O ex-procurador do município de João Pessoa, José Vandalberto de Carvalho, recém demitido do Ministério Público da Paraíba, ameaçou o jornalista do blog BG PB após a veiculação de uma matéria sobre sua demissão.
A notícia foi veiculada pelo portal Clickpb e repercutida no blog BG PB. Ao tomar conhecimento da notícia, Vandalberto entrou em contato com o blog exigindo a retirada do conteúdo do ar, contestando um trecho do próprio MPPB que mencionava uma denúncia de 2019, na qual ele e outras oito pessoas foram acusadas de participação em um esquema fraudulento de propina que teria desviado R$ 49 milhões da Prefeitura de João Pessoa.
Contrariado por não de exclusão aceito pela editoria do blog, Vandalberto usou de palavras difamatórias e de baixo calão pra ameaçar o repórter do blog BG PB.
As ameaças do ex-procurador foram registradas em um print do diálogo com o blog BG PB.

Entenda o caso
Foram denunciados, Bernardo Vidal Domingues dos Santos, Gilberto Carneiro da Gama, Livânia Maria da Silva Farias, Laura Maria Farias Barbosa, Coriolano Coutinho, Raymundo José Araujo Silvany, Aracilba Alves da Rocha, Raimundo Nonato Costa Bandeira e José Vandalberto de Carvalho.
A investigação mostrou que a contratação da empresa Bernardo Vidal Advogados pela Prefeitura de João Pessoa, entre 2009 e 2012, “foi um engenho orquestrado pelos quatro primeiros denunciados para desviar recursos públicos, mediante o pagamento indevido de milhões em honorários, bem como para viabilizar o recebimento de propina pelo segundo, terceiro, quarto e quinto denunciados”, diz trecho da ação.
A denúncia esclarece o caso da apreensão de R$ 81 mil, no dia 30 de junho de 2011, em uma blitz. Policiais interceptaram um automóvel que transportava o dinheiro, junto a uma folha de papel com as letras iniciais, que indicariam que seria destinado a auxiliares do Governo do Estado, entre eles o ex-procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro; a ex-secretária de Administração, Livânia Farias; o irmão do ex-governador Ricardo Coutinho, Coriolano Coutinho, e a Laura Farias, ex-servidora da PGE. A apreensão ocorreu, na BR-101, em João Pessoa.
O inquérito policial foi arquivado e só agora esclarecido com a denúncia do Gaeco, que indica o dinheiro como uma das remessas de propinas pagas pela empresa Bernardo Vidal Advogados.
Ocultação de provas
Após a apreensão do dinheiro, o grupo teria agido para apagar provas. Gilberto Carneiro teria acionado José Vandalberto de Carvalho, que ocupava cargo de assessor especial da Procuradoria-Geral do Município, para no dia 4 de julho de 2011, assinou o termo de entrega dos objetos e documentos apreendidos, mas esse material nunca foi para o suposto investigado.
Blog do BG PB
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