TCE

Concurso da prefeitura de Conde pode ser suspenso após TCE apontar irregularidades; entenda

Auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) constaram irregularidades e sugeriram “fortemente” a suspensão cautelar do concurso público que seria realizado pela Prefeitura de Conde, Litoral Sul paraibano.

De acordo com auditoria, há indícios de irregularidades caracterizados por falhas na escolha da banca organizadora, a Consulpam Consultoria, pelo valor de R$ 290 mil “sem que se saibam quais são as reais despesas da organizadora, de modo a se conferir o necessário equilíbrio de contas”.

A banca, conforme denúncia feita pelo vereador Eduardo Soares, estaria envolvida em várias irregularidades relativas à falta de transparência e outras inconformidades na execução dos certames, Além disso, a presidente da empresa estaria enfrentando diversas denúncias e processos judiciais no estado do Ceará, incluindo esferas criminais, por acusações que envolveriam falsificação de documentos públicos, falsificação de documento particular, fraude e outras situações.

“Considerando todo o exposto neste relatório, este Órgão Técnico entende que deve ser aplicada Medida Cautelar com a finalidade de obrigar a Prefeitura Municipal de Conde a suspender o referido processo de concurso público”, conclui a auditoria.

Irregularidades encontradas:

Não foi apresentada a legislação relativa ao quantitativo de vagas para magistério e suporte pedagógico
Divergências verificadas entre os requisitos legais exigidos para admissão nos cargos de Artesão, Motorista e Tratorista, bem como de Auxiliar de Farmácia e Auxiliar em Saúde Bucal
Não houve destinação real de vagas aos portadores de deficiência física
Edital prevê momento inadequado de aferição do critério de desempate estabelecido no Estatuto do Idoso
Salário base para Enfermeiro e Técnico de Enfermagem bem inferior ao piso nacional estabelecido
Distinção inconstitucional entre a remuneração de médicos contratados e efetivos

A prefeita Karla Pimentel foi citada e terá prazo de 15 dias para apresentar defesa ou justificativa.

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TCE

TCE cobra transparência a 25 prefeituras paraibanas que ‘escondem’ dados do Sagres

O Sagres on-line é uma importante ferramenta de controle social (Foto: Reprodução)

 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) está de olho nas gestões municipais que não estão atualizando o Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres). Atualmente, 25 prefeituras paraibanas estão em atraso com a atualização dos dados e, portanto, deixando de ser transparentes.

Durante sessão nesta quarta-feira (06), o presidente do TCE-PB, Nominando Diniz, disse que as prefeituras em atraso com a atualização dos dados estão sujeitos a multa. “Todos sujeitos a penalidades pecuniárias”, disse.

Os municípios que não atualizaram o Sagres nos últimos quatro dias são: Juarez Távora, Marizopólis, Monteiro, Nova Olinda, Olho D’Água, Patos, Pedra Lavrada, Piancó, Poço José de Moura, Riachão, Riachão do Poço, Salgadinho, Salgado de São Félix, Joca Claudino, São Vicente do Seridó, Serra Branca, Serraria, Solânea, Tavares, Teixeira, Uiraúna, Umbuzeiro, Zabelê e Sapé.

O Sagres on-line é uma importante ferramenta de controle social que o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba oferece à sociedade, para que esta possa fiscalizar a aplicação dos recursos públicos do Estado e dos municípios.

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TCE

Situação precária: 25 unidades de saúde na Paraíba têm falhas na estrutura, diz TCE; CG está na lista

 

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) fez um verdadeiro raio-x em unidades de saúde de mais de 100 municípios paraibanos. E o resultado da auditoria revela uma situação de extrema precariedade em pelo menos 25 deles.

Os auditores encontraram nos locais fiscalizados problemas como banheiros interditados, vazamentos nas instalações, ambientes com paredes mofadas, impossibilidade para realização de exames citológicos pela falta de condições mínimas de equipamentos, lixo hospitalar nas proximidades de refeitório, estufa quebradas e salas sem refrigeração, principalmente nos ambientes de vacinas e de medicamentos.

Em todas essas situações os auditores fizeram registros fotográficos, que serão inseridos aos relatórios individuais consolidados para cada unidade de saúde e seus respectivos municípios, segundo observou Eduardo Albuquerque, reiterando que caberá aos respectivos relatores dos municípios, a análise e emissão de alertas durante o processo de acompanhamento da gestão, conforme entender e diante da necessidade, com reflexos nas prestações de contas.

Na apresentação, o diretor mostrou alguns casos que chamaram a atenção, a exemplo do município de Pirpirituba, onde se verificou instalações precárias no consultório odontológico, inclusive com a falta de alvará de funcionamento atualizado.

Os auditores mostraram fotografias de vazamentos, tetos com rachaduras – indicando risco de desabamento e falta de rebocos nas paredes da UBS no bairro de Monte Santo, em Campina Grande.

Em Belém, depósitos de lixo contaminado nas proximidades do refeitório. A situação mais grave foi detectada em Santa Rita, onde constatou-se tetos caídos, lixo hospitalar em local impróprio, falta de acesso e aspectos de sujeira, supondo-se excrementos de ratos na sala de procedimentos.

O trabalho da Auditoria consistiu em avaliar in loco a qualidade dos serviços prestados à população e a utilização eficiente dos recursos públicos nas quatro mesorregiões do Estado, envolvendo 153 Unidades Básicas de Saúde – UBS.

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Nominando Diniz Filho, avaliou os primeiros resultados da Auditoria Coordenada e reiterou sua preocupação com a situação dos municípios que necessitam de providências urgentes, quadro que ficou evidenciado pelos técnicos, inclusive com registros fotográficos. Ele disse que esse é um trabalho do TCE, importante para os gestores, que podem tomar as providencias e solucionar as situações mais graves. Ele citou que em suas visitas itinerantes aos municípios tem verificado exemplo de boa gestão da saúde pública, mas também viu situações que preocupam o TCE, em especial por se tratar de recursos públicos destinados à saúde da população.

O conselheiro Fábio Nogueira, vice-presidente da Corte, que no momento da apresentação presidia a sessão – em virtude de momentânea ausência do presidente Nominando Diniz, reiterou a importância das auditorias coordenadas e parabenizou a Auditoria pelo trabalho, que mostra um retrato real da situação da UBS e da preocupação do TCE, no tocante à boa aplicação dos recursos públicos. O conselheiro Arnóbio Viana considerou o relatório um importante subsídio para auxiliar os relatores dos respectivos municípios, inclusive, em alguns casos, podendo sugerir a realização de pactos de ajustamento de conduta, necessários à regularização do problema.

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TCE

Secretarias da PB e da Prefeitura de JP vão passar por inspeções do TCE após repasses de dinheiro ao Padre Zé

 

Nesta quarta-feira (22), o Tribunal de Contas do Estado (TCE) anunciou inspeções especiais em secretarias do Estado e da Prefeitura de João Pessoa que destinaram recursos ao Hospital Padre Zé, anteriormente liderado pelo Padre Egídio de Carvalho Neto. O religioso, preso na segunda fase da operação Indignus, é acusado de desviar aproximadamente R$ 140 milhões do Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA), ligadas à Arquidiocese da Paraíba.

 

A decisão do Tribunal, conforme o conselheiro Nominando Diniz, baseia-se em conclusões de um relatório do setor de inteligência da Corte sobre convênios entre as secretarias e o Instituto São José, mantenedor do Hospital Padre Zé. Os dados serão encaminhados à auditoria para instauração das inspeções, visando analisar as prestações de contas, pois há indícios de uso indevido dos recursos para fins diferentes das ações sociais.

 

O presidente do TCE mencionou visitas do arcebispo da Capital e do Padre George Batista, novo diretor do hospital, que solicitaram informações sobre as contas da ASA e do Instituto São José, além de apoio do Tribunal nos procedimentos de fiscalização e transparência pública.

 

Uma apuração do Gaeco indicou confusão patrimonial entre a ASA, Padre Zé e Padre Egídio, com suspeitas de organização criminosa, lavagem de dinheiro, peculato e falsificação de documentos.

BLOG DO BGPB

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TCE

CADÊ A TRANSPARÊNCIA? MPC cobra licitação de Cícero de quase R$ 8 milhões em obras na orla do Cabo Branco além de documentos sobre impacto ambiental

(Segundo o MPC, as duas principais obras sem licitação são o giradouro e calçadão na orla do Cabo Branco – Foto: Cícero Lucena autorizando obras na praia de João Pessoa)

 

Conforme análise do Blog do BG PB, a Força Tarefa do Patrimônio Cultural (FTPC) do Ministério Público de Contas do Estado da Paraíba está cobrando explicações da Prefeitura Municipal de João Pessoa sobre obras milionárias em andamento na faixa litorânea da cidade.

As intervenções, anunciadas pelo Prefeito Cícero Lucena, estão sob dúvidas devido à ausência de documentação ambiental necessária nas licitações relacionadas.

Especificamente, a FTPC destaca as obras próximas ao girador, na área do Cabo Branco, referentes à licitação para contenção da calçada do Cabo Branco, com estacas pranchas metálicas simples laminadas cravadas em solo. O valor estimado dessa obra é expressivo, totalizando R$ 7.396.629,53. No entanto, a documentação ambiental obrigatória não foi apresentada, levantando preocupações sobre a legalidade do processo.

Clique aqui e confira o documento

Da mesma forma, a licitação para a revitalização do calçadão do Cabo Branco, orçada em R$ 496.166,05, também carece dos documentos ambientais necessários. A declaração de existência de licença ambiental, conforme a Declaração de Projeto Básico, não foi respaldada por registros verificáveis.

O Ministério Público de Contas enfatiza a relevância da apresentação imediata das licenças, estudos e relatórios de impacto ambiental para garantir a transparência e legalidade dessas obras milionárias na faixa litorânea.

Blog do BG PB

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TCE

Institutos filantrópicos terão que usar sistema para justificar gastos, decide TCE

Hospital Padre Zé, em João Pessoa (Foto: Divulgação)

O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) vai exigir que entidades filantrópicas da Paraíba, a exemplo do Hospital Padre Zé, terão que adotar um sistema de transparência para justificar as receitas e despesas com dinheiros que envolvem recursos públicos.

A medida acontece após o Ministério Público da Paraíba desvendar um escândalo envolvendo o desvio de R$ 140 milhões do Padre Zé durante a gestão do Padre Egídio Carvalho, preso na semana passada no âmbito da Operação Indignus.

“Eu me reuni com a Controladoria-Geral do Estado e a Controladoria-Geral de João Pessoa, e nós vamos exigir que todas as entidades que recebem dinheiro público tenham um sistema para sociedade tomar conhecimento da receita que recebe, da despesa e quem recebeu o dinheiro. Se nós tivéssemos esse sistema [no Padre Zé], não tínhamos chegado onde chegamos”, disse Nominando Diniz, presidente do TCE.

O presidente afirmou que há muitos recursos para as unidades que são oriundos da Governo do Estado e da Prefeitura de João Pessoa. “É preciso a gente saber o que é feito esse dinheiro”, disse.

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TCE

Diretor do Hospital Padre Zé pede apoio ao TCE para análise de contas do instituto

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Nominando Diniz Filho, recebeu nesta segunda-feira (20), em audiência, o padre George Batista, atual presidente do Instituto Padre Zé, unidade mantenedora do Hospital Padre Zé, instituição que foi alvo de escândalo, após o episódio de corrupção, que afastou o ex-diretor, Padre Egídio, envolvido em irregularidades denunciadas pelo Ministério Público Estadual (Gaeco).

Padre George, como é conhecido, esteve acompanhado da assessora Valdênia Figueiredo Inácio. Na oportunidade, ele requereu ao conselheiro apoio do TCE para ampliar a transparência dos recursos que são transferidos pelos órgãos públicos. Solicitou ainda a orientação do Tribunal no tocante à prestação de contas (PCA), inclusive em relação aos valores creditados e utilizados pela instituição na manutenção do Hospital e das ações sociais voltadas às pessoas carentes.

O padre George revelou ao presidente as dificuldades que está enfrentando, diante da situação em que se encontra o Instituto, inclusive, no que tange aos compromissos diários que precisam ser mantidos para fazer o hospital funcionar em condições mínimas de humanidade, tendo em vista que são dezenas de pacientes internos, precisando do acompanhamento dos médicos e enfermeiros, medicamentos e demais atividades de apoio.

O conselheiro Nominando Diniz disse ao sacerdote que o TCE tem sido parceiro no apoio ao Ministério Público, contribuindo com a investigação que está sendo realizada com o intuito de apurar as responsabilidades pelos desvios de recursos transferidos ao Instituto, na ordem de R$ 150 milhões, sob a responsabilidade do ex-diretor, Padre Egídio.

Segundo as investigações do Gaeco, os valores recebidos pela direção anterior teriam sido utilizados para compra de imóveis pessoais, peças de artes e objetos de alto valor financeiro. Nominando orientou ao padre para que o Instituto introduza um sistema de controle financeiro na internet, espaço para publicação de toda a movimentação financeira, mostrando com transparência a destinação dos créditos e dos débitos realizados pela instituição. O diretor de Tecnologia da Informação do TCE, auditor Ed Wilson, também participou da reunião.

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TCE

TCE QUER SABER: Cícero Lucena gasta mais de R$ 1,5 Milhão na Semob e não comprova despesas

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, foi notificado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) devido à falta de comprovação de gastos que somam quase meio milhão de reais na Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob).

O TCE emitiu uma notificação apontando irregularidades, especialmente na ausência de informações cruciais no exercício, como o inventário de bens móveis e imóveis.

Segundo o TCE, o balanço patrimonial evidencia discrepâncias, destacando o aumento significativo de 45,187% na conta “Estoques”, passando de R$ 1.090.922,20 no final de 2020 para R$ 1.583.776,39. Além disso, o órgão de controle destaca a omissão de documentos obrigatórios, como o “Termo de conferência de caixa” no último dia útil do exercício, conforme estabelecido pelo artigo 15, VIII, da RN TC nº 03/2010.

Os extratos bancários de dezembro de 2021, apresentados nas fls. 32/76, referentes às contas da Semob, foram incluídos sob o título de “Termo de conferência de caixa”. Contudo, a fiscalização aponta problemas na totalização do controle de entradas e saídas de materiais no almoxarifado, presentes na Prestação de Contas Anual (PCA) nas fls. 77/105.

Registros repetidos e falta de clareza dificultam a verificação das movimentações, comprometendo a transparência e a eficácia da fiscalização.

Diante dessas irregularidades, a notificação do TCE destaca a necessidade urgente de esclarecimentos por parte do prefeito Cícero Lucena sobre os mencionados gastos, visando assegurar a integridade e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

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TCE

TCE emite “alertas” e faz recomendações sobre contas da Polícia Militar da Paraíba

Reunido em sessão ordinária, nesta quarta-feira (14), sob a presidência do conselheiro Fábio Túlio Nogueira, o Tribunal de Contas do Estado julgou regular a prestação de contas de 2022 da Polícia Militar, com recomendações aos gestores.

Na decisão pela regularidade das contas da Polícia Militar da Paraíba, o relator da matéria, conselheiro Fernando Catão, emitiu “alertas” ao Governo do Estado e fez recomendações quanto à defasagem em relação aos cargos de soldados, cabos e sargentos. Ele citou a necessidade prevista para o Estado, que deveria ter um contingente de 9.031 soldados, no entanto, o quadro existente é de 1.462 policiais.

Em relação aos cargos de Coronel, Tenente-Coronel, Major e Capitão, conforme os dados da Auditoria do TCE, há excedentes, a exemplo do quadro de coronéis. A previsão é de 18 coronéis, no entanto, existem 55 oficiais nessa patente. Da mesma forma, estão previstos um quadro de 50 tenentes coronéis (existem 89). Na patente de Major, a previsão é de 108, e constam no quadro 163 oficiais, um excedente de 55.

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TCE

TCE reprova contrato da educação da gestão Ricardo Coutinho e impõe multa de quase R$ 2 milhões

Foto: reproduçãoFoto: reprodução

 

A 2ª Câmara do Tribunal de Contas da Paraíba, reunida na manhã desta terça-feira (31), decidiu pela irregularidade das despesas da Secretaria de Estado da Educação atinentes ao contrato nº 094/2017 celebrado com a empresa Grafset para aquisição de “Diários da Educação” durante a gestão do ex-governador Ricardo Coutinho.

Os materiais deveriam ser destinados ao planejamento pedagógico, programas, projetos e ações no âmbito da rede estadual de ensino.

Ao ex-secretário de Administração de Suprimentos e Logística da Pasta, José Arthur Viana Teixeira, houve a imputação do débito de R$ 1.997.577,00, com prazo de 30 dias para restituição aos cofres públicos, conforme voto do conselheiro substituto Oscar Mamede Santiago Melo, relator do processo do qual ainda cabe recurso.

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