Política

Cabo Gilberto reage a áudio de Bolsonaro e minimiza: ‘Nada vai mudar a nossa relação’

Cabo Gilberto e Bolsonaro (Foto: Reprodução)

Após a repercussão do áudio atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em que ele afirma preferir o deputado federal Wellington Roberto ao deputado estadual Cabo Gilberto Silva, o parlamentar paraibano se pronunciou publicamente sobre o caso.

Em declaração ao Correio Debate, Cabo Gilberto evitou polemizar a situação.

“Eu não sei qual foi o contexto. Fica difícil fazer qualquer comentário a respeito. Eu não fujo de pergunta nenhuma, não tenho medo de polêmica. Nada mudou. O meu relacionamento com o presidente é o mesmo. Ele me recebe a toda hora, me trata super bem, e nada vai mudar a nossa relação por causa de um áudio que eu não sei nem quando foi que foi vazado esse áudio”, afirmou.

A declaração de Bolsonaro, vazada na noite dessa segunda-feira (28) e noticiada pelo jornalista Maurílio Júnior, expôs as tensões internas no PL da Paraíba, especialmente após a saída de Wellington Roberto do comando estadual do partido, hoje presidido pelo ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, aliado de Cabo Gilberto.

Na gravação, Bolsonaro teria afirmado que “entre Wellington Roberto e Cabo Gilberto, eu prefiro Wellington”. A fala, que ainda não teve sua data confirmada. Apesar da declaração do ex-presidente, Cabo Gilberto buscou mostrar que sua ligação com Bolsonaro continua intacta.

A reportagem tentou contato com o deputado Wellington Roberto, mas não obteve retorno.

BG com Portal Correio

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Política

OUÇA: Bolsonaro diz preferir Wellington Roberto a Cabo Gilberto no PL da Paraíba

Um áudio atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou sua preferência em meio ao racha que divide o Partido Liberal na Paraíba.

A data exata da gravação não foi confirmada, mas o áudio faz referência ao conflito entre o deputado federal Wellington Roberto e o deputado estadual Cabo Gilberto Silva, embate que acontece desde as últimas eleições municipais.

Na mensagem, Bolsonaro demonstra preocupação com a crise e indica que sua posição é favorável a Wellington Roberto.

“Valdemar (Costa Neto, presidente nacional do PL), tá dando atrito forte aí com o deputado Wellington Roberto e o Cabo Gilberto. E isso daí, que que tá acontecendo lá na Paraíba, né? O pessoal nosso tá fugindo. Então tem que apagar esse incêndio imediatamente. A decisão é tua, aí. Eu vou pelo Wellington Roberto assumir aquele negócio lá. A decisão é tua, tá ok? Valeu”, diz Bolsonaro no trecho divulgado.

Atualmente, o PL na Paraíba é comandado pelo ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, aliado de Bolsonaro e de Cabo Gilberto.

BG com Cabo Gilberto

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Política

Câmara sob Motta contraria expectativas do governo, e apoio a Lula tem leve queda

Foto: Adriano Machado/Reuters

O primeiro semestre da gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB) como presidente da Câmara teve uma leve redução no governismo da Casa, contrariando expectativas de petistas que, meses atrás, aguardavam o fim do mandato de Arthur Lira (PP-AL). A avaliação era que o governo teria vida mais fácil nas votações.

Deputados de seis partidos da base aliada avaliaram, publicamente ou de forma reservada, que a perda de votos do Executivo se deve mais a movimentos do governo Lula (PT) do que ao comportamento do presidente da Câmara.

A maioria desses parlamentares apontou uma deterioração geral no clima político, e um deles argumentou que não há grandes dificuldades para o Executivo, apesar da variação dos números.

Entre articuladores do governo, a avaliação é que a relação com Motta é boa e enfrentou um estresse pontual com as discussões sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Além disso, afirmam, a interlocução entre ele e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), é constante e não teria sido interrompida nem nos momentos mais tensos. Também dizem que os projetos prioritários de Lula foram pautados.

A taxa de governismo calculada pela Folha com base nas votações nominais da Câmara no primeiro semestre de 2025 ficou ligeiramente abaixo dos resultados dos mesmos períodos em 2023 e 2024 —quando o presidente da Casa era Lira.

Neste ano, 66,9% dos deputados votaram de acordo com a orientação dada pelo governo nas votações nominais do plenário. Nos anos anteriores, esses percentuais foram de 68,1%, em 2023, e de 69,2%, em 2024.

A cifra não significa que o governo tenha o apoio consistente de dois terços do plenário. O percentual capta apenas as posições tomadas nas votações –depois que os projetos são modificados para ampliar o consenso sobre o tema.

Além disso, o governo nem sempre dá uma orientação de voto no plenário, principalmente quando há divisão na base aliada. Nesses casos, os líderes governistas costumam liberar as bancadas —tática usada para não expor rachas, principalmente quando não se considera essencial marcar posição.

Lira é tido como um dos presidentes da Câmara mais poderosos do passado recente e foi um dos principais aliados da gestão Jair Bolsonaro (PL). Era considerado um negociador duro, que dava vazão a demandas de grupos políticos que não apoiam Lula, embora também avançasse com propostas de interesse do atual governo, como a reforma tributária.

Dessas características derivavam as expectativas que petistas e aliados de Lula verbalizavam reservadamente quanto ao fim da gestão Lira.

O motivo mais citado pelos deputados ouvidos pela reportagem para a leve redução no governismo foi a pauta e o discurso do próprio Executivo, que tomou uma posição mais à esquerda no fim do primeiro semestre, enquanto o Congresso tem maioria conservadora.

O ponto alto dessa divergência foi a tentativa do governo de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para arrecadar mais em 2025. O Congresso votou, em junho, em peso para derrubar a medida –depois, o Judiciário deu uma decisão favorável ao Executivo sobre o tema.

Ao mesmo tempo, alguns aliados de Lula passaram a acusar o Legislativo de defender milionários em detrimento da maioria da população.

“O governo colocou pautas que não dava para colocar de qualquer maneira, como o IOF”, disse o líder do PDT, Mário Heringer (MG). “Jogar o Congresso contra a população no discurso de rico contra pobre também pesou no comportamento das bancadas”, declarou o pedetista.

A demora no pagamento de emendas parlamentares —frações do Orçamento cujos destinos congressistas têm o direito de decidir— também foi apontada como motivo para a redução no percentual de votos governistas no primeiro semestre de 2025.

A distribuição dos recursos foi questionada no STF (Supremo Tribunal Federal). Além disso, a aprovação do Orçamento só em março deste ano atrasou os pagamentos.

Outra razão apontada para a pequena perda de votos do Executivo é a amplitude da coalizão que elegeu Motta. Ela incluiu tanto PT como PL, o que garante que o presidente da Casa faça gestos também à oposição.

“Motta tem um perfil muito menos governista que Lira, que contribuía muito mais com a agenda do governo”, disse o primeiro vice-líder da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ).

O líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), disse que não há maiores dificuldades para Lula na gestão Motta em comparação com os anos de Arthur Lira. “O que está acontecendo é mais diálogo. A presidência do Hugo é mais democrática e previsível”, declarou Isnaldo.

Motta afirmou, por meio de nota, que bons projetos avançam e que a Câmara é contra aumento de impostos, daí os votos contra a alta no IOF. Ele declarou que as emendas não são condicionantes para as deliberações.

Sobre ter sido eleito por forças políticas diversas e precisar fazer acenos à oposição, o presidente da Câmara disse que a aprovação de propostas não depende exclusivamente dele e que a diversidade beneficia os debates na Casa.

Folha de S.Paulo

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Política

VÍDEO: Veja 10 vezes em que Lula criticou Trump antes da taxação de 50% por parte dos EUA

Nos primeiros meses de seu mandato, presidente norte-americano foi alvo de discursos do petista por diversas vezes.

Veja uma dezena de exemplos:



Metrópoles

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Política

Moraes ameaça prender Cabo Gilberto ao determinar fim de acampamentos na Praça dos Três Poderes

Deputado bolsonarista protesta em frente ao STF com jejum e fita na boca

Após ordem do ministro Alexandre de Moraes, o deputado federal Helio Lopes (PL-RJ) e outros parlamentares deixaram na madrugada deste sábado (26) o acampamento que haviam iniciado em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal) em protesto a decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na noite de sexta (25), Moraes determinou, a pedido da Procuradoria-Geral da República, que a Polícia Federal intimasse o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), para remoção imediata dos deputados da praça dos Três Poderes. O próprio governador foi ao local para que a determinação fosse cumprida.

Além de Lopes, a decisão cita Sóstenes Cavalcante (PL-AL), Cabo Gilberto Silva (PL-PB), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Rodrigo da Zaeli (PL-MT), “assim como quaisquer outros indivíduos que se encontrem em frente ao Supremo Tribunal Federal participando de possível prática criminosa”.

Moraes determinou a prisão em flagrante caso os parlamentares insistissem em continuar no local, com base na prática de resistência ou desobediência “ao ato de autoridade pública, a fim de garantir a efetividade das probabilidades e a preservação da ordem pública”.

Em sua conta de Instagram, Helio havia anunciado que faria a manifestação, alegando que as decisões do parlamento são “rasgadas por ministros do Supremo”.

“Ajoelhei diante do STF com um esparadrapo na boca, a Bíblia na mão e a Constituição no peito. Não vim buscar palco. Vim deixar um recado. Enquanto calarem Bolsonaro, censurarem o povo e zombarem da nossa fé, eu vou resistir — nem que seja com silêncio”, escreveu em uma carta aberta publicada nas redes sociais.

“Ameaçaram nos prender. Ditadura, vivemos em uma ditadura no Brasil”, escreveu Chrisóstomo, no X, após a determinação judicial que desmobilizou o acampamento. “Ditadura. Mil vezes ditadura”, disse Lopes, também na rede social.

Em um complemento à primeira decisão, outra ordem de Moraes, na madrugada deste sábado, proíbe acampamentos em um raio de um quilômetro da praça dos Três Poderes, Esplanada dos Ministérios e em frente a quartéis das Forças Armadas.

A decisão, segundo o despacho, foi tomada para garantir a segurança pública e evitar “novos eventos criminosos semelhantes aos atos golpista ocorridos em 8/1/2023”.

As decisões foram tomadas no âmbito do inquérito das fake news.

“Avisem o ministro Alexandre de Moraes que ele deve estar confundindo os fatos ou surtando. Estou no Rio de Janeiro, trabalhando na minha base eleitoral. Não estou em frente ao STF, como ele decidiu afirmar em sua decisão de me retirar”, disse Sóstenes, líder do PL na Câmara dos Deputados. “O STF agora expulsa deputados eleitos por ‘possível crime’: Sem flagrante. Sem crime. Sem nem estarmos presentes”.

Folha de S. Paulo

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Michelle Bolsonaro anuncia pré-candidatos da direita paraibana para 2026, durante agenda em João Pessoa

Exame, Ministros, João Pessoa
(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A nova sede do Partido Liberal (PL) na Paraíba será inaugurada nesta sexta-feira (25), em João Pessoa, com a presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. O evento terá como principal foco o anúncio oficial dos pré-candidatos da direita no estado para as eleições municipais de 2024.

O ex-ministro da Saúde e presidente estadual do PL, Marcelo Queiroga, confirmou que os nomes que disputarão cargos no próximo pleito serão revelados por Michelle durante a solenidade. Entre os destaques está a pré-candidatura ao Senado Federal.

“Essas pré-candidaturas vão ser anunciadas por Michelle. Inclusive, no meu partido, há outros nomes que também têm todas as condições de disputar a vaga do Senado, a exemplo do deputado federal Cabo Gilberto Silva. Michelle vai anunciar amanhã”, declarou Queiroga.

BG com informções do Portal Correio

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Política

Eduardo Bolsonaro diz que STF também bloqueou contas de sua esposa

Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou à Folha nesta quarta-feira (23) que o STF (Supremo Tribunal Federal) bloqueou as contas da sua mulher, Heloísa Bolsonaro.

Ela teria tentado fazer movimentações bancárias e foi avisada de que havia uma ordem de bloqueio.

Nesta semana, Eduardo também teve suas contas bloqueadas. Ele disse que notou algo errado quando tentou fazer transações Pix. A reportagem confirmou que há uma ordem direcionada ao parlamentar, que foi emitida no sábado (19) pelo ministro Alexandre de Moraes.

Eduardo e a família estão nos Estados Unidos desde março, quando ele se licenciou do mandato de deputado, o que expirou no final de semana.

O parlamentar tornou-se alvo de investigação pelo Supremo em razão da sua atuação nos Estados Unidos em busca de sanções a Moraes. A articulação já resultou em retaliações ao Brasil. O presidente Donald Trump anunciou tarifas de 50% contra o Brasil, a serem implementadas a partir de 1º de agosto, alegando, entre outras coisas, uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na semana passada, o governo Trump anunciou, na sexta (18), a proibição da entrada nos Estados Unidos de Moraes e seus “aliados na corte”.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado, Marco Rubio, em rede social. “Ordenei a revogação de visto para Moraes e seus aliados na corte, assim como para familiares diretos, imediatamente”, disse.

Folhapress

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Política

OPINIÃO: Lula não esconde mais: é um aspirante a ditador

Foto: Reprodução

Por Rogério Marinho

No dia 21 de julho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu em um palanque durante um encontro de países latino-americanos comandados pela esquerda. A reunião foi em Santiago, com os presidentes do Chile (Gabriel Boric), da Colômbia (Gustavo Petro) e do Uruguai (Yamandú Orsí), além do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Na reunião, o presidente brasileiro disse: “Cumprir o ritual eleitoral a cada 4 ou 5 anos já não é mais suficiente”.

Essa declaração com alto grau de ambiguidade foi do próprio chefe do Executivo do Brasil, que colocou em dúvida o valor das eleições, como se o voto popular já não bastasse para legitimar o poder. Vale a pena assistir ao que disse o presidente, em vídeo (1min10s):

Essa fala não é um deslize retórico. É parte de um projeto de poder –e precisa ser denunciada com todas as letras.

O que Lula está dizendo –com palavras bonitas, cercado de líderes da esquerda– é que o povo vota, mas eles decidem.

Eles decidem quem pode falar.

Eles decidem quem pode discordar.

Eles decidem quem pode concorrer.

E eles decidem quem deve ser silenciado.

Reparem no que está se passando no Brasil hoje:

o Judiciário legisla por conta própria, tomando decisões que deveriam ser debatidas e votadas pelo Congresso;
o “ministério da verdade” da AGU (Advocacia Geral da União), em consórcio com o Supremo Tribunal Federal, já está em funcionamento –promovendo censura aberta, sem disfarces;
redes sociais, jornalistas, influenciadores, congressistas, padres e médicos estão sendo ameaçados ou investigados por “desinformação” –um rótulo vago, utilizado para perseguir quem pensa diferente.
E o pior, que já é uma realidade: prisões preventivas, medidas cautelares, censura prévia –tudo contra um único lado.

A direita está sendo calada, perseguida e desmoralizada –não por cometer crimes, mas por ousar fazer oposição.

Isso não é democracia.

Isso é a preparação para a hegemonia. É o caminho para o domínio de um pensamento único.

Estão tentando convencer a população de que a liberdade de expressão é um risco. Que o Estado deve proteger as pessoas de si mesmas. Que vivemos num país com 213 milhões de tiranos.

Mas nós sabemos muito bem o que isso significa: é o começo do fim da liberdade.

Quando o presidente diz que eleições não bastam, ele está dizendo que o voto só tem valor quando favorece o grupo dele.

Quando ele fala em regular plataformas e combater a “desinformação”, o verdadeiro objetivo é silenciar as críticas e eliminar o contraditório.

Nós, que fomos eleitos, não estamos aqui para assistir calados ao desmonte da democracia.

Não aceitamos que um único grupo –com o apoio de ministros da Suprema Corte e de parte da imprensa– se coloque acima da lei, acima das instituições e acima da vontade popular.

Defender a democracia é garantir:

o voto livre;
a alternância de poder;
o direito de discordar;
a liberdade de expressão;
a separação dos Poderes.
Quando ouço o presidente Lula falar que “cumprir o ritual eleitoral a cada 4 ou 5 anos já não é mais suficiente”, entendo que o Brasil está sendo governado por quem já não acredita mais nessas regras e normas da democracia representativa.

Se a população não abrir os olhos agora, em pouco tempo não teremos mais eleições livres. Não teremos imprensa livre. Não teremos mais oposição.

Vamos deixar uma coisa bem clara: quando Lula ataca a democracia liberal, ele ataca o regime que garante as nossas liberdades individuais, os nossos direitos fundamentais, e o poder da população de escolher quem governa –e de tirá-los do poder pelo voto.

É essa democracia que Lula afirma “não funcionar”, mas que surgiu para proteger o cidadão contra o autoritarismo estatal.

Mas o que Lula defende, então?

Defende o modelo chavista. Como próprio Lula opinou em 2023, ao falar que “o conceito de democracia é relativo”, citando o regime em vigor na Venezuela, de Nicolás Maduro. É também o modelo de Daniel Ortega, na Nicarágua, e de Miguel Díaz-Canel, em Cuba. Todos são países nos quais há eleições de fachada, imprensa amordaçada, Justiça aparelhada e população amedrontada.

Lula não esconde mais: é um aspirante a ditador.

Um populista que usa a linguagem da democracia para desmontá-la por dentro –como já fizeram outros antes dele.

Por isso, faço aqui um chamado à sociedade brasileira. Não se deixe enganar por discursos bonitos. Não aceite o pretexto de “defesa da democracia” como desculpa postiça para exatamente o oposto: destruir a democracia.

Democracia não é governo de um só partido.

Democracia não é censura estatal disfarçada de regulação.

Democracia não é tribunal decidindo quem pode ser candidato.

Democracia não é o poder com medo do povo.

O que está em curso é um plano de poder autoritário. E nós temos o dever de impedir que ele se instale.

Reaja, Brasil! Antes que seja tarde.

Poder 360

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Política

Governo Lula renova contratos de R$ 15 milhões com empresa proibida de ser contratada

Vídeo: Reprodução/Metrópoles

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) renovou contratos que somam R$ 14,8 milhões com empresa de vigilância terceirizada que está proibida de ser contratada. A renovação dos acordos nessas condições contraria a Lei 14.133/2021, também conhecida como a Lei de Licitações e Contratos Administrativos.

Sediada em Brasília, a AC Segurança LTDA é investigada pela Polícia Federal (PF) por suposto envolvimento em fraudes de licitação e, desde março deste ano, está impedida de firmar e renovar contratos com a administração pública. A sanção foi aplicada pelo Ministério da Educação e publicada no Diário Oficial da União (DOU). O órgão, no entanto, deixou de registrar o impedimento nos cadastros oficiais do governo, descumprindo o prazo legal de 15 dias, e outros ministérios renovaram contratos com a empresa.

A punição do MEC só foi informada ao Sistema de Cadastro de Fornecedores (Sicaf) e ao Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas (CEIS) no último dia 8, depois que a coluna do Tácio Lorran questionou a pasta sobre as sanções aplicadas à empresa.

Nesse meio-tempo – entre a punição aplicada pelo MEC no DOU e o registro nos cadastros do governo –, quatro ministérios prorrogaram contratos com a AC Segurança por meio de termos aditivos ou de apostilamento. São eles, os ministérios da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Pesca e Aquicultura (MPA), da Ciência e Tecnologia (MCTI) e do Desenvolvimento Social (MDS). A Controladoria-Geral da União (CGU) também firmou termo de apostilamento com a empresa repassando direitos e responsabilidades do contrato para o MPA, apesar do impedimento.

Em nota, todos os órgãos explicaram que a punição aplicada pelo MEC não estava nos cadastros oficiais do governo quando renovaram o contrato. Bastava uma pesquisa no DOU, no entanto, para encontrarem a sanção.

O Ministério da Educação, por sua vez, se limitou a dizer que o impedimento foi publicizado no Diário Oficial da União e teve efeitos imediatos a partir da publicação. A pasta não se manifestou sobre a omissão em incluir a punição nos cadastros oficiais do governo.

Metrópoles – Tácio Lorran

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Política

Sobrinho de Dilma ironiza uso de tornozeleira por Bolsonaro

Foto: Reprodução

O vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff (PT-MG), sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ironizou o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre medidas cautelares.

“Deus acima de tudo. Tornozeleira abaixo do joelho”, escreveu Pedro no Instagram ao compartilhar uma foto usando uma tornozeleira falsa durante a 26ª Parada LGBTQIA+ da capital mineira, realizada no domingo (20.jul.2025).

ALVO DA PF

A PF (Polícia Federal) cumpriu na manhã de 6ª feira (18.jul) mandados de busca e apreensão contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), além de medidas cautelares diversas da prisão, em Brasília. Os mandados foram autorizados pelo STF (Supremo Tribunal Federal), e foram cumpridos na casa do ex-presidente e em endereços ligados ao PL (Partido Liberal), legenda de Bolsonaro.

Bolsonaro é réu em ação penal no STF (Supremo Tribunal Federal) que investiga o núcleo central na tentativa de golpe de Estado em 2022.

Poder 360

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