Política

Eventual convite de Lula para Boulos virar ministro acirra racha no PSOL

Foto: FABRICIO BOMJARDIM/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

A possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convidar o deputado Guilherme Boulos (SP) para um cargo na Esplanada dos Ministérios acirrou de vez um racha na bancada do PSOL na Câmara. A divisão no partido já resultou na demissão de um assessor da liderança e em notórios bate-bocas, mas uma eventual ida de Boulos para a Secretaria-Geral da Presidência leva as divergências a outro patamar.

Uma ala do partido se posicionou contra a eventual participação no governo, sob alegação que a posição de independência foi definida pelo diretório nacional do PSOL.

“A eventual participação do PSOL no governo contradiz o que foi decidido pelo diretório nacional do partido, que foi manter independência em relação ao governo”, disse à CNN a deputada federal Fernanda Melchionna (RS).

A parlamentar se refere a uma resolução aprovada em dezembro de 2022, na qual consta que o PSOL apoiará o governo Lula em todas as suas ações de “recuperação dos direitos sociais e de interesses populares”, mas não terá cargos na gestão.

Segundo Melchionna, a indicação de Sonia Guajajara para o ministério dos Povos Indígenas foi uma indicação do movimento indígena, e não do partido.

Com perfil governista, o grupo de Boulos é majoritário no partido, mas convive com correntes que reagem contra o que chamam de “adesismo”. O grupo minoritário se queixa também do que consideram falta de alternância na liderança da bancada.

Um dos momentos mais tensos da divisão ocorreu com a demissão de um economista que atuava na liderança do PSOL, há um mês. Ele era crítico da política econômica do governo Lula. Na votação que resultou na demissão do assessor, houve bate-boca entre os parlamentares.

Procurados, Boulos e a presidente do PSOL, Paula Coradi, não responderam à CNN até o momento da publicação desta matéria.

CNN Brasil

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Política

Pastor Sérgio Queiroz admite filiação ao PL para disputar o Senado na Paraíba

Sérgio Queiroz — Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos

Sérgio Queiroz — Foto: Divulgação/Assessoria de Comunicação

O pastor Sérgio Queiroz declarou que considera se filiar ao PL para disputar uma vaga no Senado em 2026. Ele afirmou que tomará decisões políticas neste período após o Carnaval e reconheceu que a filiação pode ser necessária para garantir apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro, que busca eleger senadores alinhados à sua orientação política.

Em 2022, Sérgio Queiroz concorreu pelo PRTB, sem tempo de TV, e obteve votação expressiva em João Pessoa, superando outros candidatos bolsonaristas.

A movimentação ocorre em meio à estratégia de Bolsonaro para fortalecer sua bancada no Senado. O ex-presidente quer candidatos exclusivamente do PL, partido comandado formalmente por Valdemar Costa Neto, mas sob influência direta de Bolsonaro.

O pastor Sérgio Queiroz integrou a chapa de Marcelo Queiroga na eleição municipal de 2024 e agora se articula para consolidar sua posição na disputa ao Senado.

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Política

Especulado para ministro de Lula, Boulos já entra na mira da direita

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Especulado como um provável nome a integrar a Esplanada dos Ministérios do governo Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) já entrou na mira da direita. Logo após a informação ser revelada pelo jornal Folha de S.Paulo nesta terça-feira, o seu adversário na Câmara, Gustavo Gayer (PL-GO), publicou um post chamando Boulos de “terrorista”, no que pode ser tanto uma referência a sua militância no MTST (movimento de sem-teto) quanto ao seu apoio ao Hamas, grupo extremista palestino que controla a Faixa de Gaza.

“Lula quer Boulos em um ministério. Será que ele finalmente vai criar o Ministério dos Vagabundos Terroristas?”, questionou Gayer nas suas redes sociais. Sem negar a possibilidade de ser ministro, Boulos reagiu com um golpe duro. “Não, esse ministério seria para gente bêbada que mata alguém atropelado como você, deputado!”, postou, fazendo menção a um acidente de trânsito com morte protagonizado pelo parlamentar goiano.

Outro a se manifestar foi Eduardo Bolsonaro (PL-SP). “Depois de Gleisi, agora Boulos. O regime lulista só vai radicalizando. O que será que eles esperam com isso? Pelo perfil dos escolhidos certamente não é mais diálogo”, postou o filho Zero Três do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lugar “deixado” por Gleisi

A possibilidade de Boulos ir para o ministério cresceu depois que Gleisi Hoffmann foi nomeada para a Secretaria de Relações Institucionais, responsável pela articulação com o Congresso, e não para a Secretaria-Geral da Presidência, hoje ocupada pelo petista Márcio Macedo, como se esperava.

Com isso, passou a circular que Macedo seria substituído na verdade por Boulos, já que a pasta é a responsável pela articulação do governo com movimentos sociais, coisa a que Boulos está acostumado há anos.

Alvo na campanha paulistana

Boulos, que chegou em segundo lugar na eleição para prefeito de São Paulo — perdeu para Ricardo Nunes (MDB) no segundo turno —, foi bastante atacado na campanha, não só pela direita, pelo perfil radical que construiu ao longo de sua militância. Na campanha, tentou várias vezes, o que parece sem sucesso, desfazer essa imagem explorada pelos adversários, tentando enfatizar as suas propostas para a cidade e sua ligação com Lula.

VEJA

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Política

Cícero nomeia Janine Lucena secretária-executiva de Saúde

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), nomeou, na tarde desta sexta-feira (28), a filha, Janine Lucena, como secretária-executiva de Saúde.

O titular da pasta é o médico Luís Ferreira. Janine já respondeu pela pasta, mas se afastou durante o período eleitoral em 2024.

Também foram nomeados: Maria Benicleide Silvestre (executiva de Direitos Humanos e Cidadania), Alyne Moreira (executiva do Desenvolvimento Social), Emano Santos (executivo da Articulação Política-Seggov) e Renato Martins (superintendente adjunto da Fundação Campeões do Amanhã).

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Política

VÍDEO: Hugo proíbe cartazes e panfletos na Câmara após tumulto entre base e oposição

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), editou nessa quarta-feira (26) um ato que proíbe o uso de cartazes, banners e panfletos no plenário da Casa. A decisão foi tomada após um tumulto envolvendo parlamentares da base governista e da oposição, na semana passada.

“Isso eu fiz para garantir que episódios tristes como aqueles que aconteceram na semana passada não voltem a acontecer”, explicou Motta em um vídeo publicado nas redes sociais.

O episódio que Hugo se refere ocorreu durante discussões na Casa sobre a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Tudo começou após um discurso de Nikolas Ferreira (PL-MG), quando o líder do PT, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), tentou responder da tribuna. A fala foi interrompida por manifestações da oposição, e a sessão, presidida pela deputada Katarina Feitoza (PSD-SE), foi suspensa diante da falta de ordem. Durante a briga, deputados exibiram cartazes com críticas tanto ao governo quanto ao ex-presidente Bolsonaro.

Além da proibição de materiais visuais, Hugo Motta também editou um ato exigindo que parlamentares e visitantes da Câmara estejam “adequadamente trajados” para circular nos plenários. Policiais legislativos atuarão para impedir a entrada de deputados sem trajes formais, como camisetas ou sem gravata, conforme previsto no regimento interno.

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Política

Partido Novo aciona TCU contra Janja por passagem na classe executiva

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Parlamentares do partido Novo protocolaram, nesta quarta (26), uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando a investigação de possíveis irregularidades no uso de passagens aéreas pela primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja.

O documento questiona a legalidade da concessão de bilhetes na classe executiva para sua viagem a Roma, na Itália, no início de fevereiro. Segundo levantamento dos congressistas no Portal da Transparência, o custo da passagem foi de R$ 34,6 mil.

O Novo considera o gasto “desnecessário e desproporcional” e pede que o TCU adote medidas cautelares para evitar novas emissões de passagens executivas para a primeira-dama.

Em Roma, Janja participou de eventos da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza e se reuniu com o Papa Francisco.

InfoMoney

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Política

Marcelo Queiroga aposta em Sérgio Queiroz na disputa ao Senado: ‘Nosso candidato’

Marcelo Queiroga quer expandir a malha cicloviária em João Pessoa |  Eleições 2024 na Paraíba | G1

O ex-ministro da Saúde e agora presidente do PL na Paraíba, Marcelo Queiroga, afirmou que o principal nome para disputar uma vaga no Senado Federal será Sérgio Queiroz (NOVO), que foi vice na sua chapa nas eleições municipais de 2024.

Durante entrevista ao programa Correio Debate, da rádio Correio 98 FM, nesta quarta-feira (26), Marcelo Queiroga ressaltou que a escolha de Sérgio Queiroz como candidato ao Senado é uma forma de reconhecimento pelo seu apoio na última campanha municipal.

“Nosso candidato ao Senado é Sergio Queiroz. Ele já foi candidato uma vez e teve um gesto muito nobre em relação a mim: vestiu a camisa do nosso partido.”

BG com Portal Correio

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Política

Justiça cometeu excesso nas penas e anistia pode reparar injustiças, diz Efraim

O senador Efraim Filho (União), afirmou nesta terça-feira (25), que existem casos de “injustiças” que podem ser reparadas com a possibilidade de anistia para os participantes do ato que depredou as sedes do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro.

“Você vê alguns exemplos de pessoas, de mães que estão presas há 17 anos e que eu acho injusto. Eu acho que existem casos sim que podem ter anistia, você tem mães que precisam ser retomadas ao seu convívio familiar, você tem idosos, pessoas trabalhadoras que talvez eu entenda, talvez não, que teve excesso de pena e que podem ter, nesses casos, anistia para elas”, revelou.

Apesar da crítica, o paraibano enfatizou que o caso está sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal e cabe a justiça julgar cada ação.

“É um tema que está na justiça, está no Supremo Tribunal Federal, tem a divisão dos poderes e vamos aguardar como é que a justiça vai se pronunciar nesse sentido. A gente acompanha no Congresso os temas do Congresso, na justiça acaba a justiça fazer sua análise”, complementou.

Recentemente, deputados e senadores aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmam ter votos suficientes na Câmara e no Senado para aprovar o projeto que concede anistia aos vândalos que depredaram dos atos do 8 de janeiro.

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Política

Desaprovação de Lula dobra no Nordeste em um ano, diz CNT

 (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Pesquisa CNT divulgada nesta terça-feira, 25, mostra que as avaliações negativas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dobraram no Nordeste em um período próximo a um ano. A região é tida como um reduto petista nas últimas décadas. Nos últimos anos, o PT conseguiu eleger governadores apenas em Estados nordestinos, como Piauí, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte.
Em janeiro de 2024, 14% dos nordestinos classificavam o governo como ruim ou péssimo, enquanto 61% o avaliavam como bom ou ótimo segundo o levantamento. Passado pouco mais de um ano, em fevereiro de 2025, 40% dizem que a gestão é boa ou ótima – uma queda de quase 20 pontos porcentuais – e 30% afirmam que a gestão é ruim ou péssima.
Como mostrou o Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a pesquisa CNT reforçou a tendência de queda na popularidade do presidente Lula. As avaliações positivas da gestão caíram de 35% para 29% de novembro de 2024 para fevereiro de 2025, seguindo a tendência já mostrada nas últimas pesquisas do Datafolha e da Quaest. As avaliações negativas subiram de 31% para 44% no mesmo período.
A percepção negativa sobre o governo Lula aumentou entre os mais pobres e na classe média. Entre as pessoas que ganham até dois salários mínimos, 24% classificavam o governo como ruim ou péssimo em novembro de 2024. Agora, são 35%. Entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, 33% afirmavam que o governo era ruim ou péssimo no fim do ano passado. Agora, são 49%.
Diário de Pernambuco

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Política

Proposta permite cassar candidato por santinho jogado no dia da eleição

Rua em frente a escola no bairro Cidade Nova amanheceu suja de 'santinhos' com candidatos — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Projeto de Lei 4027/24, do deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), propõe penalizar candidatos que, no dia das eleições, descartarem materiais gráficos eleitorais, como santinhos e panfletos, em áreas urbanas, visando coibir a poluição urbana e promover um processo eleitoral mais limpo e justo.

Pela proposta, o candidato poderá ter seu registo cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral competente, caso fique comprovada sua responsabilidade direta ou indireta. A conduta também é passível de multa de R$ 10 mil a R$ 100 mil, proporcional à quantidade de material descartado. Em caso de reincidência, o partido poderá ser multado em até R$ 200 mil. O texto tramita na Câmara dos Deputados.

A fiscalização e aplicação das penas serão feitas pelo Tribunal Regional Eleitoral local.

O texto proíbe o descarte de material gráfico em área a até 200 metros de zonas eleitorais, locais de votação, postos de coleta de lixo público ou de descarte de material reciclável.

Segundo Mandel, o “derrame de santinhos” em vias públicas, principalmente nas proximidades das zonas eleitorais, é uma conduta comum que polui as cidades e afeta negativamente a experiência dos eleitores, potencialmente influenciando votos de última hora. “A falta de punição adequada permite que esses atos se perpetuem, tornando as campanhas mais desiguais e impactando a confiança do eleitorado no processo democrático”, afirma.

Em 2024, foram registrados 315 casos de crimes eleitorais relacionados ao descarte irregular de material gráfico, de acordo com a Polícia Federal.

Atualmente, a Lei das Eleições (Lei 9.504/97) estabelece que a distribuição de material de propaganda no dia da eleição constitui crime eleitoral, punível com detenção de 6 meses a 1 ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa. Além disso, a lei proíbe a veiculação de propaganda de qualquer natureza em bens públicos ou de uso comum, incluindo postes de iluminação, viadutos, passarelas, pontes, paradas de ônibus e outros equipamentos urbanos.

Próximos passos
A proposta será analisada, em regime prioritário, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.

Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 

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