Paraíba

Enfermeiros ameaçam entrar em greve e dão ultimato ao governo Lula sobre piso

Foto: Reprodução

Representantes sindicais dos enfermeiros ameaçam entrar em greve a partir do dia 10 de março se o governo Lula não achar, até a data, uma solução para implementar o novo piso da categoria, polêmica que se arrasta desde o fim da gestão Bolsonaro.

Segundo Solange Caetano, da FNE (Federação Nacional dos Enfermeiros), os líderes da categoria já avisaram ao novo governo que vão realizar um ato no próximo dia 14 de fevereiro para fazer pressão.

Esta não é a primeira vez que os enfermeiros ameaçam greve. Em setembro do ano passado, o Fórum Nacional da Enfermagem já falava na possibilidade de uma paralisação. Na ocasião, eles fizeram manifestações pelo país.

No começo deste mês, a categoria voltou a sugerir paralisação, mas o movimento não tomou forma.

Sancionado por Bolsonaro em agosto e suspenso pelo STF no mês seguinte, o novo piso nacional da enfermagem gerou confusão no setor.

A lei não indicou o custeio dos salários, o que provocou reação das entidades patronais contra o piso. O caso está em análise no STF, mas o Congresso promulgou no mês passado uma PEC que destravou fundos públicos para custear os hospitais públicos e redes de atendimento ao SUS.

Os enfermeiros cobram, agora, a edição de uma medida provisória que defina como o dinheiro chegará aos hospitais e às outras instituições de saúde.

“Para nós, isso só será resolvido na hora que a medida provisória for editada e, posteriormente, encaminhada ao Congresso para ser analisada e votada”, afirma Caetano.

Painel – Folha de S. Paulo

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Brasil

Justiça manda governo recontratar cubanos para o Mais Médicos

Secretário do Ministério da Saúde anuncia retomada do programa 'Mais Médicos '

A Justiça determinou que o governo federal recontrate médicos cubanos que participavam do programa Mais Médicos e que tiveram o programa interrompido em 2018, após Cuba encerrar o contrato com o Brasil, na esteira da eleição de Jair Bolsonaro (PL) para a Presidência da República.

A decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, assinada pelo desembargador Carlos Augusto Pires Brandão, contempla a 20ª turma do Mais Médicos e atende um pedido da Associação Nacional dos Profissionais Médicos Formados em Instituições Estrangeiras e Intercambistas. O desembargador pede que a União apresente em um prazo de dez dias um plano de execução para contratação dos profissionais.

O que significa a decisão?

  • Acelera a intenção do governo Lula (PT) de retomar o programa Mais Médicos
  • Permite a recontratação de médicos cubanos da 20ª turma do Mais Médicos.

No início do mês, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou que é “prioridade” dos primeiros cem dias do novo governo retomar o programa Mais Médicos. A gestão, no entanto, pretende oferecer incentivos para participação maior de profissionais brasileiros.

“Estamos trabalhando visão de incentivo para que médicos brasileiros possam ter participação maior nesse programa. Vamos seguir legislação já definida em relação à prioridade para médicos brasileiros”, disse Nísia. Procurado sobre a decisão, o Ministério da Saúde informou que ainda não foi notificado da decisão. “Assim que for notificada, a pasta vai dar celeridade à demanda.”

Yanomamis

Para justificar a decisão, o desembargador citou a crise de saúde dos povos yanomamis. O Programa Mais Médicos para o Brasil permite implementar ações de saúde pública de combate à crise sanitária que se firmou na região do povo indígena yanomami. Há estado de emergência de saúde pública declarado, decretado por intermédio do Ministério da Saúde.C

O programa

Lançado no governo Dilma Rousseff (PT), o programa causou polêmica em parte da comunidade médica brasileira pela alta contratação de profissionais cubanos.

A iniciativa foi desmontada pela gestão de Bolsonaro, que acusava o PT de dar dinheiro a Cuba, classificada por ele de ditadura comunista. Na gestão anterior, o programa deu lugar ao Médicos pelo Brasil.

Cuba anunciou em novembro de 2018 que iria se retirar do programa Mais Médicos depois que Bolsonaro, então presidente eleito, afirmou que iria modificar os termos de colaboração da iniciativa e estabeleceu condições ao governo cubano.

Bolsonaro comparou a atuação dos médicos cubanos no programa Mais Médicos a trabalho escravo e garantiu que, quando assumir o governo, “o cubano que quiser pedir asilo aqui vai ter”.

UOL

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Brasil

Projetos de lei preveem prisão para quem duvidar de vacinas

 

'Crimes' podem ter agravante se forem cometidos por funcionários públicos

Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Seis projetos de lei (PL), que tramitam no Congresso, criminalizam desde o fato de alguém furar uma fila para receber vacina até as pessoas que espalham “fake news” sobre o funcionamento das vacinas. De autoria do senador Angelo Coronel (PSD-BA), o PL 5555/2020 prevê incluir no Código Penal a prisão de um a três anos para pessoas omissas ou que se opõem à vacinação obrigatória de crianças ou adolescentes em “emergência de saúde pública”.

O projeto ainda criminaliza, com pena de dois a oito anos de prisão, as pessoas que se recusarem a tomar as doses obrigatórias das vacinas. A mesma punição também se aplica para quem espalhar “notícias falsas” sobre as vacinas ou sobre seu funcionamento. Caso o indivíduo seja funcionário público, a pena dobra.

O PL teve sua tramitação atualizada em dezembro de 2022. Na ocasião, ele passou pela Secretaria Legislativa do Senado Federal e teve a continuidade confirmada. A proposta voltou a ser discutida nas redes sociais este mês, quando o site do Senado realizou uma enquete sobre o PL. A proposta foi rejeitada por 92% das pessoas que responderam às perguntas.

Em abril de 2021, o senador solicitou que sua proposta tramitasse com o PL 25/2021, do deputado Fernando Rodolfo (PL/PE). Em sua proposta, Rodolfo criminaliza, com pena de dois a cinco anos e multa, o ato de furar fila durante a vacinação. Além disso, o deputado enquadra como crime o desvio de insumos médicos, entre cinco e 15 anos de reclusão. O crime tem agravante se for cometido por funcionário público.

O pedido de Angelo foi atendido e ambas as propostas tramitam juntas. Em maio do ano passado, outros quatro projetos foram apensados à tramitação, sendo eles: 13, 15, 505 e 1140, todos de 2021. Os dois primeiros também desejam criminalizar o ato de furar fila na vacinação.

Já os dois últimos criminalizam a aplicação da dose falsa de vacina ou a simulação de aplicação. O 1140, inclusive, foi proposto pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), ex-ministro da Casa Civil.

Revista Oeste

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Covid-19

OMS deve decidir se a Covid-19 ainda é emergência global nesta sexta

Um comitê da Organização Mundial da Saúde (OMS) se reúne nesta sexta-feira, 27, para avaliar se a pandemia da Covid-19 ainda representa uma Emergência de Saúde Pública de Âmbito Internacional.

A data do encontro foi confirmada por uma porta-voz da entidade e pelo próprio diretor-geral, Tedros Adhanom. O evento ocorre três anos depois da doença ter sido classificada assim pela primeira vez.

O Comitê de Emergência aconselhará Adhanom, que tomará a decisão final sobre a doença permanecer com o mais alto nível de alerta da agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

Vários cientistas e consultores importantes da OMS dizem que pode ser muito cedo para declarar o fim da fase de emergência da pandemia da Covid-19 devido aos altos níveis de atendimento na China, que desmantelou sua política rígida contra o coronavírus no mês passado.

Jovem Pan

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Saúde

Hospital Albert Einstein desenvolve plataforma que permite fiscalizar recursos do SUS

Foto: REUTERS/AMANDA PEROBELLI

Uma nova plataforma de análise de dados está sendo desenvolvida pelo Hospital Israelita Albert Einstein para auxiliar o Ministério da Saúde na avaliação e fiscalização do funcionamento de unidades públicas de saúde e do uso dos recursos federais repassados.

O projeto se baseia no cruzamento de informações do departamento de informática do Sistema Único de Saúde (Datasus), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e de outras fontes pertinentes. A expectativa é que, com o uso da ferramenta, também seja possível atualizar e elaborar políticas públicas relacionadas ao tema, além de fazer comparações entre estados e municípios.

A Pamdas (Plataforma de Auditoria e Monitoramento de Dados em Saúde) será executada no âmbito do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS) e vai abranger detalhes de tratamentos complexos, do ponto de vista de infraestrutura e de gestão hospitalar. Além disso, profissionais da Auditoria-Geral do Sistema Único de Saúde (AudSUS) serão capacitados em inteligência artificial para o manejo da ferramenta.

A iniciativa visa garantir agilidade à rotina dos auditores, sistematizando e informatizando processos já realizados, o que permite identificar e solucionar problemas de estrutura e alocação de recursos em larga escala. O que se espera da ferramenta é que o cruzamento dos dados forneça alertas de possíveis inconformidades que serão investigadas por auditores. O projeto deve ser concluído até o final de 2023, quando será realizado um relatório das principais análises do triênio de 2021-2023.

Segundo a consultora de análises do Einstein, Caroline Bianca Carvalho Candido, a proposta da plataforma é de que haja agilidade no processo de auditoria, pois a ferramenta envolve a automação de diversos roteiros e indicadores, gerando maior escalabilidade e apontando as possibilidades de análise e auditoria de forma mais ágil, dando aos auditores mais visibilidade, de maneira mais rápida e proativa.

“O objetivo da plataforma é validar se o serviço está sendo executado conforme diretrizes de saúde, e gerar ações que garantam a correta execução dos procedimentos e, consequentemente, resultar em um melhor atendimento para a população. Outro fator relevante é que, gerando indicadores sobre a correição da aplicação dos recursos do SUS, garante-se a melhor distribuição do recurso que está sendo empregado no lugar e de forma correta”, disse a analista.

Sobre o Proadi-SUS

O Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) foi criado em 2009 com o propósito de apoiar e aprimorar o SUS por meio de projetos de capacitação de recursos humanos, pesquisa, avaliação e incorporação de tecnologias, gestão e assistência especializada demandados pelo Ministério da Saúde.

Hoje, o programa reúne seis hospitais sem fins lucrativos que são referência em qualidade médico-assistencial e gestão: Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, HCor, Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Moinhos de Vento e Hospital Sírio-Libanês.

Os recursos do programa são oriundos da imunidade fiscal dos hospitais participantes. Os projetos levam à população a expertise dos hospitais em iniciativas que atendem necessidades do SUS. Entre os principais benefícios do Proadi-SUS destacam-se a redução de filas de espera; qualificação de profissionais; pesquisas do interesse da saúde pública para necessidades atuais da população brasileira; gestão do cuidado apoiada por inteligência artificial; e melhoria da gestão de hospitais públicos e filantrópicos em todo o Brasil.

R7

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Paraíba

Energia elétrica é restabelecida em Maternidade de CG

O abastecimento de energia elétrica no Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea) foi restabelecido, por volta das 18h deste sábado, 21.

A UTI Neonatal, o Berçário Intermediário, a Ala Canguru, o centro cirúrgico, a Casa da Gestante, do Bebê e da Puérpera e a recepção voltaram a funcionar normalmente. As equipes trabalharam durante todo o dia, com o objetivo de restabelecer o fornecimento de energia elétrica na maternidade, antes do período da noite.

Apesar do incidente, não houve nenhuma intercorrência com os pacientes. Algumas transferências foram realizadas por precaução. Sete bebês, internados na UTI Neonatal, foram transferidos para as maternidades de retaguarda dos hospitais FAP e Clipsi, todos bem e estáveis. As gestantes da UTI Materna foram transferidas para o Hospital Municipal Pedro I e os procedimentos de urgência e emergência serão executados no centro cirúrgico do Hospital Municipal Dr. Edgley. As equipes médicas vão avaliar a necessidade, antes de optar pela transferência dos pacientes de volta ao Isea.

O problema foi causado por um curto-circuito em um cabo subterrâneo, que interliga os sistemas, o que provocou a interrupção no abastecimento. O gerador do prédio foi acionado, mas o cabo rompido impediu a alimentação da rede elétrica da maternidade. O conserto foi realizado e a rede foi religada. Também foi contratado um gerador extra para ser conectado à energia da maternidade, por outra rede de distribuição.

Blog do BG PB

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Paraíba

Bebês são transferidos de UTI após falta de energia elétrica em maternidade de CG

ISEA-Maternidade de Campina Grande, abril 2016 | SINTAB | PB

Um problema no sistema de fornecimento de energia elétrica obrigou a transferência de pelo menos sete bebês de baixo peso e neonatal da Maternidade Eupídio Almeida, na manhã deste sábado (21), para um hospital particular e o Hospital da FAP, em Campina Grande.

O motivo da queda de energia foi um rompimento em um cabo subterrâneo que liga a rede elétrica ao hospital, segundo informou o secretário municipal de Saúde, Gilney Porto. Técnicos da Energisa foram ao local, mas não há previsão de quando o abastecimento de energia seja restabelecido.

De acordo com Gilney Porto, a transferência dos bebês foi feita por precaução. Ele atribui o problema a estruturas antigas do prédio.

“A estrutura é antiga a gente vem agindo mas, nesse momento de urgência a gente focou na transferência daqueles RN que são os mais motivos de intercorrência e por precaução para os hospitais que são pactuados pelo SUS”, disse o gestor.

MaisPB

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Paraíba

João Azevedo descumpre promessa e não garante pagarmento do piso da enfermagem

A secretária de Administração do Estado, Jacqueline Gusmão, disse, nessa quinta-feira (19), que o governo da Paraíba poderá não pagar o piso da enfermagem neste mês de janeiro, como havia prometido o governador João Azevêdo (PSB). O motivo do não pagamento seria a falta de consenso entre o sindicato e o governo, que lançou a proposta de pagar apenas aos efetivos neste mês de janeiro.

Segundo Jacqueline, o Governo do Estado vem realizando estudos e levantamentos para encontrar um avanço na janela fiscal, que representa a capacidade de endividamento para pagar a categoria já que o Governo Federal não fez os repasses atribuídos por Lei pelo Congresso Nacional. Ela pontuou que, apesar da matéria ainda está em modulação no Supremo Tribunal Federal (STF), há um avanço por parte da gestão estadual para solucionar o impasse, porém, não há acordo com os sindicatos.

“O sindicato não aceitou os termos do Governo porque não contemplava a todos os servidores, efetivos e prestadores de serviços. A nossa proposta era de já agora em janeiro aplicarmos o piso para os efetivos e, em três ou quatro meses, tendo algumas outras definições, como o recurso de custeio para o acréscimo na folha [repasse do Governo Federal] e com o recadastro, uma necessidade de um levantamento mais aprofundado de quantos são, aonde estão trabalhando esses prestadores, seja pago”, disse.

A secretária disse ainda que uma nova rodada de conversas com os sindicatos deve acontecer e que, se houver avanço, o piso pode ser pago este mês, porém, não há nada garantido.

“Esperamos uma contraproposta por parte dos sindicatos e seguimos com essa negociação. Caso isso avance, ainda há um tempo para terminar janeiro, pode ser que ainda haja o pagamento em janeiro, mas não tenho como assegurar, pois, está sendo discutido com a categoria”, concluiu a secretária.

Fonte 83

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Brasil

Ministra da Saúde revoga portaria que dificultava aborto legal no país

O Ministério da Saúde, comandado por Nísia Trindade, revogou nesta segunda-feira (16) portarias e normas que dificultavam a realização de aborto em casos de estupro no país. A medida havia sido adotada ainda na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), com o ex-comandante da pasta, general Eduardo Pazuello.

A revogação já havia sido prometida pela ministra durante seu discurso de posse na pasta. No total, foram seis normas anuladas e, entre elas, uma determinação que exigia que médicos acionassem a polícia e realizassem uma denúncia em caso de aborto por estupro.

Assinada por Pazuello em setembro de 2020, parte das normas recuaram após ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a pasta justificou que as medidas ainda não haviam sido negociadas com representantes do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

“A falta de transparência, diálogo e definições conjuntas entre União, estados e municípios é totalmente contrária aos preceitos básicos do SUS, que determinam uma gestão compartilhada do sistema de saúde brasileiro”, afirma trecho do documento.

Nísia Trindade já havia afirmado na última terça-feira, 10, que haveria um debate para que nenhuma decisão ou revogação não deixasse um ‘vazio’ técnico. “Uma das prioridades da nossa gestão é restabelecer o bom relacionamento e o diálogo interfederativo. Por isso, conversamos com o Conass e Conasems, pois é sempre importante que, ao revogar uma medida, não exista um vazio que deixe o gestor desprovido. Essas revogações envolvem medidas sem base científica, sem amparo legal, que contrariam princípios do SUS”, pontuou a comandante da pasta.

Jovem Pan 

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Saúde

CAOS NA SAÚDE: Hospital Nossa Senhora das Neves em JP fecha maternidade por falta de médicos

O Hospital Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa, fecha a sua maternidade a partir desta terça-feira (17). A alegação é de falta de pediatras no setor.

Nas redes sociais, foi compartilhada a seguinte mensagem:

“Venho da a má notícia que a partir de 16/01 a maternidade do HNSN será fechada por falta de pediatras. Desde setembro de 2021 a equipe vem tentando acordos para um pagamento salarial justo, uma vez que reduziram drasticamente o valor pago e aumentou consideravelmente a demanda. Mas todas as reuniões e tentativas sem sucesso. Decidimos dia 06/01 por permanecer no serviço até 15/01. Ontem (12/01) tivemos em reunião com CRM, Ministério Público, Direção do HNSN e equipe de Sala de parto, e foi oficialmente confirmada o encerramento do funcionamento da maternidade em 16/01. (sic)”

Ainda no comunicado da equipe, foi dito que “hoje o HNSN desliga a equipe de pediatria por questões administrativas, e não falta de profissionais capacitados.”

De acordo com profissionais da categoria, a administração do Hospital Nossa Senhora das Neves não tem mais interesse no serviço. Apesar de estar alegando falta de profissionais capacitados, a administração da unidade de saúde é que não quer pagar pelo serviço.

Os serviços de maternidade do Hospital Nossa Senhora das Neves foram iniciados ainda em 2019, três anos depois da inauguração da unidade de saúde. Atualmente, os serviços estavam concentrados na unidade localizada na avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa. O carro-chefe do serviço era centrado no atendimento com parto humanizado e com a existência de UTI neonatal.

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