Política

Diálogo sugere acordo de traficante com filha do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena

Filha do prefeito Cícero Lucena está entre os alvos de operação da PF contra grupo criminoso | Paraíba | G1

Uma troca de mensagens atribuída a um líder da facção e a Janine Lucena, secretária de Saúde de João Pessoa e filha do prefeito e candidato à reeleição na cidade, Cícero Lucena (PP), sugere um acordo entre eles de troca de cargos por acesso a comunidades comandadas pelo crime.

O UOL teve acesso exclusivo às mensagens que foram interceptadas durante uma investigação de um suspeito de tráfico de drogas em julho de 2022, período de pré-campanha eleitoral, pela força-tarefa formada por Ministério Público e as polícias Militar, Civil e Federal da Paraíba.

A defesa de Janine afirma que ela “não reconheceu nenhuma das mensagens lá descritas, não sabendo as origens das mesmas nem tampouco sua finalidade real” (leia a nota completa abaixo).

No documento, são transcritas dezenas de mensagens de um número atribuído a Janine com Jossiênio Silva dos Santos, também conhecido como Ênio Chinês, apontado como conselheiro da Nova Okaida, considerado o grupo criminoso mais forte do Estado.

As informações foram retiradas após apreensão do celular de Ênio (leia o diálogo completo abaixo).

Segundo apurou a coluna, Ênio foi detido no último dia 3 de maio após pedido de prisão preventiva da 2ª Vara de Entorpecentes da Comarca de João Pessoa. Ele não tem advogado no processo e é atendido pela Defensoria Pública do Estado, e por isso o UOL não conseguiu contato.

A conversa integra a operação Mandare, em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na Paraíba em maio deste ano — entre eles contra Janine — para apurar uma suposta atuação da Okaida no poder público municipal. As investigações ainda estão em curso e seguem sob sigilo. O caso está em segredo de Justiça.

O que diz o diálogo

A conversa entre os dois ocorreu em 25 de julho de 2022. Segundo o documento obtido pelo UOL, ela “retrata acordo e o beneficiamento de pessoas ligadas a ele como exigência para o trânsito em comunidades sob seu domínio”.

Nas mensagens, Ênio reclama que quer melhores salários para a esposa e a filha e cobra uma ajuda de custo. Ênio diz ser “dono” de comunidades e avisa a Janine que pessoas estariam “barradas” de entrar nas comunidades até resolver a situação.

Em resposta, o número atribuído a Janine diz que “cumpriu o acordo” e estava tratando da nova reivindicação com uma pessoa chamada Patrícia, identificada pelos policiais como esposa de Ênio, e irmã de outros dois membros da facção.

No relatório, as autoridades informam que Patrícia tinha cargo de auxiliar de sala de aula desde junho daquele ano, e em junho de 2022 recebeu salário bruto de R$ 1.679,13. Já a filha tinha cargo de auxiliar administrativo com salário de R$ 2.658,17 no mesmo período. Nenhuma das duas segue nos cargos.

Defesa nega e fala em montagem

Em nota, Janine nega que o diálogo seja de sua autoria. Veja o pronunciamento na íntegra:

“Estranhamente e com fins claramente eleitorais, Janine Lucena se viu envolvida na investigação por supostamente ter trocado mensagens com um dos investigados.

Ao ter contato com as provas da investigação de plano não se reconheceu nenhuma das mensagens lá descritas, não sabendo as origens das mesmas nem tampouco sua finalidade real.

Janine Lucena, que já tinha fornecido o seu celular a Polícia Federal, quando do seu depoimento como testemunha restou constatado que nenhuma daquelas mensagens a ela atribuídas constava em seu celular.

Por tais razões Janine Lucena não foi sequer indiciada pela polícia, razão pela qual ela possui atualmente TODAS AS CERTIDÕES NEGATIVAS de primeira e segunda instância da Justiça Federal e Justiça Estadual. Por isso a defesa informa que Janine Lucena não é sequer investigada.

Com base nestas certidões, a Justiça eleitoral da Paraíba já julgou PROCEDENTE diversas representações contra os candidatos de oposição que irresponsavelmente tentaram envolver o município de João Pessoa e seus Secretários com o crime organizado.

Por fim Janine Lucena continua a disposição e na intenção plena de colaborar com os órgãos de investigação, ao tempo em que continuará a se utilizar do Poder Judiciário, para reparar qualquer injusta agressão como tem ocorrido na propagando polícia do Município de João Pessoa.”

Questionada pela coluna sobre como Janine explicaria mensagens captadas de um número ligado a ela, a defesa afirmou que “quando da pericia não se encontrou tais mensagens no celular dela”.

“Ela espera que a polícia possa responder, pois inclusive pode ser montagem”, disse.

Opositores denunciaram ligação

Candidatos que concorrem contra Cícero em João Pessoa se uniram e denunciaram, no último dia 11, uma suposta “ação e influência de facções criminosas nas eleições”.

Luciano Cartaxo (PT), Marcelo Queiroga (PL) e Ruy Carneiro (Podemos) afirmaram que Cícero teria ligações com o crime organizado e pediram uma quebra de sigilo das operações da PF e tropas federais ao TRE.

Eles relataram que têm tido dificuldades para fazer campanhas em muitas comunidades porque estariam sendo impedidos por facções. Também citaram um medo que eleitores estariam em colocar adesivos nos carros.

Carneiro já tinha feito uma denúncia, no primeiro dia de campanha, quando foi ao bairro do Cristo, mas o dono de um circo onde o evento ocorreria relatou ordem da facção Nova Okaida para cancelar a reunião.

No último dia 11, a PF deflagrou a Operação Território Livre para investigar crimes de aliciamento de eleitores no bairro de São José. Na operação, foram apreendidos R$ 35 mil em espécie, documentos, celulares e contracheques de funcionários da prefeitura da capital.

A campanha de Cícero Lucena disse que os candidatos fazem “um posicionamento antagônico às tradições democráticas da Paraíba” para “macular a sua imagem e a imagem da cidade de João Pessoa.”

A Prefeitura de João Pessoa lamentou o que chamou de “tentativa de utilização de tais fatos para insinuar o envolvimento de qualquer autoridade do Executivo municipal com eventos dessa natureza”.

Ênio – 15:53 – Boa tarde
15:53 – Janine
15:54 – Olha, essas pessoas aqui estão barradas de entrar nas minhas comunidades, viu?
15:56 – Os ônibus que forem mandados por essas pessoas vão voltar vazios, eu já falei com meu pessoal. Todas elas não entram mais em lugar meu, não, viu?
15:57 – E agora para resolver qualquer coisa vai ter que chegar em mim
15:59 – Eu não vou mais deixar mais ninguém entrar nos meus lugares sem resolver comigo como vai ser mesmo.
15:59 – Porque esse pessoal aí ganha as coisas em cima de mim no meu lugar, e eu não vou aceitar mais não
16:01 – Socorro Gadelha e Carla ficam se beneficiando das minhas comunidades, ganhando as coisas
16:02 – E eu não ganhou nada. O povo que eu conheço que apoia vocês é beneficiado
16:03 – Com alguma coisa
16:04 – Eu não vou deixar entrar ninguém mais, não
Janine 16:10 – Oi
16:11 – estava falando com Patrícia [esposa de Ênio]
16:11 – A gente achava que estava tudo certo com vocês
16:11 – Achava que o pessoal de lá tinha falado com vocês antes
16:11 – Mas eu já disse a ela que ia falar para Socorro
16:12 – Foi o que eu disse a Patrícia
16:13 – A gente não tem culpa nisso pois achávamos que como o do residencial tinha tratado com Socorro que era com autorização de vocês.
16:13 – Porque a gente sabe que só fazem com autorização [às 16:25 ele responde essa: “mas eu não mandei”]
Ênio – 16:24 – Seguinte é esse, Janine: nas eleições passadas eu não ganhei nada; minha mulher e filha estão ganhando um salário igual a todo mundo e isso não tá certo, não. Coloquei o povo para trabalhar e não ganhei nada com isso, era pra estar ganhando uma ajuda de custo igual a outros meus parceiros aí, tá entendendo?
16:24 – E nessas eleições agora vai ficar do mesmo jeito? Não quero, não. Está errado isso aí. Agora o seguinte é esse: só entra nas minhas comunidades se falarem comigo. Já que não conseguiram uma transferência para mim, então quero uma ajuda de custo, sim. Eu faço e faço e não estou ganhando nada.
16:26 – E já que as localidade que sou eu que comando, então vai ser da minha maneira também. Eu ajudo, sim, mas tem que fazer do meu jeito também, no salário da minha mulher, da minha filha e uma ajuda de custo para mim.
16: 28 – E se não quiser dessa maneira, não tem problema, mas nas minhas comunidades não entra, não.
16:28 – E eu quero resolver logo isso agora porque, da outra vez, deixei passar, mas hoje não vou deixar passar, não
Janine – 16:29 – Eu vou conversar com Patrícia.
16:29 – Mas tudo que combinei com ela eu cumpri
Ênio – 16:34 – Mas agora é comigo, não é mais com minha mulher, não. Eu fiquei calado da outra vez, mas agora é dessa maneira.
Janine – 16:38 – Tranquilo
16:38 – Eu falo com ela porque, da outra vez, você mesmo disse para tratar com ela.
16:38 – E o que ela me passa, eu sei que é em acordo com você
Ênio – 16:44 – E eu também não vou ficar ganhando nada? Na época de Nilvan eu recebi proposta melhor, mas eu já tinha dado a minha palavra a vocês.
Janine – 16:48 – Quando conversei com Patrícia, o pedido dela foi para arrumar algo para ela e para a filha, e foi cumprido.
17:16 – Já marquei com Patrícia
17:16 – Vou conversar pessoalmente com ela.

Carlos Madeiro – UOL

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

VÍDEO: Nunes e Marçal batem boca aos gritos com ataques pessoais em debate

 

Vídeo: Reprodução

Pablo Marçal (PRTB) e Ricardo Nunes (MDB), candidatos à Prefeitura da capital, foram advertidos (veja o vídeo abaixo) logo no primeiro bloco do debate promovido por RedeTV/UOL, na manhã desta terça-feira (17/9), por uma troca de acusações feita aos gritos dentro do estúdio.

Marçal foi repreendido pela mediadora, Amanda Klein, antes mesmo de fazer a pergunta, ao chamar o prefeito de “bananinha” — as regras do debate proíbem que os candidatos se dirijam aos adversários por nomes pejorativos. Sob protesto, Marçal fez a pergunta sem citar o nome de Nunes, chamando-o de “futuro ex-prefeito”.

Marçal contudo, usou o tempo para falar da agressão que ele sofreu de José Luiz Datena (PSDB) no debate anterior, na TV Cultura, no domingo (15/9). Nunes, em seu tempo, disse que estava “decepcionado” com o rival. “Você chegou agredindo a todos. É o pai da Tabata, é o Datena, é o Boulos”, disse o prefeito. “Nos incomoda essas agressões o tempo todo”.

O candidato do PRTB rebateu: “Falando de respeito, quem agrediu a esposa. Se ela te perdoou, o povo de São Paulo não vai te perdoar. Esse programa é de alto nível, mas você usa seu horário de televisão para me vincular com o crime.”

Marçal disse ainda que Nunes é “Tchutchuca do PCC”, devolvendo ao prefeito a ofensa que recebeu no debate da TV Gazeta, no início do mês, e afirmou que o emedebista será preso por suposto envolvimento na chamada máfia das creches.

“Não é atoa, as pesquisas mostram, é o mais rejeitado”, rebateu Nunes, que pediu respeito a sua família.

“A forma como ele [Marçal] vem colocando e tratando as pessoas é a forma da malandragem de cadeia. Ele cria a provocação”, disse Nunes. O prefeito disse que o influencer havia mandado mensagem de solidariedade a ele, “na mesma estratégia que ele fez com aqueles aposentados humildes, de mandar e-mail querendo ganhar a confiança para depois subtrair recursos”, e lembrou da condenação de Marçal por furto qualificado, em 2005.

Foi aí que as gritarias começaram. Marçal negou as acusações que o levaram à condenação. “Você foi preso e vai ser preso por tocar nas merendas das creches”, disse Marçal. Ambos começaram a gritar fora dos microfones, de forma inaudível.

A mediadora Amanda Klein retomou o controle do debate e disse que ambos estavam advertidos. “Isso não vai mais acontecer”, afirmou a jornalista.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Turbinada de PT em Boulos supera a verba de 6 partidos para Nunes; veja doações

Foto: Bruno Santos/Folhapress

Guilherme Boulos, candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, tem a maior arrecadação de campanha até agora, data limite para a prestação parcial de contas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele dispõe de R$ 55,6 milhões.

Só a doação do PT, de Lula, ao deputado federal, de R$ 30 milhões, supera a verba de Tabata Amaral (PSB), Datena (PSDB) e Pablo Marçal (PRTB) juntos. Também supera a verba somada de seis dos partidos da aliança do prefeito Ricardo Nunes: PP, Podemos, PRD, PSD, Solidariedade e o PL, de Jair Bolsonaro (PL).

Nunes (MDB), que concorre à reeleição, tem a segunda maior arrecadação. Com recursos de sete partidos, declarou R$ 36,2 milhões à Justiça Eleitoral até agora. Os maiores financiadores individuais de sua campanha são da área da construção civil.

Em terceiro lugar, aparece Tabata, com R$ 15,2 milhões. A deputada federal pelo PSB é a candidata com mais doações únicas com valores acima de R$ 15 mil.

Já Marçal reúne o maior número de doações individuais no país. São 40 mil repasses, a maioria composta por transações inferiores a R$ 100. Ele arrecadou R$ 2,9 milhões, quantia que mais se assemelha à de Datena, de R$ 3,6 milhões.

Folha de S. Paulo

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Após cadeirada, Marçal recebe alta e dispara: “A culpa é sempre de quem é agredido”

candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), recebeu alta do Hospital Sírio-Libanês na manhã desta segunda-feira (16/9), após ser agr3dido com uma cadeira pelo rival político José Luiz Datena (PSDB). O incidente ocorreu durante um evento de campanha, gerando grande repercussão.

Em entrevista após deixar o hospital, Marçal respondeu às críticas de quem afirmou que ele “mereceu” a agr3ssão. “O povo tem os governantes que merece”, disse o coach, em tom provocativo. Ele ainda declarou que “a culpa é sempre de quem é agr3dido”, reforçando sua indignação com o ocorrido.

Metrópoles

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Deputados articulam incluir na Constituição restrições à propaganda de jogos e apostas

Foto: Reprodução

Um grupo de deputados articula a apresentação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para restringir a publicidade de sites de apostas, conhecidos como “bets”. A discussão ressurge na Câmara dos Deputados em um momento em que os jogos de apostas estão no centro de uma investigação que mira organizações criminosas e influenciadores. A Operação Integration, deflagrada na primeira semana de setembro, resultou no bloqueio de R$ 2,1 bilhões e na prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra

A intenção da proposta é alterar o artigo 220 da Constituição Federal, que restringe o uso e a propaganda de cigarros, bebidas alcoólicas, medicamentos, terapias e agrotóxicos no Brasil. O objetivo é que as apostas esportivas sejam incluídas nesse grupo de produtos e estejam sujeitas a restrição de propaganda. Com isso, seria obrigatório que esses produtos tenham advertências claras sobre os malefícios do uso.

A proposta, atualmente na fase de recolhimento de assinaturas, é liderada pelo deputado Luiz Gastão (PSDB-CE). Esta não é a primeira vez que ele tenta emplacar um projeto com esse tema. Gastão também é o autor de um projeto de lei que visa alterar a Lei Federal nº 9.294, de 15 de julho de 1996, que regula a publicidade de produtos considerados prejudiciais à saúde no Brasil.

Tanto a PEC quanto o projeto de lei estão sendo articulados simultaneamente, duas tentativas de enfrentar o tema e avançar no parlamento.

Segundo Gastão, a intenção é que a legislação proteja grupos vulneráveis, considerando o jogo compulsivo uma ameaça à saúde pública e à economia. Ele destaca que, embora a legislação tenha liberado as apostas esportivas, a propaganda não foi restringida.

“O que está acontecendo é que há vários casos de pessoas se viciando no jogo sem controle, inclusive fazendo dívidas e apostando com cartão de crédito. Isso tem trazido problemas familiares, dentro das empresas e à saúde mental das pessoas”, afirma o deputado.

Segundo ele, a restrição da propaganda também pode ajudar a combater o crime organizado. “Uma PEC vai ajudar a coibir a ligação de influenciadores com o crime organizado. Precisamos normatizar e deixar claras a utilização desses recursos, além de melhorar o acompanhamento e a apuração do que é correto e do que pode ser ilegal”, conclui.

Para ser apresentada, a PEC precisa de 171 assinaturas. Até a última atualização, 45 parlamentares haviam assinado a proposta.


Proibição de propaganda por influenciadores

Além desses dois projetos, a Câmara também discute outras propostas que proíbem a presença de influenciadores na propaganda de atividades relacionadas a jogos de azar, empresas de apostas e cassinos.

No ano passado, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) sobre as pirâmides financeiras aprovou um relatório com a sugestão de quatro projetos de lei para coibir fraudes e propagandas envolvendo essas atividades. Um dos projetos sugere que personalidades com mais de 20 mil seguidores nas redes sociais deverão estabelecer contratos que tornem mais transparente a relação entre o contratado e o contratante.

Segundo o deputado Ricardo Silva (PSD-SP), relator da CPI, ao longo dos trabalhos foi constatado que muitos criminosos que organizaram pirâmides financeiras se valeram da contratação de influenciadores digitais para atrair vítimas.

“Ao avançarmos nas investigações sobre o tipo de relação mantida entre os influenciadores e seus contratantes, observamos que, muitas vezes, ela é marcada pela opacidade. Isso dificulta a apuração de eventual responsabilidade das celebridades que convencem seus seguidores a entrar em um golpe financeiro”, afirmou.

A proposta foi aprovada em dezembro do ano passado pela Comissão de Comunicação e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, precisará ser votada em Plenário.

Danos mentais

Embora seja possível apostar de forma recreativa, a internet facilitou o vício ao tornar os jogos de azar mais acessíveis. A neuropsicóloga Juliana Gebrim explica que a internet oferece uma variedade de jogos online, aumentando o apelo e a tentação para os jogadores.

“As redes sociais e os influenciadores digitais também têm um papel importante na promoção dos jogos online, o que pode influenciar negativamente os seguidores, especialmente os mais jovens e vulneráveis, levando ao vício”, afirma.

Ela acrescenta que o princípio da dependência é o mesmo para todas as classificações de vício: as pessoas podem começar a jogar por diversão, curiosidade ou com a intenção de ganhar dinheiro. Uma vez instalado o vício, o cérebro passa por mudanças neuroquímicas e estruturais que podem ter consequências na saúde mental e no funcionamento cognitivo do indivíduo.

“A ativação excessiva do sistema de recompensa do cérebro leva a uma busca incessante por prazer e recompensa, resultando em alterações na estrutura e na função cerebral. Isso pode dificultar em controlar impulsos, tomar decisões racionais e lidar com emoções negativas. Além disso, o vício em jogos pode levar a problemas financeiros, prejudicar relacionamentos, isolamento social, ansiedade, depressão e ideação suicida”, diz.

O psicólogo Paulo Gomes também destaca a relação entre a dependência de drogas e a de jogos de azar. “O indivíduo se vicia porque os jogos ativam os setores de recompensa, como o sistema límbico, cujos neurônios têm numerosos receptores para o neurotransmissor dopamina, responsável pelo prazer”, explica.

A neuropsicóloga Roselene Espírito Santo Wagner enfatiza a importância da prevenção no combate ao vício. “Toda tentativa de enfrentamento do que causa vício eu vejo como uma implementação de ‘redução de danos’. A prevenção sempre foi mais eficaz que a correção de um problema já instalado”, comenta.

“Educar as bases, principalmente educação financeira e desenvolvimento de um currículo de inteligência emocional, seria mais eficaz a longo prazo. Seria importante educar as crianças para que se tornem jovens e adultos mais saudáveis emocional e psicologicamente. Isso refletiria diretamente na construção de uma cultura mais equilibrada, com mais saúde física e mental”, afirma.

Operação Integration

As investigações da Operação Integration começaram em abril do ano passado e resultaram na prisão de Deolane Bezerra e na emissão de 19 mandados de prisão, além de 24 mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife (PE), Campina Grande (PB), Barueri (SP), Cascavel (PR), Curitiba (PR) e Goiânia (GO).

A investigação busca desmantelar um esquema bilionário de lavagem de dinheiro, ligado a atividades de jogos esportivos, tanto legais quanto ilegais.

Durante a operação, foram apreendidos bens de alto valor, classificados como luxuosos. O objetivo da polícia é bloquear mais de R$ 2 bilhões em ativos vinculados aos suspeitos. De acordo com informações obtidas pelas autoridades, esses montantes provavelmente são fruto de lucros gerados por jogos online.

R7

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

PL é a sigla com mais candidatos competitivos em grandes cidades

PL oficializa Jair Bolsonaro como candidato à reeleição | Agência Brasil

O PL é hoje o partido que mais tem candidatos competitivos nas maiores cidades do Brasil. A atual sigla de Jair Bolsonaro tem 17 filiados que estão em 1º lugar ou empatados nessa posição dentro da margem de erro nas pesquisas mais recentes em 85 dos 103 municípios com mais de 200 mil eleitores, o chamado G103. Em 18 dessas 103 cidades não há estudos de intenção de voto confiáveis registrados no TSE e com dados divulgados nos últimos 38 dias.

O PSD, de Gilberto Kassab, e o União Brasil aparecem na sequência, com 15 políticos competitivos cada um. O MDB tem 12. O PP, 11.

O PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tem 8 nomes competitivos no grupo com maior eleitorado. Outras siglas mais à esquerda, o PSB (4), o PDT (3), o Psol (2) e o PV (1), somam mais 10 políticos na lista.

Só foram levados em conta os levantamentos que têm relatórios de resultados conhecidos ou foram divulgados por jornais contratantes.

Infográfico sobre as pesquisas no G103

Nesta reportagem, candidatos competitivos são os que preenchem pelo menos uma destas qualificações: 1) estar na 1ª posição isolada numa pesquisa de intenção e voto ou 2) estar empatado na margem de erro com outros concorrentes na liderança dessa disputa.

Como mostra o infográfico acima, siglas como o União Brasil, o MDB, o PSD e o PP, estão no top 10 do ranking de partidos com mais candidatos competitivos nas capitais. Uma leitura possível desses resultados é que o centro, a centro-direita e a direita tendem a ter resultados melhores em grandes centros urbanos nas eleições de prefeitos de 6 de outubro de 2024.

O PL (sigla que abriga integrantes do centro para a direita do espectro político) tem candidatos liderando em Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Maceió (AL), Palmas (TO), Rio Branco (AC), Aparecida de Goiânia (GO), Blumenau (SC), Cascavel (PR), Foz do Iguaçu (PR), Jaboatão dos Guararapes (PE), Jundiaí (SP), Mogi das Cruzes (SP), Santarém (PA), Santos (SP), São Gonçalo (RJ), São João de Meriti (RJ) e São José dos Campos (SP).

O PT (sigla de esquerda e de Lula) tem candidatos competitivos em Fortaleza (CE), Goiânia (GO), Teresina (PI), Anápolis (GO), Camaçari (PT), Contagem (MG), Diadema (SP) e Juiz de Fora (MG).

Poder360

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Arthur Lira apoia paraibano Hugo Motta para presidência da Câmara com 300 votos já registrados

0

SHARES

O líder do Republicanos na Câmara, Hugo Motta (PB), recebeu apoio à sua candidatura à presidência da Casa durante um almoço com o atual presidente, Arthur Lira (PP-AL), e líderes de sete partidos nesta quarta-feira (11). A informação foi divulgada pela Folha de S. Paulo. O encontro é parte da articulação de Lira para consolidar o nome de Motta como seu sucessor.

Lira já havia comunicado seu apoio a Motta na madrugada de terça-feira (10), e desde então vem buscando apoios entre os partidos. Durante o almoço, os participantes estimaram que cerca de 300 deputados já estão inclinados a votar no líder do Republicanos.

Estiveram presentes no encontro líderes de partidos como PL, PP, MDB, PT, PV e PCdoB, além do deputado Tenente Coronel Zucco (PL-RS), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. Motta, que também comemorou seu aniversário, agradeceu o apoio em suas redes sociais, destacando a importância de “relações de confiança, diálogo e lealdade”.

Para receber essa e outras notícias acesse o grupo do BG PB no Whatsapp

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Cícero classifica coletiva promovida pela oposição como “festival de mentiras”

O prefeito e candidato à reeleição de João Pessoa, Cícero Lucena, chamou de “festival de mentiras” aa coletiva de imprensa organizada por três candidatos que fazem oposição à ele.

“Lamento profundamente que, em vez de debater propostas para o futuro de nossa cidade, nossos adversários tenham se unido para um festival de preconceito, mentiras e ataques às instituições.”

Sobre o pedido de tropas federais entregue pelos candidatos Ruy Carneiro (Podemos), Luciano Cartaxo (PT) e Marcelo Queiroga (PL), o gestor defendeu a autonomia do Tribunal Regional Eleitoral para tomar a decisão.

Blog do BG PB 

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Política

Ruy, Cartaxo e Queiroga citam crime organizado na eleição e pedem tropas federais, em João Pessoa

Os candidatos a prefeito de João Pessoa pela oposição, Luciano Cartaxo (PT), Marcelo Queiroga (PL) e Ruy Carneiro (Podemos), solicitaram, na manhã desta quarta-feira (11), a presença de tropas federais durante a campanha eleitoral na capital. O pedido acontece um dia após a Polícia Federal deflagrar a Operação Território Livre, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra o “aliciamento violento” de eleitores no Bairro São José. Dentre os alvos está a vereadora Raíssa Lacerda (PSB).

O pedido, segundo Carneiro, será protocolado junto ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). “Estamos aqui juntos pela nossa cidade, independente do resultado da eleição. Queremos eleição limpa e honesta. Que o cidadão possa ir votar como quiser. A luta continua. Estaremos juntos contra essa situação. Vamos no TRE protocolar o pedido de tropas federais”, anunciou o deputado.

Para Cartaxo, a medida se faz necessária para garantir a segurança no pleito. “Nós estamos aqui para defender eleições. O eleitor que vai definir o que quer para João Pessoa. E mais do que isso. Estou preocupado não com a minha situação. Mas com o cidadão de João Pessoa. A gente chega numa comunidade e a cidadão não tem o direito de receber um candidato na sua casa. A relação do crime com a Prefeitura de João Pessoa é gravíssima. A gente precisa ter o direito de ir e vir. Essa é a nossa questão central”, disse Luciano.

O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pontuou que apesar das divergências partidárias e ideológicas, a união se faz precisa. “Somos adversários políticos, mas não somos inimigos. Temos o dever de levar essas eleições de forma limpa, para fortalecer a democracia. Acompanho eleições em João Pessoa desde 1985 e nunca vi coisas como estamos vendo hoje. Organizações Criminosas que transformam a nossa cidade num estado comandado por criminosos. Precisamos cobrar das autoridades providências que garantam a segurança dos candidatos, que possam circular na cidade. Levar sua mensagem ao eleitor e também a segurança das pessoas, para que seja exercido o livre direito de voto. Não vejo outro caminho que não seja tropas federais”, pontuou o médico.

BG com MaisPB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Sem categoria

Veja o posicionamento dos senadores paraibanos sobre o pedido de Impeachment de Alexandre de Moraes

Partidos de oposição apresentaram, nesta segunda-feira (9), um projeto que pede abertura do processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

O Blog do BG PB foi saber com os senadores paraibanos sobre o posicionamento deles:

O senador Veneziano Vital do Rego (MDB) disse que ainda não teve acesso ao texto e por isso não tem uma posição.

Já Daniela Ribeiro (PSD) irá ao Senado hoje à tarde para ter acesso ao texto e, posteriormente, se pronunciar.

Em contato com André Amaral (União), ele não atendeu as ligações e ainda não se manifestou.

Blog do BG PB

Comente aqui

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.