdência, o Ipam consegue operar em decorrência da concessão desse documento por via judicial, lembra o presidente do TCE.

 

Segundo dados do Sagres, são 993 os aposentados e pensionistas às expensas do Instituto de Bayeux. A relação entre os ativos e estes últimos não passa de 1,19. Os auditores fizeram ver que deveria ser, pelo menos, de três servidores ativos para cada aposentado e pensionista.

 

Concluído o relatório de Auditoria, os dirigentes foram alertados, dentre outros aspectos, para o fato de que “não poderá ocorrer nomeação de novos servidores para cargos cuja remuneração ultrapasse o teto do RGPS, sem o Regime de Previdência Complementar (RPC) instituído por lei”. Houve alerta, ainda, quanto “à ausência de recebimento de receita de compensação previdenciária no período analisado, de modo que se faz necessário que o RPPS adote medidas cabíveis com vista à sua arrecadação”.

 

Também, quanto à ausência de empenho de obrigações patronais pelo RPPS, “em que pese haver o registro de despesas a título de vencimentos e vantagens fixas”. Segundo os auditores, a avaliação atuarial do plano capitalizado de 2023 teve elaboração intempestiva do Ipam “prejudicando o correto registro das previsões matemáticas no balanço patrimonial de2022”.

 

A prefeita de Bayeux, a quem houve emissão de parte desses alertas, foi advertida, igualmente, para o fato de que a situação orçamentária e financeira do RPPS municipal é preocupante quanto à incapacidade de arcar, no futuro, com o pagamento dos benefícios previdenciários a aposentados e pensionistas.

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TCE

Em 10 anos, decisões do TCE-PB geram mais de R$ 460 milhões em multas e só 1% está regularizado; Veja ranking dos devedores

 

Nos últimos 10 anos, decisões tomadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) geraram um volume milionário de débitos e multas para gestores, empresas e empresários que fizeram negócio com o poder público no estado. O montante chega a R$ 461,2 milhões, segundo dados do Observatório de Dados, levantados pelo Conversa Política, nesta quarta-feira (3).

São punições impostas pela Corte ao analisar as contas e contratos praticados pelo estado e municípios paraibanos e considerá-las com irregularidades.

Para além do volume imputado, próximo de meio bilhão de reais, chama a atenção o total do que, de certa forma, foi pago ou devolvido pelos envolvidos nas irregularidades constatadas pelo TCE no curso do acompanhamento dos processos. Apenas R$ 4,9 milhões foi quitado, o que representa apenas 1% de tudo o que foi imputado em débitos e multas a eles.

Há, ainda, R$ 10,8 milhões que ainda está em processamento no tribunal.

A maior parte do dinheiro, R$ 445,4 milhões, ainda está nas Procuradorias estaduais ou municipais, em diferentes fases. O maior volume, de quase R$ 212 milhões, já teve a cobrança judicial realizada. Foram protocolados 4.608 ofícios. Há ainda 686 ofício de cobrança que aguarda-se informação de ajuizamento de cobrança judicial. A soma, neste caso, chega a R$ 126 mil.

Confira a situação das cobranças nas procuradoria:

Em 10 anos, decisões do TCE-PB geram mais de R$ 460 milhões em débitos e multas e só 1% está regularizado

Maiores devedores

O Observatório de Dados do TCE-PB também aponta quem mais foi alvo de imputação de débitos e multas na última década, com recorte por jurisdicionado e por imputado.

No caso dos jurisdicionados, o número um no ranking é a Secretaria de Estado da Saúde, com R$ 132,7 milhões, e gira em torno das gestões pactuadas com Organizações Sociais (OS) para administração de unidades hospitalares estaduais.

Esses contratos com as OS, como a Cruz Vermelha, Instituto Acqua e IPCEP foram alvo de investigações no âmbito da Operação Calvário, pelo Gaeco do MPPB. No âmbito do TCE, débitos e multas tem sido imputadas às empresas e empresários na análise desses contratos.

O Ipcep tem o maior valor imputado, de quase R$ 19 milhões. Esse valor foi imputado aos gestores Antônio Carlos de Souza Range, Henaldo Vieira da Silva e Mario Sergio Santa Fé da Cruz.

Em segundo lugar vem irregularidades nas prestações de contas anuais da Secretaria de Finanças de Campina Grande, na gestão do secretário Rennan Trajano, em 2017. O débito imposto e ale e a Júlio César de Arruda Câmara Cabral passa de R$ 17,5 milhões.

Confira o ranking dos dez maiores devedores: 

Em 10 anos, decisões do TCE-PB geram mais de R$ 460 milhões em débitos e multas e só 1% está regularizado

 

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TCE

Concurso da prefeitura de Conde pode ser suspenso após TCE apontar irregularidades; entenda

Auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) constaram irregularidades e sugeriram “fortemente” a suspensão cautelar do concurso público que seria realizado pela Prefeitura de Conde, Litoral Sul paraibano.

De acordo com auditoria, há indícios de irregularidades caracterizados por falhas na escolha da banca organizadora, a Consulpam Consultoria, pelo valor de R$ 290 mil “sem que se saibam quais são as reais despesas da organizadora, de modo a se conferir o necessário equilíbrio de contas”.

A banca, conforme denúncia feita pelo vereador Eduardo Soares, estaria envolvida em várias irregularidades relativas à falta de transparência e outras inconformidades na execução dos certames, Além disso, a presidente da empresa estaria enfrentando diversas denúncias e processos judiciais no estado do Ceará, incluindo esferas criminais, por acusações que envolveriam falsificação de documentos públicos, falsificação de documento particular, fraude e outras situações.

“Considerando todo o exposto neste relatório, este Órgão Técnico entende que deve ser aplicada Medida Cautelar com a finalidade de obrigar a Prefeitura Municipal de Conde a suspender o referido processo de concurso público”, conclui a auditoria.

Irregularidades encontradas:

Não foi apresentada a legislação relativa ao quantitativo de vagas para magistério e suporte pedagógico
Divergências verificadas entre os requisitos legais exigidos para admissão nos cargos de Artesão, Motorista e Tratorista, bem como de Auxiliar de Farmácia e Auxiliar em Saúde Bucal
Não houve destinação real de vagas aos portadores de deficiência física
Edital prevê momento inadequado de aferição do critério de desempate estabelecido no Estatuto do Idoso
Salário base para Enfermeiro e Técnico de Enfermagem bem inferior ao piso nacional estabelecido
Distinção inconstitucional entre a remuneração de médicos contratados e efetivos

A prefeita Karla Pimentel foi citada e terá prazo de 15 dias para apresentar defesa ou justificativa.

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TCE

TCE cobra transparência a 25 prefeituras paraibanas que ‘escondem’ dados do Sagres

O Sagres on-line é uma importante ferramenta de controle social (Foto: Reprodução)

 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) está de olho nas gestões municipais que não estão atualizando o Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres). Atualmente, 25 prefeituras paraibanas estão em atraso com a atualização dos dados e, portanto, deixando de ser transparentes.

Durante sessão nesta quarta-feira (06), o presidente do TCE-PB, Nominando Diniz, disse que as prefeituras em atraso com a atualização dos dados estão sujeitos a multa. “Todos sujeitos a penalidades pecuniárias”, disse.

Os municípios que não atualizaram o Sagres nos últimos quatro dias são: Juarez Távora, Marizopólis, Monteiro, Nova Olinda, Olho D’Água, Patos, Pedra Lavrada, Piancó, Poço José de Moura, Riachão, Riachão do Poço, Salgadinho, Salgado de São Félix, Joca Claudino, São Vicente do Seridó, Serra Branca, Serraria, Solânea, Tavares, Teixeira, Uiraúna, Umbuzeiro, Zabelê e Sapé.

O Sagres on-line é uma importante ferramenta de controle social que o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba oferece à sociedade, para que esta possa fiscalizar a aplicação dos recursos públicos do Estado e dos municípios.

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TCE

Situação precária: 25 unidades de saúde na Paraíba têm falhas na estrutura, diz TCE; CG está na lista

 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) fez um verdadeiro raio-x em unidades de saúde de mais de 100 municípios paraibanos. E o resultado da auditoria revela uma situação de extrema precariedade em pelo menos 25 deles.

Os auditores encontraram nos locais fiscalizados problemas como banheiros interditados, vazamentos nas instalações, ambientes com paredes mofadas, impossibilidade para realização de exames citológicos pela falta de condições mínimas de equipamentos, lixo hospitalar nas proximidades de refeitório, estufa quebradas e salas sem refrigeração, principalmente nos ambientes de vacinas e de medicamentos.

Em todas essas situações os auditores fizeram registros fotográficos, que serão inseridos aos relatórios individuais consolidados para cada unidade de saúde e seus respectivos municípios, segundo observou Eduardo Albuquerque, reiterando que caberá aos respectivos relatores dos municípios, a análise e emissão de alertas durante o processo de acompanhamento da gestão, conforme entender e diante da necessidade, com reflexos nas prestações de contas.

Na apresentação, o diretor mostrou alguns casos que chamaram a atenção, a exemplo do município de Pirpirituba, onde se verificou instalações precárias no consultório odontológico, inclusive com a falta de alvará de funcionamento atualizado.

Os auditores mostraram fotografias de vazamentos, tetos com rachaduras – indicando risco de desabamento e falta de rebocos nas paredes da UBS no bairro de Monte Santo, em Campina Grande.

Em Belém, depósitos de lixo contaminado nas proximidades do refeitório. A situação mais grave foi detectada em Santa Rita, onde constatou-se tetos caídos, lixo hospitalar em local impróprio, falta de acesso e aspectos de sujeira, supondo-se excrementos de ratos na sala de procedimentos.

O trabalho da Auditoria consistiu em avaliar in loco a qualidade dos serviços prestados à população e a utilização eficiente dos recursos públicos nas quatro mesorregiões do Estado, envolvendo 153 Unidades Básicas de Saúde – UBS.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Nominando Diniz Filho, avaliou os primeiros resultados da Auditoria Coordenada e reiterou sua preocupação com a situação dos municípios que necessitam de providências urgentes, quadro que ficou evidenciado pelos técnicos, inclusive com registros fotográficos. Ele disse que esse é um trabalho do TCE, importante para os gestores, que podem tomar as providencias e solucionar as situações mais graves. Ele citou que em suas visitas itinerantes aos municípios tem verificado exemplo de boa gestão da saúde pública, mas também viu situações que preocupam o TCE, em especial por se tratar de recursos públicos destinados à saúde da população.

O conselheiro Fábio Nogueira, vice-presidente da Corte, que no momento da apresentação presidia a sessão – em virtude de momentânea ausência do presidente Nominando Diniz, reiterou a importância das auditorias coordenadas e parabenizou a Auditoria pelo trabalho, que mostra um retrato real da situação da UBS e da preocupação do TCE, no tocante à boa aplicação dos recursos públicos. O conselheiro Arnóbio Viana considerou o relatório um importante subsídio para auxiliar os relatores dos respectivos municípios, inclusive, em alguns casos, podendo sugerir a realização de pactos de ajustamento de conduta, necessários à regularização do problema.

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TCE

Secretarias da PB e da Prefeitura de JP vão passar por inspeções do TCE após repasses de dinheiro ao Padre Zé

 

Nesta quarta-feira (22), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) anunciou inspeções especiais em secretarias do Estado e da Prefeitura de João Pessoa que destinaram recursos ao Hospital Padre Zé, anteriormente liderado pelo Padre Egídio de Carvalho Neto. O religioso, preso na segunda fase da operação Indignus, é acusado de desviar aproximadamente R$ 140 milhões do Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA), ligadas à Arquidiocese da Paraíba.

 

A decisão do Tribunal, conforme o conselheiro Nominando Diniz, baseia-se em conclusões de um relatório do setor de inteligência da Corte sobre convênios entre as secretarias e o Instituto São José, mantenedor do Hospital Padre Zé. Os dados serão encaminhados à auditoria para instauração das inspeções, visando analisar as prestações de contas, pois há indícios de uso indevido dos recursos para fins diferentes das ações sociais.

 

O presidente do TCE mencionou visitas do arcebispo da Capital e do Padre George Batista, novo diretor do hospital, que solicitaram informações sobre as contas da ASA e do Instituto São José, além de apoio do Tribunal nos procedimentos de fiscalização e transparência pública.

 

Uma apuração do Gaeco indicou confusão patrimonial entre a ASA, Padre Zé e Padre Egídio, com suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e falsificação de documentos.

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TCE

CADÊ A TRANSPARÊNCIA? MPC cobra licitação de Cícero de quase R$ 8 milhões em obras na orla do Cabo Branco além de documentos sobre impacto ambiental

(Segundo o MPC, as duas principais obras sem licitação são o giradouro e calçadão na orla do Cabo Branco – Foto: Cícero Lucena autorizando obras na praia de João Pessoa)

 

Conforme análise do Blog do BG PB, a Força Tarefa do Patrimônio Cultural (FTPC) do Ministério Público de Contas do Estado da Paraíba está cobrando explicações da Prefeitura Municipal de João Pessoa sobre obras milionárias em andamento na faixa litorânea da cidade.

As intervenções, anunciadas pelo Prefeito Cícero Lucena, estão sob dúvidas devido à ausência de documentação ambiental necessária nas licitações relacionadas.

Especificamente, a FTPC destaca as obras próximas ao girador, na área do Cabo Branco, referentes à licitação para contenção da calçada do Cabo Branco, com estacas pranchas metálicas simples laminadas cravadas em solo. O valor estimado dessa obra é expressivo, totalizando R$ 7.396.629,53. No entanto, a documentação ambiental obrigatória não foi apresentada, levantando preocupações sobre a legalidade do processo.

Clique aqui e confira o documento

Da mesma forma, a licitação para a revitalização do calçadão do Cabo Branco, orçada em R$ 496.166,05, também carece dos documentos ambientais necessários. A declaração de existência de licença ambiental, conforme a Declaração de Projeto Básico, não foi respaldada por registros verificáveis.

O Ministério Público de Contas enfatiza a relevância da apresentação imediata das licenças, estudos e relatórios de impacto ambiental para garantir a transparência e legalidade dessas obras milionárias na faixa litorânea.

Blog do BG PB

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TCE

Institutos filantrópicos terão que usar sistema para justificar gastos, decide TCE

Hospital Padre Zé, em João Pessoa (Foto: Divulgação)

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) vai exigir que entidades filantrópicas da Paraíba, a exemplo do Hospital Padre Zé, terão que adotar um sistema de transparência para justificar as receitas e despesas com dinheiros que envolvem recursos públicos.

A medida acontece após o Ministério Público da Paraíba desvendar um escândalo envolvendo o desvio de R$ 140 milhões do Padre Zé durante a gestão do Padre Egídio Carvalho, preso na semana passada no âmbito da Operação Indignus.

“Eu me reuni com a Controladoria-Geral do Estado e a Controladoria-Geral de João Pessoa, e nós vamos exigir que todas as entidades que recebem dinheiro público tenham um sistema para sociedade tomar conhecimento da receita que recebe, da despesa e quem recebeu o dinheiro. Se nós tivéssemos esse sistema [no Padre Zé], não tínhamos chegado onde chegamos”, disse Nominando Diniz, presidente do TCE.

O presidente afirmou que há muitos recursos para as unidades que são oriundos da Governo do Estado e da Prefeitura de João Pessoa. “É preciso a gente saber o que é feito esse dinheiro”, disse.

Com MaisPB

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TCE

Diretor do Hospital Padre Zé pede apoio ao TCE para análise de contas do instituto

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Nominando Diniz Filho, recebeu nesta segunda-feira (20), em audiência, o padre George Batista, atual presidente do Instituto Padre Zé, unidade mantenedora do Hospital Padre Zé, instituição que foi alvo de escândalo, após o episódio de corrupção, que afastou o ex-diretor, Padre Egídio, envolvido em irregularidades denunciadas pelo Ministério Público Estadual (Gaeco).

Padre George, como é conhecido, esteve acompanhado da assessora Valdênia Figueiredo Inácio. Na oportunidade, ele requereu ao conselheiro apoio do TCE para ampliar a transparência dos recursos que são transferidos pelos órgãos públicos. Solicitou ainda a orientação do Tribunal no tocante à prestação de contas (PCA), inclusive em relação aos valores creditados e utilizados pela instituição na manutenção do Hospital e das ações sociais voltadas às pessoas carentes.

O padre George revelou ao presidente as dificuldades que está enfrentando, diante da situação em que se encontra o Instituto, inclusive, no que tange aos compromissos diários que precisam ser mantidos para fazer o hospital funcionar em condições mínimas de humanidade, tendo em vista que são dezenas de pacientes internos, precisando do acompanhamento dos médicos e enfermeiros, medicamentos e demais atividades de apoio.

O conselheiro Nominando Diniz disse ao sacerdote que o TCE tem sido parceiro no apoio ao Ministério Público, contribuindo com a investigação que está sendo realizada com o intuito de apurar as responsabilidades pelos desvios de recursos transferidos ao Instituto, na ordem de R$ 150 milhões, sob a responsabilidade do ex-diretor, Padre Egídio.

Segundo as investigações do Gaeco, os valores recebidos pela direção anterior teriam sido utilizados para compra de imóveis pessoais, peças de artes e objetos de alto valor financeiro. Nominando orientou ao padre para que o Instituto introduza um sistema de controle financeiro na internet, espaço para publicação de toda a movimentação financeira, mostrando com transparência a destinação dos créditos e dos débitos realizados pela instituição. O diretor de Tecnologia da Informação do TCE, auditor Ed Wilson, também participou da reunião.

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TCE

TCE QUER SABER: Cícero Lucena gasta mais de R$ 1,5 Milhão na Semob e não comprova despesas

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, foi notificado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) devido à falta de comprovação de gastos que somam quase meio milhão de reais na Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob).

O TCE emitiu uma notificação apontando irregularidades, especialmente na ausência de informações cruciais no exercício, como o inventário de bens móveis e imóveis.

Segundo o TCE, o balanço patrimonial evidencia discrepâncias, destacando o aumento significativo de 45,187% na conta “Estoques”, passando de R$ 1.090.922,20 no final de 2020 para R$ 1.583.776,39. Além disso, o órgão de controle destaca a omissão de documentos obrigatórios, como o “Termo de conferência de caixa” no último dia útil do exercício, conforme estabelecido pelo artigo 15, VIII, da RN TC nº 03/2010.

Os extratos bancários de dezembro de 2021, apresentados nas fls. 32/76, referentes às contas da Semob, foram incluídos sob o título de “Termo de conferência de caixa”. Contudo, a fiscalização aponta problemas na totalização do controle de entradas e saídas de materiais no almoxarifado, presentes na Prestação de Contas Anual (PCA) nas fls. 77/105.

Registros repetidos e falta de clareza dificultam a verificação das movimentações, comprometendo a transparência e a eficácia da fiscalização.

Diante dessas irregularidades, a notificação do TCE destaca a necessidade urgente de esclarecimentos por parte do prefeito Cícero Lucena sobre os mencionados gastos, visando assegurar a integridade e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

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