
O prefeito do município de Cachoeira dos Índios, Allan Seixas de Sousa, foi condenado, nesta quarta-feira (20), pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, a pena de 1 ano, seis meses e 15 dias de detenção. O gestor contratou, entre 2017 e 2018, servidores públicos contra expressas disposições em lei. O julgamento teve como relator o juiz Manoel Gonçalves Dantas de Abrantes. A pena foi substituída por duas restritivas de direito (prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária no valor de 10 salários mínimos).
Segundo foi apurado pelo Ministério Público, o gestor realizou contratações por excepcional interesse público para exercer funções na Administração Pública em justificativa válida e agindo com a intenção de burlar a Constituição Federal e a Lei Municipal nº 601/2017.
Ainda conforme a denúncia, nos anos de 2017 e 2018, vários prestadores de serviços foram contratados diretamente e sem a realização de processo seletivo, ainda que simplificado. Além disso, o prefeito descumpriu as prescrições da Lei Municipal nº 601/2017 ao recontratar vários prestadores (o que é vedado pela lei) e ao não observar o prazo máximo de contratação estabelecido pela lei, que é de um ano, e a restrição ao exercício financeiro para a vigência.
Em sua defesa, o prefeito alegou que as contratações preencheram os requisitos da lei e que não houve demonstração de dolo específico, requerendo, portanto, a sua absolvição.
Mas, para o relator do processo, nada restou demonstrado quanto a caracterização de excepcionalidade de interesse público para realização das contratações e também das renovações em desacordo com a Constituição Federal e com a legislação municipal. “Houve burla ao regramento constitucional por parte do acusado”, afirmou o magistrado em seu voto.



Foto: Reprodução
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O senador paraibano Efraim Filho (União) acredita que o então presidente do União Brasil, Luciano Bivar, deve ser afastado do partido. Bivar é acusado de envolvimento no incêndio que atingiu a casa do recém-eleito presidente do União Brasil, o advogado Antônio Rueda no litoral sul de Pernambuco. O caso aconteceu na última segunda (11).
“A situação do Bivar internamente está muito complicada e é provável que seja aprovado o afastamento dele do partido pelo Conselho de Ética.” disse Efraim, ao Portal Correio.
No fim do mês passado, o senador paraibano já havia criticado a conduta do Bivar, durante o processo que elegeu Rueda para o comando da legenda. “Bivar não soube compreender que chegou o momento da “passagem do bastão” para mais dinamismo na gestão. Daqui em diante valerá o termo União.”
Esta semana, Antônio Rueda alegou que recebeu ameaças de morte de Bivar, que, segundo a defesa do presidente recém-eleito, tem uma casa no mesmo condomínio dos imóveis incendiados.
Já Bivar, negou as acusações. “Repudio qualquer ilação que tenha relação a esses últimos acontecimentos. Isso é fruto de uma represália em função de denúncias que estamos apresentando hoje ao Conselho de Ética do partido”.
Uma reunião da executiva nacional do partido marcada para esta quarta-feira (13) deve decidir o futuro do presidente da legenda.
BG com Portal Correio
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