O governo Lula (PT) já pagou R$ 25,5 bilhões em emendas parlamentares em 2026, segundo o colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O valor foi alcançado em pouco mais de seis meses e já supera o total pago em todo o ano de 2025, quando foram destinados R$ 31,5 bilhões em emendas.
O montante de 2026 se aproxima dos maiores valores registrados nos últimos anos. Em 2024, o governo federal pagou R$ 31,4 bilhões em emendas para deputados e senadores.
Segundo Cláudio Humberto, as chamadas emendas “sem autor”, que ganharam destaque nas últimas semanas, representam pouco mais de 5% do total pago neste ano.
A comparação também mostra que, no último ano do governo Jair Bolsonaro, foram pagos pouco mais de R$ 17 bilhões em emendas parlamentares.
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que suspendeu por 30 dias o direito de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Flávio diz que “Bolsonaro foi enterrado vivo” e se refere à proibição como “ilegal, covarde e cruel”.
Na publicação, o senador afirma que a decisão de Moraes é motivada por vingança: “Usar a força que o Estado lhe conferiu para satisfazer seus devaneios pessoais não é justiça, é vingança”.
Flávio atribui ao ministro do STF uma tentativa de interferir nas eleições: “Moraes desequilibrou as eleições de 2022 e tenta interferir de novo em 2026.”
Visitas proibidas
A proibição de visitas por 30 dias foi determinada nesta sexta-feira (17), após Moraes concluir que Bolsonaro descumpriu as regras da prisão domiciliar humanitária ao divulgar uma carta com conteúdo político por intermédio de Flávio.
Para o filho do ex-presidente, o impedimento foi estendido para 90 dias, com proibição de contatos com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026.
Na decisão, Moraes afirma que Bolsonaro violou a proibição de utilizar meios de comunicação externa e redes sociais, direta ou indiretamente. Para o ministro, a chamada “Carta aos Brasileiros”, entregue ao filho e posteriormente divulgada nas redes sociais, tinha caráter político-eleitoral e buscava alcançar o público por meio de terceiros.
Os advogados de Jair Bolsonaro (PL) pediram ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que o presidente da Argentina, Javier Milei, visite o ex-presidente brasileiro em Brasília. O encontro está previsto para 25 de julho, a partir das 16h.
Milei já havia antecipado a viagem ao Brasil na semana passada. O argentino disse que viria ao país para apoiar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.
A data sugerida por Milei coincide com a convenção do Partido Liberal (PL), que oficializará a candidatura de Flávio à Presidência. O evento é obrigatório para o registro na Justiça Eleitoral.
Milei deve comparecer acompanhado de integrantes de sua comitiva oficial. A defesa de Bolsonaro protocolou os nomes dos acompanhantes no pedido enviado ao STF.
A visita de Milei depende da autorização da Justiça. Até o momento, Moraes não se manifestou sobre o pedido.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta quinta-feira (16), que não há justificativa para os Estados Unidos aplicarem uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros.
A declaração foi feita nas redes sociais, onde o presidente compartilhou o pronunciamento em que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, rebate falas do secretário de Estado americano, Marco Rubio.
“Desde o primeiro momento, buscamos o diálogo e enfatizamos nossa disposição de negociar. Apontamos que não há justificativa para as tarifas anunciadas. Não vamos abrir mão de defender o nosso Pix, a nossa soberania e os produtores brasileiros”, escreveu Lula.
Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (16) mostra que 50% dos eleitores desaprovam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros 42% disseram aprovar o desempenho do presidente, enquanto 8% não souberam responder.
Entre os que aprovam Lula, 44% são mulheres e 40% homens. Já entre os que desaprovam, 55% são homens e 45% mulheres.
Na pesquisa anterior, divulgada em 25 de junho, 50% também disseram desaprovar o trabalho do presidente, 43% aprovaram e 8% não souberam responder.
Sobre o governo, 51% dos eleitores afirmaram não aprová-lo, enquanto 42% avaliaram a gestão de Lula de forma positiva. Outros 7% não souberam responder.
Metodologia
O levantamento ouviu 2.400 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 12 e 15 de julho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo nº BR-00059/2026.
O governo brasileiro divulgou nota repudiando a decisão dos Estados Unidos (EUA), anunciada nesta quarta-feira (15), de impor tarifas de 25% sobre produtos vindos do Brasil. A medida estadunidense passa a valer a partir do próximo dia 22, com base em investigações feitas por Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
A nota, assinada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República, destaca que o Brasil não reconhece a legitimidade dessas investigações, que não teriam amparo nas regras multilaterais de comércio. E acrescenta que não há justificativa para medidas unilaterais dos Estados Unidos contra o Brasil.
“O dia 15 de julho de 2026 passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável”.
A nota diz ainda que a Lei de Reciprocidade brasileira será acionada “imediatamente”, além de instrumentos para solução de conflitos no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”.
Alegações
A investigação iniciada há um ano pelo USTR concluiu que certas práticas brasileiras são descabidas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.
Entre as medidas citadas pelo USTR estão “práticas de comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção da propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal”.
Em sua defesa, no entanto, o governo brasileiro diz que as alegações contra o Pix e a regulação de plataformas digitais são descabidas.
“Bem como são absurdas as acusações sobre desmatamento. O Pix é um patrimônio do nosso povo e referência internacional de infraestrutura pública digital. No Brasil, não vamos abdicar de proteger nossas famílias e nossas crianças contra a ganância de um punhado de tecno-oligarcas”, informa a nota.
Além disso, segue a nota, “a liberdade de expressão não é carta branca para a criminalidade. O mundo inteiro sabe que, a partir de 2023, combatemos de forma incisiva os ilícitos ambientais e reduzimos drasticamente o desmatamento em todos os biomas brasileiros”.
De acordo com a nota do governo brasileiro, nas audiências públicas promovidas pelo USTR na semana passada, houve 78 intervenções de representantes do setor privado dos dois países, das quais 63 foram contrárias ao tarifaço estadunidense.
“Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil. Em 2025, 76% das importações originárias dos EUA entraram no país sem pagar imposto de importação, e a alíquota média efetivamente aplicada sobre produtos norte-americanos foi de apenas 3,1%”, diz a nota da Presidência.
A nota conclui informando que o Brasil continuará adotando medidas para reduzir os danos causados à economia do país e aos brasileiros e que seguirá buscando diversificar parceiros comerciais para abrir novos mercados para os produtos brasileiros.
“Por meio do Plano Brasil Soberano, manteremos medidas de proteção aos setores afetados por tarifas ilegais e arbitrariamente impostas pelo governo dos EUA, preservando empregos e a capacidade produtiva nacional”.
A defesa de Jair Bolsonaro afirmou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (15), que o ex-presidente não sabia que a carta entregue ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante uma visita autorizada seria divulgada nas redes sociais.
Os advogados dizem que o ex-presidente “jamais soube que a carta seria publicizada” e que “não houve qualquer orientação, ajuste ou combinação prévia acerca da utilização de redes sociais para esse fim”.
Segundo a defesa, Bolsonaro redigiu um manuscrito, posteriormente entregue ao filho durante visita regularmente autorizada. Eles sustentam que a decisão de divulgar o documento foi tomada sem conhecimento prévio do ex-presidente e que a referência feita por Flávio Bolsonaro durante a leitura da carta não foi previamente combinada com o pai.
Restrições cumpridas
Os advogados também argumentam que Bolsonaro tem cumprido rigorosamente as condições impostas no regime de prisão domiciliar humanitária.
A petição acrescenta que o ex-presidente não enxergou incompatibilidade entre escrever uma carta e as restrições determinadas pelo STF. Acrescentou que lembrando que, em ocasiões anteriores, “outras correspondências por ele redigidas sem que isso houvesse ensejado qualquer questionamento quanto ao cumprimento das medidas então vigentes, mesmo quando publicizadas”.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) mostra “empate técnico” entre aprovação e desaprovação do governo Lula (PT). Segundo o levantamento, 48% aprovam a gestão, 47% desaprovam e 5% não souberam ou não responderam.
A diferença entre aprovação e desaprovação caiu de nove pontos em abril para três em maio, um em junho e permaneceu a mesma em julho.
Veja os números
Desaprova o governo: 47% (eram 48% em junho, 49% em maio, 52% em abril e 51% em março);
Aprova: 48% (eram 47% em junho, 46% em maio, 43% em abril e 44% em março);
Não sabe/não respondeu: 5% (eram 5% em junho, maio, abril e março).
A Quaest também questionou aos entrevistados como eles avaliam o trabalho que o presidente Lula está fazendo.
Positivo: 36% (eram 34% em junho, 34% em maio, 31% em abril e 31% em março);;
Negativo: 36% (eram 38% em junho, 39% em maio, 42% em abril e 43% em março);;
Regular: 26% (eram 26% em junho, 25% em maio, 26% em abril e 25% em março);;
Não sabe/não respondeu: 2% (eram 2% em junho, 2% em maio, 1% em abril e 1% em março).
Metodologia
O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE com o número BR-07181/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 46,3% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), que tem 46,1%, segundo pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (16).
Os dois estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro do levantamento.
Brancos, nulos e eleitores que afirmaram que não votariam em nenhum dos candidatos somam 6,5%, enquanto 1,1% não souberam responder.
Metodologia
Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.
A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07294/2026.
Pesquisa Futura/Apex divulgada nesta terça-feira (14) mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é rejeitado por 47,6% dos eleitores. Em seguida aparece o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato do partido, rejeitado por 45,4%.
Na sequência, aparece a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com 32,2%. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), tem 15,3%; seguido por Cabo Daciolo (Mobiliza), tem 14,7% de rejeição.
Veja os números:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) — 47,6%
Flávio Bolsonaro (PL) — 45,4%
Michelle Bolsonaro (PL) — 32,2%
Romeu Zema (Novo) — 15,3%
Cabo Daciolo (Mobiliza) — 14,7%
Ronaldo Caiado (PSD) — 13,3%
Renan Santos (Missão) — 12,3%
Joaquim Barbosa (DC) — 10,5%
Augusto Cury (Avante) — 9,6%
A pesquisa ouviu 2.000 pessoas entre 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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