Brasil

PEC do Estouro deve ser votada nesta terça no plenário da Câmara

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Estouro deve ser votada nesta terça-feira (20) no plenário da Câmara, conforme anunciado pelo presidente da Casa na última quinta-feira (15).

A PEC que busca viabilizar o pagamento de R$ 600 mais o adicional do Auxílio Brasil –ou Bolsa Família, caso o nome seja alterado– no ano que vem.

A aprovação da PEC do Estouro estava travada na Câmara por conta da disputa entre os partidos por cargos na futura Esplanada dos Ministérios.

No domingo (18), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), se reuniram para tentar resolver o impasse.

O grupo ligado a Lira quer postos no primeiro escalão do governo para garantir os votos, mas Lula resiste.

No mesmo dia, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na noite que os benefícios destinados a garantir uma renda mínima aos brasileiros sejam excluídos do teto de gastos.

Ele também afirmou que os recursos para o aumento do benefício podem ser obtidos pela abertura de um crédito extraordinário por meio de medida provisória.

A medida interfere diretamente na queda de braço entre o governo eleito e o Congresso para a aprovação da PEC do Estouro, que provoca um aumento das despesas públicas de cerca de R$ 200 bilhões.

Com o aval do STF para reajustar o Bolsa Família por meio de medida provisória, o governo eleito fica menos dependente da aprovação da PEC.

CNN Brasil

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Brasil

Bolsonaro exonera Silvinei Vasques, diretor-geral da PRF

O presidente Jair Bolsonaro (PL) exonerou o diretor-geral da Polícia Rodovária Federal (PRF), Silvinei Vasques. Vasques é réu por impropidade administrativa desde o final de novembro por pedir votos para Bolsonaro durante a corrida presidencial e comandou a corporação durante bloqueios nas estradas no Segundo Turno do pleito.

A exoneração foi publicada na edição desta terça-feira (20) do “Diário Oficial da União (DOU) e assinada pelo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

O juiz José Arthur Diniz Borges, da 8ª Vara Federal do Rio de Janeiro, aceitou no final de novembro uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra Silvinei Vasques. Com isso, ele se tornou réu por improbidade administrativa.

O pedido do MPF foi apresentado no dia 15 de novembro. Na ocasião, o órgão argumentou que Silvinei Vasques fez uso indevido do cargo ao, por exemplo, ter pedido votos para o presidente Jair Bolsonaro (PL), que disputou a reeleição e foi derrotado por Lula (PT).

Em nota na ocasião, a PRF disse que “acompanhava com naturalidade a determinação de citação” de Vasques.

Além disso, um inquérito aberto pela Polícia Federal (PF) investiga blitze da PRF no dia do segundo turno da eleição: contrariando determinação da Justiça, agentes pararam ônibus que faziam transporte gratuito de eleitores. A corporação alega que fiscalizou questões técnicas dos veículos, como condições de pneus.

A conduta de Silvinei é alvo de investigação diante dos bloqueios ilegais de rodovias, promovidos por apoiadores de Bolsonaro depois que ele perdeu a eleição. O MPF aponta que há indício de omissão da PRF por motivos políticos.

G1

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Paraíba

“Onde tem PT, tem desordem” diz prima de Bolsonaro durante diplomação em SP

Foto: Alesp

A deputada estadual eleita Valéria Bolsonaro (PL), prima de Jair Bolsonaro (PL), disse que já esperava as vaias recebidas durante sua diplomação, realizada nesta segunda-feira, 19, na capital paulista.

Em entrevista ao Terra, ela culpou o Partido dos Trabalhadores (PT), legenda do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, pela “desordem”.

No momento em que Valéria foi chamada ao palco para receber a diplomação, foi possível ouvir vaias e gritos da plateia, composta por convidados, assessores dos parlamentares e pelos próprios políticos eleitos. Mas, em meio as vaias, alguns gritos de apoio também foram ouvidos.

“A gente já esperava essa reação. A gente pôde perceber que tem muita gente aí que é do lado esquerdo e faz bagunça, faz barulho. São pessoas que não conseguem ter o mínimo de educação para se comportar dentro de um ambiente. Então até que foi tranquilo. Em 2019 teve briga, polícia, foi uma confusão danada”, disse em entrevista.

Terra

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Política

”Mudanças em Janeiro”, revela Governador Azevêdo sobre reforma administrativa no Estado

João Azevêdo é reeleito governador da Paraíba
Antes da solenidade de diplomação do segundo mandato como governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB) confirmou que fará em janeiro uma reforma administrativa no quadro de auxiliares para o próximo ano. À imprensa, João afirmou que apesar de ter sido reeleito, a partir do próximo ano será iniciado um novo governo.

“Até 31 de dezembro todos os secretários estão nos postos e a partir de janeiros vamos iniciar um novo ciclo. As reformas acontecerão, por mais que seja um governo de continuidade, são dois mandatos diferentes. Primeiro esse precisa ser concluído, fechar toda a contabilidade, para que a gente possa iniciar o novo mandato”, explicou.

Os nomes e as pastas, por enquanto, têm sido mantidas em mistério.

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Política

TRE-PB reprova contas de campanha de Aguinaldo Ribeiro; confira documento

Aguinaldo Ribeiro será novo líder do governo na Câmara - Brasil 247
O deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas) teve suas contas de campanha reprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB) durante a sessão ordinário realizada na manhã desta segunda-feira (19). Conforme apurou o ClickPB, a decisão a corte seguiu por unanimidade o parecer do relator, o juiz Fábio Leandro de Alencar Cunha.

De acordo com advogados eleitorais consultados, a reprovação das contas não inviabiliza a diplomação às 16h, nesta segunda-feira, no Centro de Convenções, em João Pessoa.

Aguinaldo Ribeiro é um dos principais nomes do Progressistas na Paraíba e foi reeleito deputado federal com 135.001 votos, sendo o segundo mais votado no estado no pleito de 2022.

O Ministério Público Eleitoral apontou o uso de recursos de origem não identificada e a ausência de comprovação de despesas, além da aplicação irregular de verbas.

Blog do BG PB com Clickpb

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Política

JUSTIÇA: Dos 12 deputados federais da PB, quatro podem ter contas de campanha reprovadas; confira lista

Bancada paraibana na Câmara Federal: todos são homens e maioria é branco e em reeleição | Eleições 2022 na Paraíba | G1

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) deve julgar ainda nesta segunda-feira (19), as contas de seis deputados federais paraibanos eleitos em 2022.

Até o momento faltam ser julgadas as contas de Aguinaldo Ribeiro, Damião Feliciano, Gervásio Maia, Luiz Couto, Ruy Carneiro e Wilson Santiago.

Os outros seis deputados eleitos já tiveram as contas julgadas e aprovadas pelo TRE. Alguns com ressalvas.

Deputado com contas reprovadas:

Aguinaldo Ribeiro (Progressistas): MPE seguiu indicação da comissão do TRE-PB e pediu desaprovação, além de devolução de R$ 778.335,29. O Ministério Público Eleitoral apontou o uso de recursos de origem não identificada e a ausência de comprovação de despesas, além da aplicação irregular de verbas

Deputados com contas aprovadas:

Cabo Gilberto Silva (PL): contas aprovadas após julgamento do TRE-PB.

Wellington Roberto (PL): comissão do TRE-PB havia indicado desaprovação das contas e devolução de R$ 40,2 mil. MPE seguiu o mesmo entendimento. Em julgamento, o TRE-PB divergiu dos relatórios e aprovou as contas com ressalvas.

Hugo Motta (Republicanos): comissão do TRE-PB havia indicado desaprovação e devolução de R$ 40 mil. O MPE seguiu o mesmo entendimento por desaprovação e devolução. Porém, em julgamento, o TRE-PB aprovou as contas, com ressalvas.

Mersinho Lucena (Progressistas): comissão do TRE-PB havia indicado aprovação com ressalvas. O MPE opinou pela desaprovação e devolução de R$ 20 mil. Porém, em julgamento, o TRE-PB aprovou as contas.

Murilo Galdino (Republicanos): comissão do TRE-PB havia indicado aprovação com ressalvas e devolução de R$ 8.999,94. MPE opinou pela aprovação, com ressalvas, e devolução de R$ 8.999,94. Em julgamento, o TRE-PB aprovou as contas com ressalvas.

Romero Rodrigues (PSC): comissão do TRE-PB havia indicado aprovação com ressalvas. O MPE seguiu o mesmo entendimento. Em julgamento, o TRE-PB manteve o entendimento e aprovou as contas com ressalvas.

Deputados que aguardam julgamento do TRE-PB:

Ruy Carneiro (PSC): comissão do TRE-PB havia indicado desaprovação e devolução de devolução de R$ 693.100,00. MPE seguiu o mesmo entendimento. Falta julgamento do TRE-PB.

Wilson Santiago (Republicanos): comissão do TRE-PB havia indicado desaprovação das contas e devolução de R$ 171.234,74. MPE seguiu o mesmo entendimento. Falta julgamento do TRE-PB.

Damião Feliciano (União Brasil): comissão do TRE-PB havia indicado desaprovação das contas e devolução de R$ 54.436,25. MPE opinou por aprovação com ressalvas e devolução de R$ 57.677,75. Falta julgamento do TRE-PB.

Gervásio Maia (PSB): comissão do TRE-PB havia indicado desaprovação e devolução de R$ 666 mil. MPE também opinou por desaprovação e devolução de R$ 633 mil. Falta julgamento do TRE-PB.

Luiz Couto (PT): comissão do TRE-PB havia indicado aprovação com ressalvas e devolução de R$ 1.515. O MPE seguiu o mesmo entendimento. Falta julgamento do TRE-PB.

Fonte83

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Política

URGENTE: STF forma maioria para considerar “orçamento secreto” inconstitucional

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de votos em seu plenário para considerar as emendas de relator no Orçamento como inconstitucionais.

Autor do penúltimo voto, o ministro Ricardo Lewandowski acompanhou em sua totalidade o voto de Rosa Weber. Ele disse que, desde a decisão liminar da ministra Rosa Weber no ano passado, as mudanças do Congresso Nacional foram tímidas – mesmo as medidas aprovadas na sexta-feira (16) pelo Legislativo .

“Data vênia, apesar dos esforços, o Congresso Nacional não conseguiu se adequar às exigências estabelecidas por esta Suprema Corte, no que tange aos parâmetros constitucionais que devem se enquadrar todas essas iniciativas que dizem respeito ao processo de orçamentação ora em curso”, disse Lewandowski no início de seu voto.

Ele chamou a resposta de Pacheco aos requerimentos da Suprema Corte de “insatisfatória”. “Continua o sigilo, continua a obscuridade quanto ao destino dessas emendas e quanto suas origens”, afirmou.

Lewandowski – que na sexta-feira prometeu levar as mudanças do Congresso em consideração em seu voto, disse que tais mudanças não podem deixar o chefe do Executivo “alheio” ao Orçamento. Com isso, os problemas apontados na ação inicial continuam, concluiu o ministro.

Até agora, votaram pela inconstitucionalidade, além de Lewandowski, Cármen Lúcia, Fux, Barroso, Fachin e a relatora, Rosa Weber. Uma segunda corrente formada Dias Toffoli, Nunes Marques, André Mendonça e Alexandre de Moraes sugeriu alterações na regulamentação dessas emendas.

O Antagonista

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Brasil

Haddad diz que decisão de Gilmar não descarta PEC fura-teto

A decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de permitir o pagamento do Auxílio Brasil fora do teto de gastos traz conforto aos beneficiários, mas não substitui a PEC fura-teto.

É o que disse o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao chegar no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde funciona o governo de transição.

“Nós vamos continuar na mesa discutindo o que é melhor para o país. Isso dá conforto para os beneficiários do Bolsa Família que não é por desentendimento no Congresso Nacional que eles ficarão desamparados“, disse.

Para o futuro ministro, a destinação de verbas para o auxílio não é o único propósito da PEC. Ele disse que há uma série de problemas orçamentários deixados pelo atual governo, de Jair Bolsonaro (PL), que precisam ser corrigidos.

“Nós temos um problema, por exemplo, na Previdência Social que foi feito durante o processo eleitoral. Retiraram os filtros do cadastro e colocaram todo mundo para dentro. Isso dá impacto entre R$ 16 bilhões e R$ 22 bilhões“, disse.

Segundo Haddad, logo no início de sua gestão serão anunciadas medidas para controlar o volume de gastos do governo. “O que nós queremos é transparência, institucionalidade e robustez para dar clareza para o país como é que nós vamos resolver o rombo gerado pelo governo Bolsonaro“, disse, sem entrar nos detalhes de quais medidas serão tomadas.

Poder360

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Brasil

Número de ministérios e partidos apoiadores: Conta do governo Lula não fecha

Quando Luiz Inácio Lula da Silva anunciou os primeiros cinco nomes de seu ministério, no último dia 10, declarou que “na semana que vem” anunciaria “pelo menos o dobro” de nomes. A “semana que vem” passou e o presidente eleito fez apenas um anúncio, e, ainda assim, para o comando de uma empresa pública federal — o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que será presidido pelo ex-ministro Aloizio Mercadante.

A falta de definições na montagem do primeiro escalão do Poder Executivo expõe a dificuldade de formar uma equipe que faça justiça à expressão “frente ampla”, que marcou a coligação responsável pelo suporte político à vitória de Lula, tanto no primeiro quanto no segundo turno da eleição presidencial — e que, nas últimas semanas, está sendo reforçada por partidos como MDB, PSD e União Brasil.

A menos de duas semanas para a posse, pouco foi anunciado pelo presidente eleito. A expectativa, agora, é pelo reinício das divulgações de membros do primeiro escalão do governo nesta semana que antecede o Natal. Até agora, dos nomes tornados públicos pelo futuro presidente, dois são do PT — Rui Costa (Casa Civil) e Fernando Haddad (Fazenda); dois são ex-ministros de gestões petistas — José Múcio Monteiro (Defesa) e Mauro Vieira (Relações Exteriores); um é mais próximo de Lula do que de seu partido de filiação – Flávio Dino, senador eleito pelo PSB-MA, ocupará o Ministério da Justiça e Segurança Pública; e uma é ligada aos movimentos sociais – Margareth Menezes (Cultura) —, que se autoanunciou futura ocupante da pasta na portaria do CCBB, onde funciona o governo de transição.

Na semana que passou, a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (PR), ao ser perguntada pela jornalista Míriam Leitão, da GloboNews, sobre onde está a frente ampla, pediu “calma” porque “tem muito ministério ainda para anunciar”. O redesenho da Esplanada, pelo menos, foi anunciado no sábado por Rui Costa. Serão 37 pastas, duas a menos que o recorde da ex-presidente Dilma Rousseff, que chegou a ter 39.

Um número elevado, mas insuficiente para acomodar a quantidade de candidatos dos partidos aliados às vagas disponíveis. Quando esteve com Lula, há duas semanas, para apresentar as demandas do Solidariedade, o deputado Paulinho da Força (SP) deu o tom das dificuldades para transformar a frente ampla em governo de coalizão. “Talvez alguns ainda imaginem que há disputa de cargos, ‘quero isso, quero aquilo’. Mas, para construir maioria, Lula vai ter que negociar com os demais partidos que não estavam na base dele nas eleições, nem têm expectativa de estar agora”, disse, abrindo ainda mais o leque da governabilidade.

Tripé político

A base que se dispõe a assegurar a governabilidade dos primeiros meses do terceiro mandato de Lula pode ser dividida em três grupos: a federação PT/PCdoB/PV; os sete partidos progressistas que se uniram para caminhar com Lula ainda no primeiro turno eleitoral (PSB, Solidariedade, Pros, Avante, Agir e federação PSol/Rede), mais o PDT, que aderiu após o naufrágio da candidatura de Ciro Gomes à Presidência; e os partidos de centro e centro-direita (MDB, PSD e União Brasil) que se integraram à frente ampla a partir da vitória da chapa do petista. O problema é como acomodar tantas forças que divergem entre si e, também, internamente.

O PT, força amplamente majoritária à esquerda, tem muita dificuldade para ceder espaços de poder. Além de protagonizar os primeiros anúncios de cargos do primeiro escalão, o partido se posiciona de forma pouco flexível na negociação de pastas nas quais se vê historicamente vinculado, como Desenvolvimento Social, Educação, Agricultura Familiar e Alimentação saudável (ex-Desenvolvimento Agrário) e Direitos Humanos, além dos órgãos dedicados a atender movimentos identitários, como Mulheres, Igualdade racial e Povos Originários.

O PT admite repartir algum poder com legendas aliadas da esquerda, como Meio Ambiente, que tem na ex-ministra e deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP) o principal nome para ocupar o cargo. O PDT não reclamaria se retornasse ao Ministério do Trabalho. E o Ministério da Previdência também pode ficar com um aliado do campo progressista.

Sem trampolim para Tebet

É na disputa pelos ministérios do Desenvolvimento Social e da Educação que o PT complica a vida do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva na formação do primeiro escalão do futuro governo. Aliada desde que foi derrotada pelo petista no primeiro turno da corrida ao Palácio do Planalto, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) era dada como certa na pasta do Desenvolvimento Social, que abriga o programa mais importante do PT — o Bolsa Família. Ela foi uma das coordenadoras do grupo correlato do gabinete de transição, conhece a situação deixada pelo atual governo de Jair Bolsonaro e já declarou que não está disposta a ser realocada em outro ministério.

Mas o PT não a quer no cargo — passar a Tebet a poderosa plataforma que o Bolsa Família pode ser para as próximas eleições. Lula, porém, tem uma dívida de gratidão pelo apoio que recebeu dela no segundo turno da eleição, considerado fundamental para a apertada vitória sobre Bolsonaro.

O MDB negocia mais duas pastas. Uma já está bem encaminhada, que é o Ministério do Planejamento, oferecido por Lula ao senador eleito e ex-governador de Alagoas Renan Filho. Ele representaria a bancada emedebista no Senado. Na Câmara, o padrinho da indicação é o governador reeleito do Pará, Hélder Barbalho, campeão nacional de votos em outubro e responsável pela eleição de nove deputados federais. Na mira, uma das pastas ligadas à infraestrutura.

Para o PSD e o União Brasil devem ser destinadas duas vagas para cada legenda, entre Agricultura, Minas e Energia, Transportes, Indústria e Comércio Exterior, Turismo, Desenvolvimento Regional e Pesca.

Situação difícil se encontra o PSB, do vice-presidente eleito Geraldo Alckmin. Com um desempenho aquém do esperado nas eleições de outubro — reelegeu apenas dois governadores, além das bancadas na Câmara e no Senado terem sido desidratadas —, o partido ambicionava três cargos. Entre eles, a cobiçada cadeira de ministro das Cidades para abrigar o ex-governador Marcio França. Mas deve se contentar com Ciência e Tecnologia, além do Ministério da Justiça e Segurança Pública, com Flávio Dino.

Nesse organograma, sobra pouco espaço para a pluralidade de raça e de gênero prometida por Lula. Até agora, apenas dois cargos de relevo foram destinados às mulheres negras: os de ministra da Cultura, com Margareth Menezes, e o de secretária-geral do Itamaraty, com Maria Laura da Rocha. Tebet ajudaria a melhorar essa relação, assim como Nísia Trindade, presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cotada para o Ministério da Saúde.

Na Educação, a atual governadora do Ceará, Izolda Cela, era tida como nome forte, mas acabou atropelada pela intransigência do PT em ceder a vaga. Ela, que era do PDT e é especialista em políticas públicas para educação, foi ultrapassada pelo senador eleito pelo estado, Camilo Santana (PT), a convite de Lula. Pelas indicações dos partidos até agora, a lista de pretendentes segue majoritariamente formada por homens brancos. Mas esse é outro problema que Lula terá que resolver.

Correio Braziliense

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Paraíba

TRE-PB retotaliza votos do Republicanos e confirma Bosco Carneiro na ALPB

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) fará nesta segunda-feira (19) a retotalização de votos da eleição proporcional para deputado estadual. A medida ocorre por determinação do Tribunal Superior Eleitoral, após cassação do registro de candidatura de Márcio Roberto, que saiu vitorioso das urnas.

A partir da cassação e retotalização dos votos, João Bosco Carneiro Júnior será anunciado eleito para Assembleia Legislativa. A retotalização deve causar alterações também no quadro de suplentes para o parlamento estadual.

“É de conhecimento de todos, sobretudo dos advogados e dos políticos, que o Tribunal Superior Eleitoral determinou uma nova retotalização com relação às eleições da Paraíba, no primeiro turno, eleição proporcional, no sentido que o Márcio Roberto sai da condição de deputado e entra João Bosco Carneiro. Quando há essa alteração, determinada pelo Superior Tribunal Eleitoral, vem toda uma consequência, uma cadeia, mudando inclusive os suplentes”, explicou a presidente do TRE-PB, desembargadora Fátima Bezerra.

MaisPB

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