Durante encontro com artistas, nesse sábado (10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou militares afirmando que eles falam merda todos os dias e que eles não devem se meter na política.
“Eu fui presidente durante oito anos, eu convivi com os militares. Haddad conviveu com os militares. A gente não sabia que essa gente ia tá falando merda todo dia. Nunca se comportaram assim conosco. Vocês (militares), têm que tomar conta da nossa fronteira, dos 17 mil quilômetros de fronteira seca e oito mil quilômetros de fronteira marítima. Não tem que ficar se metendo na política interna”, disse.
Em entrevista nesta sexta-feira (9), à rádio Arapuan FM de João Pessoa, a deputada estadual Cida Ramos (PSB) esclareceu que em nenhum um momento procurou alguém do Partido dos Trabalhadores (PT) para conversar sobre uma possível filiação ao partido.
“A eleição estadual será só no próximo ano. Até lá, temos muita coisa para resolver que não seja política. Estamos em uma plena pandemia,” informou a parlamentar.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, divulgou uma nota nesta sexta-feira (9) rechaçando as declarações infundadas do presidente Jair Bolsonaro de que houve fraude na duas últimas eleições presidenciais e as ameaças feitas pelo mandatário sobre a não-realização de um pleito em 2022.
“A realização das eleições é pressuposto do regime democrático. Qualquer atuação no sentido de impedir a sua ocorrência viola princípios constitucionais e configura crime de responsabilidade”, diz trecho da nota publicada pelo ministro.
Na nota, Barroso ainda afirma que “desde a implantação das urnas eletrônicas em 1996, jamais se documentou qualquer episódio de fraude” e que a acusação de fraude ofende a ele e a outros 4 ministros do Supremo Tribunal Federal: Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Rosa Weber.
Nesta sexta-feira (9), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a afirmar, em conversa com apoiadores, a existência de fraude no processo eleitoral brasileiro. “A fraude está no TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”, afirmou Bolsonaro.
De acordo com o Presidente da República, a fraude citada por ele aconteceu no pleito de 2014, quando a ex-presidente Dilma Rousseff foi reeleita. Agora, ele garantiu que “não teremos eleições fraudadas em 2022”.
“Não tenho medo de eleições. Entrego a faixa para quem ganhar no voto auditável e confiável. Da forma atual, corremos o risco de não termos eleições no ano que vem”, disse Bolsonaro, sem mencionar uma alternativa ao processo sucessório.
Bolsonaro comentou ainda sobre as atuais pesquisas que mostram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com mais intenções de votos para 2022. De acordo com Bolsonaro, também são fraudadas. “[Estão] botando o nove dedos lá em cima. Pra quê? Para ser confirmado, com o voto fraudado no TSE”, reforçou ao citar nominalmente o presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. “É uma vergonha um cara desses estar lá”, disse.
O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, afirmou durante entrevista à imprensa, que o Partido Progressista (PP), presidido em âmbito estadual pelo deputado Aguinaldo Ribeiro, se afastou da oposição ao governador João Azevêdo (Cidadania). Segundo o parlamentar, as discussões sobre a composição da chapa majoritária que irá disputar a eleição em 2022 serão iniciadas nos próximos meses.
“Temos o PP que está se juntando ao grupo do governador, que tem à frente o deputado Aguinaldo; mas só são duas vagas, então a pessoa que vai conseguir essa indicação será fruto de um diálogo, de um trabalho, convencimento e articulação política”, disse Galdino.
Reunião da oposição A senadora Daniella Ribeiro (PP) e o deputado federal Aguinaldo Ribeiro não estiveram presentes em uma reunião realizada pela oposição, em João Pessoa, no mês de junho. Segundo o deputado Tovar Correia Lima (PSB), a ausência deles foi por falta de agenda. Porém, segundo o que Adriano apontou, o gesto é um claro distanciamento ao grupo oposicionista.
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, decidiu acatar um pedido da ala do Patriota contrária à filiação de Jair Bolsonaro (sem partido) e afastar Adilson Barroso do comando do partido. A decisão é passível de recurso, mas já significa um revés para Bolsonaro, que quer se filiar ao Patriota para lançar sua candidatura ao segundo mandato.
“Foram anuladas todas as atitudes dele [Adilson Barroso], que nós chamamos de irregulares. Estão voltando todos os delegados [afastados pelo presidente e contrários a filiação de Bolsonaro]. Está afastando Adilson e Ovasco Resende assume a presidência”, afirmou Jorcelino Braga, secretário-geral do Patriota, ao jornal “O Estado de S. Paulo”.
Uma convenção nacional do Patriota decidiu, no dia 24 de junho, afastar por 90 dias Adilson Barroso da presidência do partido. A reunião foi convocada pelo vice-presidente da sigla, Ovasco Resende, que assume o comando de forma interina. A mudança ocorre no momento em que o presidente Jair Bolsonaro negocia a filiação à legenda para lançar sua campanha à reeleição. Barroso é a favor da entrada de Bolsonaro no partido e Resende, contra.
A articulação de Bolsonaro para se filiar ao Patriota e controlar diretórios estratégicos deflagrou uma guerra entre correligionários. Barroso, por exemplo, já promoveu duas convenções com o objetivo de abrir caminho para a filiação de Bolsonaro, mas uma ala contestou a validade dos encontros por delegados da Executiva Nacional terem sido trocados. A convenção do último dia 24 foi a terceira em menos de um mês.
Resende disse a “O Estado de S. Paulo” que Bolsonaro está exigindo o comando dos diretórios do Patriota em São Paulo, Rio e Minas Gerais, os três maiores colégios eleitorais do país. Desde que deixou o PSL, em novembro de 2019, o presidente procura uma sigla para abrigar sua candidatura a um novo mandato, em 2022. Tentou montar o Aliança pelo Brasil, mas a empreitada não deu certo.
Para Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, a reprovação de 51% a Jair Bolsonaro apresentada por levantamento feito pelo Datafolha mostra que as condições para um impeachment do presidente ganham cada vez mais concretude. Nas palavras da deputada federal, “a batata dele começa a assar”.
A reprovação a Bolsonaro alcançou o maior índice nos 13 levantamentos feitos pelo Datafolha desde que o presidente assumiu o governo, em 2019. Para seguir com o desgaste e o pedido de impeachment, a oposição deve seguir realizando atos nas ruas e buscando meios de prorrogar a CPI da Covid.
Os números de rejeição aumentaram mesmo com a campanha vacinal batendo recordes em todo o país, com o número de mortes e disseminação do vírus reduzindo e com a economia apresentando sinais de melhora.
Usando palavra de baixo calão, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na noite desta quinta-feira (8) que não vai responder a uma carta do presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-MA), do vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e do relator Renan Calheiros (MDB-AL) provocando o mandatário a se manifestar sobre o depoimento do deputado Luis Miranda (DEM-DF) a respeito do caso Covaxin.
“Sabe qual a minha resposta? Caguei! Caguei para a CPI, não vou responder nada!”, afirmou Bolsonaro em sua live semanal.
O presidente voltou a atacar senadores independentes e de oposição e referiu-se aos três da cúpula da CPI como “imbecil”, “hipócrita” e “analfabeto”.
“Não vou responder nada para estes caras, não vou responder nada para este tipo de gente”, disse Bolsonaro.
“Tomamos essa iniciativa de maneira formal, tendo em vista que no dia de hoje, após 13 dias, Vossa Excelência não emitiu qualquer manifestação afastando, de forma categórica, pontual e esclarecedora, as graves afirmações atribuídas à Vossa Excelência, que recaem sobre o líder de seu governo”, afirmam os senadores na carta protocolada no fim da tarde na Presidência da República.
À CPI, Luis Miranda declarou que alertou Bolsonaro, em março, sobre o caso Covaxin. Segundo sua versão, o presidente associou o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), às supostas irregularidades. Barros nega ter participado da negociação para a compra da Covaxin.
Os parlamentares da CPI da Covid pedem que Bolsonaro confirme ou desminta a afirmação do deputado.
O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar sobre a disputa nas eleições 2022. A apoiadores, o presidente defendeu uma eleição “limpa” no próximo ano, sem se referir a um tema específico, mas tem defendido o voto impresso como forma de auditar os votos.
“Eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”, disse o presidente na saída do Palácio da Alvorada.
Na quarta (7), em entrevista à rádio Guaíba, Bolsonaro chegou a declarar que, em caso de eventual derrota nas urnas, algum lado pode não concordar com a derrota. “Algum lado pode não aceitar o resultado. Esse algum lado, obviamente, é o nosso lado. Pode não aceitar esse resultado”.
O Movimento Brasil Livre e o Vem pra Rua farão uma manifestação “Fora, Bolsonaro” no dia 12 de setembro. O anúncio acaba de ser feito por Kim Kataguiri na Câmara dos Deputados. A data foi escolhida, segundo disse Kataguiri, porque os organizadores esperam que até lá 50% da população brasileira estará vacinada com as duas doses.
Hoje, o Brasil tem cerca de 38% da população vacinada com a 1ª dose, e 13% de plenamente imunizados. Ainda de acordo com Kim Kataguiri, “a ideia é unificar”.
Kataguiri, um dos principais líderes do MBL, assinou o ‘superpedido’ de impeachment apresentado na semana passada – a maioria dos signatários é de partidos e organizações de esquerda.
Partidos e organizações de esquerda realizaram em todo o Brasil, no último sábado (3), manifestações pelo impeachment de Bolsonaro.
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