Política

PL prepara ato pró-Bolsonaro e afirma que “o Brasil vai parar”

Imagem: reprodução/Instagram

Aliados de Jair Bolsonaro (PL) iniciaram mobilização para protestos depois de a PF (Polícia Federal) cumprir mandados de busca e apreensão na residência do ex-presidente. A operação desta 6ª feira (18.jul.2025), autorizada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, impôs ao político uma série de restrições, além do uso de tornozeleira eletrônica.

No Instagram, o PL (Partido Liberal) nacional também se manifestou a respeito da operação contra o ex-presidente.

Além disso, a sigla afirmou, em nota publicada nas redes sociais, que “é hora de a sociedade brasileira se posicionar com coragem. O povo deve voltar às ruas, de forma pacífica e ordeira, para exigir respeito à Constituição, à liberdade e à democracia”.

Ainda não há definição sobre data e local da manifestação convocada pelos aliados de Bolsonaro. O ex-presidente é réu em ação penal no Supremo. Ele foi incluído no núcleo central da tentativa de golpe de Estado em 2022.

O PL de Bolsonaro definirá os detalhes da manifestação em reunião na 2ª feira (21.jul). Políticos do partido, porém, já falam na necessidade de apoiadores do ex-presidente voltarem às ruas, depois de uma série de atos pela anistia dos acusados de tentar um golpe de Estado no Brasil diante da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), publicou em sua conta no X uma convocação para que os apoiadores de Bolsonaro vão às ruas.

Poder 360

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Política

Ex-Ministro Marcelo Queiroga reage à operação contra Bolsonaro: ‘Perseguição’

O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga afirmou, nesta sexta-feira (18) que recebeu “sem nenhuma surpresa” a notícia da operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Para ele, a ação faz parte de uma estratégia de “perseguição”.

“Isso faz parte da perseguição contra Jair Bolsonaro e seus seguidores. É mais uma etapa dessa estratagema, desse consórcio que quer impedir que o povo decida livremente”, declarou Queiroga.

A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ocorre nesta manhã (18) em Brasília. Jair Bolsonaro é alvo de medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, proibição de acessar redes sociais, recolhimento domiciliar noturno e impedimento de manter contato com embaixadores, diplomatas estrangeiros e outros investigados no inquérito.

Além das restrições, a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-presidente e ao Partido Liberal (PL), legenda ao qual Bolsonaro é filiado.

MaisPB

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Política

Presidente do PL diz que decisão do STF contra Bolsonaro é desproporcional

Foto: Reprodução

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou, em nota nesta sexta-feira (18), que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é “desproporcional”.

“O PL considera a medida determinada pelo Supremo Tribunal Federal desproporcional, sobretudo pela ausência de qualquer resistência ou negativa por parte do presidente Bolsonaro em colaborar com todos os órgãos de investigação”, diz trecho do comunicado (leia a íntegra mais abaixo).

Moraes autorizou a PF (Polícia Federal) a cumprir mandados de busca e apreensão na sede do PL e em endereços de Bolsonaro. Além disso, o magistrado determinou uma série de medidas cautelares contra o ex-mandatário, incluindo uso de tornozeleira eletrônica.

Segundo apurou a CNN, a decisão do STF foi tomada por um elevado risco de fuga para os Estados Unidos.

A nota assinada por Valdemar ainda diz que o partido manifesta “estranheza e repúdio” diante da operação. “Se o presidente Bolsonaro sempre esteve à disposição das autoridades, o que justifica uma atitude dessa?”.

“Reafirmamos nossa confiança no presidente Jair Bolsonaro, seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e com a verdade”, finaliza.

Veja íntegra

O Partido Liberal manifesta estranheza e repúdio diante da ação da Polícia Federal realizada nesta sexta-feira (18), que incluiu mandados de busca na residência do presidente Jair Bolsonaro e na sala que ocupa na sede nacional do partido.

Se o presidente Bolsonaro sempre esteve à disposição das autoridades, o que justifica uma atitude dessa?

O PL considera a medida determinada pelo Supremo Tribunal Federal desproporcional, sobretudo pela ausência de qualquer resistência ou negativa por parte do presidente Bolsonaro em colaborar com todos os órgãos de investigação.

Reafirmamos nossa confiança no presidente Jair Bolsonaro, seu compromisso com o Estado Democrático de Direito e com a verdade.

Valdemar Costa Neto
Presidente Nacional do Partido Liberal

CNN

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Política

Bolsonaro financiou operação contra a soberania nacional, dizem investigadores

 

Foto: Adriano Machado

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi alvo hoje de operação da Polícia Federal (PF) por ter financiado uma operação destinada a atacar a soberania nacional e interferir na independência dos Poderes.

As ações tiveram efeitos concretos a partir do tarifaço determinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Brasil.

A informação é de investigadores da Polícia Federal, que decidiu tomar preventivas para evitar uma eventual fuga do ex-presidente.

A operação foi deflagrada nesta sexta-feira (18), com mandados de busca e apreensão na residência do ex-presidente e no seu local de trabalho, a sede do PL.

Além disso, medidas cautelares foram tomadas contra ele, como uso de tornozeleira, determinação para ficar em casa entre 19h e 7h e fins de semana, além de proibição de ter contato com embaixadores e de visitas a embaixadas.

Segundo um investigador, Bolsonaro admitiu publicamente que financiou, com R$ 2 milhões, a operação que seu filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), está fazendo nos Estados Unidos para adotar medidas contra o Brasil e contra ministros do Supremo Tribunal Federal.

“A operação teve efeitos concretos a partir do tarifaço determinado pelo presidente dos Estados Unidos”, disse um investigador.

Segundo esse investigador, as medidas restritivas de contato com embaixadores e visitas a embaixadas são preventivas, para evitar uma “eventual fuga” do ex-presidente da República.

“Ele já deu sinais de que pode recorrer a uma embaixada para fugir do país”, acrescentou o investigador.

“Bolsonaro foi parte central de tudo o que está acontecendo, algo que teve efeito concreto contra o país, numa clara interferência na independência dos poderes e na soberania do país”, disse o investigador.

G1

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Política

PESQUISA/SETA: Confira números da corrida ao Governo da Paraíba em 2026

O site Polêmica Paraíba, em parceria exclusiva com o Instituto Seta, divulgou nesta quinta-feira (17) um novo levantamento de intenção de voto para o Governo da Paraíba nas eleições de 2026. A pesquisa faz parte de um projeto inédito de monitoramento mensal do cenário político-eleitoral no estado, que também conta com a colaboração das instituições Consult Pesquisa e Agora Sei Pesquisa.

O estudo foi realizado entre os dias 6 e 9 de julho, ouvindo 2 mil eleitores em 102 municípios paraibanos. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Na pergunta espontânea sobre quem os eleitores preferem para governar o estado a partir de 2026, o atual prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), aparece na frente com 31,5% das intenções de voto. Em segundo lugar está o ex-candidato ao governo e ex-deputado federal Pedro Cunha Lima (PSD), com 14,1%.

Em seguida, a disputa fica acirrada entre três nomes: o vice-governador Lucas Ribeiro (10,3%), o senador Efraim Filho (9,5%) e o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (9,3%).

O ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, aparece com 4,1% das intenções. Já os eleitores que afirmaram votar em nenhum dos nomes apresentados ou que pretendem anular o voto somam 10,1%, enquanto 11,2% disseram não saber ou preferiram não responder.

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Política

Saiba quantos deputados estaduais a Paraíba pode perder com veto de Lula

Além da perda de dois deputados federais que integram a bancada paraibana na Câmara Federal, o veto do presidente Lula (PT) ao Projeto de Lei que ampliava de 513 para 531 a quantidade de parlamentares também traz outro reflexo à política paraibana: a redução de vagas na Assembleia Legislativa da Paraíba.

Atualmente com 36 cadeiras, a Casa de Epitácio Pessoa passará a contar, caso o veto não seja derrubado, com 30 ocupantes, isso já para a eleição do próximo ano, em 2026.

O presidente da Assembleia, Adriano Galdino (Republicanos), espera que a decisão de Lula seja alterada pelo Congresso Nacional.

“A Paraíba tem que resistir. Na minha orientação, o Congresso tem que derrubar o veto, porque a Paraíba perderá representatividade e consequentemente perderá investimentos através das emendas parlamentares, que somando os dois deputados a menos é uma perda de R$ 200 milhões por ano. E, como consequência, perde representatividade na Assembleia, que passa a ter 30 deputados. Uma perda substancial para a Paraíba. O valor de R$ 200 milhões por ano não é pouca coisa não, é muita coisa”, avaliou Galdino em contato com o Blog.

O que disse Lula ao vetar 

“Ao prever a ampliação do número de parlamentares, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a completa estimativa de impacto orçamentário, de previsão de fonte orçamentária e de medidas de compensação, onerando não apenas a União, mas também entes federativos”, indica trecho da justificativa do veto, segundo comunicado divulgado pelo Palácio do Planalto.

BG com informações do MaisPB

 

O veto de Lula

 

O presidente Lula (PT) vetou, nesta quarta-feira (16), o aumento no número de deputados federais de 513 para 531, aprovado pelo Legislativo. O projeto de lei é da relatoria do parlamentar paraibano Damião Feliciano (União). Com o veto, a bancada da Paraíba deve perder duas vagas na Casa.

 

A proposta, aprovada pelo Congresso Nacional no último dia 26 de junho, aumenta o número de cadeiras na Câmara dos Deputados com base em dados populacionais mais recentes. As mudanças valerão a partir da próxima legislatura em 2026.

 

A decisão do presidente foi provocada pelos atritos entre o Legislativo e o Executivo, que começaram desde a derrubada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) aprovada pelos se

nadores e deputados.

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Política

QUAEST: Maioria do país diz que Lula não deveria se candidatar à reeleição

A maioria dos brasileiros acha que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não devem disputar a eleição em 2026, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira (17).

Para 58%, Lula não deveria se candidatar à reeleição. Os que consideram que ele deve disputar são 38%. Não sabe ou não respondeu, 4%.

Se comparado ao último levantamento, em maio, houve uma queda de oito pontos percentuais nos que rejeitam a reeleição. Por sua vez, houve uma subida de seis pontos percentuais nos que apoiam uma nova candidatura.

Bolsonaro

Já 62% dizem que Bolsonaro deve abrir mão do pleito e apoiar outro candidato. Para 28%, ele deve manter a candidatura. Não sabe ou não respondeu ficou em 10%.

O ex-chefe do Executivo está inelegível até 2030 após sofrer condenações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Ele ainda pode recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal).

Em comparação com a última pesquisa, há dois meses, houve uma queda de três pontos percentuais entre aqueles que não querem ver o ex-presidente na disputa. Já entre os que desejam a candidatura de Bolsonaro, houve uma oscilação de dois pontos percentuais para cima.

CNN

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“Desmoralização do Congresso brasileiro”, diz vice da Câmara sobre IOF

Foto: Reprodução/Câmara dos Deputados

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Altineu Côrtes (PL-RJ), disse nesta quarta-feira (16/7) que a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de manter, com ajustes, o decreto do governo que reajustou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é uma “desmoralização do Congresso brasileiro”.

Altineu deu a declaração enquanto presidia a sessão do plenário da Câmara no lugar do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB).

“Nunca tive postura agressiva e nem terei a nenhuma decisão do STF, mas, como 1º vice-presidente, é uma desmoralização do Congresso brasileiro. […] Quando estiver presidindo a Câmara, não posso aceitar que o povo brasileiro tenha uma decisão, uma falta de respeito ao Congresso Nacional. Nós precisamos tomar atitudes não contra o STF, mas para defender as prerrogativas do Congresso”, declarou.

O vice da Câmara concluiu a fala afirmando que a decisão de Moraes é “lamentável”.

A decisão de Moraes sobre o IOF

Moraes determinou que o decreto do governo tem validade, com exceção do trecho que trata da tributação de operações do risco sacado, revogado pelo ministro. Essa parte do texto já vinha sendo alvo de negociação entre governo e Congresso, e tinha revogação prevista, conforme mencionado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, nessa terça (15/7).

O risco sacado é um adiantamento que os bancos concedem a empresários, e que têm essas grandes companhias como garantidoras da operação. A tributação dessa modalidade gerou uma reação negativa do mercado financeiro e do Congresso Nacional.

Metrópoles

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PEC dos Municípios: saiba como votou a bancada paraibana

 PEC dos Municípios: saiba como votou a bancada paraibana
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, em segundo turno, a PEC 66/2023, que muda as regras para o pagamento de precatórios — e teve amplo apoio da bancada paraibana em Brasília. Dos 11 deputados federais do estado aptos ao voto, 9 votaram a favor da proposta, 1 se absteve e apenas 1 foi contrário.

A PEC, de autoria do Senado, retira os precatórios federais do limite de despesas primárias do Executivo a partir de 2026. Também estabelece um teto para o pagamento dessas dívidas por estados e municípios e permite o refinanciamento de débitos previdenciários com a União.

Mesmo com a retirada do limite, a proposta determina que, a partir de 2027, 10% do estoque de precatórios deverá ser incluído nas metas fiscais anuais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), conforme o novo arcabouço fiscal.

Outras mudanças incluem:

  • Novo prazo para apresentação de precatórios transitados em julgado: passa de 2 de abril para 1º de fevereiro;
  • Precatórios apresentados depois dessa data serão pagos no segundo exercício seguinte;
  • Suspensão da cobrança de juros de mora entre 1º de fevereiro e 31 de dezembro do ano seguinte;
  • Autorização para que a União crie linha de crédito especial, por meio de bancos federais, para quitação de precatórios acima da média da receita corrente líquida dos últimos cinco anos.

Como votou cada deputado da Paraíba:

A FAVOR:

  • Aguinaldo Ribeiro (PP)
  • Gervásio Maia (PSB)
  • Luiz Couto (PT)
  • Mersinho Lucena (PP)
  • Romero Rodrigues (Podemos)
  • Ruy Carneiro (Podemos)
  • Damião Feliciano (União Brasil)
  • Wellington Roberto (PL)
  • Wilson Santiago (União Brasil)

ABSTENÇÃO

  • Murilo Galdino (Republicanos)

CONTRA

  • Cabo Gilberto Silva (PL)

Com as alterações feitas na Câmara, o texto agora retorna ao Senado para nova análise.

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Governo Lula pede a Moraes que permita a volta imediata do IOF

Foto: Antonio Augusto/STF

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio da AGU (Advocacia Geral da União), pediu nesta terça-feira (15) para o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes uma medida cautelar (provisória) que torne o decreto que aumentou o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) válido novamente.

A solicitação foi feita em audiência de conciliação com o Congresso no Supremo. O advogado-geral da União, Jorge Messias, não quis negociar com os representantes do Legislativo e pediu que Moraes decida sobre o assunto. O governo diz que o decreto é constitucional.

“Requereu-se a concessão da medida cautelar pleiteada, visando à imediata restauração plena da vigência do Decreto 12.499/2025. A medida é de fundamental importância para que o princípio da separação de poderes seja restabelecido”, disse Messias em nota oficial depois da reunião, que terminou sem acordo.

Os pleitos foram os seguintes:

  • governo – quer insistir na judicialização e espera decisão do Supremo para manter a alta no tributo;
  • Senado – pediu mais tempo para negociar enquanto a alta do imposto estiver suspensa.

Na prática, o movimento da AGU joga pressão para o Judiciário, que terá que decidir sobre o tema. O governo espera, inclusive, que a resposta saia em até 7 dias, por conta da urgência do tema, segundo apurou o Poder360.

Sem o pedido de liminar, Moraes teria mais conforto para esperar até agosto antes de dar uma solução para o impasse. Agora, terá de dizer se concede ou não essa decisão provisória.

Uma decisão de Moraes em favor do governo tem o risco de causar uma indisposição com o Congresso se derrubar a decisão de deputados e senadores que em grande maioria vetaram o aumento do IOF pretendido pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por Lula.

Quando precisou decidir sobre o tema pela 1ª vez, o ministro suspendeu tanto o decreto do governo quanto a medida do Congresso que os derrubou, ou seja, mantendo o cenário inalterado. Agora, terá que decidir em favor de um lado ou de outro.

O ministro do STF é um dos mais criticados pela direita, com setores mais radicais propondo o seu impeachment. Se Moraes derrubar a decisão do Legislativo sobre o IOF, aumentará um pouco mais a indisposição de deputados e senadores contra o magistrado.

Os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), esperam que Moraes não tome nenhuma decisão antes de o próprio Congresso apresentar alguma solução, o que só deve ser feito em agosto por conta do recesso legislativo.

Motta e Alcolumbre já mostraram um cardápio de possíveis cortes de despesas para a equipe econômica, bem como opções para aumentar a arrecadação, como a distribuição de dividendos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para o governo federal.

O governo, no entanto, defende que seu decreto para elevar o imposto é constitucional e sua derrubada fere o princípio da separação dos Poderes.

REUNIÃO SEM RESULTADO

A ata da reunião desta terça-feira (15) diz que a advocacia do Senado pediu mais tempo para negociação. Já o governo Lula deixou a determinação nas mãos do STF.

O texto afirma que Moraes “indagou se seriam possíveis concessões recíprocas que pudessem resultar na conciliação”. Logo depois, o documento diz que o governo optou por manter a judicialização.

“Os presentes disseram que, apesar da importância do diálogo e da iniciativa desta audiência, preferiam aguardar a decisão judicial”, lê-se na ata.

Messias publicou um comunicado depois da reunião. Defendeu que o movimento veio alinhado às determinações do Ministério da Fazenda, comandado por Haddad.

“A medida é de fundamental importância para que o princípio da separação de poderes seja restabelecido”, disse o ministro na nota.

Audiências de conciliação são realizadas para que os envolvidos em um processo tentem chegar a um acordo antes de uma decisão judicial.

O IMPASSE DO IOF

O governo Lula queria emplacar a alta no imposto financeiro para fortalecer a arrecadação e evitar congelamentos no Orçamento. O Congresso e o empresariado reagiram em massa contra a determinação.

A Câmara e o Senado decidiram derrubar o texto que aumentou o IOF em 25 de junho.

Na Casa Baixa, foram 383 votos a favor da revogação e 98 contra. O decreto legislativo com as novas normas é o número 176 de 2025. Já no Senado, a votação foi simbólica –sem contagem nominal.

O caso está no Supremo. O ministro da Corte Alexandre de Moraes suspendeu tanto os decretos do Executivo que elevaram o IOF quanto o texto aprovado pelo Congresso que derrubava a medida.

Moraes também convocou a audiência de conciliação sobre a questão. O encontro é realizado para que as partes de um processo entrem em acordo sobre o tema.

Os deputados e senadores derrubaram os decretos de Lula por considerarem os textos abusivos. Além disso, mencionaram que o IOF tem função regulatória e não poderia ser utilizado para arrecadar.

A equipe econômica argumenta que é sua função definir as taxas. Segundo o time de Haddad, o ponto principal do decreto não era elevar a receita pública.

Leia uma cronologia com os principais desdobramentos do impasse do IOF:

  • 22.mai – durante a tarde, a equipe econômica aumenta o IOF via decreto para fortalecer a arrecadação. Impacto estimado é de R$ 20,1 bilhões em 2025;
  • 22.mai – perto da madrugada, Fazenda revê parte do decreto. Arrecadação no ano diminui para R$ 19,1 bilhões;
  • 28.mai – depois de reunião, Alcolumbre e Motta dão 10 dias para Haddad apresentar alternativas ao decreto do IOF;
  • 8.jun – é feita uma nova reunião. Haddad anuncia que vai reduzir a alta do IOF e enviar medida provisória com aumento de outros impostos para compensar. O impacto do decreto para 2025 cai para perto de R$ 12 bilhões;
  • 11.jun – Haddad lança medida provisória com aumento de outros impostos e com mudanças em compensação tributária. Fazenda espera fortalecer arrecadação em aproximadamente R$ 10 bilhões em 2025;
  • 16.jun – Câmara aprova urgência para votação do projeto para derrubar a alta do IOF;
  • 24.jun – de surpresa, Motta anuncia votação do projeto às 23h35 em uma rede social;
  • 25.jun – Câmara aprova a queda do decreto por 383 votos a favor e 98 contra;
  • 25.jun – Senado derruba em votação simbólica (sem contagem de votos);
  • 1º.jul – governo aciona oficialmente o STF para judicializar o impasse.

Poder 360

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