Brasil

“Faça a hora que quiser fazer”, diz Lula sobre Congresso criar CPI do 8/1


Foto: CARLOS COSTA / AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse neste sábado (21) em Portugal que o Congresso pode criar a CPI mista do 8 de janeiro quando ele quiser, sem interferência do governo federal.

“CPI é por conta do Congresso Nacional. Decida quando quiser decidir. Faça a hora que quiser fazer. O presidente da República não vota no Congresso Nacional. Eles decidem.”

Ao lado do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, Lula demonstrou incômodo com pergunta sobre problemas internos do Brasil e disse que tomará uma decisão sobre o futuro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) quando retornar ao país. “Quando eu voltar vou tomar a decisão que eu achar mais importante para o Brasil”, disse.

Na última quarta-feira (19), o ministro-chefe do GSI, general Gonçalves Dias, pediu demissão do cargo após a divulgação de imagens que colocam em xeque a atuação do órgão durante o ataque golpista de 8 de janeiro.

A saída dele do governo ocorreu pouco depois de uma reunião com o presidente, que aceitou o pedido de demissão. Trata-se da primeira queda de ministro na atual gestão, três meses e 19 dias depois do começo do mandato.

Com informações de Folha de S. Paulo

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Brasil

VÍDEO: Bolsonaro fala em “expurgar” adversários do Brasil


Foto: JOE SKIPPER/REUTERS

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou ter esperança de que o Brasil “voltará ao seu eixo normal” com o “expurgo” de seus adversários.

A declaração foi dada nesta sexta-feira (21.abr.2023) durante videochamada com a deputada federal Amália Barros (PL-MT) e o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) na 1ª Confraternização dos Conservadores de Lucas do Rio Verde (MT).

Bolsonaro também disse ser importante manter viva a memória de seu governo para que ele não seja “esquecido”.

“É muito importante a gente não deixar o que foi plantado nos últimos 4 anos esquecido. Parabéns ao Cattani, a Amália, a vocês que votaram neles. Um país rico. Tentam que eu seja esquecido por parte da política brasileira. Temos muita esperança que o Brasil brevemente voltará ao seu eixo normal com o expurgo daquelas pessoas que nunca nada fizeram pela nossa pátria“, afirmou Bolsonaro.

A declaração foi postada por Cattani em seu perfil no Instagram:

Poder360

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Brasil

VÍDEO: Ucranianos protestam contra Lula em frente à embaixada brasileira em Lisboa


Foto: Reuters

Agitando bandeiras e segurando fotografias do conflito, ucranianos se reuniram em frente à embaixada brasileira em Lisboa, nesta sexta-feira (21), para protestar contra comentários recentes sobre a guerra na Ucrânia feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Lula, que faz visita oficial de cinco dias em Portugal, causou polêmica nos EUA e na Europa, por sugerir que tanto a Ucrânia quanto a Rússia eram os culpados pelo conflito, que começou quando Moscou invadiu seu vizinho em fevereiro de 2022.

Confira abaixo:

O presidente brasileiro disse no fim de semana passado que os Estados Unidos e os aliados europeus deveriam parar de fornecer armas à Ucrânia, dizendo que estavam prolongando a guerra.

Nos últimos dias, ele abrandou sua retórica, condenando a violação da integridade territorial da Ucrânia pela Rússia, ao mesmo tempo em que pediu uma mediação para acabar com a guerra, em uma iniciativa de paz. O governo ucraniano criticou a atitude, por tratar “a vítima e o agressor” da mesma forma.

A refugiada ucraniana Yana Kolomiiets, que está em Portugal há quatro meses, participou do protesto em Lisboa, e disse ter se sentido “terrível” ao ouvir os comentários de Lula.

“Isso me deixou tão chateado porque não sei como o presidente do Brasil pode apoiar Putin… esse assassino”, disse a jovem de 27 anos.

CNN Brasil

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Política

(VÍDEO) Prefeito na Grande JP pede ajuda da Polícia e MP para coibir agiotagem

O prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, usou as redes sociais nesta sexta-feira (21) para pedir ajuda à Polícia Federal e ao Ministério Público para coibir a agiotagem e a propaganda irregular que vem acontecendo nas cidades da Paraíba.

Vitor destacou que apesar de ser registrado com abundância em Cabedelo, este não é um problema localizado.

O prefeito relatou que já tentou, sem sucesso, identificar os responsáveis.

Blog do BG PB com

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Mundo

Partidos da direita de Portugal prometem protestos contra Lula no parlamento

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Portugal, na manhã desta sexta-feira (21), em sua primeira viagem oficial à Europa neste terceiro mandato. O petista ficará no país até o próximo dia 25.

Seu último compromisso oficial será a participação, na terça-feira (25), em uma sessão solene de boas-vindas na Assembleia da República, o parlamento português. De acordo com a CNN Portugal, o evento deve ser agitado por protestos de partidos da direita portuguesa.

O agendamento desta cerimônia extraordinária de boas-vindas já foi marcado por polêmicas, porque parlamentares de direita foram contra a presença de Lula na sessão que celebrará a Revolução dos Cravos, comemorada em 25 de abril.

O presidente brasileiro evitará polêmicas e não comparecerá à sessão que comemora o aniversário do fim da ditadura salazarista, mas partidos de direita prometem fazer protestos mesmo assim – motivados sobretudo pelas recentes declarações polêmicas sobre a guerra na Ucrânia.

Em entrevista coletiva em Abu Dhabi, Lula apontou que EUA e UE teriam propiciado o prolongamento do conflito e que a decisão da batalha teria sido tomada “por dois países”.

“O presidente Putin não toma iniciativa de paz. O Zelensky não toma iniciativa de paz. A Europa e os Estados Unidos terminam dando contribuição para a continuidade dessa guerra”, disse.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina livro de visitas durante visita aos Emirados Árabes Unidos / 15/04/2023 Rashed Al Mansoori/Corte Presidencial dos Emirados Árabes Unidos/Divulgação via REUTERS

A CNN Portugal reportou que ao menos dois partidos planejam realizar protestos.

O presidente do partido português de extrema-direita Chega, André Ventura, disse que Lula deve ser condenado pela “proximidade com a Rússia”, pela “incapacidade de ver o sofrimento do povo ucraniano”, pela “sua proximidade à China”, pela “hesitação em condenar as ditaduras sul-americanas” e pela “corrupção”.

O Chega é o mesmo partido que está organizando uma cúpula mundial da extrema-direita para maio, em Lisboa, e convidou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que confirmou presença.

Ventura ainda chamou de “ultrajante” a possibilidade da presença do brasileiro na sessão da Revolução dos Cravos. O líder do Chega anunciou que organizará a “maior manifestação de sempre contra um dignatário estrangeiro em Portugal”.

Segundo Ventura, serão mobilizados “portugueses e brasileiros, todos os que se quiserem juntar”.

O deputado Rui Rocha, presidente do partido Iniciativa Liberal (IL), também planeja um protesto.

Em conversa com jornalistas, Rocha declarou sobre Lula: “Nós não aceitamos, quando estamos com uma guerra na Europa, que o ‘lobby putinista’ de que Lula da Silva faz parte venha impor-se aos portugueses numa data tão importante como 25 de Abril. Mas queremos dar um sinal de que não aceitamos essa imposição.”

Ele afirmou que o líder da bancada parlamentar do partido, Rodrigo Saraiva, estará presente na sessão de boas-vindas segurando uma bandeira da Ucrânia, enquanto o resto da bancada irá se retirar do plenário.

“Nós estaremos lá e enfrentaremos Lula da Silva olhos nos olhos, pela liberdade e pela Ucrânia”, acrescentou Rocha.

CNN Portugal”

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Brasil

Lula se irrita com MST e diz que invasões atrasam reforma agrária

A onda de invasões do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) nos últimos dias irritou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e provocou atrasos no calendário previsto para o anúncio da retomada de políticas de reforma agrária no país.

O chefe do Executivo teme que as ações causem desgaste para o governo, principalmente com o agronegócio, e convocou uma reunião nesta quinta-feira (20) com ministros para tentar debelar a crise.

Houve receio também de que esse movimento atrapalhe o andamento de pautas de interesse da gestão Lula no Congresso, como a aprovação da medida provisória que leva a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para o guarda-chuva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, saindo da pasta da Agricultura.

Integrantes do governo que mantêm diálogo com o MST criticam as invasões e argumentam que a iniciativa, no final das contas, pode ter o efeito contrário: em vez de pressionar o governo, podem atrasar a retomada de políticas de reforma agrária no país.

Lideranças petistas afirmam que o MST sempre foi um parceiro importante do partido, mas reclamam nos bastidores da postura adotada desde o início do terceiro governo Lula.

A avaliação é de que o Executivo tem enfrentado uma série de desafios, como no caso da invasão nas sedes dos três Poderes em 8 de janeiro, e que não seria correto um aliado abrir uma nova frente de crise.

Nas conversas com o governo, o MST argumenta que é papel do movimento pressionar para que a reforma seja uma prioridade de fato do Executivo.

Membros do movimento fazem uma comparação com a postura adotada pela militância do PT e pela presidente da sigla, deputada Gleisi Hoffmann (PR). A sigla tem pressionado o Executivo, principalmente a equipe econômica, a não adotar medidas de austeridade fiscal com o objetivo de forçar o governo a ter uma postura mais à esquerda.

No caso do MST, dizem, é necessário fazer uma mobilização similar para evitar que o agronegócio vença o debate e tenha prioridade nas políticas públicas do Palácio do Planalto em detrimento das ações de redistribuição fundiária.

Segundo aliados de Lula, havia um plano amadurecido para anunciar a nova reforma agrária ainda em abril. As atitudes do MST, porém, conturbaram o ambiente.

Além da reforma, o movimento tem uma série de demandas a negociar com o governo. No entanto, a partir do momento em que eles invadiram a sede da Suzano, no Espírito Santo, e unidade da Embrapa, em Pernambuco, ministros avisaram que só retomariam qualquer conversa se eles deixassem as áreas.

Na quarta-feira (19), o ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) foi ao Congresso conversar com líderes da Câmara e do Senado e comunicá-los de que o MST deixaria as áreas da Embrapa e da Suzano. O objetivo era conversar com os parlamentares sobre a aprovação da MP que levou a Conab para o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Nesta quinta-feira (20), Lula chamou uma reunião para debater o tema. O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, iria comparecer a um evento em Londres, mas teve de cancelar a participação por ter sido convocado pelo mandatário para discutir a crise gerada pelas invasões do MST.

Em outra frente, o ministro Fernando Haddad (Fazenda) decidiu se encontrar com integrantes da coordenação nacional do MST. Na pauta, havia pedido de liberação de verba para reforma agrária e outros temas de interesse do movimento.

Após o encontro com o ministro da Fazenda, João Paulo Rodrigues, da coordenação nacional do MST, disse que a crise política envolvendo as invasões de terra foi tratada de maneira secundária.

O coordenador afirmou que a reunião com Haddad foi proveitosa em relação às demandas do movimento e que não houve pressão para interromper ou reduzir o ritmo de invasões.

Ele também declarou que o ministro da Fazenda pediu especificamente a desocupação da área da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) que foi invadida em Petrolina (PE).

A Justiça Federal determinou que os sem-terra desocupem a fazenda pertencente à Embrapa no interior pernambucano. A decisão judicial dá prazo de 48 horas, a partir da notificação, para que ocorra a saída da área.

Além da reação negativa do agronegócio, também preocupa o governo as críticas ao MST vindas da classe política, inclusive de aliados.

Em Londres, no evento do Lide, entidade criada pelo ex-governador João Doria, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), aliado do PT, repreendeu os sem-terra.

“Na hora em que o movimento ocupa uma sede da Embrapa, perde apoio político, ou na hora que ocupa uma sede do Incra. O momento exige uma reflexão do movimento e um processo mais acelerado na área da política agrária”, afirmou.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que as invasões têm claro sentido político e não de expectativa de obtenção de conquistas reais.

“Eles [MST] têm que rever o que querem. Não me parece fazer sentido nenhum invadir área produtiva, porque é lógico que vão ser retirados dali. Me parece ser muito mais uma ação política do que ter resultado prático”, afirmou.

Já o emedebista Helder Barbalho, governador do Pará, disse que é preciso conjugar combate a ilegalidades com políticas de reforma agrária.

“É fundamental que o Brasil possa ter tranquilidade no campo, segurança jurídica, propriedade de terra. Por um lado deve-se combater toda e qualquer ilegalidade. Por outro, o governo brasileiro deve instituir junto com os estados políticas de reforma agrária que não apenas garantam terra, como também permitam produção para essas localidades”, declarou.

Outra política de esquerda, a ex-ministra do Meio Ambiente Izabella Teixeira afirmou que é preciso haver racionalidade e diálogo político. “Precisa de racionalidade, interlocução política, mas sem invadir terra pública, propriedade”, afirmou.

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) afirmou por sua vez que invasões são contrárias à lei, “e tudo quanto for contrário à lei deve ser coibido e evitado”. “O governo tem compromisso de reprimir esse tipo de atitude e buscar sentar à mesa para poder negociar”, disse.

A reforma agrária sempre foi uma das principais bandeiras do PT, que historicamente foi aliado do MST. Quando Lula foi preso, por exemplo, lideranças do movimento participaram do acampamento em frente à Polícia Federal de Curitiba e classificaram as condenações do petista como perseguição política.

Folha de São Paulo

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Brasil

Governo manobra para ter maioria e comando de CPI que tentou barrar

O Palácio do Planalto vai montar uma tropa de choque na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que deve ser instalada na próxima semana para investigar os ataques às sedes dos três Poderes, no dia 8 de janeiro. Pela composição dos blocos partidários, aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva podem ocupar a maioria das cadeiras da CPI e o Planalto usará o poder de barganha para tentar emplacar o presidente e o relator da comissão. O governo quer que o deputado André Janones (Avante-MG), conhecido pelo método de “guerrilha” nas redes sociais, tenha assento na CPI.

A briga entre os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), preocupa o Planalto no momento em que Lula não pode sofrer novo racha em sua base de sustentação no Congresso. Nos bastidores, auxiliares de Lula admitem que a moeda de troca para segurar os aliados será, mais uma vez, a distribuição de cargos e emendas. Dos 32 integrantes da CPI (16 deputados e 16 senadores), governistas calculam conseguir indicar 20 nomes.

GSI

Antes contrário à CPI, Lula foi obrigado a mudar de estratégia após a divulgação de imagens que mostravam o general Gonçalves Dias, então ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) circulando em corredores do Planalto, no dia 8 de janeiro, sem repreender os invasores. G.Dias, como é conhecido, pediu demissão nesta quarta-feira, 19, mas o novo fato político deu munição para a abertura da CPI.

O governo pretende ter dois perfis na comissão: um mais combativo, do tipo Janones, e outro para “operar” a política. Janones retirou sua candidatura à Presidência, no ano passado, para apoiar Lula. Patrocinou um duro combate nas redes sociais contra o então presidente Jair Bolsonaro e seus discípulos. Após a vitória de Lula, porém, foi praticamente esquecido pelo Planalto.

Pacheco disse que vai ler, na próxima quarta-feira, 26, o requerimento de instalação da CPI, que deverá ser composta por 16 deputados e 16 senadores. Mesmo com maioria, o governo é refém do Centrão, liderado por Lira, que pretende encaixar o líder do PP na Câmara, André Fufuca (PP-MA), como relator do colegiado. Mas o PL do ex-presidente Jair Bolsonaro brigará para que a relatoria fique com o deputado André Fernandes (PL-CE), autor do requerimento que pede a abertura da comissão. Fernandes é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter participado dos atos de 8 de janeiro.

Para o presidente do Senado, o Executivo cometeu um erro ao não apoiar a CPI desde o início. “Eu disse desde o início que era legítimo o Parlamento fazer as investigações. O governo se colocou contra em um primeiro momento”, afirmou Pacheco, em Londres, após uma palestra para empresários do Lide Brazil Conference. Em conversas reservadas, apoiadores de Lula dizem que o Planalto deveria ter apoiado a CPI proposta pela senadora Soraya Thronicke (União Brasil-MS). A comissão sugerida por Thronicke seria só no Senado, onde o governo tem um ambiente mais confortável.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse que a “nova situação política” obrigou o Planalto a mudar de estratégia para barrar a divulgação de fake news sobre os atos golpistas. “Vamos orientar líderes dos partidos da base a indicar membros para essa CPI e enfrentar o debate político que está tentando ser criado por aqueles que passaram pano aos atos terroristas de 8 de janeiro”, observou Padilha.

Desde que vieram à tona imagens mostrando o general G. Dias sem repreender invasores no Planalto, o número das assinaturas de deputados pedindo a CPI saltou de 192 para 232. O de senadores, por sua vez, se manteve em 37.
Biografia

Responsável pela articulação do Planalto com o Congresso, Padilha defendeu G. Dias, que é amigo de Lula. “Acho que qualquer vídeo vazado com edição não é suficiente para destruir a biografia de uma pessoa. Tem que ser apurado não só o G. Dias como todos aqueles que estavam naqueles vídeos”, disse Padilha. As gravações, divulgadas pela CNN Brasil, mostram também um militar que trabalhava no GSI dando água mineral para os invasores. Trata-se do capitão do Exército José Eduardo Natale Pereira, que integrava a equipe de viagens de Bolsonaro.

“Vamos fazer desse limão uma limonada”, afirmou o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo no Congresso. “Tenho certeza de que os bolsonaristas vão se arrepender, porque não tem como fazer uma CPI como essa e não chegar nos financiadores do golpe.” Na outra ponta, o vice-presidente do PL, Capitão Augusto (SP), disse que o governo tem muito a explicar. “A esquerda está desesperada porque sabe que pau que bate em Chico bate em Francisco”, provocou.

Estadão

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Política

Saiba quem são os deputados da PB que já assinaram lista para abertura da CPMI dos atos terroristas

A abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas de 08 de janeiro conta atualmente com o apoio de ciânico parlamentares paraibanos.

A abertura ganhou força após o escândalo envolvendo o general Gonçalves Dias, agora ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Governo Federal.

Veja quem são os parlamentares:

Efraim Filho (União Brasil)

Cabo Gilberto (PL)

Romero Rodrigues (PSC)

Ruy Carneiro (PSC)

Wellington Roberto (PL).

Com PolíticaETC

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Paraíba

Justiça Federal condena dois ex-prefeitos paraibanos por desvio de verbas da Funasa

Em mais uma decisão no âmbito da Operação Recidiva, Justiça Federal na Paraíba condenou dois ex-prefeitos de Catingueira, no Sertão da Paraíba, além de um engenheiro e um empresário a prisão e reparação aos cofres públicos

O caso envolveu desvio de verbas de convênio com a Fundação Nacional da Saúde, com previsão de repasse de R$ 430,5 mil. Os recursos seriam destinados ao saneamento básico, sendo a construção de 44 banheiros em diversas comunidades rurais do município sertanejo.

Segundo o MPF, Albino Félix de Sousa Neto, na época (2014) prefeito de Catingueira, assinou o convênio, autorizou a licitação e foi o ordenador das despesas. Já o também ex-prefeito Edivan Félix, de acordo com a denúncia, foi executor informal da obra, recebeu o dinheiro e não o aplicou, sendo, portanto, o destinatário final do desvio. Sérgio Pessoa Araújo (engenheiro da prefeitura) e José Vieira Maciel (administrador da empresa contratada Cedro Engenharia) são os responsáveis técnicos da obra.

Conforme a denúncia, em 2016, o então prefeito de Catingueira, Albino Félix de Sousa Neto, que é sobrinho do ex-prefeito Edivan Félix, autorizou pagamentos à Cedro Engenharia, com base em boletins de medição falsos, assinados pelo engenheiro Sérgio Pessoa Araújo, responsável pela fiscalização da obra. A partir de diálogos encontrados no celular de José Vieira Maciel, apreendido durante a Operação Recidiva, é possível constatar que Maciel repassou pagamentos vultosos para o ex-prefeito Edivan Félix e que apenas entre 4,76% e 5% da obra foram de fato executados, e nenhum banheiro foi concluído.

Para o MPF, os diálogos mantidos entre o engenheiro fiscal da obra e o proprietário da construtora evidenciam um dos principais modos de como são desviados recursos públicos: “A empresa de fachada não executa a obra, recebe um percentual e repassa ao gestor para que ele próprio – ou um terceiro de sua confiança – execute os serviços”. No caso dos 44 banheiros nas comunidades rurais de Catingueira, o gestor de fato era o ex-prefeito José Edivan Félix, o qual, conforme a denúncia, “embolsou os recursos da obra federal e nem ao menos se preocupou de executar por meio de terceiros ou se utilizando da estrutura da Prefeitura de Catingueira”, fato devidamente evidenciado em laudos técnicos dos corpos técnicos da Funasa e do MPF.

Além de cada um te que devolver o valor de R$ 52.046,47 (R$ 23.944,77 da primeira medição e R$ 28.101,70 da segunda medição), os quatro foram condenados a cumprir as seguintes penas de reclusão: Albino Félix – 5 anos e 9 meses; Sérgio Pessoa – 4 anos e 6 meses; José Vieira Maciel – 3 anos e 9 meses de reclusão; e José Edivan Félix – 4 anos e 6 meses. Todos recorrem da decisão em liberdade.

Blog do BG PB

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Brasil

“A verdade vai finalmente começar a vir à tona”, diz Ciro Nogueira sobre atos do 8/1

Ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL), Ciro Nogueira (PP) voltou se pronunciar sobre a divulgação de vídeos que resultaram na queda do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Gonçalves Dias. O material, divulgado ontem pela CNN, mostra o militar interagindo com invasores que participaram dos atos de 8 de janeiro.

Ao comentar o episódio, Ciro Nogueira afirmou nesta quinta-feira (20) no Twitter que “a verdade sobre o que realmente aconteceu nas entranhas do poder vai finalmente começar a vir à tona”.

O fosso de tudo que quiseram que o Brasil não soubesse vai ser destampado. Tic Tac Tic Tac. Mas a realidade é uma só: se um presidente não pode governar o palácio em que despacha, poderá governar um país? Claro que não. Então, é óbvio que se não houve cuidado para evitar a invasão foi algo deliberado e o governo é o responsável pelo que governa. E mais ninguém”, acrescentou.

“Por essa razão, vejo como desculpa esfarrapada todas as ‘explicações’ para a a forma como se permitiu a invasão do palacio do Planalto em 08/01. Culpam tudo e todos. Inventam conspirações sem provas. Como ex-chefe da Casa Civil, posso assegurar que em hipótese alguma a segurança da sede da presidência da República é ‘detalhe’. Ainda mais para um governo que assume. O coração do governo é o lugar para onde todas as atenções e cuidados são concentrados“, concluiu Ciro Nogueira.

O Antagonista

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