O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontrou neste domingo, 3, em Brasília, com Fidel Antonio Castro Smirnov, o “Fidelito” – neto do líder cubano Fidel Castro, que morreu em 2016.
Um registro que mostra Lula e Fidelito foi publicado pelo prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá (PT), que afirmou ser um dos responsáveis pelo “encontro simbólico”, durante o encerramento do 17º Encontro Nacional do PT.
“O Congresso também foi marcado por um encontro simbólico que ajudei a construir: o abraço entre Lula e Fidelito, neto de Fidel. Um gesto de afeto e história, que agora se transforma em futuro. Fidelito vai desenvolver pesquisas em medicina nuclear em Maricá. Seguimos firmes, com ousadia, projeto e pé no povo!”, escreveu.
O evento reuniu lideranças petistas como a ex-presidente do PT e ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffmann, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o novo presidente do partido, Edinho Silva.
A intenção em avançar com o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), conta com apoio de 34 senadores, segundo site divulgado por oposicionistas.
O placar, atualizado neste domingo (3), também indica que 28 senadores têm voto indefinido e outros 19 são contra um processo que pode levar à saída de Moraes da Corte.
Na lista, os três senadores paraibanos Efraim Filho (União), Veneziano Vital (MDB) e Daniella Ribeiro (PP), ainda não tem posição definida sobre o assunto.
No entanto, apenas Efraim Filho reconheceu em uma entrevista recente à rádio 98 FM Correio que há uma perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e que não haveria problemas do país enfrentar um processo de impeachment contra um ministro da Suprema Corte.
Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) convocam apoiadores para um protesto neste domingo (3), no Busto de Tamandaré, a partir das 14h.
Na pauta, eles pedem o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Com o movimento intitulado “Reaja Brasil”, o foco principal dos protestos, que devem acontecer em todo o Brasil, será uma resposta às medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro, que incluem restrições de locomoção e comunicação.
Manifestação nacional
Diferente de outras mobilizações realizadas em prol de Bolsonaro, os atos serão “pulverizados”. Nos atos anteriores, as atenções se concentravam em apenas uma capital por vez, como Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
Veja lista completa com local e horário das manifestações
Sudeste
São Paulo – Avenida Paulista – 14h
Sorocaba – Campolim – 10h
São José do Rio Preto – Praça Dom José Marcondes – 15h
Baurú – Avenida Getúlio Vargas, quadra 19, em frente à Copaíba – 10h
Araçatuba – Avenida Pompeu – 10h
Rio de Janeiro: Rio de Janeiro – Copacabana – 11h / Cabo Frio – Praia do Forte – 10h
Minas Gerais: Belo Horizonte – Praça da Liberdade – 10h / Uberlândia – Praça Tubal Vilela, Centro – 10h
Espírito Santo: Vila Velha – Posto Moby Dick – 12h
Centro-Oeste
Distrito Federal: Brasília – Banco Central – 10h
Goiás: Goiânia – Praça Tamandaré – 10h
Mato Grosso do Sul: Campo Grande – Praça do Rádio – 10h / Dourados – Parque do Lago – 10h / Bonito – Praça do Rotary – 10h
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) compartilhou em seu perfil no X na sexta-feira (1º) o “placar atualizado” de votos no Senado favoráveis e contrários ao pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo dos Estados Unidos.
Os dados, do site “votossenadores.com.br”, mostram que 34 senadores são a favor do impeachment e 19 são contra. Há ainda outros 28 indefinidos. Cabe ao presidente do Senado decidir se dá seguimento ou não a um pedido de impeachment de um ministro do Supremo. São necessários 54 votos, ou 2/3 do plenário, para confirmar a destituição.
Dos 34 apontados como favoráveis ao impeachment de Moraes, 15 são de partidos que integram a Esplanada de Lula. O presidente ligou para o magistrado depois do anúncio do governo dos EUA, convidou os ministros do STF para um jantar e planeja um pronunciamento em que provavelmente vai criticar a medida dos norte-americanos.
Leia abaixo quantos senadores são a favor do impeachment:
O superintendente dos Correios na Paraíba, Jackson Silva Henrique, entregou o cargo neste sábado (2). A decisão sucedeu o rompimento do senador Efraim Filho (União), que indicou Jackson, com o presidente Lula (PT).
Em nota, o servidor agradeceu a Efraim pela confiança, aos carteiros e demais funcionários da estatal pelo tempo à frente da gestão.
“Agradeço à resiliente equipe dos Correios — da alta gestão aos valorosos carteiros e atendentes —, aos nossos clientes e parceiros, e ao senador Efraim Filho, cuja confiança e visão estratégica foram fundamentais para uma gestão focada em resultados”, escreveu Jackson.
Na visita de Michelle Bolsonaro à Paraíba para selar o apoio à candidatura de Efraim para o Palácio da Redenção, o senador, questionado pelo Portal MaisPB, havia deixado os cargos no governo Lula à disposição.
No entanto, Efraim ainda possui uma indicação no estado junto ao governo federal: o superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) na Paraíba, Irlen Guimarães.
Leia nota na íntegra
Após dois anos e meio à frente da Superintendência Estadual dos Correios na Paraíba, fica decidido o encerramento deste ciclo, com o sentimento de dever cumprido e de um legado construído.
Desde janeiro de 2023, conduzimos uma gestão técnica e arrojada, colocando a Paraíba junto aos demais protagonistas nos Correios. Como resultado, em 2025, figuramos entre as primeiras posições de um seleto grupo de oito superintendências — das 28 existentes — que vêm superando as metas comerciais, mesmo diante de um cenário macroeconômico desafiador. Isso reflete ousadia, planejamento e decisões firmes.
Implantamos os primeiros lockers dos Correios no Nordeste, estruturamos novas operações, ampliamos parcerias em áreas antes desassistidas, desbravamos novos segmentos e criamos soluções logísticas que se tornaram referência nacional.
Agradeço à resiliente equipe dos Correios — da alta gestão aos valorosos carteiros e atendentes —, aos nossos clientes e parceiros, e ao senador Efraim Filho, cuja confiança e visão estratégica foram fundamentais para uma gestão focada em resultados.
Finalizamos com a certeza de que pavimentamos um caminho para novos avanços e inovações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu nas redes sociais nesta sexta-feira (1º) que o Brasil sempre esteve aberto ao diálogo com os Estados Unidos. A mensagem foi publicada horas após Donald Trump ter afirmado que o petista poderia falar com ele “quando quiser” sobre as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos.
“Sempre estivemos abertos ao diálogo. Quem define os rumos do Brasil são os brasileiros e suas instituições. Neste momento, estamos trabalhando para proteger a nossa economia, as empresas e nossos trabalhadores, e dar as respostas às medidas tarifárias do governo norte-americano.”
“Ele pode falar comigo quando ele quiser”, afirmou Trump a jornalistas no gramado da Casa Branca, ao ser questionado sobre a possibilidade de negociar sobretaxas. As declarações foram dadas dois dias após o decreto que impôs tarifas de 50% sobre as exportações brasileiras e no dia seguinte ao tarifaço global que voltou a impor taxas mais altas sobre dezenas de países.
O presidente americano também disse que ama o povo brasileiro e que “as pessoas que lideram o Brasil fizeram coisa errada”, em provável referência ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, alvo de sanções do governo americano.
Ainda que Lula tenha adotado a postura de defesa da soberania nacional, o governo brasileiro vinha insistindo em reabrir os canais de negociação com os EUA, mas sem muito sucesso até esta semana, quando o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, reuniu-se em Washington com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio.
Lula e Trump, contudo, ainda não discutiram diretamente as tarifas nem se encontraram desde que o americano assumiu o novo mandato, em janeiro.
Nas últimas semanas, depois que o Trump ameaçou o país com as taxas maiores, Lula disse que seu homólogo não pode ser um “imperador do mundo”, que vai dobrar a aposta e que ele mente ao justificar as medidas econômicas.
Em 11 de julho, dois dias após anunciar a nova taxa para o Brasil, Trump disse que não pretendia conversar com Lula, mas disse que o faria talvez em outro momento.
Com os anúncios de Trump, o vice-presidente, Geraldo Alckmin, tem sido o representante do Brasil na negociação com o país por meio de autoridades, citando especificamente o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnik, como o principal contato.
Por também estar à frente do Mdic, Alckmin está se reunindo com empresários e representantes de setores da indústria, do agronegócio, da tecnologia e outros segmentos para tratar dos impactos da medida americana na economia brasileira.
A retaliação de Trump ao Brasil foi anunciada por meio de carta em uma rede social, na qual o americano também criticou a justiça brasileira pelo tratamento dado a Jair Bolsonaro (PL), acusando o judiciário brasileiro de perseguir o ex-presidente.
Apesar de ter anunciado uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil, o governo dos Estados Unidos decidiu deixar vários itens de fora da cobrança.
A lista de produtos isentos foi divulgada nesta quarta-feira (30), junto com o decreto oficial assinado pelo presidente Donald Trump.
Segundo o texto, continuam livres da tarifa extra produtos como alimentos enviados como suco de laranja, combustíveis, veículos, peças de avião e alguns tipos de metais e madeira.
Essas exceções foram incluídas no anexo da ordem executiva e valem a partir da data em que a medida entra em vigor.
A taxação deve impactar significativamente as exportações brasileiras. No entanto, a lista de isenções pode representar um alívio para setores como o aeronáutico, energético e agrícola.
Confira os principais itens que não serão afetados pela alíquota adicional de 40%:
Artigos de aeronaves civis
Estão isentos todas as aeronaves civis (não militares), seus motores, peças, subconjuntos e simuladores de voo. A lista inclui desde tubos e mangueiras até sistemas elétricos, pneus e estruturas metálicas.
Veículos e peças específicas
A tarifa não se aplica a veículos de passageiros, como sedans, SUVs, minivans e vans de carga, além de caminhões leves e suas respectivas peças e componentes.
Produtos de ferro, aço, alumínio e cobre
Produtos específicos e derivados desses metais, incluindo itens semiacabados e componentes industriais, também estão fora da nova alíquota.
Fertilizantes
Fertilizantes amplamente utilizados na agricultura brasileira estão isentos da tarifa adicional.
Produtos agrícolas e de madeira
A lista inclui castanha-do-brasil, suco e polpa de laranja, mica bruta, madeira tropical serrada ou lascada, polpa de madeira e fios de sisal ou de outras fibras do gênero Agave.
Metais e minerais específicos
Estão isentos produtos como silício, ferro-gusa, alumina, estanho (em diversas formas), metais preciosos como ouro e prata, ferroníquel, ferronióbio e produtos ferrosos obtidos por redução direta de minério de ferro.
Energia e produtos energéticos
A tarifa não se aplica a diversos tipos de carvão, gás natural, petróleo e derivados, como querosene, óleos lubrificantes, parafina, coque de petróleo, betume, misturas betuminosas e até energia elétrica.
Bens retornados aos EUA
Artigos que foram exportados para reparo, modificação ou processamento e que retornam aos Estados Unidos sob certas condições também estão isentos, com exceções específicas para o valor agregado.
Bens em trânsito
Produtos que já estavam em trânsito antes da entrada em vigor da ordem — desde que cheguem aos EUA até 5 de outubro — não serão afetados pela nova tarifa.
Produtos de uso pessoal
Itens incluídos na bagagem acompanhada de passageiros que chegam aos Estados Unidos estão isentos da alíquota adicional.
Donativos e materiais informativos
Doações de alimentos, roupas e medicamentos destinados a aliviar o sofrimento humano estão isentas, salvo se o presidente considerar que representam risco à segurança nacional. Também estão livres da tarifa materiais informativos como livros, filmes, CDs, pôsteres, obras de arte e conteúdos jornalísticos.
Após a repercussão do áudio atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em que ele afirma preferir o deputado federal Wellington Roberto ao deputado estadual Cabo Gilberto Silva, o parlamentar paraibano se pronunciou publicamente sobre o caso.
Em declaração ao Correio Debate, Cabo Gilberto evitou polemizar a situação.
“Eu não sei qual foi o contexto. Fica difícil fazer qualquer comentário a respeito. Eu não fujo de pergunta nenhuma, não tenho medo de polêmica. Nada mudou. O meu relacionamento com o presidente é o mesmo. Ele me recebe a toda hora, me trata super bem, e nada vai mudar a nossa relação por causa de um áudio que eu não sei nem quando foi que foi vazado esse áudio”, afirmou.
A declaração de Bolsonaro, vazada na noite dessa segunda-feira (28) e noticiada pelo jornalista Maurílio Júnior, expôs as tensões internas no PL da Paraíba, especialmente após a saída de Wellington Roberto do comando estadual do partido, hoje presidido pelo ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, aliado de Cabo Gilberto.
Na gravação, Bolsonaro teria afirmado que “entre Wellington Roberto e Cabo Gilberto, eu prefiro Wellington”. A fala, que ainda não teve sua data confirmada. Apesar da declaração do ex-presidente, Cabo Gilberto buscou mostrar que sua ligação com Bolsonaro continua intacta.
A reportagem tentou contato com o deputado Wellington Roberto, mas não obteve retorno.
Um áudio atribuído ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) revelou sua preferência em meio ao racha que divide o Partido Liberal na Paraíba.
A data exata da gravação não foi confirmada, mas o áudio faz referência ao conflito entre o deputado federal Wellington Roberto e o deputado estadual Cabo Gilberto Silva, embate que acontece desde as últimas eleições municipais.
Na mensagem, Bolsonaro demonstra preocupação com a crise e indica que sua posição é favorável a Wellington Roberto.
“Valdemar (Costa Neto, presidente nacional do PL), tá dando atrito forte aí com o deputado Wellington Roberto e o Cabo Gilberto. E isso daí, que que tá acontecendo lá na Paraíba, né? O pessoal nosso tá fugindo. Então tem que apagar esse incêndio imediatamente. A decisão é tua, aí. Eu vou pelo Wellington Roberto assumir aquele negócio lá. A decisão é tua, tá ok? Valeu”, diz Bolsonaro no trecho divulgado.
Atualmente, o PL na Paraíba é comandado pelo ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, aliado de Bolsonaro e de Cabo Gilberto.
O primeiro semestre da gestão de Hugo Motta (Republicanos-PB) como presidente da Câmara teve uma leve redução no governismo da Casa, contrariando expectativas de petistas que, meses atrás, aguardavam o fim do mandato de Arthur Lira (PP-AL). A avaliação era que o governo teria vida mais fácil nas votações.
Deputados de seis partidos da base aliada avaliaram, publicamente ou de forma reservada, que a perda de votos do Executivo se deve mais a movimentos do governo Lula (PT) do que ao comportamento do presidente da Câmara.
A maioria desses parlamentares apontou uma deterioração geral no clima político, e um deles argumentou que não há grandes dificuldades para o Executivo, apesar da variação dos números.
Entre articuladores do governo, a avaliação é que a relação com Motta é boa e enfrentou um estresse pontual com as discussões sobre o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Além disso, afirmam, a interlocução entre ele e a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), é constante e não teria sido interrompida nem nos momentos mais tensos. Também dizem que os projetos prioritários de Lula foram pautados.
A taxa de governismo calculada pela Folha com base nas votações nominais da Câmara no primeiro semestre de 2025 ficou ligeiramente abaixo dos resultados dos mesmos períodos em 2023 e 2024 —quando o presidente da Casa era Lira.
Neste ano, 66,9% dos deputados votaram de acordo com a orientação dada pelo governo nas votações nominais do plenário. Nos anos anteriores, esses percentuais foram de 68,1%, em 2023, e de 69,2%, em 2024.
A cifra não significa que o governo tenha o apoio consistente de dois terços do plenário. O percentual capta apenas as posições tomadas nas votações –depois que os projetos são modificados para ampliar o consenso sobre o tema.
Além disso, o governo nem sempre dá uma orientação de voto no plenário, principalmente quando há divisão na base aliada. Nesses casos, os líderes governistas costumam liberar as bancadas —tática usada para não expor rachas, principalmente quando não se considera essencial marcar posição.
Lira é tido como um dos presidentes da Câmara mais poderosos do passado recente e foi um dos principais aliados da gestão Jair Bolsonaro (PL). Era considerado um negociador duro, que dava vazão a demandas de grupos políticos que não apoiam Lula, embora também avançasse com propostas de interesse do atual governo, como a reforma tributária.
Dessas características derivavam as expectativas que petistas e aliados de Lula verbalizavam reservadamente quanto ao fim da gestão Lira.
O motivo mais citado pelos deputados ouvidos pela reportagem para a leve redução no governismo foi a pauta e o discurso do próprio Executivo, que tomou uma posição mais à esquerda no fim do primeiro semestre, enquanto o Congresso tem maioria conservadora.
O ponto alto dessa divergência foi a tentativa do governo de aumentar o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para arrecadar mais em 2025. O Congresso votou, em junho, em peso para derrubar a medida –depois, o Judiciário deu uma decisão favorável ao Executivo sobre o tema.
Ao mesmo tempo, alguns aliados de Lula passaram a acusar o Legislativo de defender milionários em detrimento da maioria da população.
“O governo colocou pautas que não dava para colocar de qualquer maneira, como o IOF”, disse o líder do PDT, Mário Heringer (MG). “Jogar o Congresso contra a população no discurso de rico contra pobre também pesou no comportamento das bancadas”, declarou o pedetista.
A demora no pagamento de emendas parlamentares —frações do Orçamento cujos destinos congressistas têm o direito de decidir— também foi apontada como motivo para a redução no percentual de votos governistas no primeiro semestre de 2025.
A distribuição dos recursos foi questionada no STF (Supremo Tribunal Federal). Além disso, a aprovação do Orçamento só em março deste ano atrasou os pagamentos.
Outra razão apontada para a pequena perda de votos do Executivo é a amplitude da coalizão que elegeu Motta. Ela incluiu tanto PT como PL, o que garante que o presidente da Casa faça gestos também à oposição.
“Motta tem um perfil muito menos governista que Lira, que contribuía muito mais com a agenda do governo”, disse o primeiro vice-líder da oposição, Carlos Jordy (PL-RJ).
O líder do MDB, Isnaldo Bulhões (AL), disse que não há maiores dificuldades para Lula na gestão Motta em comparação com os anos de Arthur Lira. “O que está acontecendo é mais diálogo. A presidência do Hugo é mais democrática e previsível”, declarou Isnaldo.
Motta afirmou, por meio de nota, que bons projetos avançam e que a Câmara é contra aumento de impostos, daí os votos contra a alta no IOF. Ele declarou que as emendas não são condicionantes para as deliberações.
Sobre ter sido eleito por forças políticas diversas e precisar fazer acenos à oposição, o presidente da Câmara disse que a aprovação de propostas não depende exclusivamente dele e que a diversidade beneficia os debates na Casa.
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