Brasil

PEC DA TRANSIÇÃO: Entenda o ‘puxadinho’ de R$ 22,9 bi na proposta de Lula ao Congresso

O governo de transição do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já escolheu ao menos 250 pessoas para compor os grupos técnicos criados pela equipe do petista para discutir as ações do próximo mandato.

Entre os membros da equipe, 40 são ex-ministros de Lula ou da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e outros 10 são ou foram governadores.

Esses políticos estão divididos em 26 das 31 áreas técnicas instituídas pelo governo de transição de Lula. Um dos principais nomes é o de Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, que compõe o grupo técnico de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Mantega participa do governo de transição de forma voluntária. Ele não pôde ser nomeado para um dos cargos especiais de transição governamental, previsto na lei que regulamenta o período de transição entre governos, por ter sido condenado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no processo das pedaladas fiscais, que resultaram no impeachment de Dilma em 2016.

Assim como ele, a maioria deve atuar na equipe de transição voluntariamente, pois a legislação permite que apenas 50 pessoas assumam os cargos especiais de transição governamental.

R7

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Política

Projeto de José Serra quer limitar gastos do governo durante eleições

José Serra reassume mandato no Senado após tratar Parkinson

O senador José Serra (PSDB-SP) propôs um Projeto de Lei Complementar (PLP) para limitar os gastos públicos durante o período eleitoral. Se aprovado, o governo federal ficará obrigado a encaminhar ao Congresso Nacional um relatório de perspectivas econômicas e fiscais antes das eleições.

O relatório, além de levar em conta todas as informações econômicas e fiscais disponíveis, deverá, entre outros itens, incluir a projeção de custo do cumprimento de cada programa dos ministérios que integram o governo.

Qualquer nova despesa pública deverá ser compatível com o que consta no documento. “O relatório de perspectivas econômicas e fiscais pré-eleitorais deverá ser assinado pelo presidente da República e pelo ministro da Economia, sendo que a não veracidade das informações implicará crime de responsabilidade”, propõe.

Se constatadas irregularidades, qualquer senador ou deputado federal poderá solicitar inspeção ao Tribunal de Contas da União (TCU) para verificar se, durante o período eleitoral, o governo mantém o cumprimento do relatório.

Metrópoles

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Paraíba

Alckmin anuncia Veneziano para integrar equipe de transição do governo

O vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou na manhã desta quarta-feira (16) o nome do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB) para compor o Grupo Técnico do Turismo na equipe de transição do governo Lula.

Veneziano é o primeiro paraibano a integrar a equipe, formada por 31 grupos temáticos.

Vital disputou o Governo da Paraíba pelo MDB nas eleições deste ano e contou com o apoio de Lula. O parlamentar ficou em quarto lugar na disputa pelo comando do Palácio da Redenção.

No segundo turno, o emedebista apoiou Pedro Cunha Lima (PSDB), derrotado na disputa contra João Azevêdo (PSB).

MaisPB

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Brasil

Lula se recusa a falar sobre uso de jato de empresário para viagem à COP

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado nesta quarta-feira (16) sobre ter viajado à COP27, no Egito, no jato do empresário José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, fundador da Qualicorp e dono da QSaúde. “Depois”, limitou-se a dizer Lula, quando questionado pela Folha se poderia falar sobre o caso.

A resposta aconteceu em meio ao empurra-empurra de apoiadores que aproveitavam a saída de Lula da reunião com governadores da Amazônia, na manhã desta quarta-feira (16) na COP27 do Clima, em Sharm El- Sheikh. O presidente eleito cumprimentou rapidamente as pessoas mais próximas —entre centenas que acompanhavam o evento do lado de fora do pavilhão amazônico— mas evitou responder perguntas.

Aliados de Lula reconhecem desgaste com favores de empresários aceitos pelo petista após as eleições, mas saem em defesa do presidente eleito sob a alegação de que não há desvio ético nem ilegalidade jurídica. O constrangimento é exposto pela necessidade de ter que dar explicações públicas e pelas críticas de opositores, embora auxiliares de Lula digam ser uma “crise artificial”.

A fonte de desconforto está nessa viagem de Lula à COP27. O petista embarcou na segunda-feira (14) para participar da conferência da ONU sobre mudanças climáticas. Como revelou a coluna Mônica Bergamo, da Folha, a aeronave em que viaja Lula é do modelo Gulfstream, com capacidade para transportar 12 pessoas e autonomia para voar direto ao país africano.

Lula e Seripieri são amigos há cerca de dez anos. Durante a campanha eleitoral deste ano, o empresário foi um dos primeiros com quem o petista concordou em se reunir para tratar de suas propostas de governo.

O empresário firmou acordo de delação com o Ministério Público em 2020 e confessou o crime eleitoral de caixa dois em um caso envolvendo o senador tucano José Serra (SP).

Seripieri Filho, conhecido como Júnior, ficou preso por três dias em julho de 2020 em decorrência da Operação Paralelo 23, que investigou pagamentos para a campanha de Serra ao Senado em 2014.

Ele se tornou réu acusado de corrupção, lavagem e caixa dois na Justiça Eleitoral de São Paulo. O senador também responde ao processo. A investigação ocorreu no âmbito de um conjunto de inquéritos apelidado de “Lava Jato Eleitoral”, por envolver desdobramentos de delações enviados a esse braço do Judiciário.

No fim de 2020, o ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso homologou acordo de colaboração de Seripieri firmado com a Procuradoria-Geral da República. O compromisso previa o pagamento de R$ 200 milhões pelo empresário como ressarcimento aos cofres públicos.

Os termos do acordo, assim como detalhes dos depoimentos, permanecem sigilosos até hoje.

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Brasil

Deputado do PL aciona PGR para investigar ida de Lula à COP27 em jatinho de empresário

Em entrevista à Jovem Pan News nesta terça-feira, 15, o deputado Sanderson (PL) afirmou que entrou com uma procuração na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que seja feita uma investigação do uso de um jato do empresário José Seripieri para levar o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2022, no Egito.

“Eu encarei como deboche. Um presidente que acabou de sair da cadeia por corrupção e um empresário que também foi preso e só está nas ruas porque fez delação premiada, ou seja, com um acordo com o Estado. Essa relação precisa ser investigada em toda a sua extensão. Encaminhei ontem mesmo à tarde ao procurador-geral um ofício de procuração pedindo para fazer investigação. Primeiro, para saber por que razão um empresário envolvido em corrupção recentemente empresta ou dá carona a uma presidente eleito que até pouco tempo atrás estava preso também por corrupção. O que levou o empresário emprestar ou dar carona justamente agora neste momento em que o Lula está trabalhando para formar sua equipe. É isso que eu estou buscando. Me parece que esse jato não poderia ter sido fretado já que é um jato particular”, esclarece.

A notícia do uso da aeronave do fundador da Qualicorp e dono da Qsaúde foi recebida de forma negativa. Em resposta, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin afirmou que não houve empréstimo e que Júnior, como é conhecido o empresário estava indo para o evento e Lula se encontrava no mesmo avião.

“O proprietário está indo junto para a COP, então ele também vai participar da COP, está indo junto, não tem empréstimo, estão indo juntos no mesmo avião. Estão indo mais pessoas, ex-governador, lideranças políticas, ambientais. Enfim, todos juntos”, afirmou. Sanderson reforçou que Lula corrompe empresários para conseguir favores pessoais e que acredita em tráfico de influência.

Jovem Pan

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Mundo

Donald Trump anuncia candidatura à presidência dos Estados Unidos em 2024

Donald Trump entregou nesta terça-feira (15) às autoridades eleitorais americanas um documento com a sua candidatura às eleições presidenciais de 2024.

O ex-presidente formalizou a candidatura em documento enviado à Comissão Eleitoral Federal, momentos antes de um anúncio programado para apoiadores em sua luxuosa residência em Mar-a-Lago, na Flórida.

Durante discurso para centenas de apoiadores, Trump afirmou que os Estados Unidos estão “de volta”. O ex-presidente disse que em seu primeiro mandato os EUA foram um país em paz, próspero e respeitado no cenário internacional.

O ex-presidente também afirmou que vai trabalhar para ‘garantir que Biden não fique mais quatro anos’ na Casa Branca. Para concorrer novamente, Donald Trump terá que vencer as primárias do partido Republicano.

R7

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Brasil

PEC que pode tirar Auxílio Brasil do teto de gastos será apresentada nesta quarta

A proposta elaborada pela equipe de transição do novo governo, chamada de PEC da Transição, deve ser apresentada ao relator do Orçamento, senador Marcelo Castro (MDB-PI), nesta quarta-feira (16). O texto tem como principal objetivo garantir a retirada do Auxílio Brasil do teto de gastos a partir de janeiro.

A engenharia orçamentária prevê reservar R$ 175 bilhões para o programa social e liberar R$ 105 bilhões para outras demandas do governo.

Segundo o relator, a previsão é alinhar pontos da proposta com os líderes do Congresso Nacional para só depois ir atrás do apoio dos parlamentares. “Assim que houver concordância do texto, do que vai compor esse espaço orçamentário, a gente partiria para pegar as assinaturas e pôr a PEC para tramitar”, afirmou.

O conselho dos 14 partidos que assessoram o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na transição do governo já manifestou apoio à proposta.

Para aprovação de uma PEC é necessário o aval de três quintos dos senadores (49 dos 81 votos possíveis) e dos deputados (308 votos entre 513), em dois turnos de votação. A proposta precisa começar por uma das Casas e, no caso da PEC de Transição, a previsão é começar pelo Senado.

R7

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Política

VÍDEO: Mulher pergunta a Gilmar Mendes se “crime compensa” no Brasil

Uma mulher perguntou ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes se o “crime compensa no Brasil” em abordagem feita nesta terça-feira (15.nov.2022) em Nova York, nos Estados Unidos. “Não sei”, respondeu Gilmar, que aparentou confusão e constrangimento com o comentário. O ministro esteve em Nova York para a 1ª edição da Lide Brazil Conference, que reuniu autoridades brasileiras ontem e hoje.

O momento foi registrado em vídeo, que circula nas redes sociais.

A mulher se comunica amistosamente com Gilmar em espanhol e diz estar “muito feliz” com o “futuro presidente do Brasil”, em referência à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em seguida, faz o questionamento, desta vez em português: “O crime compensa no Brasil?”

Poder360

 

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Política

Após licença, João volta ao comando do Governo pensando no futuro secretariado

João Azevedo sob pressão para definição de chapa - Por Gildo Araújo -  Polêmica Paraíba - Polêmica Paraíba

O governador João Azevêdo (PSB) retorna a partir de hoje ao comando do Palácio da Redenção. Ele havia se licenciado do cargo, após o segundo turno das eleições. A vice, Lígia Feliciano (PDT), estava como governadora em exercício.

No retorno João terá o desafio de montar a equipe de secretários e auxiliares para o segundo mandato.

E apesar de ir para um segundo mandato, não é uma tarefa simples.

Para a próxima gestão ele terá que acomodar os novos e antigos aliados. Na lista dos mais ‘jovens’ estão nomes do Progressistas e, provavelmente, do PT; além de deputados que não conseguiram êxito este ano, a exemplo de Polyanna Dutra (PSB), Ricardo Barbosa (PSB) e Julian Lemos (União).

Há também membros da gestão João I, que deixaram os cargos e podem voltar. O ex-secretário Geraldo Medeiros encabeça esse grupo. Geraldo, aliás, foi o mais importante secretário da gestão no primeiro mandato. Esteve à frente da Saúde, durante a pandemia.

JornalPB

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Brasil

TSE aponta irregularidade grave em doação ao PT feita por dono de jatinho que levou Lula para o Egito

Imagem: reprodução

Dentre as irregularidades graves apontadas pelo relatório de exames de contas do TSE, há um capítulo dedicado à doação de R$ 660 mil feita ao PT pelo bilionário José Seripieri Júnior, o mesmo que levou Lula para Sharm El Sheik, em seu jatinho particular.

O documento aponta “descumprimento do prazo” de 72 horas para entrega de relatório financeiro sobre a doação feita no dia 27 de setembro. O PT só encaminhou a justificativa seis dias depois, em 3 de outubro, já encerrado o primeiro turno. “Irregularidade grave”, diz a área técnica.

Júnior também doou R$ 500 mil para a campanha de Lula, se tornando o segundo maior doador individual do petista.

O Antagonista

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