Brasil

PT debate alterar artigo 142 e limitar poder das Forças Armadas

Um artigo assinado por 2 professores universitários sobre como deve ser a política para a defesa no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defende limitar a atuação das Forças Armadas à defesa externa. O texto foi publicado no site da Fundação Perseu Abramo, braço teórico do PT, em 8 de setembro de 2022.

O documento tem circulado entre pessoas sondadas para o Ministério da Defesa e foi criticado por integrantes do governo de transição e por aliados do PT.

A ideia de alterar o artigo 142 da Constituição para retirar dos militares o poder de garantia “da lei e da ordem” foi defendida por Marco Cepik, professor de economia e relações internacionais da UFRGS, e Sebastião Velasco e Cruz, professor de ciência política e relações internacionais da Unicamp em texto publicado em 8 de setembro de 2022.

No texto, os acadêmicos dizem que “as Forças Armadas servem para garantir a defesa da nação contra ameaças militares externas, caso contrário, elas não têm função em um Brasil democrático”.

O que diz o artigo 142:

“Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

O que diz o trecho do texto publicado no site da Fundação Perseu Abramo:

“Do ponto de vista regulatório, é crucial modificar a redação do artigo 142 da Constituição Federal para que as Forças Armadas se limitem à defesa externa e, apenas excepcionalmente, a missões de apoio em catástrofes naturais e desastres. A formulação atual é ambígua, gera ineficiências e ameaça a democracia. Vejamos: ‘As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem’ (destaque é nosso). Propormos retirar o trecho final destacado, explicitando que as Forças Armadas se destinam exclusivamente à defesa nacional”.

Abaixo, o trecho da Constituição que trata do artigo 142 e o trecho do artigo de Marco Cepik e Sebastião Velasco e Cruz indicando o que consideram que deveria ser suprimido.

Para os 2 professores, a construção atual do texto na Constituição Federal é “ambígua, gera ineficiências e ameaça a democracia”. Eles sugerem que as Forças Armadas sejam limitadas exclusivamente à defesa externa ou, “apenas excepcionalmente”, a missões de apoio em catástrofes naturais e desastres.

O texto está na seção “Teoria e Debate”, na parte de “programa de governo”, do site da Fundação Perseu Abramo. Apresenta sugestões de duas premissas e 4 propostas para a política de defesa do novo governo Lula.

O artigo 142 é um dos mais citados por aliados do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) quando sugerem alguma intervenção militar.

A proposta do texto da Fundação Perseu Abramo nunca foi citada em entrevistas pela equipe de transição nem discutida pelo grupo que elaborou o programa de governo de Lula. O Poder360 apurou, no entanto, que pessoas contatadas para ajudar na escolha do próximo ministro da Defesa foram aconselhadas a ler essa tese.

A ideia não é bem vista por integrantes da transição e de partidos aliados. A avaliação é de que a discussão sobre tal mudança constitucional tumultuaria a montagem do novo governo petista.

Aliados de Lula consideram que é melhor deixar temas controversos de lado no momento em que o governo do presidente eleito precisa viabilizar a aprovação da PEC fura-teto junto ao Congresso e garantir a continuidade do pagamento de R$ 600 do Auxílio Brasil (que deve voltar a se chamar Bolsa Família).

Poder360

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Política

VÍDEO: Lula ouve gritos de ‘ladrão’ e deixa restaurante às pressas em Lisboa

Durante agenda de diplomacia, apoiadores e manifestantes contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surpreenderam o político durante almoço em restaurante em Lisboa nesta sexta-feira (18/11).

Com gritos de “ladrão” por parte de algumas pessoas, Lula deixou o local às pressas.

A agenda dá continuidade aos compromissos internacionais do petista, depois da participação na COP27 em Sharm el-Sheikh, no Egito.

Com informações de Metrópoles

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Política

DANÇA DAS CADEIRAS: Cícero pode trocar secretários de JP que não correspondem à gestão

MPE pede cassação da chapa de Cícero Lucena por uso de servidores da PB em  campanha | Paraíba | G1

O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), admitiu, nesta sexta-feira (18), durante entrevista à jornalistas, a possibilidade de uma pequena reforma administrativa para mudar secretários que, segundo ele, não estiverem correspondendo à gestão.

No entanto, o gestor pessoense assegurou que a medida não é uma prioridade neste momento do governo.

“Obviamente que nós vamos fazer avaliações e aquele que não estiver correspondendo, por questões particulares, terá que sair e a gente vai fazendo a troca de secretários que for necessário”, disse.

Fonte83

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Paraíba

PERDEU MAS GANHOU: Veneziano perde nas urnas e ganha no ranking de maior gasto com militância

 

A soma dos gastos de campanha dos candidatos João Azevêdo, Pedro Cunha Lima e Nilvan Ferreira, somente com militância é de R$ 412 mil os três juntos.

Quando se imagina que o valor é muito alto ainda é baixo comparado ao que o candidato ao governo Veneziano Vital do Rêgo (MDB) gastou no mesmo serviço.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o candidato apoiado por Lula na Paraíba, gastou R$891.268,00, o que representa mais de 12% do total gasto na campanha inteira que foi R$7.061.541,23.

O valor investido não foi compatível ao resultado das urnas. Veneziano foi o quarto no raking de mais votado com 373.511 mil votos.

Já nos gastos ele está no top da lista e se os valores fossem convertidos em pessoas estaria eleito governador da Paraíba.

Veja os gastos com militância entre os governadores:

Veneziano Vital (MDB) – R$891.268,00
Pedro Cunha Lima (PSDB) – R$357.844,81
João Azevedo (PSB) – R$43.374,00
Nilvan Ferreia (PL) – R$12.100,00

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Paraíba

MILITÂNCIA DE MILHÕES: Ruy Carneiro gasta R$ 1,5 milhão só com equipe de mobilização

Nas campanhas eleitorais, há regras para a contratação direta ou terceirizada de pessoal para atividades de militância e mobilização de rua, que podem ser pessoas pagas para balançar bandeiras ou entregar santinhos, por exemplo.

Nesse quesito o deputado federal reeleito Ruy Carneiro (PSDB) não economizou “torrou” dinheiro pra botar o povo na rua levantando o seu nome.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, Ruy “liberou geral” e gastou R$1.577.691,80, o que representa mais da metade de tudo que ele gastou na campanha: R$2.757.635,62.

Veja o Top 5 de gastos com militância entre os deputados federais:

  1. Ruy Carneiro (PSC) – R$1.577.691,80
  2. Romero Rodrigues (PSC) – R$421.131,14
  3. Wellington Roberto (PL) – R$321.900,00
  4. Dr Damião (UB) – R$201.031,96
  5. Luiz Couto (PT) – R$226.858,20

Blog do BG PB 

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Opinião

OPINIÃO ESTADÃO: A ignorância de Lula sobre o mercado

Eleições 2022: Lula sobre Bolsonaro: “Faz questão de ser ogro, ignorante e  de ofender” | VEJA

Como cidadão, o senhor Luiz Inácio Lula da Silva pode abominar o mercado, achar desprezível o jogo dos preços e comprar arroz, feijão, farinha, sapatos e medicamentos como se fossem produzidos, normalmente, sem a combinação de expectativas de mercado, estimativas de custos, tendências dos juros e, em muitos casos, de prospecções geopolíticas. É muito diferente, no entanto, a situação de um presidente eleito. Quem vai governar um país deve mostrar bom senso, realismo e conhecimento de fatos básicos do mundo real, mesmo sem formação especializada em assuntos econômicos, agronômicos, industriais, militares, legais, diplomáticos, sanitários e educacionais. O mercado, um ente às vezes mal compreendido e nem sempre visto com simpatia, é um componente dessa realidade.

Tendo sido líder sindical, parlamentar e presidente da República por dois mandatos, o vencedor da última eleição presidencial deveria mostrar-se mais familiarizado com esse fato. No entanto, o presidente eleito Lula da Silva tem agido, de forma insistente, como se fosse um recém-chegado ao mundo da responsabilidade pública e das grandes decisões. O tal mercado normalmente reage às declarações e ações de quem exerce ou vai exercer uma função relevante. Reações são especialmente compreensíveis quando essa função é a Presidência da República.

Qualquer pessoa com informação suficiente sobre o dia a dia dos negócios deve ser capaz de entender, portanto, os choques motivados por palavras desastradas de um cidadão recém-escolhido para governar o País.

Palavras desastradas têm sido fartas nos pronunciamentos do presidente eleito. Nada mais previsível que ações em queda e dólar em alta quando ele deixa antever qualquer desmando na condução das finanças públicas. No dia 10, ele falou da “tal estabilidade fiscal” como se fosse um assunto secundário. Diante da repercussão, acusou o mercado de ficar nervoso “à toa”. Mas as declarações infelizes têm mostrado mais que descuido ou imprudência. Revelam desconhecimento e preconceito.

Sim, o experiente político Lula mal conhece o mercado, ignora seu funcionamento e é preconceituoso em relação aos critérios de quem participa do jogo – nas finanças, na indústria, na agropecuária e nos serviços. Essa ignorância foi exibida, de forma inequívoca, na quinta-feira, quando ele se referiu à especulação: “Se eu falar isso, vai cair a bolsa, vai aumentar o dólar. Porque o dólar não aumenta e a bolsa cai por conta das pessoas sérias, mas por conta dos especuladores que vivem especulando todo santo dia”.

Ao revelar sua visão ingênua da especulação, o presidente eleito escancara seu despreparo para cuidar de certos assuntos e um preconceito surpreendente. Especulação, em sentido próprio, é, sim, coisa de gente séria. Quem toma decisões com base na avaliação de hipóteses, na ponderação de sinais às vezes muito limitados e em probabilidades às vezes mal conhecidas está especulando.

Uma alteração repentina do tempo no Brasil, na Austrália ou na Argentina pode motivar uma revisão das projeções no mercado agrícola no qual safras são negociadas desde antes do plantio, com preços sujeitos a muitos fatores, como chuvas ou estiagens fora dos padrões esperados ou mudanças nas políticas de juros.

Não só grandes negociantes participam do jogo. Um pequeno produtor de feijão leva em conta fatores bem definidos, como a política de preços mínimos, e outros bem menos seguros, como a expectativa de mercado, ao decidir a extensão do novo plantio. Com ou sem lances espetaculares, decisões baseadas em projeções, expectativas e às vezes em apostas elementares podem ocorrer em muitos mercados – nos de moedas, de ouro, de títulos públicos e privados, de combustíveis, de minerais estratégicos e de alimentos. Parte do dinheiro movimentado nesse cassino acaba financiando a produção valorizada por quem condena a tal especulação. Talvez algum economista do PT conheça esses fatos. Se passar a informação ao seu líder, poderá poupá-lo de novas demonstrações de apedeutismo.

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Brasil

PEC da Transição pode gerar déficit até o fim do governo de Lula e turbinar dívida pública

Foto: Cristiano Mariz/O Globo

A chamada “PEC da Transição”, a proposta de emenda constitucional apresentada pelo novo governo para garantir o Bolsa Família de R$ 600 e recompor verbas de programas sociais e investimentos, tem potencial de gerar um rombo nas contas públicas — quando as despesas são maiores que as receitas — que deve se estender até o fim do mandato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

Cálculos de economistas levam em conta o teor do texto apresentado ao Congresso na quarta-feira, que exclui quase R$ 200 bilhões do teto de gastos, a regra fiscal que limita o crescimento das despesas públicas.

Gerar déficits consecutivos até 2026 acarretaria problemas, como endividamento maior nos próximos anos, ampliando inflação e juros e reduzindo investimentos e crescimento econômico com a piora do cenário fiscal. Além disso, declarações feitas pelo presidente eleito na COP27 no Egito pioraram a percepção em relação à conjuntura atual.

Dívida de 100% do PIB

Pela segunda vez, Lula criticou o teto de gastos, dispositivo constitucional que proíbe o crescimento das despesas acima da inflação do ano anterior. Logo após as falas, houve impacto no mercado, o que acabou sendo amenizado ao fim do pregão com o anúncio da saída do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega da equipe de transição.

No formato apresentado, a PEC da Transição terá custo de R$ 198 bilhões por ano. Para analistas, o endividamento pode se aproximar de 100% do Produto Interno Bruto (PIB) ao fim do mandato de Lula. Além do custo, o prazo indefinido e a falta de transparência quanto ao uso dos recursos preocupam os especialistas.

O Globo

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Brasil

Bolsonaro está bem e deve voltar logo ao Planalto, diz Braga Netto

Braga Netto

O ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, general Walter Braga Netto (PL), disse nesta quinta-feira (17) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) está bem e que já se recuperou da erisipela em sua perna, infecção causada por uma bactéria. Segundo Braga Netto, Bolsonaro deve voltar a frequentar o Palácio do Planalto em breve.

“Deve voltar logo, já se recuperou da infecção. Tá tudo bem”, afirmou. A declaração do ex-ministro foi dada a jornalistas em frente ao Palácio da Alvorada, enquanto conversava com apoiadores de Bolsonaro. Braga Netto não definiu uma data para o retorno do chefe do Executivo ao Planalto.

Desde que perdeu a eleição, em 30 de outubro, Bolsonaro foi poucas vezes ao Palácio do Planalto. O presidente também não tem falado com apoiadores, como de costume, e deixou de fazer suas tradicionais lives de 5ª feira.

Em entrevista ao jornal O Globo, o vice-presidente e senador eleito Hamilton Mourão (Republicanos) disse que Bolsonaro foi diagnosticado com uma erisipela na perna. O senador eleito atribuiu a ausência do chefe do Executivo no Palácio do Planalto à doença dermatológica.

“É questão de saúde. Está com uma ferida na perna, uma erisipela. Não pode vestir calça, como é que ele vai vir para cá de bermuda?”, disse Mourão ao fim da cerimônia de recebimento das cartas credenciais de embaixadores estrangeiros, em que substituiu Bolsonaro.

A erisipela é uma doença causada por uma bactéria, que geralmente entra no organismo por meio de ferimentos na pele, como pequenos cortes, picadas de insetos e até micoses. Se não tratada de forma correta, a bactéria pode se disseminar para os vasos linfáticos e atingir o tecido subcutâneo e o gorduroso.

Poder360

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Brasil

Decretos de armas de Bolsonaro serão revogados pelo governo Lula, anuncia equipe de transição

Imagem: reprodução/CNN

O senador eleito Flávio Dino (PSB-MA), que tem liderado o grupo técnico de segurança na equipe de transição do governo, afirmou que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva vai revogar atos do presidente Jair Bolsonaro, que culminaram no aumento de acesso a armas pela população. O plano da gestão petista é que as medidas a serem adotadas pelo futuro governo afetem até mesmo quem já comprou armas na gestão Bolsonaro. O alvo principal são as armas de grosso calibre que teriam sido adquiridos a partir da liberação prevista em decretos editados pelo atual presidente.

Questionado sobre o assunto ao chegar no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde o governo de transição tem se concentrado em Brasília, Dino disse que o objetivo é fazer valer o que já estava previsto no estatuto do desarmamento de 2003.

“Eu estou falando como senador eleito. Aí sim, (deve-se revogar decretos que liberam armas). Não há dúvida que há um escopo principal do grupo, porque é um compromisso do presidente Lula e nós temos que ter um duplo olhar. O primeiro olhar: olhar daqui para frente. Nós temos uma lei vigente, o estatuto do desarmamento, que foi objeto de um desmonte por atos infralegais, abaixo da lei. Isso sem dúvidas é um tema fundamental do grupo de trabalho. É um tema que o presidente Lula escolheu e foi aprovado pela sociedade brasileira”, comentou Dino.

Segundo o senador, que é cotado para assumir o Ministério da Justiça, o grupo técnico ainda está avaliando o assunto em detalhes, para verificar cada ação que será tomada. “O tema daqui para trás é um tema que exige algumas reflexões. A primeira: existe direito adquirido a faroeste? Não. Existe direito adquirido a andar com fuzil, metralhadora? Não. Imaginemos a questão de um medicamento que hoje é permitido e amanhã passa a ser proibido. Alguém terá direito adquirido a continuar a tomar o medicamento? Não. É possível que haja um efeito imediato, inclusive no que se refere aos arsenais já existentes? Sim, é possível”, disse.

O senador afirmou ainda que deverá haver medidas para que ocorra a devolução de armamento pesado que já foi adquirido pela população. “E o que já está em circulação? Provavelmente vai haver uma modulação. Aquilo que for de grosso calibre, por exemplo, deve ser devolvido. Algum tipo de recadastramento no que se refere aos clubes de tiro. Vai haver fechamento generalizado de clubes de tiro? Seguramente não. Mas não pode ser algo descontrolado, não pode ser liberou geral. Todos os dias vocês noticiam tiros em lares, em vizinhança, bares, restaurantes, de pessoas que possuíam registro de CAC (registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador). Mostra que esse conceito fracassou. E, se fracassou, deve ser revisto.

Estadão Conteúdo

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Paraíba

Homem tenta matar ex-mulher em campus do IFPB no sertão e acaba preso

Um homem foi preso após invadir o campus do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) em Cajazeiras, no Sertão da Paraíba, e tentar matar a ex-companheira com golpes de faca, nesta quarta-feira (16). Segundo a Polícia Militar, a vítima já tinha uma medida protetiva contra o homem. Ela foi socorrida e resistiu ao ferimento.

De acordo com a polícia, a mulher é servidora do IFPB e estava trabalhando quando foi surpreendida pelo ex-companheiro. Ele estava munido de uma faca e desferiu um golpe contra o pescoço da mulher. Os vigilantes da instituição perceberam a ação e conseguiram conter o homem. A Polícia Militar foi acionada e o prendeu em flagrante.

A mulher foi socorrida incialmente por estudantes que presenciaram a ação, e em seguida foi levada para o Hospital Regional de Cajazeiras pelo Corpo de Bombeiros. A unidade de saúde informou que a vítima foi atendida e recebeu alta hospitalar.

A direção do IFPB em Cajazeiras informou que os vigilantes que trabalham na segurança do campus já sabiam que a trabalhadora tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, e que ele era proibido de entrar na instituição. A suspeita é que o homem tenha pulado um muro para ter acesso à mulher e cometer o crime.

O IFPB também afirmou que repudia qualquer violência, dentro e fora da instituição, e tranquilizou a comunidade acadêmica informando que esta foi uma ação pontual, e que a segurança do local foi reforçada.

O homem foi preso em flagrante e segue na Delegacia de Polícia Civil de Cajazeiras. Ele deve responder pela quebra da medida protetiva e por tentativa de feminicídio.

G1

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