Após jurar de pés juntos que iria permanecer no apoio ao governador João Azevedo (PSB), o deputado Buba Germano anunciou apoio ao deputado Pedro Cunha Lima (PSDB).
Questionado se mudaria de lado, neste segundo turno, como muitos estavam fazendo, Buba chegou a disparar: “Essa história de segundo turno, tecnicamente é bom pra quem gosta de trair, aí é uma beleza; isso não é o meu perfil… Eu defendo o governador João porque ele cumpriu todos os compromissos comigo e com a minha região”.
A adesão aconteceu na manhã desta terça-feira (11), no auditório do Eco Business Center, em João Pessoa.
Além de Buba, também anuncia apoio a Pedro a ex-deputada estadual Gilma Germano (PSB), esposa do parlamentar. Ela substituiu Buba na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa após o deputado ter tido a candidatura impugnada pelo Ministério Público Eleitoral por questões de inelegibilidade. Gilma obteve 26.023 votos e ficou com a suplência.
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) afastou Paulo Dantas (MDB) do cargo de governador de Alagoas. Ele é um dos alvos de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (11).
A determinação judicial atendeu a um pedido da PF.
Os fatos apurados são da época que Dantas era deputado estadual. A suspeita é da prática de uso de funcionários fantasmas em seu gabinete.
A operação cumpre 31 mandados de busca e apreensão. Entre os endereços estão a Assembleia Legislativa e a sede do governo.
O emedebista virou governador em maio, para um mandato tampão, após Renan Filho (MDB) deixar o cargo para disputar uma vaga ao Senado. A ministra do caso é Laurita Vaz. O afastamento do político tem prazo de 180 dias.
Dantas está no segundo turno da eleição para governador de Alagoas. Ele recebeu 46,64% dos votos válidos, enquanto seu adversário, Rodrigo Cunha (União), apoiado por Arthur Lira (PP), teve 26,74%.
O emedebista é apoiado apoiado pelo ex-presidente Lula e pela família de Renan Calheiros.
Alagoas é o estado em que a maior parcela da população passa fome no Brasil, com 36,7% —número que é duas vezes a média nacional. Os dados são do 2º Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, que divulgou informações sobre segurança alimentar por estado.
Por causa das eleições, Renan Filho renunciou ao seu mandato como governador em abril. Seu vice-governador, Luciano Barbosa, deixou o cargo nas eleições de 2020, assumindo a Prefeitura de Arapiraca.
O próximo na linha sucessória seria o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor (MDB), que preferiu não assumir o governo e concorrer à reeleição, convocando eleições indiretas.
Após imbróglios na Justiça, travados entre Arthur Lira e Renan Calheiros, Paulo Dantas foi eleito para um mandato até 31 de dezembro.
Sua campanha se baseia no que foi feito durante a gestão de Renan Filho, citando obras realizadas no período ou que estão sendo concluídas durante seu período no governo.
Dantas foi prefeito do município de Batalha durante dois mandatos e, em 2018, se tornou deputado estadual. Sua esposa, Marina Thereza Cintra Dantas (MDB), é a atual prefeita da cidade.
O senador eleito da Paraíba, Efraim Filho (União Brasil), revelou que tem estreitado os laços com o Republicanos para apoiar a candidatura de Pedro Cunha Lima (PSDB), no segundo turno das eleições para o Governo do Estado.
Efraim, aliado ao partido que mais elegeu deputados estaduais e federais na Paraíba, neste ano, explicou como tem sido o trabalho de articulação.
“Tenho conversado com o presidente do partido, Hugo Motta. Conversei também com Adriano Galdino, com deputados como Marcio Roberto. Daniele do Vale, Jutay Meneses e Michel Henrique são alguns nomes. E esse diálogo foi, logicamente, uma decisão de instância partidária que pertence a eles. Mas tem o fato de ter um senador eleito, alguém de confiança, porta aberta, alguém que eles viram, que é dito e feito, né? Eles sabem que fui fiel, assim como eles foram de forma recíproca. Acredito que o Republicanos poderá marchar conosco”, disse.
Ele também confirmou o apoio de Buba Germano (PSB), que é do mesmo partido de João Azevêdo, à candidatura de Pedro e reconheceu a relevância do ex-prefeito de Picuí na busca por votos para sua vitória como senador.
“Buba Germano é um importante líder do interior da Paraíba, principalmente da região do Curimataú. Buba votou comigo para senador, me ajudou muito. Fui o senador mais votado do Curimataú, região com apoio de diversas prefeituras. E, ali, Buba é um símbolo. A vinda dele agrega, traz votos. A gente falava aqui do voto, da mudança de quem votou contra o governo. O caso de Buba é de gente que votou com o governo e que passa a votar em Pedro. Então ajuda mais ainda neste cenário de reversão de outra passagem na votação”, finalizou.
O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, recebeu nesta segunda-feira, (10) uma comitiva de pastores evangélicos e influenciadores de direita e do meio gospel para traçar uma estratégia concentrada de campanha no Nordeste. O encontro ocorreu a portas fechadas no Palácio da Alvorada.
Na última semana antes do segundo turno, eles vão promover uma blitz por capitais da região, onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) resiste como favorito e liderou a votação no primeiro turno.
O foco agora do comitê do presidente são os eleitores jovens. A caravana gospel vai rodar os Estados entre 20 e 26 de outubro. Ela foi batizada de “Juventude pelo Brasil”. O roteiro dos influenciados bolsonaristas prevê passagem em capitais como Salvador (BA), Maceió (AL), Aracaju (SE), Natal (RN), João Pessoa (PB), Recife (PE) e Fortaleza (CE).
“Vamos rodar o Nordeste inteiro para a gente virar os votos dos jovens”, disse o deputado federal eleito Nikolas Ferreira (PL-MG), o mais votado do País, ligado à Igreja Batista da Lagoinha. “Vamos virar esse jogo.”
Nikolas Ferreira voou ao encontro de Bolsonaro ao lado do pastor André Valadão, um dos líderes da Lagoinha, num jatinho privativo. Eles encontraram-se em Brasília com o bispo J.B. Carvalho, da igreja Comunidade das Nações, que sentou-se ao lado do presidente durante a reunião no Alvorada. “Tem que votar certo, senão você não é crente, não”, disse Valadão. “É tempo de se posicionar, temos tudo a perder.”
O encontro discutiu ideias e comparações, que vão passar por temas como preço de combustíveis, da carne e também pautas morais como drogas e a liberdade, mote da campanha à reeleição. “É só ver os valores que ele (Bolsonaro) defende e os que o bonitinho que faz o L defende”, disse o influenciador e deputado estadual eleito no Rio Thiago Gagliasso (PL).
Na semana passada, Bolsonaro associou a ampla vantagem do ex-presidente Lula no Nordeste ao analfabetismo. Apoiadores do presidente fizeram circular nas redes sociais uma série de manifestações de tom xenofóbico, associando o voto de eleitores da região a pessoas pobres ou sem instrução educacional.
Na quarta-feira, o presidente afirmou: “Uma notícia importante, pessoal: ‘Lula venceu em nove dos dez Estados com maior taxa de analfabetismo’. Vocês sabem quais são esses Estados? São do nosso Nordeste. Não é só taxa de analfabetismo alta o mais grave nesses Estados. Outros dados econômicos agora também são inferiores nessas regiões.” Bolsonaro depois negou ter ofendido nordestinos. Lula, em seguida, sugeriu que quem tivesse uma só gota de sangue nordestino não votasse em Bolsonaro.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu alterar a tabela do Imposto de Renda e isentar da taxação quem recebe até R$ 5 mil caso seja eleito. O petista “copiou” uma proposta já feita pelo adversário dele na disputa ao Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL).
Atualmente, a isenção vale para quem ganha até R$ 1.903,98, pouco mais do que um salário mínimo, hoje em R$ 1.212.
A promessa de Lula foi divulgada no programa de televisão veiculado pela campanha nesta segunda-feira (10).
Bolsonaro fez compromisso no primeiro turno
Ainda no primeiro turno, Bolsonaro se comprometeu a fazer alterações na tabela do Imposto de Renda caso seja eleito para um segundo mandato na Presidência da República.
Em agosto, ele afirmou que a medida só não foi tomada antes por causa da pandemia e assegurou a alteração. “Não corrigimos a tabela do Imposto de Renda em anos anteriores por causa da pandemia. A economia, realmente, era uma incógnita, o que poderia acontecer, e não tínhamos margem. Agora, está garantido com a equipe econômica”, afirmou.
A segunda semana de campanha para o confronto decisivo de 30 de outubro nas urnas começou com estratégias diferentes para os dois candidatos, Jair Bolsonaro (PT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Enquanto um cumpriu agenda em Brasília, o outro apostou em São Paulo. O presidente discutiu nomes para a ocupação de ministérios em uma futura reeleição, já o ex-mandatário pediu “paciência” aos apoiadores que cobram o anúncio dos integrantes de eventuais ministérios, em especial os nomes que pretende indicar para ocupar a Fazenda e o Planejamento.
“‘Cadê o ministro do Lula? Cadê o ministro da Economia?’ Isso é desde 1989. Se eu fosse bobo, indicasse um ministro antes de ganhar as eleições, eu perderia outros 30 que eu não indiquei. Então, tenham paciência”, pediu Lula.
Já Bolsonaro adiantou: “Vários ministros foram eleitos, Tereza Cristina, Damares, o Jorge Seif é secretário. A ideia nossa é conversar com esses ministros. Os suplentes estão perfeitamente alinhados com o respectivo ministro ou secretário. Então se um deles quiser reassumir, da minha parte não tem problema. É a continuidade de um trabalho”, afirmou o presidente.
O candidato à reeleição pelo PL concluiu que “se quiserem continuar fazendo o trabalho lá no Senado também é muito bom para todos nós”, em referência aos aliados que venceram as eleições no primeiro turno e conquistaram uma cadeira no Congresso.
O ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PT) convocou coletiva de imprensa para esta terça-feira (11) para anunciar o posicionamento do grupo político no segundo turno das Eleições 2022, na Paraíba. “Amanhã, às 10h, estaremos na sede do PT anunciando o posicionamento do nosso agrupamento político no 2º turno das eleições na Paraíba”, anunciou Luciano Cartaxo, nas redes sociais.
Disputam o segundo turno na Paraíba, ao cargo de governador, João Azevêdo (PSB), atual gestor, e o deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB).
E conforme Cartaxo já antecipou após as eleições ao ser questionado sobre quem deve apoiar neste segundo turno, o petista declarou: “Na política não existe essa de ficar em cima da muro”. O que sabemos é que o PT anunciou apoio a João; escolha contrária do que fez o senador Veneziano do MDB que apoia Lula na Paraíba, mas foi para o lado de Pedro na disputa estadual.
Com 22.272 votos, o ex-prefeito de João Pessoa só conseguiu se eleger por conta da sobra do partido.
Com exclusividade o Blog do BG teve acesso à ficha de desfiliação partidária do PSB, de um dos escudeiros do deputado estadual Buba Germano, político de sustentação do Governador João Azevêdo, do mesmo partido.
Wagner Maciel deixa a legenda após longos 15 anos. Em tom de decepção, ele cita que o PSB está se aliando a adversários históricos e por isso não se vê mais representado dentro do partido. “Nada melhor que o resultado das urnas para provar a traição dos que se diziam aliados e tramaram pelas costas”, criticou o ex-vereador de Picuí.
O político ainda acusa de quem quem é capaz de fazer isso com aliados é capaz de fazer isso com o povo.
Confira documento:
Já Buba Germano, procurado por nossa reportagem não atendeu as ligações, nem respondeu nossas mensagens mas, fontes ligadas ao político apontam que ele deve desembarcar no projeto de Pedro Cunha Lima do PSDB que oficializou aliança com um antigo adversário político: Veneziano Vital do MDB. Se as projeções se confirmarem, podemos dizer: que coincidência ou melhor, que ironia!
Confira nota:
O candidato ao Governo da Paraíba, Pedro Cunha Lima, recebe, às 8h30 desta terça-feira (11), um importante apoio político vindo da base política do atual governador João Azevêdo. O anúncio será realizado no auditório do Eco Business Center, em João Pessoa, e vai contar com a presença de diversas lideranças paraibanas.
O presidente estadual do Partido Liberal, deputado federal reeleito, Welligton Roberto (PL), reuniu cerca de 30 prefeitos para reforçar o apoio desses gestores a candidatura de Jair Bolsonaro para presidente da República.
“É para calar a boca daqueles que plantaram o ódio e o rancor no primeiro turno”, disse o parlamentar durante evento em Campina Grande.
O evento foi realizado para agradecer a militância e festejar a vitória da reeleição do bolsonarista. Também faz parte da agenda de fortalecimento da campanha de Jair Bolsonaro na Paraíba.
O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), “lançou” na manhã desta segunda-feira (10) o nome do pastor Sérgio Queiroz, quarto colocado na disputa pelo Senado Federal, para prefeito de João Pessoa.
Durante coletiva de imprensa onde Queiroz anunciou apoio a Pedro Cunha Lima, candidato ao Governo pelo PSDB, Bruno disse que seria muito bom ter o religioso como gestor da capital.
“Quando eu fui candidato a deputado federal, dez mil pessoas saíram de casa de João Pessoa para votar em mim. Como paraibano, como alguém que ama João Pessoa e na condição de prefeito, gostaria de além de ter na mesa um senador [Efraim Filho], um futuro governador [Pedro Cunha Lima], ter um futuro prefeito de João Pessoa [Sérgio Queiroz]”, afirmou.
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