Saúde

Paraíba tem 119 municípios com cobertura vacinal abaixo de 50% no público infantil

De acordo com o levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (SES), divulgado nesta sexta-feira (13), até o dia 06 de maio foram confirmados 186 casos de síndromes respiratórias na Paraíba. Deste total, 23 foram de Influenza A (12,37%), 42 Influenza B (22,58%), 99 de Vírus Sincicial Respiratório (53,23%), 05 de Adenovírus (2,69%), 16 de Rinovírus (8,60%) e 01 de Parainfluenza (0,54%).

Destes 186 casos, 67 (36,02%) foram em menores de 1 ano, 55 em crianças de 1 a 4 anos de idade (29,57%) e 19 acometeram crianças de 05 a 09 anos (10,22%)
*As informações de casos confirmados são atualizadas semanalmente, de acordo com os dados do Boletim Epidemiológico de Vírus Respiratórios.

Cobertura Vacinal

A vacina contra influenza, oferecida para os grupos prioritários até 31 de maio, está com 42,32% de cobertura. O público infantil (crianças entre 6 meses e menores de 6 anos), alcançou 34,20% dos indivíduos. A Paraíba tem 312.277 crianças aptas a receber a vacina e 107.085 doses foram aplicadas neste grupo. O município que atingiu a meta de vacinação em crianças foi Areia de Baraúnas, com 156,10%. Dos 223 municípios paraibanos, 119 estão com porcentagem de cobertura abaixo de 50% no público infantil e 101 estão com cobertura entre 50 e 89%.
*Dados oficiais preliminares (fonte: SI-PNI) extraídos às 16h, do dia 12/05/2023, sujeitos à alteração por parte dos municípios.

Óbitos

Até o momento, a Paraíba registrou 22 óbitos por síndrome respiratória, sendo 13 por influenza (um deles com coinfecção com VRS), seis de Vírus Sincicial Respiratório (VRS), dois por Rinovírus e um por parainfluenza. Das vítimas, 11 estavam na faixa etária entre 0 e 7 anos; três tinham entre 39 e 58 anos e oito eram maiores de 60 anos. Os óbitos foram confirmados entre residentes dos municípios de Monteiro (7); João Pessoa (5); Sousa (3); Alagoa Grande (1); Cabedelo (1); Conde (1); Jacaraú (1); Santa Luzia (1); São João do Tigre (1) e Sumé (1).
No momento, a Paraíba está com quatro óbitos em investigação.
*Dados oficiais preliminares (fonte: Sivep Gripe e SIM) extraídos às 12h, do dia 12/05/2023, sujeitos à alteração por parte dos municípios.

Ocupação de leitos

Para atender ao público infantil, a Paraíba tem 268 leitos de enfermaria e 45 de UTI distribuídos em todo estado. De acordo com o Complexo Estadual de Regulação (CER), a ocupação é de 87% nas UTIs pediátricas e 79% nas enfermarias. Dados do CER confirmam que, nas últimas 24h, 28 crianças foram internadas com sintomas respiratórios nos leitos de referência.

PBJá

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Paraíba

Paraíba atinge 100% de ocupação nos leitos de UTI para crianças com síndromes respiratórias

Todos os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender crianças com síndromes respiratórias na Paraíba estão ocupados. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, a Paraíba tem 268 leitos de enfermaria e 45 de UTI distribuídos em todo Estado. Já nas enfermarias estão 85% ocupadas.

Ontem à tarde, a pasta anunciou previsão de abertura de 40 novos leitos de enfermaria e 22 de UTI, em toda Paraíba.

Dados do órgão confirmam que, nas últimas 24h, 12 crianças foram internadas com sintomas respiratórios nos leitos de referência.

Até o dia 6 de maio, já eram confirmados 186 casos de síndromes respiratórias na Paraíba. Destes, 67 (36,02%) foram em menores de 1 ano, 55 em crianças de 1 a 4 anos de idade (29,57%) e 19 acometeram crianças de 05 a 09 anos (10,22%).

Vintes e duas pessoas já morreram no estado por síndrome respiratória. Entre as vítimas, 11 estavam na faixa etária entre 0 e 7 anos.

MaisPB

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Saúde

Paraíba tem sobrecarga em leitos infantis após aumento de doenças respiratórias

Saúde amplia leitos hospitalares para atendimento das síndromes gripais infantis e chama atenção para vacinação contra influenza - Repórter PB

A rede pública de saúde da Paraíba tem apresentado uma sobrecarga nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) infantis. Segundo o secretário de saúde do estado, Johny Bezerra, o estado ainda não registrou nenhuma criança na lista de espera por uma vaga, mas foi necessário a abertura de leitos emergenciais.

A Secretaria Estadual de Saúde elaborou um plano de ação para garantir o atendimento às crianças. Ao MaisPB, Jhony Bezerra informou que, ao total, foram abertos 26 leitos de UTI e 77 leitos de enfermarias para comportar a alta demanda. Isso porque, já foram registradas oito mortes de crianças por síndrome respiratória aguda grave.

“Dos 18 óbitos por síndrome aguda grave, metade são por influenza. De 10 desses óbitos, 50% são crianças. A gente chama atenção dos pais nesse momento para a vacinação infantil. É importante neste momento estarmos com nossas crianças protegidas. Infelizmente essas crianças que não foram vacinadas estão adoecendo de forma grave”, disse o secretário da saúde da Paraíba.

De acordo com o gestor, um dos principais obstáculos enfrentados pela secretaria têm sido a resistência dos pais de levarem seus filhos para serem vacinados contra a influenza, que já matou, ao total, 10 pessoas na Paraíba.

“A Paraíba precisa vacinar 90% da população de risco, que envolve aí idosos acima de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde, caminhoneiros, profissionais da força de segurança. A influenza volta à cena. Metade dos 18 óbitos por SRAG são por influenza”, afirmou Jhony Bezerra.

A Paraíba tem melhor cobertura vacinal contra influenza do país, com 36,12% do público-alvo vacinado. A média nacional é de 25,65%. Os casos, no entanto, preocupam. Até o dia 6 de maio, a SES registrou 77 – um aumento de 234% em relação ao mesmo período do ano passado.

MaisPB

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Saúde

Com apenas 2 médicos para atender em média 180 pacientes, UPA na Grande João Pessoa é interditada

O Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba (CRM-PB) interditou eticamente o trabalho dos médicos da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade de Bayeux, na região metropolitana de João Pessoa. Após fiscalização realizada na manhã desta quarta-feira (10), foi constatado que a quantidade de médicos contratada para a unidade não é suficiente para atender a demanda, colocando em risco o ato médico e a avaliação correta dos pacientes.

Conforme foi observado pela equipe de fiscalização do CRM-PB, há dois médicos para atender diariamente 180 pacientes. Ou seja, são 90 pacientes para cada médico atender em um turno de 12 horas. Cada paciente teria que ser avaliado em apenas oito minutos.

“Conforme Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), um médico deve atender um paciente a cada 20 minutos, no mínimo. Uma quantidade acima disso coloca em risco o atendimento, a vida do paciente. A avaliação não tem como ser feita de forma coerente”, afirma o diretor de fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza.

Ele acrescentou que, no início do ano, médicos foram demitidos da UPA, o que agravou ainda mais a situação. “Tivemos que tomar esta medida extrema, que é a interdição ética, para proteger a sociedade e o trabalho médico. Infelizmente, não nos restou outra solução”, completa.

A interdição ética do trabalho dos médicos tem início a meia noite desta quinta-feira (11) e perdurará até que as inconformidades apresentadas pelo CRM-PB sejam sanadas pela gestão municipal.

MaisPB

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Paraíba

Paraíba registra aumento de 234,78% de casos de vírus respiratórios em 2023

A Secretaria de Saúde da Paraíba inicia esta semana um plano de ação para atender os casos e conter o avanço dos casos de Síndrome Gripal Aguda Grave (SRAG) em crianças na Paraíba. No cenário pós-Covid, o estado registrou um aumento de 234,78% de casos de vírus respiratórios em relação ao ano passado.

Quando se fala em vírus respiratórios, se fala em Influenza A, Influenza B, VRS, Adenovírus e Rinovírus. Entre esses, o VRS e o Rinovírus apresentam as maiores variações.

A faixa etária mais afetada pelo VRS foram justamente as crianças menores de um ano (52,63%), seguida pelos idosos com mais de 80 anos (15,79%). Para o rinovírus, a predominância é na faixa etária de 20 a 29 anos com 37,50%, para o adenovírus, observa-se 3 casos com idade 1 a 4 anos e para Influenza B a faixa etária é de 30 a 39 anos com 31,43%.

João Pessoa, Monteiro e Sousa seguem liderando o número de casos. Atualmente três óbitos estão em investigação. Todas crianças menores de três anos, residiam nos municípios de: Areia, Cajazeiras e Alagoa Grande.

Portal Paraíba

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Saúde

Governo da Paraíba está preocupado após 48,5 mil crianças serem atendidas por causa de síndromes respiratórias

Gripe em criança: sintomas, duração, tratamento e prevenção | Blog Benegrip

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, na noite desse domingo (7), que “acompanha com preocupação” o aumento do número de casos de síndromes respiratórias em crianças da Paraíba. Em menos de 10 semanas, entre o mês de março e o início de maio, foram atendidas 48.406 crianças em unidades de saúde. Na semana passada, a SES realizou cerca de 60 regulações para internação. A alta demanda é considerada atípica.

O fato de alguns casos terem evoluído para formas graves da doença fez com que o Estado acendesse um alerta. Nos últimos dia, a SES vem ampliando os leitos de pediatria. O plano de ação já envolve abertura de 26 leitos no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, sendo 13 de terapia intensiva e 13 de enfermaria, e 10 leitos de terapia intensiva no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande. Outros 73 leitos estão previstos para serem abertos ainda esta semana nos municípios de João Pessoa, Cajazeiras e Sousa para atender a toda a Paraíba.

Com a ampliação, a Paraíba passa a contar com 385 leitos para atender a demanda crescente por leitos pediátricos. O secretário estadual de Saúde, Jhony Bezerra, destaca que a regulação destes leitos é feita por meio do Complexo Regulador Estadual, para dar celeridade na internação das crianças que necessitam de um leito.

“O Complexo atualmente já faz a regulação de pacientes Covid-19, obstetrícia e também do Coração Paraibano. Diante do panorama atual, estruturamos o Complexo para viabilizar a regulação dos leitos pediátricos, para que pudéssemos ser mais rápidos na assistência a essas crianças e ainda saber o perfil destas internações”, explica.

O secretário salienta ainda que a abertura de leitos, embora esteja sendo feita de forma ágil pelo estado, não depende apenas de estrutura. “Nós contamos com uma rede de hospitais robusta e estrutura capaz de atender aos casos. Estamos disponibilizando de forma temporária leitos em hospitais que atendem demandas de traumatologia, que não possuem perfil pediátrico, porém estamos lidando com a falta de pediatras que possam atender a alta demanda infantil no estado”, pontua.

Mortes por síndromes respiratórias

Os casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) já causaram 12 óbitos no estado, sendo seis em crianças. Ainda de acordo com o secretário estadual de Saúde, é importante ressaltar que os casos de síndrome respiratória possuem um aumento sazonal, mas que o agravamento nos quadros, evoluindo para situações graves e óbitos, deve-se às baixas coberturas vacinais nos últimos anos. Atualmente, a Paraíba conta com 25,71% das crianças entre seis meses e menores de 6 anos vacinas contra influenza.

“Vemos um problema grave de baixas coberturas vacinais e no caso da influenza não tem sido diferente, e isso não é um caso isolado da Paraíba. A sazonalidade das síndromes respiratórias aliada às baixas coberturas vacinais de influenza nos últimos anos resultam no cenário atual, precisamos seguir vacinando e ampliar a proteção das nossas crianças”, reforça.

Para reforçar a cobertura vacinal, a SES realizou no último sábado (6), em articulação com os municípios paraibanos, um Dia D de vacinação Covid-19, influenza e multivacinação. Foram aplicadas 94.939 doses de vacinas, destas 39.621 doses foram de influenza. Uma nova mobilização está prevista para o dia 20 de maio.

PortalCorreio

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Brasil

Ministra da Saúde diz que é hora de intensificar a vacinação contra a Covid-19


Foto: Reprodução/YouTube

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse em pronunciamento nas redes de televisão e rádio, neste domingo (7), que é hora de intensificar a vacinação contra a Covid-19. Ela advertiu que as hospitalizações e os óbitos pela doença ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas.

“Por essa razão, o Ministério da Saúde, ao lado de estados e municípios, realiza desde fevereiro um movimento nacional pela vacinação de reforço para Covid-19”, acrescentou.

A ministra destacou os esforços de cientistas e dos laboratórios que desenvolveram e produziram as vacinas. “Um agradecimento especial ao papel desempenhado no Brasil pelo Instituto Butantan, pela Fiocruz e pela Anvisa. Mesmo com todos os desmontes da ciência e tecnologia, nossas universidades e institutos de pesquisa não mediram esforços na busca de soluções”, afirmou.

“Devemos agradecer também aos governadores e prefeitos que não se deixaram levar pelo negacionismo e contribuíram decisivamente para o enfrentamento da pandemia. E também à sociedade civil, que se engajou nesse processo”, completou.

Fim da emergência de saúde pública de importância internacional

O pronunciamento veio depois do anúncio da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que a Covid-19 não é mais uma emergência de saúde pública de importância internacional. Durante a sua fala, a ministra reforçou a importância da vacinação contra a doença e que a pandemia ainda não acabou de fato.

R7

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Mundo

OMS decreta fim da pandemia de Covid-19 após três anos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira, 5, o fim da pandemia do coronavírus no planeta. O alerta havia sido decretado pela entidade em janeiro de 2020, quando o número de casos e mortes começou a explodir na China. “É com grande esperança que declaramos que a covid-19 não é mais uma emergência global”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom.
Brasil viu escalada na ocupação de leitos em 2020 e 2021 por causa da covid Foto: Daniel Teixeira/Estadão

Nos últimos três anos, a doença causada pelo vírus Sars-CoV-2 provocou mais de 764 milhões de casos e 20 milhões de infecções – especialistas apontam ainda que a quantidade está bastante subnotificada. O Brasil foi um dos países mais afetados pela nova doença.

A alteração do status foi possível graças ao avanço da vacinação. O desenvolvimento do imunizante, fruto de um esforço científico global sem precedentes, ocorreu em tempo recorde. As primeiras doses começaram a ser dadas em dezembro de 2020 – no Brasil, a aplicação começou só no mês seguinte.

Embora a emergência planetária tenha acabado, alerta Adhanom, o surgimento de novas variantes ainda é uma preocupação.

Estadão

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Paraíba

Paraíba amplia leitos de UTI após aumento de casos graves de gripe em crianças

A Secretaria de Estado da Saúde ampliou o número de leitos pediátricos para atender casos de Síndrome Gripal Aguda Grave. Nesta quinta-feira (4), o secretário de estado da Saúde, Jhony Bezerra, realizou uma visita ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, que será uma das unidades que receberá os casos infantis agravados de forma emergencial.

Ao todo, serão mais 26 leitos de UTI, distribuídos nas unidades da Rede Estadual em João Pessoa, Campina Grande e Patos, além de 77 de enfermaria em outros serviços hospitalares.

De acordo com o secretário de Saúde da Paraíba, Jhony Bezerra, o aumento de casos de síndromes gripais ocorre devido ao período de sazonalidade destes agravos com estimativa de prevalecer até junho. Com a ampliação desta quinta-feira (4), a Paraíba passa a contar com 385 leitos pediátricos entre enfermaria e UTI distribuídos em várias unidades de saúde estaduais, contemplando as três Macrorregiões: Complexo Hospitalar Arlinda Marques, Hospital Distrital de Solânea, Hospital Infantil Noaldo Leite, UPA de Cajazeiras, Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e Hospitais Regionais de Sousa, Piancó, Catolé do Rocha, Cajazeiras, Picuí e Mamanguape.

“Hoje estamos ampliando mais 26 leitos de UTI pediátrica, sendo 10 no Hospital de Trauma de João Pessoa, 10 no Hospital de Trauma de Campina Grande e outros 6 no Hospital Infantil Noaldo Leite, em Patos. O nosso objetivo é prestar assistência à população infantil que precisa de um suporte especializado, intensivo, um suporte de oxigênio, diante da ocorrência de crianças adoecendo de forma grave com síndromes respiratórias. Essa é uma ação do Estado para dar suporte, ampliando leitos de retaguarda, de forma emergencial, assim como foi para a Covid-19. A ocupação desses leitos será realizada via Central Estadual de Regulação”, explica.

Sobre os dados atuais do agravo na Paraíba, o estado contabiliza 24 casos (2 de Influenza A e 21 de Influenza B) e 11 óbitos. O secretário pontua que desses 11 óbitos confirmados por vírus respiratórios (exceto covid-19), seis (54,5%) ocorreram em crianças menores de oito anos de idade, sendo dois por influenza B, três por vírus sincicial respiratório e um por parainfluenza (VPH).

No sábado (6), a Paraíba irá realizar mais um dia D de vacinação para ampliar as coberturas vacinais e facilitar o acesso da população às doses. São mais de mil salas de vacinação espalhadas por todos os 223 municípios. A campanha de vacinação contra Influenza vai até o dia 31 de maio. Atualmente, a cobertura estadual é de 30,41%, colocando a Paraíba em 3º lugar do ranking nacional e do Nordeste.

Blog do BG PB

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Mundo

OMS se reúne para decidir possível fim da emergência da Covid-19 nesta quinta

A Organização Mundial da Saúde se reúne nesta quinta-feira (4) em Genebra para decidir se a covid-19 ainda é uma pandemia. Mas especialistas e mesmo membros da entidade alertam que, seja qual for a decisão, o vírus não irá desaparecer e que governos e sociedades terão de conviver com a nova doença que matou milhões de pessoas pelo mundo, desde 2020.

A OMS já deixou claro que não há ainda uma previsão sobre quando o anúncio da decisão do comitê seria feito. Tradicionalmente, a agência revela o conteúdo das deliberações dois ou três dias após a conclusão das discussões.
Colunistas do UOL

O encontro dos especialistas foi o mesmo que, no final de janeiro de 2020, decretou a emergência global. Hoje, muitos deles admitem que aquela decisão não mobilizou os governos, como se esperava.

No começo do ano, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que esperava que o fim da emergência pudesse ser declarado em 2023. A declaração significaria que a covid-19 não seria mais uma ameaça internacional.

Um dos critérios avaliados nesta quinta-feira deverá ser a capacidade de controlar o número de mortes. Ainda que muitas medidas de proteção tenham sido abandonadas por dezenas de governos, a OMS insiste que milhares de pessoas ainda morrem todas as semanas no mundo por conta da covid-19. No auge da crise, mais de 50 mil pessoas perdiam a vida a cada sete dias.

Globalmente, quase 2,8 milhões de novos casos e mais de 16.000 mortes foram notificados nos últimos 28 dias (27 de março a 23 de abril de 2023), uma redução de 23% e 36%, respectivamente, em comparação com os 28 dias anteriores.

Ao contrário da tendência geral, aumentos nos casos notificados e nas mortes continuaram a ser observados nas regiões do Sudeste Asiático e do Mediterrâneo Oriental e em vários países individuais em outros lugares.

Até 23 de abril de 2023, a covid-19 tinha contaminado oficial mais de 764 milhões de pessoas, com 6,9 milhões de mortes.

Apesar da esperança da OMS, a entidade deixa claro que o vírus “não vai sumir”. Segundo Tedros, governos terão de aprender a conviver com a doença. “O vírus chegou para ficar. A questão é como vamos administrá-lo. Temos os instrumentos e conhecemos ele melhor. Mas também temos uma maior imunidade populacional, seja pela vacina ou por contaminação”, disse o diretor da agência.

“Está em nossas mãos acabar com a pandemia”, afirmou. Para ele, o mundo deve focar nos grupos mais vulneráveis, principalmente idosos.

Para Maria van Kerkhove, diretora técnica da OMS, o mundo está começando o quarto ano do vírus com a constatação de que ele não irá desaparecer.

Já Mike Ryan, diretor de operações da OMS, sistemas de saúde precisam estar preparados para lidar com a covid-19 como parte de sua estratégia constante de serviços. “A história mostra que o vírus que gera uma pandemia só irá desaparecer com um novo vírus ou nova pandemia”, completou.

Jamil Chade – UOL

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