Paraíba

Paraíba aumenta número de leitos após alta nos casos de síndromes gripais

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) amplooi o número de leitos na rede pediátrica da Paraíba, após constatar o aumento no atendimento de síndromes respiratórias.

Inicialmente, foram ampliados 77 leitos na rede de referência estadual. Além do incremento no atendimento infantil, a SES chama atenção ainda para a necessidade da vacinação para a influenza, que previne a forma grave das síndromes respiratórias dos vírus circulantes.

O aumento significativo nos casos de síndromes respiratórias no público pediátrico tem a estimativa de prevalecer até o final do mês de junho e a SES utiliza como estratégia inicial a expansão do número de leitos pediátricos de 205 para 282, que ocorrerá nas três regiões de saúde por toda a Paraíba.

Os novos leitos são tanto de enfermaria quanto de UTI e foram distribuídos em várias unidades de saúde do estado: Complexo Hospitalar Arlinda Marques, Hospital Distrital de Solânea, Hospital Infantil Noaldo Leite, UPA de Cajazeiras e Hospitais Regionais de Sousa, Piancó, Catolé do Rocha, Cajazeiras, Picuí e Mamanguape.

A vacinação é uma das medidas mais eficazes de prevenir as síndromes respiratórias como a gripe, pois evita a disseminação do vírus e a evolução da doença para formas mais graves.

A cobertura vacinal contra a gripe está insatisfatória na Paraíba em decorrência da baixa procura pela vacina nos postos de saúde. Dos 223 municípios paraibanos, 52 não registraram aplicação de doses contra influenza na população infantil e, até 19 de abril, foram registrados dois óbitos pela doença na Paraíba em crianças menores de seis anos.

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Paraíba

COVID-19: João Pessoa amplia vacinação com a dose bivalente para maiores de 18 anos nesta terça

Começa nesta terça-feira (25), a partir de 12h, a aplicação com a dose de reforço bivalente contra Covid-19 para toda população pessoense acima de 18 anos de idade. A recomendação vale apenas para quem já recebeu, pelo menos, duas doses de vacinas monovalentes (Coronavac, Astrazeneca ou Pfizer) como esquema primário ou como dose de reforço, respeitando um intervalo de quatro meses da última dose.

Quem ainda não completou o ciclo vacinal e está com alguma dose de reforço em atraso, também pode procurar os serviços de saúde para completar o ciclo de proteção.

Em João Pessoa, as vacinas estão disponíveis nas Policlínicas Municipais, Centro de Imunização e Unidades da Saúde da Família (USFs), de acordo com o horário de funcionamento de cada serviços. Já no ponto fixo instalado no Mangabeira Shopping, criado estrategicamente para atender a população em horário diferenciando, funciona de segunda a sexta-feira das 13h às 22h e, aos sábados, das 8h às 16h.

Documentação – Para receber a vacina contra Covid-19 é necessário apresentar um documento oficial e cartão de vacina que comprovem outras doses dos imunizantes que previnem contra Covid-19 e Cartão do SUS.

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Saúde

Profissionais de saúde que trabalham à noite têm alto risco para obesidade, diz estudo

O trabalho noturno é essencial para a manutenção dos cuidados em serviços de saúde. No entanto, o turno da noite ou escala rotativa (12×36) pode trazer impactos para a vida dos profissionais, especialmente de enfermeiras e enfermeiros.

Uma nova pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) aponta que jornadas de trabalho irregulares e prolongadas são fatores de risco para aumento da obesidade e do sobrepeso. O estudo também apontou os elementos envolvidos nessa condição: a privação do sono, o sedentarismo e a má alimentação.

“A privação ou a falta de rotina do sono ao qual esses profissionais são submetidos pode levá-los a ter uma disfunção do ciclo circadiano, que é a desregulação do ritmo com que o organismo realiza suas funções ao longo do dia. Ao amanhecer, a claridade estimula a liberação do cortisol, hormônio que nos deixa despertos; ao anoitecer, o escuro induz a produção da melatonina, que nos leva ao sono e ao relaxamento”, explica Maria Gabriela Tavares Amaro, aluna do curso de medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP e autora da pesquisa de iniciação científica, em comunicado.

A obesidade e o excesso de peso são questões de saúde com causas multifatoriais, o que destaca o envolvimento de diversos setores da sociedade com o objetivo de reduzir os impactos do problema. Estimativas da Federação Mundial da Obesidade indicam que mais de 4 bilhões de pessoas serão obesas ou estarão acima do peso no mundo até 2035, se não forem tomadas medidas significativas para conter o problema de saúde pública.

O médico endocrinologista Carlos Antonio Negrato, orientador da pesquisa e professor do curso de medicina, explica que a obesidade conta com aspectos genéticos, metabólicos, sociais, psicológicos e ambientais.

Pessoas com o índice de massa corporal (IMC) elevado (igual ou maior que 25 para sobrepeso, e igual ou maior que 30 para obesidade) são mais propensas a comorbidades como doenças cardiovasculares, dislipidemia (colesterol e triglicérides altos), distúrbios respiratórios e musculoesqueléticos, demência, diabetes mellitus tipo 2 e alguns tipos de câncer.

O IMC é calculado dividindo o peso da pessoa (em quilos) pela altura (em metros) ao quadrado. Segundo Negrato, a pesquisa revisional procurou detectar um dos possíveis fatores ambientais envolvidos na gênese da obesidade.

De acordo com dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), no Brasil, a ocorrência da obesidade aumentou cerca de 72% nos últimos treze anos, saindo de 11,8%, em 2006, para 20%, em 2019.
Desequilíbrio metabólico

Os pesquisadores conduziram uma ampla revisão de literatura de artigos científicos sobre o tema. Os resultados encontrados foram relatados em artigo publicado no periódico The Journal of Biological and Medical Rhythm Research.

Segundo o estudo, os mecanismos que ligam o trabalho por turnos à obesidade ainda não são totalmente compreendidos. No entanto, as alterações comportamentais causadas por esse tipo de trabalho – como privação do sono, sedentarismo, exposição à luz artificial, horários irregulares das refeições, dessincronização do ciclo circadiano e outros hábitos não saudáveis – estão associadas ao desequilíbrio metabólico, levando ao ganho de peso e obesidade.

“Ter o conhecimento de que o trabalho exercido em turnos pode levar à obesidade nos faz pensar em meios que possam amenizar o impacto desse problema, propondo às empresas e funcionários o desenvolvimento de programas de cuidados e de qualidade de vida, como a conscientização e reeducação alimentar e a inclusão de atividade física dentro e fora do ambiente de trabalho”, diz Maria Gabriela.
Hormônios da saciedade e da fome

A desregulação de hormônios que atuam no controle do apetite é uma das hipóteses para o aumento do risco de sobrepeso. Os pesquisadores explicam que indivíduos expostos a longos períodos de vigília ou submetidos a trabalhos com horários em turnos alternados podem apresentar alterações no funcionamento de um eixo chamado hipotálamo-hipófisário.

“O hipotálamo coordena a maior parte das funções endócrinas, exercendo ação direta sobre a hipófise e indireta sobre outras glândulas, como adrenais, que produzem, entre outros hormônios, o cortisol, que nos deixa despertos e sem sono durante o dia”, explica Maria Gabriela.

“Ainda nessa condição de privação de sono, também há a desregulação no funcionamento de hormônios ligados à fome e à saciedade, chamados leptina e grelina, que atuam de forma antagônica no controle do apetite. A grelina estimula a fome e a leptina, a saciedade”, completa.

Estudos experimentais mostram que a redução das horas de sono leva à diminuição dos níveis de leptina e, de maneira inversa, aumenta os níveis de grelina, o hormônio produzido predominantemente no estômago e está relacionado com a maior ingestão alimentar.

Negrato explica que, em geral, as pessoas que apresentam alterações do apetite têm a tendência a se alimentar com ultraprocessados, com alto teor calórico, e em maior quantidade. Elas também praticam menos atividade física, possuem maiores taxas de tabagismo e são frequentemente mais estressadas.

Após análise criteriosa de mais de 700 artigos publicados em todo o mundo relativos ao tema, os pesquisadores selecionaram 20 que demonstravam responder à pergunta: “Qual seria a prevalência de sobrepeso e obesidade entre profissionais de saúde com escala de trabalho em turnos?”.

Os textos selecionados tinham sido publicados nos últimos seis anos em periódicos dos continentes europeu, asiático, americano e Oceania, sendo o Brasil com o maior número de publicações, com seis estudos (30% do total).

Os artigos abordaram a prevalência de obesidade e sobrepeso entre profissionais da área da saúde que exerciam suas atividades em turnos variados: diurno, noturno, vespertino e horários irregulares e rotativos (12 por 36 horas), escala considerada mais comum na jornada de trabalho de enfermeiros. O perfil dos profissionais investigados nos artigos era de pessoas do sexo feminino, enfermeiras e idade entre 33 e 55 anos. A maioria dos estudos utilizou o IMC para avaliar o sobrepeso e a obesidade dos candidatos.

CNN

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Saúde

Pressão Alta: Mais de 27% da população de JP sofre com doença

Hipertensão: o que é pressão alta e como tratar? - Mundo Educação

Mais de 27% da população adulta de João Pessoa já recebeu diagnóstico de hipertensão arterial, segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Em todo o país, 26,3% da população afirmou à pesquisa que sofre da doença.

O médico e pesquisador Valério Vasconcelos explica que a hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma doença crônica caracterizada pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.

“Ela acontece quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9)”, detalha o especialista, acrescentando que a doença é responsável por desencadear até 80% dos casos de derrame cerebral e 60% dos casos de ataque cardíaco registrados no país.

Mesmo sendo considerada uma doença silenciosa, há sinais que podem funcionar como alerta quando o assunto é pressão alta, como tontura, falta de ar, palpitações, dor de cabeça frequente e alteração na visão. Para não ficar à espera desses sinais, o ideal é que as pessoas façam uma visita ao cardiologista de forma regular.

Valério Vasconcelos lembra ainda que há fatores ambientais, comportamentais e genéticos que possuem grande participação no desenvolvimento da hipertensão arterial sistêmica. “Obesidade, sedentarismo, tabagismo, estresse e hábitos alimentares inadequados, como ingestão elevada de álcool, sal e gordura, estão no topo dos principais fatores de risco que favorecem o aumento da pressão arterial”, alerta o médico.

O especialista ressalta que a pressão alta não tem cura, mas tem tratamento. E o mais importante: pode ser controlada. “Somente o médico poderá determinar o melhor método para cada paciente, mas além dos medicamentos disponíveis atualmente, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável”, destaca Valério Vasconcelos.

Conheça hábitos que ajudam a prevenir e controlar a pressão arterial

– Manter o peso adequado, se necessário com mudança de hábitos alimentares;

– Não abusar do sal, adotando outros temperos que ressaltam o sabor dos alimentos;

– Praticar atividade física regular;

– Aproveitar momentos de lazer;

– Abandonar o fumo;

– Moderar o consumo de álcool;

– Evitar alimentos gordurosos;

– Controlar o diabetes.

Blog do BG PB com PortalCorreio

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Saúde

Mais de 640 crianças e adolescentes são vítimas de acidentes domésticos em JP

Crianças ou idosos em casa? Dicas para evitar acidentes | Geral
Nos três primeiros meses de 2023, 643 crianças e adolescentes foram vítimas de acidentes domésticos em João Pessoa. O dado foi divulgado no sábado (22) pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de João Pessoa (Samu-JP).

De acordo com o levantamento, as ocorrências são referentes a atendimentos de queda, ferimentos, intoxicação, queimaduras, afogamento, engasgos, picadas por animais peçonhentos e descarga elétrica.

Confira, abaixo, os números de atendimentos:

  • Queda da própria altura – 459 casos;
  • Ferimentos produzidos por instrumento cortante – 52 casos;
  • Intoxicação exógena (substâncias químicas, a exemplo de medicamento) – 83 ocorrências;
  • Queimaduras – 11 casos;
  • Afogamento – 8 chamados;
  • Engasgos – 14 chamados;
  • Acidentes por animais peçonhentos – 10 casos;
  • Eletroplessão (choque elétrico acidental) – 6 casos.

Orientações

De acordo com o coordenador geral do Samu-JP, Galileu Machado, antes de acionar o serviço de urgência do Samu, a pessoa deve buscar informações sobre o estado do paciente. “Se está consciente, se sente dor, se há sangramento, se tem dificuldade para respirar, além da idade e sua localização, entre outras informações que irão facilitar e agilizar o nosso atendimento à vítima”, orientou ele.

Veja dicas para evitar acidentes domésticos:

  • posicione alimentos quentes no centro da mesa;
  • use as bocas da parte de trás do fogão;
  • cuidado com ingestão de frutas com caroço ou sementes;
  • cuidado com objetos cortantes (faca, alicate, tesoura, ralador, entre outros);
  • evite toalhas nas mesas com barras grandes para a criança não puxar;
  • carregue o celular em tomadas de difícil acesso para as crianças;
  • proteja as tomadas da residência;
  • instale redes de proteção na varanda e em janelas (apartamento);
  • instale tela de proteção na piscina;
  • não deixe crianças sozinhas próximo à piscina;
  • não use objetos de vidro na decoração;
  • cuidado com armazenamento de produtos de limpeza, inflamáveis e remédios;
  • dificulte o acesso de crianças à cozinha, piscina, varandas e janelas.
  • Não utilizar venenos para ratos na forma de iscas, pó ou granulado em locais onde crianças e animais de estimação possam alcançá-los e comê-los;
  • Cuidado com plantas tóxicas ou com espinhos;
  • Evitar acúmulo de telhas, tijolos, madeira, folhagens ou entulho nos jardins e quintais, porque são esconderijos de animais peçonhentos (cobras, escorpiões, aranhas, etc.).

Blog do BG PB

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Brasil

Câncer de intestino se torna mais comum em grupos de pessoas mais jovens

O câncer colorretal ou de intestino atinge cerca de 40 mil pessoas por ano no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca) é o terceiro tipo de câncer mais comum no país e atinge homens e mulheres igualmente.

Uma pesquisa recente apontou que a doença tornou-se mais comum em jovens. Antigamente, o problema atingia especialmente os idosos.

O câncer colorretal abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso (cólon), no reto (final do intestino) e no ânus. É passível de tratamento e, quando detectado precocemente, costuma ser curável. O desenvolvimento do câncer de intestino tem forte impacto da alimentação. Dietas pobres em fibras e o excesso no consumo de alimentos ultraprocessados (veja abaixo) contribuem para o surgimento da doença.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os principais fatores relacionados ao maior risco de desenvolver câncer do intestino são: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação não saudável.

Segundo o professor Paulo Hoff, titular da disciplina de Oncologia do Departamento de Radiologia e Oncologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Núcleo de Pesquisa do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), a prática de exercícios físico e uma boa dieta são essenciais para a prevenção.

Os motivos para a mudança no perfil dos atingidos pela doença são alvo de estudos. “Essa é uma questão de difícil resposta, nós temos um aumento constante da incidência de câncer em termos gerais. Atualmente, nós temos 700 mil novos casos de câncer no País anualmente, há 20 anos nós tínhamos metade desse número. No geral, nós observamos um aumento global nessa incidência”, explica o especialista em comunicado.

Nota-se também que as diferentes regiões brasileiras não apresentam um cenário socioeconômico igual, o que afeta a frequência do câncer e de outras doenças. “Pensar em regionalização é essencial. Nas regiões Norte e Nordeste, por exemplo, esse tipo de câncer não é tão frequente como em outros espaços do País. Quando você pensa em um projeto de prevenção, é necessário pensar em regionalização”, afirma Hoff.

Prevenção

Os sinais e sintomas mais comuns são: presença de sangue nas fezes; dor e cólica abdominal frequente com mais de 30 dias de duração; alteração no ritmo intestinal de início recente – quando um indivíduo que tinha o funcionamento intestinal normal passa a ter diarreia ou constipação -; emagrecimento rápido e não intencional; anemia, cansaço e fraqueza.

As principais orientações para prevenir o câncer colorretal incluem mudanças no estilo de vida.

É recomendada prática regular de atividade física, sendo que a orientação para adultos e idosos de realizar pelo menos 150 minutos de exercícios na semana, preferencialmente distribuídos em diferentes dias e momentos, podendo envolver atividades aeróbicas (caminhada, corrida, natação, ciclismo etc.), de fortalecimento de músculos e ossos e de alongamentos.

Manter o peso adequado, fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação, reduzir a quantidade de óleos, gorduras, sal e açúcar e limitar o consumo de alimentos processados também contribuem para evitar o desenvolvimento da doença. “Quando pensamos na idade para a realização de uma prevenção ativa, temos que levar em consideração a dificuldade para a realização do exame, o seu custo e a incidência de complicações quando comparados à probabilidade desse exame apresentar um resultado positivo”, avalia o especialista.

Antigamente, a média de idade dos pacientes com câncer de cólon e reto era de 65 anos. Por esse motivo, a prevenção começava a ser realizada com indivíduos a partir dos 50 anos. Contudo, com o aumento de casos entre pessoas mais jovens, esse cenário apresentará mudanças. “Acredito que, no Brasil, nós podemos utilizar a regionalização para que, nos locais em que essa doença aparece com maior frequência, os exames preventivos passem a ser realizados a partir dos 40 anos”, diz o professor.

Hoff comenta que alguns dos aspectos que parecem estar particularmente influenciando a ocorrência da doença são fatores que envolvem o comportamento moderno: “Obesidade, sedentarismo, dietas ricas em alimentos ultraprocessados são alguns desses agentes. As pessoas precisam começar a pensar na prevenção a longo prazo”.

(Com informações do Jornal da USP)

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Saúde

Pane elétrica causa correria em Hospital de CG e pacientes são transferidos

Cresce número de jovens com transtornos mentais em Campina
Mais uma unidade de saúde de Campina Grande sofreu apagão. Agora foi a vez do Hospital Dr. Edgley ficar sem energia na tarde desta quinta-feira (20.abr.2023).

Várias ambulâncias foram acionadas às pressas para resgatar os pacientes internados no Hospital. Pelo menos dois pacientes foram transferidos para o Hospital Pedro I.

Em janeiro e em março, a maternidade do Isea duas vezes, e o Hospital da Criança e do Adolescente sofreram o mesmo problema.

MaurílioJR

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Brasil

Comissão da Câmara debate piso nacional da enfermagem nesta terça

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados discutirá nesta terça-feira (18), em audiência pública, a efetivação do piso salarial da enfermagem. A reunião foi solicitada pelo deputado Bruno Farias (Avante-MG).

Entre os convidados para debater na audiência estão Nísia Trindade, ministra da Saúde, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, e Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento; além de representantes de hospitais e enfermeiros.

Espera-se encontrar uma forma de subsídio ao piso e também discutir outras questões que impactam a setor.

Para driblar as disputas entre Câmara e Senado na formação de comissões para análise de medidas provisórias (MPs), o governo federal mudou a estratégia e decidiu enviar um Projeto de Lei do Congresso Nacional (PLN) em regime de urgência para garantir o pagamento do piso nacional da enfermagem.

Sancionado no ano passado, o mínimo da categoria está suspenso por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assine o projeto no retorno da viagem à China, e o texto seja enviado ao parlamento até terça-feira (18), de acordo com fontes do Planalto e do Ministério da Economia.

Na última quinta-feira (13), a ministra do Planejamento, Simone Tebet, disse que a pasta abriu espaço de R$ 7,3 bilhões no Orçamento da União para o pagamento do mínimo da categoria. Os valores são provenientes de fundos públicos federais ligados ao Fundo Social.

Esses valores vão garantir o pagamento de enfermeiros, técnicos e auxiliares ligados a estados, municípios, hospitais filantrópicos e privados que atendem pelo menos 60% de atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) até dezembro de 2023. O pagamento não será retroativo, tendo como referência o mês de maio.

Nos próximos anos, o custeio do piso será previsto no orçamento anual da União, a partir do superávit dos fundos, que é de aproximadamente R$ 30 bilhões ao ano.

Piso suspenso

O texto do governo federal pretende garantir o pagamento do setor público e parte do privado – contratualizado com o SUS – estimado em R$ 10,8 bilhões, não incluindo outros R$ 6 bilhões dos hospitais do setor privado, com fins lucrativos. Os grandes hospitais estão reivindicando desoneração da folha de pagamento para abater parte do custo adicional com o piso.

Após ser sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL), sem previsão de receita, o ministro Luís Roberto Barroso, do STF, suspendeu a medida no âmbito de uma ação movida pela Confederação Nacional de Saúde (CNSaúde), que alegou risco de descontinuidade dos serviços em razão do impacto financeiro.

Em decisão do plenário virtual do STF em setembro de 2022, foi mantida a suspensão até que seja aprovada uma fonte de recursos para cumprimento da lei.

Conforme o conselheiro Daniel Menezes de Souza, do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), a expectativa é pela derrubada da decisão que mantém o mínimo da categoria em suspenso.

“O governo federal sinalizou que vai dialogar junto ao STF para que tudo seja resolvido mais rápido possível”, disse.

CNN

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Paraíba

Dia D de Multivacinação ultrapassa marca de 146 mil doses aplicadas em toda a Paraíba

O Dia D de Multivacinação que aconteceu durante este sábado (15) bateu a marca de 146.084 doses aplicadas em toda a Paraíba. O dia D de mobilização estadual de vacinação contra a influenza, multivacinação e covid-19 (monovalente e bivalente), faz parte da 25ª Campanha Nacional de Vacinação, que acontece até o dia 31 de maio.

O objetivo da campanha é ampliar a oferta da vacina da influenza, atualizar o esquema vacinal das vacinas de rotina e covid-19 e melhorar as coberturas vacinais no estado.

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Jhony Bezerra, a vacinação contra a influenza corresponde a uma das medidas mais efetivas para a prevenção da influenza grave e de suas complicações. “Ano passado não atingimos a meta preconizada pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), na campanha deste ano, iniciada agora no dia 10 de abril, foram vacinadas apenas 8.267 pessoas, até o momento, mas precisamos aumentar a cobertura vacinal do público-alvo”, pontuou.

ClickPB

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Paraíba

Estado é condenado a pagar R$ 100 mil a família de criança que morreu em hospital de Picuí

O Tribunal de Justiça condenou o Estado da Paraíba ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil aos familiares de uma criança que faleceu nas dependências do Hospital Regional de Picuí. De acordo com o caso, o falecimento decorreu da negligência e imprudência médica durante o período em que esteve internada.

Conforme o processo, a criança foi internada em virtude de apresentar quadro de desconforte respiratório (cansaço), vindo a falecer em decorrência de “Pneumonia Comunitária”. A família alega que houve demora no atendimento e na adoção de medidas eficazes para conter o quadro médico apresentado, bem como para transferir a criança para outra unidade hospitalar no Município de Campina Grande.

Com base em uma sindicância realizada pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba, cujo relatório final concluiu que não houve negligência por parte dos médicos, a demanda foi julgada improcedente na Primeira Instância.

Contudo, o relator do processo, o juiz convocado Miguel de Britto Lyra Filho, entendeu que a ausência de negligência dos profissionais de saúde não é suficiente para afastar a responsabilidade civil estatal no presente caso, uma vez que a falha na prestação do serviço público se configurou não pela conduta profissional daqueles agentes públicos, mas sim por defeitos estruturais do sistema de saúde gerido pelo Estado da Paraíba.

“Da análise de todo esse histórico, a conclusão a que chego é a de que o óbito da criança decorreu de falha na prestação do serviço público de saúde por parte do Estado da Paraíba, derivado não da conduta dos médicos que a atenderam, mas sim, conforme já adiantado, da deficiência estrutural do sistema de saúde estadual, evidenciada pela insuficiência das vagas para internação em unidade de terapia intensiva, de modo a lhe ser imputável a responsabilidade pelo evento danoso com base na teoria da perda de uma chance”, destacou o relator.

Blog do BG PB

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