Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomam, nesta quarta-feira (3), o julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus. O grupo é acusado de tentativa de golpe de Estado em 2022.
Na sessão desta quarta, advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros três acusados devem apresentar seus posicionamentos. A apresentação dos votos dos ministros pode ficar para a próxima semana.
O que vai acontecer nesta quarta-feira?
A sessão da Primeira Turma será retomada pela manhã e deve ir até o começo da tarde, já que o plenário do Supremo terá julgamentos a partir das 14h.
As defesas de quatro réus vão apresentar seus argumentos. Falam, nesta ordem, os advogados de:
Augusto Heleno;
Jair Bolsonaro;
Paulo Sérgio Nogueira; e
Walter Braga Netto.
Cada um terá cerca de uma hora para apresentar seus posicionamentos. Com o cronograma da sessão concentrado durante a manhã, se todos os advogados usarem o período total a que têm direito, a apresentação dos votos dos ministros pode ficar para a próxima terça-feira (9).
O ex-prefeito de Mari, Antônio Gomes, anunciou que realizará, nesta quarta-feira (3), às 19h, uma transmissão ao vivo nas redes sociais, intitulada “Live do Perdão”.
Antônio pretende pedir desculpas à população pela indicação da atual prefeita Lúcia de Fátima, conhecida como Lucinha da saúde, para sua sucessora política.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é reprovado por 58% dos brasileiros e aprovado por 35%, segundo a pesquisa Gerp divulgada neste sábado, 30. Cerca de 7% dos entrevistados não sabem ou não responderam.
Na comparação com a pesquisa de julho, a aprovação teve uma variação negativa de 2 pontos percentuais, enquanto a reprovação teve uma oscilação positiva do mesmo valor.
O resultado freia uma tendência de melhora na popularidade de Lula, com crescimento na avaliação positiva em três pesquisas consecutivas, e queda na negativa nos dois últimos levantamentos.
Como as variações de agosto ocorreram dentro da margem de erro, o instituto avalia que os resultados sugerem que, apesar de enfrentar forte oposição e alto índice de rejeição, Lula conseguiu reverter parte das críticas e estabilizar o apoio em um terço do eleitorado.
Os motivos apontados pelo Gerp são as melhorias econômicas, como a queda dos preços, e a reação do governo brasileiro ao tarifaço de 50% imposto pelo presidente americano Donald Trump sobre os produtos brasileiros.
O levantamento foi realizado por telefone, com entrevistas conduzidas via sistema CATI (entrevista telefônica assistida por computador) entre os dias 22 e 27 de agosto de 2025, com 2.000 eleitores. A margem de erro é de 2,24 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um grau de confiança de 95,55%.
O Partido dos Trabalhadores (PT) deixou as mulheres de fora dos principais cargos da Executiva Nacional. E uma parte dos militantes da legenda não gostou nada disso e reclamou internamente. Com exceção da recondução de Gleide Andrade como tesoureira, os postos de maior importância ficaram com homens.
De acordo com o jornal Folha de S.Paulo, o predomínio masculino nas principais funções foi tema de queixas em grupos de WhatsApp de petistas no fim de semana. Militantes apontaram incoerência entre a defesa do PT pela ampliação da participação feminina na política e a falta de representatividade na direção nacional.
Cargos de maior peso do PT ficaram com homens
A legenda do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também deixou de ter uma mulher na presidência, antes ocupada pela ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais do governo.
O atual presidente nacional do PT, Edinho Silva, eleito com o apoio de Lula, terá cinco vices, todos homens. Além disso, o posto estratégico de secretária de Organização, responsável por conferências e eleições internas, também não está mais nas mãos de uma mulher.
O mesmo ocorreu com os postos de secretário-geral (Henrique Fontana), Relações Internacionais (Humberto Costa, Comunicação (Eden Valadares), Organização (Laércio Ribeiro), Assuntos Institucionais (Romênio Pereira) e Mobilização (Luiz Felipe).
Fora a tesouraria, as mulheres ficaram em funções consideradas secundárias: Nucleação (Maria de Jesus), Movimentos Populares (Lucinha) e Formação (Tassia Rabelo).
O ex-presidente do PT na Paraíba, Jackson Macêdo, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que policiais monitorassem a casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em publicação no Instagram nesta terça-feira (26), Jackson disse que nova decisão é “abuso” e está “errada”.
Na postagem, o ex-presidente do PT-PB afirmou que não há previsão legal para a determinação e defendeu que Bolsonaro deve ser responsabilizado judicialmente, mas dentro dos limites da lei.
“Eu não posso concordar com isso! Isso é abuso e não está previsto em nenhuma regulamentação jurídica. Bolsonaro deve ser preso depois do processo por tudo que fez contra o país e nossa democracia. Mas, extrapolar os limites legais contra ele ou quem quer que seja eu não concordo. Ele já está monitorado por tornozeleira eletrônica (se o monitoramento não é eficaz é problema do sistema penal). O que não quero para os meus não quero para meus adversários. Tá errado!”, escreveu.
A gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta rejeição da maioria do eleitorado paulista, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira (27) pela Paraná Pesquisas. Segundo o levantamento, 58,2% dos entrevistados desaprovam o governo, enquanto 38,1% afirmam aprová-lo. Outros 3,7% não souberam responder.
Quando a avaliação é detalhada, 40,2% classificam a administração como “péssima” e 8,5% como “ruim”. Já 16,5% consideram o governo “bom” e 11,6% o avaliam como “ótimo”. Para 22,0%, a gestão é “regular”. Apenas 1,3% preferiram não opinar.
O levantamento ouviu 1.680 eleitores com 16 anos ou mais em 85 municípios paulistas, entre os dias 21 e 24 de agosto. A margem de erro é de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Deputados e senador do PT protocolaram à CPMI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) requerimentos pedindo a convocação de Maria Inês Batista de Almeida, que foi presidente da Ambec (Associação de Benefícios Mútuos dos Empregados da Caixa Econômica Federal), e faleceu em novembro de 2024.
Entre os autores dos pedidos estão os deputados Rogério Correia (PT-MG) e Alencar Santana (PT-SP), além do senador Fabiano Contarato (PT-ES), todos solicitando que Maria Inês preste depoimento sobre as atividades da entidade.
A Ambec é apontada como a terceira associação que mais descontou valores de beneficiários do INSS em 2024, período em que recolheu aproximadamente R$ 231,3 milhões, cerca de 8,8% do total de todas as associações.
Os descontos da entidade começaram em 2022 com R$ 25 milhões, cresceram para R$ 91,4 milhões em 2023 e se tornaram alvo de investigações por suposto controle por “laranjas” ligados ao empresário do setor de saúde Mauricio Camisotti.
Fundada em 2006 e sediada na Vila Olímpia, em São Paulo, a Ambec passou de apenas três associados em dezembro de 2021 para mais de 600 mil em dezembro de 2023. Maria Inês Batista de Almeida, ex-auxiliar de dentista e com histórico em empresas do grupo THG (Total Health Group), presidiu a entidade até fevereiro de 2024, pouco antes das denúncias de descontos irregulares serem divulgadas pelo portal “Metrópoles”.
Além desses requerimentos, existem solicitações complementares feitas por outros parlamentares. O senador Izalci Lucas requereu ao COAF o envio do RIF (Relatório de Inteligência Financeira) de Maria Inês Batista de Almeida, abrangendo o período de janeiro de 2019 a julho de 2025, bem como a quebra de seus sigilos bancário e fiscal no mesmo intervalo.
Já a senadora Damares Alves solicitou o envio do RIF referente à ex-presidente da Ambec, CPF 011.256.828-92, cobrindo de 1º de janeiro de 2017 a 19 de agosto de 2025.
Procurado pela CNN, Fabiano Contarato afirmou que não houve checagem de cada nome neste primeiro momento e foram apresentados requerimentos sobre todos os nomes citados no inquérito da Polícia Federal.
“Nós iremos retirar esse requerimento dessa pessoa que morreu”, destacou.
Alencar Santana também confirmou a versão, afirmando que o grupo de trabalho apresentou nomes de presidentes de todas entidades envolvidas no caso. O deputado afirmou que vai retirar o pedido de convocação.
Em nota à CNN, Rogério Correia informou que “Maria Inês faleceu em novembro do ano passado”. “O requerimento faz parte de um lote protocolado pela bancada com os presidentes das entidades investigadas.”
“Devido ao prazo curto entre o início das investigações da CPMI e a subscrição dos requerimentos, não houve tempo hábil para conferir individualmente cada situação, resultando na inclusão de nomes como o da Maria Inês”, completou.
“Mesmo assim, reforçamos que essa postura de protocolar uma quantidade expressiva de requerimentos dos presidentes investigados demonstra o compromisso da bancada governista com a CPMI: provar que o governo Lula iniciou a investigação, responsabilizou os envolvidos e restituiu mais de 80% dos aposentados lesados até agora, além de garantir o rigor e a transparência na apuração dos fatos”, finalizou.
O vereador de João Pessoa, Carlão Pelo Bem (PL), comentou nesta terça-feira (26), o fato de seu nome aparecer entre os contatos encontrados no celular do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apreendido pela Polícia Federal.
Carlão afirmou que sempre manteve um diálogo respeitoso com Bolsonaro sobre o futuro do Brasil, da Paraíba e de João Pessoa, e disse não temer investigações.
“Eu não tenho medo de nada. Meu pai me ensinou que só tem que ter medo quem erra. Mas infelizmente a Polícia Federal vem batendo na porta de muitas pessoas que não erraram. Tenho muito orgulho de estar na lista de transição do presidente Bolsonaro. O que a gente discutiu foi o futuro de Brasil, de Paraíba e de João Pessoa. E que venham, porque desse lado não temos medo e estamos prontos para mostrar a verdade”, declarou o vereador.
O parlamentar ainda criticou o que chamou de “avanço do autoritarismo judiciário”, mas reforçou sua confiança no devido processo legal e no Estado Democrático de Direito.
O senador e pré-candidato ao governo da Paraíba, Efraim Filho (União Brasil), afirmou nesta segunda-feira (25) que a oposição deve escolher até outubro o nome que irá enfrentar a base do governador João Azevêdo (PSB) nas eleições de 2026.
Efraim destacou que os principais nomes já estão em movimento, mas a decisão será coletiva.
“Pedro faz o trabalho de pré-candidatura dele, eu faço o meu, Romero faz o dele… Cada um se movimenta. Em outubro, a gente vai sentar e decidir qual é o melhor nome para representar as oposições nessa luta por toda a Paraíba”, disse.
Políticos da oposição compartilharam mensagens de apoio à família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas redes sociais depois que sua ex-mulher, Rogéria Bolsonaro, e os avós dos filhos do ex-presidente foram mantidos reféns durante assalto em casa em Resende (RJ) no domingo (24.ago.2025).
Acabaram de fazer minha mãe e meus octogenários avós de reféns, na casa deles em Resende/RJ. E não foi um simples assalto.
Graças a Deus estão todos bem, mas foi mais de uma hora de terror, com arma na cabeça e boca tampada com fita adesiva.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) compartilhou um vídeo nas redes sociais em que afirma que a mãe e os avós foram mantidos sob ameaça por cerca de 1 hora. “Reviraram a casa inteira. Como não havia dinheiro, levaram alguns anéis e fugiram roubando o carro do meu avô”, disse.
Em seu perfil no X, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) escreveu que “peguem esses marginais”.
Já o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) afirmou que “essa bosta de PT e STF acabaram com o Brasil”.
O deputado estadual Paulo Mansur (PL-SP) disse que o crime “não foi um simples assalto”.
“Mais um crime motivado pela narrativa para destruir a família Bolsonaro. Isso está indo longe demais. Que Deus nos proteja e dê forças para eles continuarem a luta para libertar nosso país”, escreveu.
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