Política

PGR arquiva caso das joias sauditas de Jair Bolsonaro

Foto: Fabio Rodrigues

Chefe da PGR, Paulo Gonet enviou parecer a Alexandre de Moraes, no STF, em que se posiciona pelo arquivamento do caso que investigava o suposto desvio de joias e presentes de alto valor recebidos por Jair Bolsonaro no governo passado.

Em documento assinado em 4 de março de 2026, a PGR argumenta que a ausência de uma lei clara sobre a propriedade desses bens impede a caracterização do crime de peculato.

No parecer de 16 páginas obtido pelo Radar com exclusividade, Gonet destaca que não existe uma lei formal que defina com clareza se presentes recebidos pelo Chefe de Estado pertencem à União ou ao acervo privado do presidente.

“Não existe normação, por via de lei em sentido formal, sobre a destinação e a dominialidade de presentes recebidos pelo presidente da República de autoridades estrangeiras. Não há norma de lei que defina, com a clareza e abrangência imposta pelas exigências da segurança jurídica, o regime jurídico aplicável a esses bens”, diz Gonet.

“O tipo penal previsto no art. 312 do Código Penal incrimina a conduta do funcionário público que se apropria ou desvia dinheiro, valor ou bem móvel, público ou particular, de que tenha a posse em razão do cargo. A norma se assenta no elemento normativo essencial de ser alheia a propriedade do bem de que o funcionário se assenhora. Daí que, para a persecução penal ter curso, ser imprescindível que esteja definido que os presentes entregues ao presidente da República não são dele, mas da União. A configuração do delito torna indispensável, portanto, a definição jurídica prévia da dominialidade do bem, a ser extraída do ordenamento extrapenal. Neste passo, sem dúvida que a incerteza jurídica sobre a titularidade do bem constitui fator relevante para a viabilidade da ação penal”, segue Gonet.

Há duas semanas, o Radar mostrou que Gonet se encaminhava para concluir o trabalho sobre o material reunido pela Polícia Federal. O caso teve origem em relatórios da PF que apontaram um esquema para desviar e vender bens entregues por autoridades estrangeiras.

Entre os itens citados estão o “kit ouro rosé” da marca Chopard, um relógio Rolex de ouro branco, esculturas douradas e outras joias recebidas em viagens à Arábia Saudita e ao Bahrein.

Segundo o indiciamento da PF, os bens teriam sido levados aos Estados Unidos no avião presidencial e encaminhados para casas de leilão.

O general Mauro Cesar Lourena Cid teria auxiliado seu filho, Mauro Cid, no armazenamento e venda dos itens, repassando os valores em espécie para o ex-presidente.

A PF indiciou Bolsonaro e outros aliados por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Apesar de reconhecer o trabalho “inteligente e diligente” da PF na apuração dos fatos, o chefe da PGR afirma que não há base jurídica para uma denúncia criminal.

“Os esforços dos indiciados, pois, para que os bens fossem levados a venda a terceiros não configuram atitudes expressivas do cometimento do crime submetido a escrutínio”, diz Gonet no despacho de 16 páginas.

Manifestação das defesas

A defesa do coronel Marcelo Câmara e do comandante Marcelo Vieira, ambos representados por Eduardo Kuntz, comemora o parecer e se disse segura de que o STF seguirá a recomendação da PGR. “Este procedimento, assim como o da baleia, nunca deveria ter sido instaurado”, diz Kuntz.

Veja

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Política

Flávio Bolsonaro confirma presença em evento do PL, dia 22 em João Pessoa

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), confirmou que cumprirá agenda em João Pessoa ainda neste mês. Segundo o parlamentar, que esteve reunido com o deputado federal Cabo Gilberto nesta quarta-feira (4), o evento partidário está marcado para o dia 22 de março, às 10h, na Domus Hall.

“Dia 22, vamos estar na Paraíba. Vamos começar a mostrar em todo o Brasil, em especial na Paraíba, que há um caminho que o Brasil pode seguir, para que não seja esse caminho das trevas que estamos vendo acontecer. Não queremos mais aguentar tanta confusão, tanta criminalidade, tanta mentira por parte desse governo”, disse Flávio.

Com a confirmação do evento, a expectativa gira em torno da possível filiação do senador Efraim Filho, atualmente no União Brasil, ao PL, sigla pela qual ele deve disputar o Governo do Estado nas eleições deste ano. Também estão confirmados no ato político o deputado estadual Wallber Virgolino, o comunicador Nilvan Ferreira, o presidente estadual da legenda, Marcelo Queiroga, além de outras lideranças da direita no estado.

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Política

Presidente do PT defende investigação da PF contra Lulinha: “Ninguém está acima da lei”

Edinho Silva

O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, Edinho Silva, disse nesta quarta-feira (4) que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deve ser investigado e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “tranquilo” quanto à quebra de sigilo envolvendo o filho, aprovada pela CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 26 de fevereiro.

“Ninguém está acima da lei. Se tem alguma dúvida do posicionamento, da conduta do Fábio, que é filho do presidente, que seja investigado como qualquer outro cidadão brasileiro. Comprove se Fábio tem alguma relação, no caso são as denúncias sobre o INSS, ou se não tem. Se não tiver, o que nós queremos é que se venha a público e diga que não tem nada encontrado, nada foi comprovado”, declarou em entrevista ao canal de notícias SBT News.

O PT pediu que a votação fosse anulada, mas o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil–AP), manteve a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de Lulinha. Edinho minimizou a medida: “Quebra de sigilo é um processo normal nas democracias. Por isso, sou defensor da democracia”.

O dirigente petista, por sua vez, disse que a quebra de sigilo não significa que haja culpa e defendeu preservar o direito à ampla defesa do filho de Lula. “É muito fácil você destruir as pessoas. Tem uma denúncia, uma suspeita, as pessoas são destruídas politicamente. […] No Brasil, infelizmente, as pessoas condenam antes de qualquer defesa. Isso é muito ruim”, disse.

Para ele, as investigações não devem afetar Lula. “Não tenho menor preocupação de que esse ambiente de investigação prejudique o presidente Lula. Quem mais defende que as denúncias sejam apuradas é o presidente Lula”, declarou.

Segundo Edinho, há um fortalecimento de órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público.

Poder360

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Política

Após derrota do governo, líder no Congresso desiste de acionar STF para barrar quebra de sigilo de Lulinha

Foto: Reprodução

O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou nesta terça-feira (3) que não pretende acionar o STF para tentar anular a decisão da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Segundo ele, o assunto está “encerrado”.

A declaração foi dada após o presidente do Congresso e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidir manter a decisão da comissão. Alcolumbre se baseou em parecer da Advocacia do Senado que rejeitou recurso apresentado pela base do presidente Lula para anular as quebras contra o filho do petista.

“Está encerrada a questão. Nós não vamos depredar o Congresso Nacional por conta disso, nem o Supremo, nem o Palácio do Planalto como outros já fizeram num certo 8 de janeiro”, afirmou Randolfe. Ao ser questionado sobre possíveis novas medidas da base governista, ele reforçou que o tema “está resolvido”.

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Política

PEC de Flávio que acaba com reeleição para presidente avança no Senado

avançaO senador e pré-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conseguiu alcançar o número mínimo de assinaturas e protocolou, nesta segunda-feira (2), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que propõe o fim da reeleição para o cargo de presidente da República. Ao todo, 30 senadores assinaram a proposta.

O texto altera o artigo 14 da Constituição Federal para tornar o chefe do Executivo federal inelegível para o mesmo cargo no período subsequente. Ou seja, pela proposta, o presidente não poderá disputar um novo mandato de forma consecutiva.

Segundo a PEC, o objetivo é reestabelecer o princípio da alternância no exercício do Poder Executivo e promover maior equilíbrio, isonomia e justiça no processo eleitoral.

“Ao eliminar a possibilidade de reeleição consecutiva para o Presidente da República, pretende-se fortalecer a independência decisória do governante, reduzir incentivos ao uso estratégico da máquina pública, reafirmar o compromisso republicano com a limitação temporal do poder político e um movimento de volta à normalidade democrática”, diz a justificativa da proposta.

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Política

Relógio digital instalado em João Pessoa provoca petistas com mensagens “Lula Ladrão” e “Fora Lula”

Um totem instalado na Avenida Epitácio Pessoa está causando polemica ao exibir os termos “Lula Ladrão” e “Fora, Lula”.

Ao blog do Maurílio Júnior, a presidente estadual do PT, deputada Cida Ramos, informou que o partido adotará medidas judiciais.

Segundo ela, será ajuizada ação eleitoral junto ao TRE e ao TSE, além de ação civil para responsabilizar a empresa envolvida por calúnia, divulgação de fake news e uso indevido de concessão pública, com pedido de reparação.

A parlamentar também informou que foi encaminhado à Prefeitura de João Pessoa pedido de explicação sobre quais providências serão tomadas em relação à empresa responsável, já que o equipamento utiliza espaço público mediante concessão.

BG com informações de Maurílio Júnior

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Política

Pela 1ª vez, Lulinha enfrenta ofensiva simultânea de PF, STF e CPMI

Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo

O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, passou a figurar no centro de uma ofensiva simultânea envolvendo a Polícia Federal (PF), o Supremo Tribunal Federal (STF) e a CPMI do INSS. O avanço das apurações ocorre após o surgimento de indícios que o ligariam ao esquema de descontos indevidos em aposentadorias. A comissão parlamentar aprovou a quebra de sigilo do empresário, enquanto decisão do Supremo já havia autorizado medida semelhante no âmbito da investigação conduzida pela PF.

O nome de Lulinha entrou no radar das autoridades por supostos vínculos com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Investigadores apuram se ele teria atuado como sócio oculto do lobista. A PF aponta que mensagens interceptadas mencionam o “filho do rapaz” como destinatário de valores, o que embasou o pedido de acesso a dados bancários e fiscais.

No STF, o ministro André Mendonça autorizou a quebra de sigilo antes mesmo da deliberação da CPMI. Segundo a corporação, há suspeitas de repasses mensais que poderiam chegar a R$ 300 mil, intermediados por terceiros. A hipótese investigada é que os pagamentos teriam como finalidade facilitar acesso a ambientes e contatos em Brasília — o que é negado pela defesa.

A sessão da CPMI que aprovou os requerimentos foi marcada por tumulto e acusações de irregularidade na condução da votação. Parlamentares governistas contestam o resultado anunciado pelo presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), enquanto a oposição sustenta que o procedimento seguiu o rito regimental. O colegiado também requisitou ao Coaf relatório de inteligência financeira sobre o empresário.

Em manifestação ao STF, a defesa de Lulinha afirmou que ele não cometeu irregularidades e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos. O advogado declarou que a quebra de sigilo demonstrará a inexistência de envolvimento no esquema. O caso amplia a pressão política sobre o entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em meio às investigações sobre o INSS.

Com informações da CNN

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Política

Quase 50 deputados pedem prisão preventiva de Lulinha por suposto caso no INSS

Quem é Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha, que teve quebra de sigilo  aprovada na CPMI do INSS | G1Foto: Reprodução

Quarenta e sete deputados federais protocolaram nesta quinta-feira (26) uma representação na PGR pedindo a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

O pedido cita suposta participação no escândalo do INSS e foi apresentado pela deputada Rosangela Moro, com apoio de parlamentares de PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil.

No documento, os deputados solicitam abertura de investigação formal, decretação de prisão preventiva, inclusão do nome em difusão vermelha da Interpol e início de processo de extradição junto ao governo da Espanha.

Também pedem cancelamento do passaporte e uso de tornozeleira eletrônica caso ele retorne ao Brasil, além de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático e bloqueio de bens.

A representação sustenta que Lulinha teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro de um esquema de fraudes no INSS.

Segundo o texto protocolado, ele teria recebido cerca de R$ 300 mil mensais para “viabilizar e proteger interesses do grupo junto à cúpula do governo federal”, com base em relatórios fazendários e depoimentos colhidos no fim de 2025.

Outro ponto citado é a mudança de residência para Madri, na Espanha, em 2025. Para os autores da peça, a permanência no exterior pode dificultar eventual cumprimento de decisões judiciais e representar risco à aplicação da lei penal.

Até o momento, Lulinha não se manifestou publicamente sobre o conteúdo da representação. Caberá ao MPF analisar se há elementos para instaurar investigação ou adotar as medidas solicitadas.

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Política

Anotações de Flávio Bolsonaro confirmam Efraim no PL e divulgam chapa completa na Paraíba; veja os nomes

Uma anotação manuscrita do senador Flávio Bolsonaro revelou a estratégia do Partido Liberal (PL) para as eleições na Paraíba. O documento, intitulado “situação nos estados”, foi discutido na sede nacional da legenda, em Brasília, e obtido por jornalistas durante entrevista coletiva. Flávio confirmou a autoria, afirmando que as anotações reúnem sugestões debatidas internamente.

No trecho referente a Paraíba, consta que o senador Efraim Filho, atualmente no União Brasil deve se filiar ao PL para disputar o Governo do Estado. Para o Senado, aparecem dois nomes: o ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga e o nome do Major Fábio, atualmente no Partido Novo e que também deve e filiar ao PL, formando a chapa ‘puro sangue’, veja:

O documento ainda menciona a eleição suplementar em Cabedelo, onde o deputado estadual Walber Virgulino (PL) está disputando a prefeitura da cidade, onde o PL deve apostar todas as suas fichas antes das eleições estaduais.

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Política

STF condena irmãos Brazão a 76 anos de prisão por morte de Marielle Franco

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a 76 anos e três meses de prisão, nesta quarta-feira (25), por unanimidade, os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e João Francisco (“Chiquinho”) Brazão, ex-deputado federal, por planejar o homicídio da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, além da tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves, em março de 2018.

Os ministros condenaram ainda Ronald Paulo Alves Pereira pelo duplo homicídio e o homicídio tentado. Robson Calixto, conhecido como Peixe, também foi condenado por organização criminosa. Já o quinto réu, Rivaldo Barbosa, delegado da Polícia Civil do Rio de Janeiro, foi condenado por obstrução da Justiça e corrupção passiva.

As condenações e as penas

Domingos Brazão — duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada – 76 anos e três meses de reclusão em regime inicialmente fechado e 200 dias-multa no valor de dois salários mínimos cada

Chiquinho Brazão — duplo homicídio, tentativa de homicídio e organização criminosa armada – 76 anos e três meses de reclusão em regime inicialmente fechado e 200 dias-multa no valor de dois salários mínimos cada

Ronald Paulo Alves Pereira — duplo homicídio e tentativa de homicídio – 56 anos de reclusão

Robson Calixto — organização criminosa – 9 anos de reclusão e 200 dias-multa no valor de um salário mínimo cada

Rivaldo Barbosa — corrupção passiva e obstrução à Justiça – 18 anos de reclusão em regime inicialmente fechado e 360 dias-multa no valor de um salário mínimo cada

A Primeira Turma do STF ainda impôs o pagamento uma indenização, de forma solidária, de R$ 7 milhões pelos réus às famílias das vítimas e da sobrevivente do atentado: R$ 1 milhão será destinado a Fernanda Chaves, que sobreviveu ao crime, e a sua filha; R$ 3 milhões serão destinados à família de Marielle Franco, divididos igualmente entre a pai, o pai, a filha e a sua mulher (R$ 750 mil para cada); R$ 3 milhões serão destinados à família de Anderson Gomes, divididos entre a mulher o filho do motorista.

A condenação unânime ocorreu após os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin seguirem o voto do relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, que acolheu a maior parte dos pontos apresentados pela acusação, feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A ministra Cármen Lúcia, terceira a votar, disse que o Brasil não pode deixar mais “Marielles” serem assassinadas.

“Eu me pergunto, senhoras e senhores, quantas Marielles o Brasil permitirá que sejam assassinadas até que se ressuscite a ideia de Justiça nesta pátria de tantas indignidades. Quantos Anderson nós ainda vamos ver chorar, quantos vão ficar órfãos para que o Brasil resolva que isso não pode continuar e que esse estado de direito não é retórica”, questionou a ministra.

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